Quadrinha sobre a saudade

21 03 2012

Uma bela reflexão, s/d

Nicholaas van der Waay (Holanda, 1855-1936)

óleo sobre tela

A saudade é simplesmente

Um claro espelho encantado;

mira-se nele o presente

e ele reflete o passado.

(Geralda Armond)





Imagem de leitura — Tranquillo Cremona

20 03 2012

Repassando a lição, 1876-77

Tranquillo Cremona (Itália, 1837-1878)

aquarela e guache sobre papel, 51×30 cm

Coleção Carlo Lamberti, Milão

Tranquillo Cremona nasceu em Pávia em 1837.  Depois dos estudos de pintura, ele  se entrega ao movimento chamado de “Scapigliatura” de Milão — estilo que dominou as artes: pintura, escultura, poesia e se expandiu para o lado político, incluindo revolucinários anarquistas.  Eram todos partidários de que a paixão seria o meio de quebrar a fachada da respeitabilidade da sociedade milanesa do século XIX.  O movimento que durou aproximadamente 20 anos ( 1860 e-1880) tentava trazer à superfície, à flor da pele, toda a energia escondida sob as boas maneiras.  É considerado o último movimento romântico do século XIX na Itália.  Diferente dos outros pintores de sua época, ele se concentrou exclusivamente na pintura do ser humano.  Não fez paisagens, nem pintura histórica e ainda desenvolveu um estilo que favorecia a percepção da falta de precisão no traço, o “embaçado” na pintura.  Morreu aos 41 anos, em 1878, em Milão envenenado pelo chumbo das tintas que usava diariamente.





Camelos de longos focinhos antecessores das lhamas?

20 03 2012

A descoberta de fósseis de duas espécies de camelos com focinhos alongados, no Panamá, amplia a distribuição de mamíferos no ponto mais austral da América Central.  Esses animais, que viveram há 20 milhões de anos, podem ter sido antecessores da alpaca e da lhama da América do Sul. “Nunca antes haviam sido encontrados na América Central camelos dessa antiguidade“, disse nesta quinta-feira Bruce MacFadden, curador de Paleontologia de Vertebrados do Museu de História Natural da Flórida, nos Estados Unidos.  “Estamos descobrindo uma diversidade fabulosa de novos animais que viveram na América Central, que nós nem sequer conhecíamos antes”.

Fóssil de camelo gigante do Panamá.

A descoberta lança nova luz na história dos trópicos, uma região que contém mais da metade da biodiversidade do mundo e alguns dos mais importantes ecossistemas. Aldo Rincón, geólogo que dirigiu o relatório elaborado sobre esta descoberta, ressaltou que os fósseis representam o primeiro achado destes “pequenos e estranhos” camelos na região.  “Por sua vez, confirmariam uma conexão terrestre entre a parte sul da América Central, México, Texas e Flórida no Mioceno” (há 20 milhões de anos), indicou Rincón.

Esses fósseis são os mais antigos fósseis de mamíferos encontrados no Panamá: Aguascalietia panamaensis e Aguascalientia minuta. Distinguidos um do outro, principalmente por seu tamanho, os camelos pertencem a um ramo evolutivo da família do camelo separada da que deu origem aos camelos modernos, baseados em diferentes proporções de dentes e maxilares alongados.

O cientista encontrou os fósseis na região de escavações das Cascatas durante as pesquisas paleontológicas e geológicas realizadas pelo Instituto de Pesquisa Tropical Smithsonian e pelo Museu de História Natural da Flórida em colaboração com a Autoridade do Canal do Panamá. “Além de agregar uma peça muito importante na evolução desta subfamília, os novos fósseis oferecem a oportunidade de entender a relação entre esses estranhos fósseis e os camelos atuais e as lhamas”, destacou.

Desenho de como esses camelos poderiam ter sido.

Os trópicos contêm alguns dos ecossistemas mais importantes do mundo, incluindo florestas tropicais que regulam os sistemas climáticos e servem como uma fonte vital de comida e remédios, ainda pouco se sabe da sua história, porque uma vegetação exuberante impede escavações paleontológicas.

Essa família se originou cerca de 30 milhões de anos atrás e eles são encontrados difundido na América do Norte, mas antes desta descoberta, eram desconhecidas sul do México.” disse Aldo Rincon.  O estudo mostra que, “apesar proximidade da América Central à América do Sul, não houve conexão entre os continentes porque os mamíferos na área de 20 milhões de anos atrás, todos,  tiveram origens norte-americanas. O istmo do Panamá, foi formado por volta de 15 milhões de anos depois e  a fauna cruzou a América do Sul 2,5 a 3 milhões de anos atrás”, MacFadden disse.  “As pessoas pensam de camelos como sendo no Velho Mundo, mas a sua distribuição no passado é diferente do que conhecemos hoje“, disse MacFadden. “Os ancestrais de lhamas origem na América do Norte e, em seguida, quando a ponte de terra formado cerca de 4 a 5 milhões de anos, eles se dispersaram na América do Sul e evoluiu para o, lhama alpaca, guanaco e vicunha.”

—-

Fontes: Terra, e Universidade da Florida





Palavras para lembrar — Charles Kingsley

19 03 2012

Na varanda, 1886

[Retrato de Rebecka Nathanson-Kempff]

Eva Bonnier (Suécia, 1857-1909)

óleo sobre tela

“Com exceção de um homem vivo não há nada mais maravilhoso do que um livro!  Uma mensagem para nós vinda dos mortos, — de almas humanas de quem nunca vimos, que talvez tenham vivido longe por milhares de milhas, nos falam, nos ensinam, nos confortam e abrem seus corações para nós como irmãos”.

Charles Kingsley





Poesia infantil: Tempestade, de Henriqueta Lisboa

19 03 2012

Ilustração Magret Boriss.

Tempestade

Henriqueta Lisboa

— Menino, vem para dentro,

Olha a chuva lá na serra,

Olha como vem o vento!

—  Ah! Como a chuva é bonita

E como o vento é valente!

—  Não sejas doido, menino,

Esse vento te carrega,

Essa chuva te derrete!

— Eu não sou feito de açúcar

Para derreter na chuva.

Eu tenho força nas pernas

Para lutar contra o vento!

E enquanto o vento soprava

E enquanto a chuva caía,

Que nem um pinto molhado,

Teimoso como ele só:

— Gosto de chuva com vento,

Gosto de vento com chuva!

Henriqueta Lisboa (MG 1901- MG 1985), poeta mineira. Escritora, ensaísta,  tradutora professora de literatura,  Com Enternecimento (1929), recebeu o Prêmio Olavo Bilac de Poesia da Academia Brasileira de Letras.  Em 1984, recebeu o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras pelo conjunto de sua obra.

Obras:

Fogo-fátuo (1925)

Enternecimento (1929)

Velário (1936)

Prisioneira da noite (1941)

O menino poeta (1943)

A face lívida (1945) — à memória de Mário de Andrade, falecido nesse ano

Flor da morte (1949)

Madrinha Lua (1952)

Azul profundo (1955);

Lírica (1958)

Montanha viva (1959)

Além da imagem (1963)

Nova Lírica ((1971)

Belo Horizonte bem querer (1972)

O alvo humano (1973)

Reverberações (1976)

Miradouro e outros poemas (1976)

Celebração dos elementos: água, ar, fogo, terra (1977)

Pousada do ser (1982)

Poesia Geral (1985), reunião de poemas selecionados pela autora do conjunto de toda a obra, publicada uma semana após o seu falecimento.





Um vídeo da natureza, vejam que beleza!

19 03 2012








Imagem de leitura — Johanne Thomas

19 03 2012

Leitora, s/d

Johanne Thomas (Canadá, contemporânea)

óleo sobre tela

www.johannethoms.ca





Biblioteca, poema de P. Carlos de Araújo

18 03 2012

Mulher lendo, s/d

Mary Azarian (EUA, contemporânea)

xilogravura policromada

Biblioteca

P. Carlos de Araújo

Desconfio da biblioteca organizada

os livros encadernados

arrumados competentemente

enfileirados como soldados em ordem-unida

vestindo uniforme de gala

de belas letras douradas

ou alto-relevo.

Meus livros são caprichosos

e também ciumentos.

Gostam de brincar

de esconde-esconde

dentro das estantes.

Meus livros são bagunçados.

Me ajudam quando os procuro;

mas, às vezes, se escondem

em meio aos papéis

no fundo das gavetas

no recesso dos armários,

desaparecem sem deixar vestígio

e assim ficam dias e dias

até que se cansam da brincadeira

e me procuram alegremente

dando-me todas as informações.

Em: O inimigo oculto, P. Carlos de Araújo, Rio de Janeiro, Ed. Gávea: 1988.





Palavras para lembrar — Judah Ibn Tibbon

18 03 2012

Um cômodo em Nova York, 1932

Edward B. Hopper (EUA, 1882-1967)

óleo sobre tela

Sheldon Memorial Art Gallery and Sculpture Garden, University of Nebraska-Lincoln.

“Deixe suas estantes e prateleiras serem seus jardins e terrenos de prazer.  Retire a fruta que ali cresce, colha as rosas, os condimentos, e a mirra”.

Judah Ibn Tibbon





Quadrinha da lição do pai

18 03 2012

Ilustração Patricia Storms.

É assim mesmo meu filho,

aqui no mundo há de tudo:

alfaiate maltrapilho

e barbeiro cabeludo…

(Lauro Cataldi)