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Uma bela reflexão, s/d
Nicholaas van der Waay (Holanda, 1855-1936)
óleo sobre tela
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A saudade é simplesmente
Um claro espelho encantado;
mira-se nele o presente
e ele reflete o passado.
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(Geralda Armond)
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Uma bela reflexão, s/d
Nicholaas van der Waay (Holanda, 1855-1936)
óleo sobre tela
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A saudade é simplesmente
Um claro espelho encantado;
mira-se nele o presente
e ele reflete o passado.
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(Geralda Armond)
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Tranquillo Cremona (Itália, 1837-1878)
aquarela e guache sobre papel, 51×30 cm
Coleção Carlo Lamberti, Milão
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Tranquillo Cremona nasceu em Pávia em 1837. Depois dos estudos de pintura, ele se entrega ao movimento chamado de “Scapigliatura” de Milão — estilo que dominou as artes: pintura, escultura, poesia e se expandiu para o lado político, incluindo revolucinários anarquistas. Eram todos partidários de que a paixão seria o meio de quebrar a fachada da respeitabilidade da sociedade milanesa do século XIX. O movimento que durou aproximadamente 20 anos ( 1860 e-1880) tentava trazer à superfície, à flor da pele, toda a energia escondida sob as boas maneiras. É considerado o último movimento romântico do século XIX na Itália. Diferente dos outros pintores de sua época, ele se concentrou exclusivamente na pintura do ser humano. Não fez paisagens, nem pintura histórica e ainda desenvolveu um estilo que favorecia a percepção da falta de precisão no traço, o “embaçado” na pintura. Morreu aos 41 anos, em 1878, em Milão envenenado pelo chumbo das tintas que usava diariamente.
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A descoberta de fósseis de duas espécies de camelos com focinhos alongados, no Panamá, amplia a distribuição de mamíferos no ponto mais austral da América Central. Esses animais, que viveram há 20 milhões de anos, podem ter sido antecessores da alpaca e da lhama da América do Sul. “Nunca antes haviam sido encontrados na América Central camelos dessa antiguidade“, disse nesta quinta-feira Bruce MacFadden, curador de Paleontologia de Vertebrados do Museu de História Natural da Flórida, nos Estados Unidos. “Estamos descobrindo uma diversidade fabulosa de novos animais que viveram na América Central, que nós nem sequer conhecíamos antes”.
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Fóssil de camelo gigante do Panamá.–
A descoberta lança nova luz na história dos trópicos, uma região que contém mais da metade da biodiversidade do mundo e alguns dos mais importantes ecossistemas. Aldo Rincón, geólogo que dirigiu o relatório elaborado sobre esta descoberta, ressaltou que os fósseis representam o primeiro achado destes “pequenos e estranhos” camelos na região. “Por sua vez, confirmariam uma conexão terrestre entre a parte sul da América Central, México, Texas e Flórida no Mioceno” (há 20 milhões de anos), indicou Rincón.
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Esses fósseis são os mais antigos fósseis de mamíferos encontrados no Panamá: Aguascalietia panamaensis e Aguascalientia minuta. Distinguidos um do outro, principalmente por seu tamanho, os camelos pertencem a um ramo evolutivo da família do camelo separada da que deu origem aos camelos modernos, baseados em diferentes proporções de dentes e maxilares alongados.
O cientista encontrou os fósseis na região de escavações das Cascatas durante as pesquisas paleontológicas e geológicas realizadas pelo Instituto de Pesquisa Tropical Smithsonian e pelo Museu de História Natural da Flórida em colaboração com a Autoridade do Canal do Panamá. “Além de agregar uma peça muito importante na evolução desta subfamília, os novos fósseis oferecem a oportunidade de entender a relação entre esses estranhos fósseis e os camelos atuais e as lhamas”, destacou.
Desenho de como esses camelos poderiam ter sido.–
Os trópicos contêm alguns dos ecossistemas mais importantes do mundo, incluindo florestas tropicais que regulam os sistemas climáticos e servem como uma fonte vital de comida e remédios, ainda pouco se sabe da sua história, porque uma vegetação exuberante impede escavações paleontológicas.
“Essa família se originou cerca de 30 milhões de anos atrás e eles são encontrados difundido na América do Norte, mas antes desta descoberta, eram desconhecidas sul do México.” disse Aldo Rincon. O estudo mostra que, “apesar proximidade da América Central à América do Sul, não houve conexão entre os continentes porque os mamíferos na área de 20 milhões de anos atrás, todos, tiveram origens norte-americanas. O istmo do Panamá, foi formado por volta de 15 milhões de anos depois e a fauna cruzou a América do Sul 2,5 a 3 milhões de anos atrás”, MacFadden disse. “As pessoas pensam de camelos como sendo no Velho Mundo, mas a sua distribuição no passado é diferente do que conhecemos hoje“, disse MacFadden. “Os ancestrais de lhamas origem na América do Norte e, em seguida, quando a ponte de terra formado cerca de 4 a 5 milhões de anos, eles se dispersaram na América do Sul e evoluiu para o, lhama alpaca, guanaco e vicunha.”
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Fontes: Terra, e Universidade da Florida
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Na varanda, 1886
[Retrato de Rebecka Nathanson-Kempff]
Eva Bonnier (Suécia, 1857-1909)
óleo sobre tela
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Charles Kingsley
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Ilustração Magret Boriss.–
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Henriqueta Lisboa
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— Menino, vem para dentro,
Olha a chuva lá na serra,
Olha como vem o vento!
— Ah! Como a chuva é bonita
E como o vento é valente!
— Não sejas doido, menino,
Esse vento te carrega,
Essa chuva te derrete!
— Eu não sou feito de açúcar
Para derreter na chuva.
Eu tenho força nas pernas
Para lutar contra o vento!
E enquanto o vento soprava
E enquanto a chuva caía,
Que nem um pinto molhado,
Teimoso como ele só:
— Gosto de chuva com vento,
Gosto de vento com chuva!
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Henriqueta Lisboa (MG 1901- MG 1985), poeta mineira. Escritora, ensaísta, tradutora professora de literatura, Com Enternecimento (1929), recebeu o Prêmio Olavo Bilac de Poesia da Academia Brasileira de Letras. Em 1984, recebeu o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras pelo conjunto de sua obra.
Obras:
Fogo-fátuo (1925)
Enternecimento (1929)
Velário (1936)
Prisioneira da noite (1941)
O menino poeta (1943)
A face lívida (1945) — à memória de Mário de Andrade, falecido nesse ano
Flor da morte (1949)
Madrinha Lua (1952)
Azul profundo (1955);
Lírica (1958)
Montanha viva (1959)
Além da imagem (1963)
Nova Lírica ((1971)
Belo Horizonte bem querer (1972)
O alvo humano (1973)
Reverberações (1976)
Miradouro e outros poemas (1976)
Celebração dos elementos: água, ar, fogo, terra (1977)
Pousada do ser (1982)
Poesia Geral (1985), reunião de poemas selecionados pela autora do conjunto de toda a obra, publicada uma semana após o seu falecimento.
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Mulher lendo, s/d
Mary Azarian (EUA, contemporânea)
xilogravura policromada
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P. Carlos de Araújo
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Desconfio da biblioteca organizada
os livros encadernados
arrumados competentemente
enfileirados como soldados em ordem-unida
vestindo uniforme de gala
de belas letras douradas
ou alto-relevo.
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Meus livros são caprichosos
e também ciumentos.
Gostam de brincar
de esconde-esconde
dentro das estantes.
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Meus livros são bagunçados.
Me ajudam quando os procuro;
mas, às vezes, se escondem
em meio aos papéis
no fundo das gavetas
no recesso dos armários,
desaparecem sem deixar vestígio
e assim ficam dias e dias
até que se cansam da brincadeira
e me procuram alegremente
dando-me todas as informações.
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Em: O inimigo oculto, P. Carlos de Araújo, Rio de Janeiro, Ed. Gávea: 1988.
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Um cômodo em Nova York, 1932
Edward B. Hopper (EUA, 1882-1967)
óleo sobre tela
Sheldon Memorial Art Gallery and Sculpture Garden, University of Nebraska-Lincoln.
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Judah Ibn Tibbon
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É assim mesmo meu filho,
aqui no mundo há de tudo:
alfaiate maltrapilho
e barbeiro cabeludo…
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(Lauro Cataldi)