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Capa da revista Fruit, Garden & Home, novembro de 1923.
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Saibam que a felicidade
raramente é percebida,
porque ela só é encontrada,
nas coisas simples da vida.
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(Anônimo)
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Capa da revista Fruit, Garden & Home, novembro de 1923.–
Saibam que a felicidade
raramente é percebida,
porque ela só é encontrada,
nas coisas simples da vida.
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(Anônimo)
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Casario e igrejas em Ouro Preto, MG, 1963
Luiz de Almeida Júnior ( Brasil 1894-1970)
óleo sobre tela 50 x 60cm
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Djalma Andrade
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Minas… Igrejas e sinos
De sons puros, cristalinos…
Pompas… Passado de glórias…
Cidades velhas, velhinhas,
Com ternura de avozinhas,
Que contam lindas histórias.
Minas… As velhas fazendas
Cheias de casos e lendas
De uma era sombria, escura…
E Minas das claras fontes,
Dos rasgados horizontes,
Minas do pão, da fartura.
Minas… as longas estradas
Nos duros morros cravadas…
Gente forte à luta afeita!
Carros gemendo e cantando,
Serras e montes galgando,
Na alegria da colheita.
Minas… Repiques festivos,
A banda, dobrados vivos
Rompe com fúria infernal…
Foguetes, o largo cheio…
Todo o povo alegre veio
Para a festa no arraial.
Minas… É o lar que se agita
Gente de fora, visita,
Todos à porta da rua…
Sorriso franco e bondoso,
Lá dentro o café cheiroso:
– Pode entrar, que a casa é sua.
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Djalma Andrade (Congonhas, MG, 1871-1975)
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Ilustração Clarence Coles Phillips.–
Não tens mais do que mereces,
homem fraco e pequenino,
porque tu mesmo é que teces
a teia do teu destino.
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(Ariston Teles)
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Bernard Rolland (França, contemporâneo)
acrílica sobre tela
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Maria Pagano de Botana
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Se o vento desfolhar do teu jardim as rosas
E as deixar pelo chão espalhadas à toa,
Cruza os braços, fitando as roseiras graciosas,
— E a maldade do vento, em silêncio, perdoa!
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Se a poeira vier ferir teus olhos, na estrada,
Deixa que o teu olhar tranquilamente doa,
Eleva para o azul as pálpebras, mais nada…
— E a maldade do pó, com ternura, perdoa!
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Se alguém encher de fel teu coração dorido,
Sem que do teu pesar um dia se condoa,
Não maldigas: esquece o insulto recebido,
E a maldade do mundo, em lágrimas, perdoa!
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Em: 232 Poetas Paulistas:antologia, ed. e col. Pedro de Alcântara Worms, São Paulo, Conquista: 1968, p. 342.
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Maria Pagano de Botana ( Pederneiras, SP, 1909) [ Baronesa de Santa Inês] Poeta, cronista, professora, jornalista . Pseudônimos: Marlon, Maria do Rosário.
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Obras:
Do sonho à realidade, crônicas, 1945
Canteiro humilde, pensamentos, 1948
Amor fonte de vida, poesia, 1950
Luzes e imagens, 1972, biografia romanceada
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Agostinho Batista de Freitas (Brasil, 1927-1997)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
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es
Martins Fontes
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Tenho o orgulho dos nossos altiplanos.
Tenho a paixão da gleba circunscrita.
Quero morrer, ouvindo a voz bendita
Dos pausados cantares paulistanos.
De minha terra, para minha terra,
Tenho vivido. Meu amor encerra
A adoração de tudo quanto é nosso.
Por ela, sonho num perpetuo enlevo.
E, incapaz de servi-la quanto devo,
Quero ao menos e amá-la quanto posso.
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Em: 232 Poetas Paulistanos: antologia, Pedro de Alcântara Worms, Rio de Janeiro, Conquista:1968, p. 130
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Julia lendo e descansando na praia, s/d
Nancy Salamouny (Líbano, contemporânea)
http://nancysalamouny.blogspot.com
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Carlos Pena Filho
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Ei-la ao sol, como um claro desafio
ao tenuíssimo azul predominante.
Debruçada na areia e assim, diante
do mar, é um animal rude e bravio.
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Bem perto, há um comentário sobre estio,
mormaço e sonolência. Lá, distante,
muito vagos indícios de um navio
que ela talvez contemple nesse instante.
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Mas o importante mesmo é o sol, que esse desliza
por seu corpo salgado, enxuto e belo,
como se nuvem fosse, ou quase brisa.
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E desce pelos seus braços, e rodeia
seu brevíssimo e branco tornozelo,
onde se aquece e cresce, e se incendeia.
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Em: Melhores poemas, Carlos Pena Filho, Sel. Edilberto Coutinho, Editora Global:2000, 4ª edição.
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Carlos Pena Filho nasceu no Recife, em 1929. Formado em Direito, pela Faculdade de Direito do Recife, foi poeta, letrista, jornalista, ensaísta para o Jornal do Comércio. Morreu num acidente automobilístico em 1960.
Obras:
O tempo da busca, 1952
Memórias do boi Serapião, 1955
A vertigem lúcida, 1958
Livro geral (obra reunida), 1959
Melhores poemas (póstuma) seleção de Edilberto Coutinho, 1983
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Beijinho apaixonado, ilustração de Magret Boriss, em cartão postal.–
Quando abraço o seu abraço,
meu coração toca o seu…
E quando beijo o seu beijo,
penso que você sou eu…
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(Rômulo Cavalcante Mota)
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Barcos e treineiras na Baía de Guanabara, 1978
Sylvio Pinto (Brasil, 1918-1997)
óleo sobre tela, 60 x 81cm
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Domingos Pellegrini
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O mar com seu motor que nunca para
o vento em seus humores vagadios
ou a te dar refresco ou arrepios
e a máscara de sal na tua cara
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O pernilongo que sempre declara
guerra ao teu sono, e o interminável cio
duma coruja a repetir seu pio
para o luar que a nuvem desaclara
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Então aquieta a música do brejo
enquanto as pererecas pensam se
será complô dos grilos e morcegos
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E antes que a sinfonia recomece
dá para ouvir que a saparia tem
tão pouco assunto para tanta conversa
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Em: Gaiola aberta: 1964-2004, Domingos Pellegrini, Rio de Janeiro, Bertrand Brasil: 2005
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Ilustração Diane Thorn.–
Se chegares a entender
os homens, como eles são,
poderás compreender
a grandeza do teu cão!
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(V. C. Soares de Sousa)
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Cascão leva um presente, ilustração de Maurício de Sousa.–
Se você der um presente,
esqueça logo o que deu;
mas traga sempre na mente
aquilo que recebeu.
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(Adalzira Bittencourt)