O Natal em poucas palavras — Roy L. Smith

6 12 2012

Natal, cartão postal.

“Quem não tem o espírito do Natal em seu coração nunca o achará debaixo da árvore”.

Roy L. Smith





Rodrigo Gurgel libera o Prêmio Jabuti e nos dá esperanças!

6 12 2012

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Ghislaine Gagna dans un jardim florentin

Em um jardim florentino, 2008

Ghislaine Gagna (França)

óleo e pastel sobre tela

80 x 100 cm

Ghislaine Gagna

Confesso que andei muito curiosa a respeito do crítico literário Rodrigo Gurgel.  Não o conhecia.  Só ouvi falar nele depois da controvérsia sobre sua participação na seleção do Prêmio Jabuti.  Depois disso, procurei por ele, passei no blog Rodrigo Gurgel algumas vezes, simpatizei bastante com suas opiniões.  No início desta semana, li a entrevista que ele deu a Márcia Abos, do jornal O GLOBO [ 3/12/2012] e me enfureci.  Não com Rodrigo Gurgel – esse sobrenome anda muito famoso hoje em dia e sempre do lado certo — mas com a arrogância das questões colocadas pela jornalista, inconformada com a diferença de opinião do crítico literário em comparação com a dos demais membros do juri.

As perguntas começaram  pedindo que ele enunciasse os critérios que usou para dar notas na segunda etapa do prêmio.   [É importante notar, no entanto, que a pergunta não foi feita aos  outros integrantes do júri].  E continuou:  “Mas você avaliou o romance de Ana Maria Machado”?  e depois,  em ordem, a entrevistadora pergunta: Você ao dar nota zero, definiu sozinho a categoria. Esperava que isso acontecesse?Decepcionou-se com “Infâmia”, de Ana Maria Machado; Fez uma espécie de leitura às cegas? E finalmente, a joia de toda a entrevista: Depois da polêmica, arrepende-se de suas notas?

Mas o que quer a jornalista Márcia Abos? Pelas perguntas  fica a sensação de que Ana Maria Machado já era considerada a vencedora,com o livro Infâmia,  mesmo antes dos votos terem sido contados.  Rodrigo Gurgel  foi, então,  o estraga-prazeres, um lunático, um jurado que não sabia o que fazia?   Mas por que?  Por que ele não gostou do livro de Ana Maria Machado? Por que não se submeteu à corrente que precisava premiar a autora?

Escritores têm bons e maus momentos.  Têm livros bons e ruins.  Será que Ana Maria Machado está acima desse patamar?  Por que a opinião de um crítico, conceituado o suficiente para fazer parte do júri do Jabuti, tem que concordar com a opinião dos outros?  Neste prêmio ninguém é para ser premiado pela obra passada.  E tampouco pela obra ainda não produzida.  O que teoricamente está em julgamento é aquele livro, específico.  Este ano eram Infâmia de Ana Maria Machado, Ninhonjin  e outros.  Mas nessa entrevista não houve a pergunta mais important de todas, ao entrevistar Rodrigo Gurgel:  Quais as características do romance de Oscar Nakasato,  Ninhonjin, que agradaram ao critico Rodrigo Gurgel, que levaram este escritor a ganhar o prêmio?  Mas esta pergunta, a única realmente válida nesse caso, não foi feita.  E ainda, Ninhonjin, o vencedor do prêmio, não foi mencionado durante a entrevista publicada, exceto na introdução da seguinte maneira:  “O crítico literário Rodrigo Gurgel, o polêmico jurado C da categoria romance do mais antigo e tradicional prêmio de literatura no Brasil, explica em entrevista ao GLOBO por que [sic] distribuiu notas zero para romances de autores consagrados, como Ana Maria Machado, e notas dez para obras de estreantes, como Oskar Nakamoto”.  Como assim?  O premiado não mereceu uma única menção?  Afinal o que teria esse livro para receber nota 10? E Rodrigo Gurgel polêmico? Por que não gostou de certos livros? Aos olhos de quem?

A entrevista acabou aí.  Acusatória.  Não deveria haver uma opinião divergente; o resultado eram favas contadas. Foi uma cobrança pública de um voto. Como se para ser jurado no Prêmio Jabuti  o crítico tivesse a obrigação não de votar no que acreditasse ser o melhor, mas no que outros imaginavam ser o romance que deveria ganhar. “Há algo de podre no Reino da Dinamarca”, no mundo literário, nos prêmios, quando se espera que só certos autores, abençoados pelas igrejinhas, pelas coronéis editoriais, pela moldes políticos ou críticos da moda sejam os premiados.

O Prêmio Jabuti anda por demais nas manchetes dos jornais.  Recentemente sofreu grande pressão quando premiou Chico Buarque de Holanda.  Talvez, se mais críticos como o independente Rodrigo Gurgel fizessem parte do júri, o prêmio deixasse as manchetes de escândalo nos jornais para realmente abrir caminhos para uma verdadeira literatura brasileira, tão estagnada hoje pelos espartilhos das versões críticas da moda.





Quadrinha dos ninhos

5 12 2012

ninho de passarinhos,

Ninho, ilustração dos anos 60, sem autoria.

Que venham chuva e calor,

que os ventos desçam ou subam,

pois ninhos feitos de amor

tempestades não derrubam…

(Ademar Macedo)





Natal — poema de Sabino de Campos

5 12 2012

Sagrada Família

Il Pesarese, Simone Cantarini (Itália, 1612-1648)

óleo sobre tela, 72 x 55 cm

Museu do Prado, Madri

Natal

Sabino de Campos

Natal.  É noite silente.

Numa pobre manjedoura,

Maria, divinamente,

No venttre um Deus entesoura.

José murmura, almo e crente,

Uma prece.  Do Alto, loura

Réstia de luz, docemente,

A face calma lhe doura.

Para reger o destino

Do mundo, nasce o Menino

Entre glórias na amplidão.

Os galos cantam nos prados

E seus clarins reiterados

Ecoam na solidão!

(Versos da meninice)

Cachoeira, Ba

Em: Natureza, Sabino de Campos, Rio de Janeiro, Pongetti, 1960





Palavras para lembrar – Louisa May Alcott

5 12 2012

Felix Vallotton, (Suiça 1864-1925) Voltando do mar, 1924,ost, 81 x 100cm

Voltando do mar, 1924

Félix Vallotton (Suiça, 1865 – 1925)

óleo sobre tela,  80 x  100 cm

Musée d’Art et d’Histoire, Genebra, Suíça

“ Quero fazer algo esplêndido…

Algo heroico e maravilhoso que não será esquecido depois da minha morte…

Acho que escreverei livros”.

Louisa May Alcott





Planos de escrita, texto de Plínio Bastos

4 12 2012

Gari Melchers, O sermão, 1886,  ost, [EUA, 1860-1932]

O sermão, 1886

Gari Melchers (EUA, 1860-1932)

óleo sobre tela,  159 x 219 cm

Smithsonian American Art Museum, Washington DC

“ O professor saiu da janela e sentou-se à mesinha onde estavam seus livros.  Abriu o bloco de papel branco; experimentou a caneta tinteiro; desenhou um arremedo de templo grego bem no alto da página.  Primeiro faria um esboço do seu livro, sobre o qual ainda há pouco pensara tanto, anotando as cenas principais, as personagens que iria criar ou reproduzir, as ideias que precisava desenvolver. Mais tarde, quando voltasse para casa, completaria o que estivesse apenas esboçado. O cenário do livro seria Santo Estefânio, cujo nome talvez trocasse, e a história se desenvolveria partindo de um núcleo: seu amor de quarentão pela jovem Madalena, amor que recordaria sua paixão por Lenora, paixão que o faria refluir à sua pequena cidade do nordeste, à Elsie, a protestante, e à sua igrejinha, que ficava de frente para a lagoa enorme de águas tranquilas. Adolescente, rapaz, quarentão, nos meios mais diferentes, o seu amor não variava de estilo, seguia sempre os mesmos caminhos, embora diferisse o objeto do seu amor. E mostraria no livro, sem piedade para consigo mesmo, a constância das situações ridículas em que se enleiava sempre que se apaixonava. A cena da festa de natal na Igreja dos protestantes, o rosto em fogo, sem saber onde colocar as mãos, atento aos movimentos e à expressão do rosto do Pastor, sem ânimo para fugir, as irmãs de Elsie cochichando, contendo o riso, olhando de soslaio em sua direção. E depois a passagem do Pastor, alto e seco, pelo tapete que ia do púlpito à porta de entrada, acompanhado da esposa, Elsie de olhos brilhantes, sorrindo e sem ohar para os lados, as irmãs de cabeça baixa, contendo o riso, e ele sem poder fugir, morrer, não existir, tal como era o seu desejo naquele momento”.

Em: A estrela e o professor, Plínio Bastos, Rio de Janeiro, Liv. Império: 1956.

Plínio Bastos, (Brasil) professor, romancista, poeta e historiador.

Obras:

A vida comercial, 1954

A Estrela e o Professor, romance, 1956

Talvez Alguém se Salve, romance, 1958

Um Crime, romance, 1961

Justiça Triste, romance, 1962

História do Mundo, história, 1960

História do Brasil, história, 1959

As Grandes Mitologias do Mundo, 1959

Galeria de brasileiros ilustres, biografias, 1953





Quadrinha do diploma

4 12 2012

formatura, R. John Holmgren (1897-1963)

Formatura, ilustração de R. John Holmgren (1897-1963).

Qual imagem, na redoma,

que sem a fé jamais cura,

de nada vale um diploma

sem o primor da cultura.

(Alberto Fernando Bastos)





O Natal em poucas palavras — Hamilton Wright Mabie

4 12 2012

Cartão Postal, Alemanha.

“Bendita seja a data que une a todo mundo numa conspiração de amor”.

Hamilton Wright Mabie





Palavras para lembrar — Ray Bradbury

3 12 2012

Underground
Debaixo da terra

Valerie Ganz (País de Gales, 1936)

gravura

Valerie Ganz

“A leitura está no centro de nossas vidas. A biblioteca é o nosso cérebro. Sem a biblioteca não temos civilização”.

Ray Bradbury





Imagem de leitura — Jonathan Linton

3 12 2012

Jonathan Linton

Reader, s/d

Jonathan Linton (EUA, contemporâneo)

www.jonathanlinton.com