Queda das folhas de outono, 1888
Vincent van Gogh (Holanda, 1853-1890)
óleo sobre tela, 73 x 92 cm
Museu Kröller-Müller, Otterlo
As folhas, antes viçosas,
da natureza o pulmão,
inda mostram-se graciosas
mesmo pisadas no chão!
(Francisco José Pessoa)
Queda das folhas de outono, 1888
Vincent van Gogh (Holanda, 1853-1890)
óleo sobre tela, 73 x 92 cm
Museu Kröller-Müller, Otterlo
As folhas, antes viçosas,
da natureza o pulmão,
inda mostram-se graciosas
mesmo pisadas no chão!
(Francisco José Pessoa)
A galinha está… chocada…
e o galo velho, uma bala,
porque existe na ninhada
um pinto verde… que fala!!!
(Izo Goldman)
Gaúcho da serra
José Lutzenberger (Alemanha-Brasil, 1882- 1951)
aquarela, 19 x 26 cm
Museu de Arte do Rio Grande do Sul
Jorge de Lima
Nem chinas cantando,
nem violas gemendo,
nem ranchos,
nem fachos,
nem fandangos,
nem balaios,
nem violões,
nem habaneras de cordeonas.
— O pampeiro
e as almas penadas das taperas —
e as primeiras estrelas
que vieram assistir a noite escura
despencar de repente
lá do céu
sobre o pampa: pam! pa!
Em: Poesias Completas, Jorge de Lima, vol. IV, Rio de Janeiro, Cia. José Aguilar Editora: 1974. p. 30
Ao beijar a tua mão,
que o destino não me deu,
tenho a estranha sensação
de estar roubando o que é meu…
(Durval Mendonça)
Disseram que Tiradentes
fora apenas sonhador,
mas o sonho deu sementes:
e as sementes deram flor!
(Durval Mendonça)
Viaduto Santa Ifigênia
José Maria dos Reis Junior (Brasil, 1903-1985)
óleo sobre madeira, 20 x 18 cm
.
.
Oswald de Andrade
.
Minha terra tem palmares
Onde gorjeia o mar
Os passarinhos aqui
Não cantam como os de lá
Minha terra tem mais rosas
E quase que mais amores
Minha terra tem mais ouro
Minha terra tem mais terra
Ouro terra amor e rosas
Eu quero tudo de lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que eu volte para lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que eu volte para São Paulo
Sem que veja a rua 15
E o progresso de São Paulo.
Em: Poesia Brasileira para a Infância, Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva: 1967, Coleção Henriqueta, p.18.
Como o sino que não soa,
como a lâmpada sem luz,
de que vale uma pessoa
que nada de útil produz?
(J. B. Mello e Souza)
Outono na Bavária, 1908
Wassily Kandinsky (Rússia-França, 1866-1944)
óleo sobre papelão, 33 x 45 cm
Centro Georges Pompidou, Paris
Florbela Espanca
Não tenhas medo, não! Tranqüilamente,
Como adormece a noite pelo Outono,
Fecha os teus olhos, simples, docemente,
Como, à tarde, uma pomba que tem sono…
A cabeça reclina levemente
E os braços deixa-os ir ao abandono,
Como tombam, arfando, ao sol poente,
As asas de uma pomba que tem sono…
O que há depois? Depois?… O azul dos céus?
Um outro mundo? O eterno nada? Deus?
Um abismo? Um castigo? Uma guarida?
Que importa? Que te importa, ó moribundo?
– Seja o que for, será melhor que o mundo!
Tudo será melhor do que esta vida!…
Chá da tarde, 1935
Louise Visconti (França-Brasil, 1882-1954)
aquarela sobre papel

