Quadrinha para a infância: o sentido da vida

5 01 2010

menino com passarinhos

Não creio ser necessário

explicar meu ideal…

—  Por que é que canta o canário?

—  Por que é que voa o pardal?

( Moysés Augusto Torres)





Quadrinha sobre a medida do amor!

4 01 2010

peso

Ilustração, Maurício de Sousa.

Por que será que, na vida,

por que será, meu senhor,

não foi criada a medida

capaz de medir o amor?

(Luiz Evandro Innocêncio)





A volta do mercado, poema de Carlos Chiacchio

3 01 2010

mercado flutuante2

A volta do mercado

                                  Carlos Chiacchio

Desce a canoa de fio

Pela corrente do rio.

Vem arisca, vem frecheira,

Carregada até a beira.

Fruta, ou peixe, da vazante

Ouve-se o búzio distante.

E o povo corre ao mercado.

Na praia, o remo cravado,

Começa a voz das barganhas.

E, logo, em pilha as piranhas.

Vivos, saltando, ao punhados,

Curimatans e dourados.

Matrinchans, madins, a rodo.

Pocomons, frescos, do lodo.

Numa algazarra de festa

Joga-se n’água o que resta.

Volta a canoa de fio

Contra a corrente do rio.

Volta leve, vai suave,

Peneirando como uma ave.

É uma diaba a canoa…

Pulando de popa a proa.

Em: Poesia Brasileira para a Infância,  Cassiano Nunes e Maria da Silva Brito,  São Paulo, Saraiva:1968, pp 8-9

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 Carlos Chiacchio

Carlos Chiacchio ( Januária, MG, 4 de julho de 1884 – Salvador, BA, 1947)  jornalista, orador, poeta, cronista, crítico literário, membro do IGH-BA, Academia de Letras da Bahia. Nasceu na antiga cidade de Januária, situada entre a Serra da Tapiraçaba e o Rio São Francisco, em Minas Gerais. Filho de Jacome Chiacchio e de D. Patrícia de M. Chiacchio. Estudou como interno  no colégio Spencer em Salvador, quando mostrou ter vocação literária.  Em Salvador, cidade onde mais tarde também se formou em medicina, fez parte da Nova Cruzada, associação cultural fundada em 1901 e extinta em 1916. Foi proprietário de farmácia, funcionário da Estrada de Ferro, e médico de bordo. Por fim, fixou-se mesmo em Salvador, onde ficou até o fim de sua vida. Foi o chefe e animador do grupo modernista na Bahia, em 1928, em torno da revista Arco & Flecha (1928-1929). Foi um dos mais típicos e valorosos intelectuais de província, e muito trabalhou para a difusão da cultura na Bahia, algumas vezes até sacrificando seus interesses pessoais. Sua produção extensa, dela salientando-se, contudo, um livro de poemas Infância e Biocrítica.

 

Obras: 

A Dor, 1910  

A Margem de uma polêmica, 1914  

Biocrítica, 1941  

Canto de marcha, 1942  

Cronologia de Rui, 1949  

Euclides da Cunha, 1940  

Infância, poesia, 1938  

Modernistas e Ultramodernistas, 1951  

Os grifos, 1923  

Paginário de Roberto Correia, 1945  

Presciliano Silva, 1927  

Primavera, 1910, 1941

 





Quadrinha filosófica

3 01 2010

choro 6

Ilustração, Maurício de Sousa.

Cada um tem sua sorte

pelo destino traçado,

mas não há ninguém tão forte

que nunca tenha chorado.

(Rômulo Cavalcante Mota)





Quadrinha dos olhos negros

3 01 2010

menina com flores azuis-julie-ann-bowdenIlustração, Julie Ann Bowden.

 

Olhos negros, cismadores…

Olhos de intenso brilhar.

Olhos que falam de amores

e vivem sempre a sonhar.

(Therezinha Radetic)





O Natal das crianças, quadrinha.

23 12 2009

Feliz Natal, cartão de Natal, França, 1910-1915.

 

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Deus na Terra… Eis o Natal!
Repicam sinos… Festanças…
Feriado nacional          
no coração das crianças!

 

(J. G. de Araújo Jorge)





Quadrinha sobre o Natal

21 12 2009

Adoração dos Reis Magos.

Cartão Postal da Polônia, sem data.

Pratique o bem, ore e peça
por teus irmãos em vigília:
Natal com Cristo começa
em nós, no lar, na família!

(Antônio Vogel Spanemberg)





Trova: Natal é esperança.

19 12 2009

 

Anjinhos semeam estrelas, cartão de Natal, Inglaterra, sem data.

Natal… e a gente acredita
num mundo menos atroz
porque a esperança bendita
renasce dentro de nós.

 

(Newton Vieira)





Poesia de Natal de Vinícius de Moraes

18 12 2009

Presépio, autor desconhecido.

Natal

——

                                                       Vinicius de Moraes

—–

De repente o sol raiou

E o galo cocoricou:

—–

— Cristo nasceu!

—-

O boi, no campo perdido

Soltou um longo mugido:

— Aonde? Aonde?

—-

Com seu balido tremido

Ligeiro diz o cordeiro:

—-

— Em Belém! Em Belém!

—-

Eis senão quando, num zurro

Se ouve a risada do burro:

—-

— Foi sim que eu estava lá!

—–

E o papagaio que é gira

Pôs-se a falar: — É mentira!

—–

Os bichos de pena, em bando

Reclamaram protestando.

—–

O pombal todo arrulhava:

— Cruz credo! Cruz credo!

—-

Brava

A arara a gritar começa:

—–

— Mentira! Arara. Ora essa!

—-

— Cristo nasceu! canta o galo.

— Aonde? pergunta o boi.

—-

— Num estábulo! — o cavalo

Contente rincha onde foi.

Bale o cordeiro também:

—-

— Em Belém! Mé! Em Belém!

—-

E os bichos todos pegaram

O papagaio caturra

E de raiva lhe aplicaram

Uma grandíssima surra.

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——

Marcus VINÍCIUS da Cruz DE Melo e MORAES (RJ 1913-RJ 1980), diplomata, jornalista, poeta e compositor brasileiro.

Livros:

O caminho para a distância (1933)

Forma e exegese (1935)

Ariana, a mulher (1936)

Novos Poemas (1938 )

Cinco elegias (1943)

Poemas, sonetos e baladas (1946)

Pátria minha (1949)

Antologia Poética (1954)

Livro de Sonetos (1957)

Novos Poemas (II) (1959)

Para viver um grande amor (crônicas e poemas) (1962)

A arca de Noé; poemas infantis (1970)

Poesia Completa e Prosa (1998 )





Quadrinha de Natal, com pedido a Papai Noel

18 12 2009

Papai Noel com brinquedos e árvore.

Cartão Postal Alemão, década de 1890.

Papai Noel, por favor,
do Natal afasta os medos,
e coloca mais amor
no meio dos teus brinquedos!

(Delcy Rodrigues Canales)