Perucas: a vaidade dos homens não é de hoje!

14 02 2014

117375-004-F79CE7D4Retrato do rei Luis XIV, c. 1655

Charles Le Brun (França, 1619-1690)

óleo sobre tela,

Museu do Louvre

Quando pensamos em porta-bandeiras de escolas de samba, no Carnaval carioca, imaginamos um casal em roupagem do século XVIII, ambos usando perucas brancas. Em geral, o século XVIII é associado às perucas.  Mas esquecemos que elas eram usadas ​​principalmente por  homens.

As perucas foram introduzidas na corte francesa, no século XVII, quando o rei Luís XIII da França (1610-1643), que tinha deixado seu próprio cabelo crescer em longos cachos, começou a ficar careca, muito cedo ainda com 23 anos de idade.

Os cortesãos logo, logo imitaram a moda, usando perucas que se assemelhassem às do rei da França.  E com isso estabeleceram uma moda que se espalhou para além das fronteiras francesas, atravessou o Canal da Mancha e se estabeleceu na Inglaterra durante o período da Restauração de Charles II (1660s-80s).

As perucas usadas por Luís XIV da França, que tinham bastante cabelo próximo aos ombros, precisavam do cabelo de aproximadamente dez cabeças para completar uma única peruca. O custo dessas perucas era considerável.  E o uso diário de uma peruca bem cheia como as do rei era  proibitivo.  Mas os homens precisavam ter muito cuidado para não perder as perucas e, sobretudo para evitar que elas fossem roubadas.  Havia golpes típicos a homens andando na rua: um ladrão distraía o portador da peruca enquanto outro passava rapidinho e arrancava a peruca e saía correndo.

Com o passar do tempo diferentes estilos de peruca começaram a ser associados com diferentes profissões.  E o uso da peruca passou a ser norma para os homens das classes alta e média.

A peruca masculina tornou-se um grande negócio, no século XVIII. Não era mais uma afetação aristocrática, ou usada apenas por determinados grupos profissionais não-aristocráticos, como juízes, advogados e clérigos.  A peruca não se limitava aos homens na cidade, mas se espalhou pelas aldeias e vilarejos.  Cada cidade passou a ter um ou mais mestres peruqueiros.

 

 Em compensação, as mulheres do século XVIII raramente usavam perucas inteiras.





Fevereiro, que venham os bailes de máscaras (II)

9 02 2012

O Baile de Máscaras no teatro Hof em Bonn em 1754

Franz Jakob Rousseau (Alemanha, 1757 – 1826)

óleo sobre tela

DETALHE DA TELA ACIMA.





A descoberta de Sutil, de Theobaldo Miranda Santos, uso escolar.

29 11 2011

Bandeirantes, gravura do século XVIII.

Miguel Sutil foi um dos primeiros bandeirantes que atravessaram os sertões de Mato Grosso.  Em outubro de 1720, encontrava-se ele no povoado de Nossa senhora da Penha, onde tinha inciado uma plantação de milho e mandioca.

Durante muito tempo, Sutil havia procurado ouro na região sem nada conseguir.  Certo dia, achava-se ele no interior da mata, longe de casa, quando sentiu fome.  Ordenou então, a dois índios carijós, que trouxera em sua companhia, que percorressem a floresta em busca de mel de abelhas e palmito.

Lá se foram os índios obedientes à ordem do chefe.  Passaram-se muitas horas sem que eles voltassem.  Sutil ficou impaciente. A fome aumentava a nada havia ali para comer.

O sol descambava no horizonte.  Os pássaros recolhiam-se aos seus ninhos.  E os índios não apareciam.  Sutil estava furioso com a demora dos indígenas.

De repente, ouviu-se um barulho no mato e surgiram, afinal, os dois carijós.  Vinham correndo.  Traziam nas mãos alguma coisa que o bandeira não distinguiu.

Sutil interpelou-os com energia.  Os índios nada responderam.  Mas mostraram ao chefe o que traziam.  Suas mãos estavam cheias de ouro!

Mal rompeu o dia, Sutil dirigiu-se ao lugar onde os índios haviam encontrado o ouro.  Lá chegando, quase desmaiou de emoção.  O ouro, em grande quantidade, brilhava na superfície da terra.  Num só dia, o bandeirante e os índios recolheram mais de duas arrobas de ouro!

E assim foi descoberta uma das minas de ouro mais ricas da região centro-oeste do Brasil.

Em: Vamos estudar? — 3ª série primária – de Theobaldo Miranda Santos, edição especial para os estados Goiás e Mato Grosso,  Rio de Janeiro, Agir: 1961