Chuva sobre a cidade, poema de Lêdo Ivo

23 12 2012

chuva um dia deUm dia de chuva, ilustração: ignoro a autoria.

A chuva sobre a cidade

Lêdo Ivo

Chove sobre a cidade

e a chuva inunda o asfalto, difunde o desastre e o desencontro

e procura abater as palmeiras que do fim da tarde

queriam apenas — graça plena — as estrelas.

Os trovões reboam, espantando os pássaros

que vieram refugiar-se no meu quarto.

Os relâmpagos, fotógrafos do absoluto, iluminam as pessoas que passam

— são outros rostos, minha irmã, são as faces

revoltadas porque as divindades impossibilitaram os idílios,

a chegada pontual a uma casa, o já adiado trespasse com o inefável.

As sarjetas recebem finalmente a Poesia. Como são belos

e nítidos os barcos de papel

que navegam buscando os reinos fantásticos, os inaccessíveis!

A chuva tem uma canção. Jamais uma elegia

para saudar sua gentileza. Jamais uma ode,

um himeneu, uma écloga deploratória.

Meu irmão, deixa que a goteira molhe tuas últimas

poesias. Pouco importa que amanhã te reconcilies com os grandes temas poéticos.

O amanhã é inconsumível. A chuva te ensina

a ser invariável sem se repetir.

Em: Central Poética: poemas escolhidos, Lêdo Ivo, Rio de Janeiro, Aguilar:1976

Em homenagem ao poeta Lêdo Ivo, falecido hoje, aos 88 anos.





Quadrinha para o Natal

23 12 2012

natal em mocambiqueNatal em Moçambique, ilustração autoria desconhecida.

Junto do berço que a luz

da fé cristã alumia,

toda criança é Jesus

e toda mãe é Maria.

(Padre Celso de Carvalho)





Nihonjin, de Oscar Nakasato: o jardim zen da literatura brasileira

22 12 2012

FUKUDA, Roberto Kenji (SP 1943) Abstrato - Óleo s tela 50 x 50 cm. ass. inf. direito

Sem título

Roberto Kenji Fukuda (Brasil, 1943)

óleo sobre tela, 50 x 50 cm

Coleção Particular

Há alguns anos, amigos meus nos Estado Unidos, transformaram seu quintal, em um jardim de pedras, um Karesansui, um jardim zen.  Com eles aprendi, naquela época, alguns truques de paisagismo oriental que permitem a impressão de grande espaço em uma pequena área, quer por meio de telas, quer por caminhos em passeios sinuosos que levam a cantos raramente explorados do terreno ou que passam sobre um pequeno  lago com carpas. O Karesansui, no entanto, permite distanciamento e  mais do que isso: uma inimaginável sensação de paz e tranqüilidade, mesmo que sua localização esteja no meio da cidade. O minimalismo das pedras, do cascalho, da água fazem-no um jardim reservado unicamente aos elementos essenciais e parece levar à introspecção e à descoberta daquilo que nos é vital.  Karesansui é um jardim que favorece a meditação.  A leitura de Nihonjin me lembrou este jardim.  Há na sua narrativa, que cobre três gerações de japoneses e seus descendentes no Brasil, um arranjo artístico igualmente sensível que faz com que suas 176 páginas sejam suficientes para o retrato da complexidade emocional, da dificuldade física e cultural de adaptação dos imigrantes japoneses que chegaram a este país.

Ainda não visitei o Japão, em pessoa.  A literatura japonesa tem aos poucos encontrado seu lugar nas minhas prateleiras de livros favoritos, enquanto suas famosas xilogravuras policromadas foram objeto de estudo e admiração nas artes visuais. Por causa delas e dos netsuquês, botões de roupa esculpidos com grande detalhe, estudei um ano de japonês. Mas a complexidade da língua e das formas de tratamento me deixaram perplexa e logo abandonei o aprendizado, estudando em seu lugar um pouco de hindu, língua igualmente complexa e frustrante. Foram  assim os meus vinte anos, tempos de expansão cultural, onde  estudante em terra alheia, uma quase imigrante, tentei alargar meus horizontes e, com afinco, me embrenhar pelos caminhos do outro.  Essa atividade não acompanhou a maioria dos imigrantes japoneses no Brasil, como bem mostra Oscar Nakasato em Nihonjin. O outro, nesse caso nós, brasileiros, era exatamente isso: OUTRO.  E assim ficaria até que voltassem à terra do sol nascente.

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A temática do imigrante é um dos mais importantes tópicos literários dos últimos 100 anos.  Sobretudo a partir de meados do século XX quando a geração dos filhos ou netos de imigrantes que se estabeleceram na Europa, EUA e Brasil, entre outros, é escolarizada e começa a desvendar os caminhos traçados pelas gerações que os antecederam. Muito tem sido escrito sobre a questão da  adaptação e do forjar de uma nova identidade para o imigrante. O movimento  voluntário, de massas,  de milhares de pessoas de um canto para o outro do mundo procurando melhoria de vida, quer na Europa —  mãe de dezenas de países recém delimitados na África e do Oriente Médio —  quer nas Américas, recipientes de milhares de trabalhadores braçais da Itália, Alemanha, Irlanda, Suiça, Espanha, Portugal, Rússia, Polônia, nunca havia sido tão persistente e grande através da história da humanidade.  Seu clímax parece ter sido nos anos que seguiram imediatamente a Segunda Guerra Mundial, ainda que tenha havido fuga numerosa também, nas décadas seguintes,  daqueles que  não aceitavam a ditadura comunista nos países da antiga Cortina de Ferro.

Mas o caso japonês no Brasil, que hoje tem o maior grupo de pessoas de ascendência japonesa no mundo fora do Japão, é único. Único porque foi o resultado de uma ostensiva política de desafogamento populacional daquele país.  Os primeiros contatos diplomáticos entre os governos do Brasil e do Japão sobre esse assunto datam de 1892, ou seja, do governo de Floriano Peixoto. Por causa da maneira como lhes foi mostrada, a emigração japonesa, para  cá, trouxe cidadãos que se sentiam cumprindo um plano estratégico de seu Imperador e, por consequência,  mais do que outros imigrantes sentiam que precisavam voltar com dinheiro, para benefício da própria Terra Mater. Desse modo, mesmo em se deixando de lado diferenças marcantes,  e importantes como dignidade cultural e responsabilidade social, que a maioria sentia em relação à terra mãe, a situação psicológica dos imigrantes japoneses, diferia substancialmente  das demais nacionalidades que por aqui aportaram, cujos membros, partiam por conta própria, aventurando-se sozinhos,  como se ao léu, a caminho do desconhecido, na luta pela sobrevivência, na esperança de uma vida melhor, muitas vezes com fome, sofrendo perseguição política ou religiosa. Diferente dos japoneses, esses imigrantes não sentiam uma dívida de honra com o país de origem, ao contrário, estavam gratos por uma terra para trabalhar, uma oportunidade de criar raízes, constituir família sem perseguições políticas ou religiosas, num lugar de natureza abundante, gerador de maior dignidade de vida.

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Oscar Nakasato

Nihonjin não é uma obra unicamente focada na vida dos colonos japoneses por aqui, ainda que precise ser contada. É verdade que na leitura desse romance aprendemos  muito sobre o assunto. Mas o romance é mais do que isso. Nele  testemunhamos a estética do ”menos é mais” aplicada  a um texto literário de forma confiante.  A linguagem precisa, repleta de vestígios poéticos, torna o texto  fluido e a história corre como água de riacho, num murmurejar incessante. Seu tom é a meia voz e a narrativa, que é simples, despojada de rebuscadas figuras de linguagem, torna o texto relaxante e hipnótico. Como num Karesansui somos convidados a refletir, a ponderar sobre os vagares da mente, sobre o enigma das emoções.  Mais tarde, somos levados a reconsiderar o tempo e a memória. Oscar Nakasato é um minimalista da linguagem. E com isso inova a estética literária brasileira.  Não há personagens a mais ou a menos, assim como palavras, frases ou histórias.  Não é jornalístico.  Não é anedótico. Detém-se no essencial.  Ninhojim não chega a ser um haikai da forma narrativa, mas está perto: sucinto, poético, reflexivo. Mínimo.  Uma beleza!





O Natal em poucas palavras — Marjorie Holmes

22 12 2012

Cartão Postal.

“No Natal, todas as estradas levam ao lar”.

Marjorie Holmes





Poema de Natal, Fernando Pessoa

21 12 2012

Aldemir Martins, natividade, ost,

Natividade

Aldemir Martins (Brasil, 1922-2006)

óleo sobre tela

Poema de Natal

Fernando Pessoa

Natal… Na província neva.

Nos lares aconchegados,

Um sentimento conserva

Os sentimentos passados.

 –

Coração oposto ao mundo,

Como a família é verdade !

Meu pensamento é profundo,

Estou só e sonho saudade.

 –

E como é branca de graça

A paisagem que não sei,

Vista de trás da vidraça

Do lar que nunca terei !

 





Palavras para lembrar — Charles Simic

21 12 2012

Jose van Gool, Lesend Vrouw, 2000, 70x60, ost

Moça lendo, 2000

José van Gool (Bélgica, 1945 )

óleo sobre tela, 60 x 70 cm

“Um poema é um segredo dividido entre duas pessoas que nunca se encontraram”.

Charles Simic

 





O Natal em poucas palavras — Harlan Miller

20 12 2012

Cartão postal.

“Eu queria que fosse possível colocar um pouco do espírito de Natal em frascos para que pudessem ser abertos a cada mês”.

Harlan Miller





Quadrinha da má companhia

19 12 2012

porquinha  comendo abóbora

Feliz de quem busca amigos
entre homens bons e singelos.
– Quem aos porcos se mistura,
aprende a comer farelos…

(Tapajós de Araújo)





O Natal em Curvelo – texto de Maria Helena Cardoso

19 12 2012

Natal, 1969

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976 )

óleo sobre tela

Coleção Particular

O Natal em Curvelo era simples e não havia o hábito das pessoas se presentearem, não sei se porque todos eram pobres. Rezava-se a Missa do Galo na matriz, e o que marcava aquele dia como de festa, era o número de comunhões a mais.

Em compensação, o presépio era um costume tradicional. Ninguém que se prezasse deixava de armar o seu: havia-os nas igrejas, nas moradias particulares, os famosos que arrastavam visitantes de fora e os modestos, armados no interior das casas mais humildes.

Nas proximidades do dia, acorriam dos arredores da cidade mulheres, algumas de longe, que traziam para vender, enfeites os mais variados: tocos de pau com parasitas em flor, frutos silvestres, musgo, pedaços de limo verdinho, arrancados das margens de riachos ou de barrancos úmidos e pedrinhas. Quem podia, comprava, e quem não podia, ia ao mato procurar, o que já constituía um aparte da festa. Eram caminhadas sob o sol ardente e à tardinha o regresso, carregados de gravatás, frutos do mato, de cheiro penetrante e agradável, barba-de-pau e seixinhos polidos.

Para enfeitar o lago, imprescindível em qualquer presépio que se prezasse, muito antes da data, plantavam-se em latas de manteiga vazias, arroz, que crescia verdinho e viçoso. As serras eram feitas com o maior apuro: sobre folhas de papel pardo de embrulho, bem encorpadas, passava-se grude de polvilho, espalhando em cima carvão bem moído, reduzido a pó, cinza de borralho e vidro colorido, triturado em pedacinhos no almofariz de bronze, que faziam cintilante a serra.  Quanto mais variadas as cores dos vidros empregados, mais mesas, de acordo com a imaginação de cada um: altas, mais baixas, formando grotas, despenhadeiros, grutas, e de espaço em espaço, barba-de-pau, que lhe dava um cunho de semelhança.

Depois vinha a colocação de vários figurantes: na gruta principal, a manjedoura onde descansava o Menino, N. Senhora e S. José ao lado, os animais tradicionais: o burro, o boi e os pastores.  Pela serra e pelos caminhos polvilhados de areia branca, tudo aquilo que se tinha colecionado durante o ano e, muitas vezes, durante anos.  Animais diversos, homens com cajados, pastores, ovelhas, peregrinos, monjolos, marrecos, leitõezinhos, lenhadores com seus machados, carros de bois, trens de ferro, tudo na mais pitoresca confusão. Era uma procissão de bichos os mais engraçados, camponeses, tocadores de sanfona, pássaros variados nos galhos das árvores das estradas e da serra, todos em demanda da manjedoura onde repousava o Menino sob a guarda de seus pais. Bem no alto, uma grande estrela de papel prateado cintilava, apontando o caminho para os reis magos, ainda em viagem, ao lado de casas coloridas espalhadas, algumas em verdadeiros despenhadeiros, completamente inacessíveis.  Ao redor do espelho, que fingia o lago, latas de arroz mais verde e lindo e patinhos brancos nadando: de celulóide, de louça, ou barro da Cacimbinha, conforme as posses do dono do presépio.  Misturado a tudo, sobre areia e folhas, mangas cheirosa, abacaxis maduros, gravatás e uvas pretas pendentes de belos cachos, que ainda conservavam frescas as suas folhas.

De 24 de dezembro a 6 de janeiro não se pensava senão na visita aos presépios da cidade.

Ia-se de casa em casa, à procura deles, desde os mais famosos, que tinham monjolos pequeninos movidos à água, oficina de carpintaria completa, com instrumentos se movendo, até os mais humildes como o nosso, que só possuía as figuras do estábulo, as serras que nós mesmos fazíamos, o lago rodeado de arroz plantado muito tempo antes, uns poucos bichinhos disformes, moldados por nossos dedos inábeis no barro cinza que trazíamos de Cacimbinha.

Para mim, porém, não havia nenhum mais belo, nenhum que o igualasse.  Passava o dia colocando nele flores e frutos que conseguia arranjar com uns e outros. Tempo feliz.

Em: Por onde andou meu coração: memórias, Maria Helena Cardoso, Rio de Janeiro, José Olympio: 1968, 2ª edição, Coleção Sagarana, volume 70.

 

Maria Helena Cardoso, professora, escritora, ficcionista e memorialista.  Nasceu em Diamantina, MG em 1903 e faleceu  no Rio de Janeiro em 1994.  Passou a infância em Curvelo, MG, onde fez os primeiros estudos, prosseguindo-os em Belo Horizonte, onde se formou na Escola de Farmácia.  Mudou-se com a família para o Rio de Janeiro em 1923.  [Dicionário Crítico de Escritoras Brasileiras: 1711-2001, Nelly Novaes Coelho]

Obras:

Por onde andou meu coração, memórias, 1967

Vida,vida, romance, 1973





Livros de presente? Algumas sugestões em ficção

18 12 2012

Michele Usibelli

Leitora, Michele Usebelli www.micheleusebelli.com

Todos os anos venho aqui sugerir alguns livros de presente.  Este ano li poucos livros para os quais daria indiscutivelmente cinco estrelas, ou seja a nota máxima.  De modo que a seleção será pequena.  Não sei se li menos ou se fiz más escolhas.  Fato é que tenho pouco a recomendar sem restrições.  Mas os livros selecionados abaixo vão sem nenhuma restrição para o leitor ávido por boa literatura.

Dulce Maria Cardoso, O Retorno, Tinta da China

O Retorno, de Dulce Maria Cardoso

SINOPSE

Em 1975, um ano após a Revolução dos Cravos, Portugal perde as suas colônias. Em poucos meses, o país recebe mais de meio milhão de retornados, que de uma hora para a outra precisam abandonar as suas casas. É nesse contexto que conhecemos a história do narrador: Rui, um adolescente nascido em Luanda. Dulce Maria Cardosos alcança, com O retorno, uma linguagem de uma precisão absoluta. Uma linguagem lírica, delicada, mas também áspera e seca, oscilando entre os sentimentos com a habilidade que só os grandes têm. O universo da trama é tão bem construído que o leitor ri, chora, espera o pai, torce pelos personagens, como se os conhecesse. A vida salta do livro com suas mazelas e alegrias, com a potência do que é real. Tão real que a gente nem sabe por quê. Só sabe que é.


ISBN: 9788565500012
PÁGINAS: 272
ANO DE EDIÇÃO: 2012

Este é um livro que encanta e nos mostra um ângulo da história contemporânea raramente abordado. Magnífica linguagem.

letreiros
O Pintor de Letreiros, de R. K. Narayan.

SINOPSE

Malgudi é uma efervescente pequena cidade no Sul da Índia, onde se respira a força da cultura tradicional indiana unida ao anseio de integração no mundo moderno e global, um lugar em que palavras como ética, democracia, liberdade sexual e igualdade entre os sexos, individualismo e bem comum não só têm importância e sentido, como não estão necessariamente em conflito com a tradição. Um fio percorre e conecta a vida de uma inteira comunidade – são os letreiros de Raman. Do advogado ao comerciante, do sacerdote ao charlatão, é a escrita que os une. Raman prepara os letreiros no seu ateliê de fundo de quintal, onde vive sozinho com a tia, numa casa à beira do rio. Durante as solitárias leituras vespertinas ou pedalando a bicicleta a serviço dos fregueses e à caça de novos clientes, sua imaginação prevalece e torna incoerentes as convicções e certezas que defende e apregoa, fazendo-o cair em frequentes contradições, que geram situações embaraçosas e hilariantes ao mesmo tempo. Porém este equilíbrio na rotina metódica do pintor de letreiros é rompido com a chegada de uma forasteira. Idealista e determinada, ela contrata os seus serviços e o envolve numa viagem cheia de aventuras pela zona rural. Durante o percurso, Raman realiza uma dupla travessia – a atribulada viagem num carro-de-boi e o mergulho insidioso pelos meandros da paixão carnal e do romantismo.

ISBN: 9788599537190
PÁGINAS: 252
ANO DE EDIÇÃO: 2011

Um romance refinado de um dos maiores escritores indianos do século XX que só agora chega ao Brasil.  Um retrato curioso do processo de modernização na Índia.

Livro das horas, Nélida PiñonLivro das horas, de Nélida Piñon.

SINOPSE

Um livro magistral da mais importante escritora contemporânea brasileira. Em uma narrativa comovente e sensível, Nélida revive memórias afetivas que emergem a partir de um vertiginoso turbilhão de lembranças e emoções. E a cada página lida, fica claro ao leitor que independente de sua vivência ou da riqueza de suas lembranças, sua história de amor sempre foi uma só: com a palavra.

ISBN: 9788501099785
PÁGINAS: 208
ANO DE EDIÇÃO: 2012

Tomando como inspiração o livro de reflexões religiosas — os breviários — da Idade Média, Nelida Piñon pondera sobre diversos aspectos da vida pessoal e profissional.  Uma leitura pausada trará maior contentamento.

sonhei que a neve ferviaSonhei que a neve fervia, de Fal Azevedo.

SINOPSE

Em agosto de 2007, a morte do marido pegou a paulista Fal Azevedo – dona de um dos blogs mais acessados da internet, o Drops da Fal – de surpresa. Incredulidade, raiva e tristeza se misturaram ao conforto das mensagens de solidariedade e carinho de amigos e desconhecidos, leitores fiéis do blog. Sonhei que a neve fervia revê, através de e-mails e textos publicados na web, a jornada da tradutora e autora do elogiado Minúsculos assassinatos e alguns copos de leite para encontrar força e (re)encontrar a voz – culta, engraçada, ferina, mas, acima de tudo, honesta e transparente – que conquistou leitores no mundo virtual e fora dele.

ISBN: 9788532526595
PÁGINAS: 384
ANO DE EDIÇÃO: 2012

Belo e triste relato do processo de luto por que as pessoas, e nesse caso a autora, passam ao perder o companheiro de vida.

A_LTIMA_FACANHA_DO_MAJOR_PETTIGREW_1302655650PA última façanha do Major Pettigrew, Helen Simonson.

SINOPSE

Entre os mais vendidos do New York Times e do Washington Post, em 2010, A última façanha do Major Pettigrew narra uma história de amor e amizade marcada pelo rompimento de valores tradicionais entre um viúvo inglês de 68 anos e uma paquistanesa, também viúva, que é excluída da comunidade por sua herança cultural, sua aparência e seus costumes. Ambientado em uma pequena cidade da Inglaterra, o livro acompanha os percalços enfrentados pelos protagonistas para assumir o seu amor. Aposentado pelo exército inglês, o Major Ernest Pettigrew considera a honra, a disciplina e as boas maneiras virtudes essenciais. Ele parece satisfeito com sua pacata rotina de viúvo – idas semanais ao clube de golfe, telefonemas esparsos para o filho, leitura de poemas clássicos – até perder o irmão, Bertie, e perceber que está mais sozinho do que imaginava. É a solidão repentina que o aproxima da paquistanesa Jasmina Ali, 58 anos. Ela é dona de um mercadinho da região e, assim como o major, grande apreciadora de obras literárias. Aos olhos dos moradores da vila, fofoqueiros e apegados à tradição, a diferença cultural entre eles é quase insustentável. Para o major, no entanto, Jasmina é uma nova e surpreendente companhia. Neste delicioso romance de estreia, que alcançou as principais listas dos mais vendidos norte-americana, Helen Simonson lança um olhar sobre o sistema de classes britânico com uma trama que é um misto de comédia de costumes com história de amor. Seu grande mérito foi construir dois personagens igualmente admiráveis e divertidos, num livro sobre o inesperado milagre do amor tardio.

ISBN: 9788532526298
PÁGINAS: 429
ANO DE EDIÇÃO: 2011

Uma deliciosa comédia retratando a maneira de viver na Inglaterra moderna, com seus novos habitantes vindos das antigas colônias.  Humor fino na tradição de Jane Austen.