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Amigas, 1943
Istvan Szonyi (Hungria, 1894-1960)
Têmpera
Museu Zebegeny
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“Nós devemos ler para dar às nossas almas a experiência da luxúria”.
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Henry Miller
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Amigas, 1943
Istvan Szonyi (Hungria, 1894-1960)
Têmpera
Museu Zebegeny
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Henry Miller
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Iluminura, Evangelho Lorsch, ( 780-820)
Período de Carlos Magno
Pintura em pergaminho
Biblioteca do Vaticano
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O Codex Aureus de Lorsch ou O Evangelho de Lorsch (Biblioteca Apostolica Vaticana, Pal. lat. 50, and Alba Iulia, Biblioteca Documenta Batthyaneum, s.n.) é um manuscrito com iluminuras, com o evangelho, escrito entre 778 e 820, o que o coloca aproximadamente no peródo do reinado de Carlos Magno, Imperador dos francos, unificador do território francês. Foi provavelmente escrito na abadia de Lorsch na atual Alemanha, pela qual foi nomeado, aparecendo no ano de 830 na listagem de manuscritos dessa abadia, que nos séculos X e XI — ou seja dos anos 900 a 1100 — foi considerada uma das melhores bibliotecas do mundo. Em meados do século XVI, próximo a 1550, esse manuscrito foi levado para Heidelberg, para a então nova Biblioteca Palatina. Foi roubado de lá durante a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648). Para ser vendido, o manuscrito foi dividido em 2 partes e suas capas removidas. A primeira metade foi para a Biblioteca Migazzi e mais tarde vendida para o Bispo Ignac Batthany. Hoje essa parte se encontra em Alba lulia na Rumênia e pertence à Biblioteca Batthyaneum. A outra metade está na Biblioteca do Vaticano e a capa da frente, ricamente ornada em relevos de marfim se encontra nos Museus do Vaticano.
NOTA: A águia acima da cabeça do evangelista revela que se trata de São João Evangelista, retratado aqui. Os quatro evangelistas que compõem o Novo Testamento são: São João Evangelista, também representado por uma águia; São Lucas também representado por um touro (pode ser ou não alado, dependendo da época em que foi representado); São Mateus também representado por um anjo e São Marcos também representado por um leão (pode ou não ser alado, dependendo da época em que foi representado).
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Senhora que lê, 1942
[também conhecido como Odalisca com espelho]
Gino Severini ( Itália, 1883-1966)
óleo sobre tela, 60 x 50 cm
Coleção Particular
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Sutton Elbert Griggs
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Cena de interior, s/d
Edilson Elio Barbosa ( Brasil, 1965)
óleo sobre tela
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Edilson Elio Barbosa nasceu no Brasil em 1965. Pinta desde os 12 anos de idade.
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Kim Roberti (EUA, contemporânea)
óleo
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Anônimo
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Natureza morta com tinteiro, s/d
José Ferraz de Almeida Júnior (Brasil, 1850-1899)
óleo sobre tela, 38 x 51 cm
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Lindolfo Gomes
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Amo-te, ó minha Língua Portuguesa,
Doce, maviosa, rica e feiticeira,
De todas do universo és a primeira,
Que nenhuma haverá de mais beleza.
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Do carme expressional da Natureza
Em ti ressoa a sinfonia inteira…
E, transplantada à terra brasileira,
Mais formosa ficaste com certeza.
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Vingaram de teu tronco outros renovos,
Do esplendor destas matas no conchego…
És Bíblia de três raças e dois povos…
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Resumes num vocábulo um poema:
Saudade, flor das plagas do Mondego,
Mais saudosa na pátria de Iracema!
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Em: 232 Poetas Paulistas: antologia, ed. e seleção Pedro de Alcântara Worms, Rio de Janeiro, Conquista:1968.
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Lindolfo Eduardo Gomes (SP 1875 – RJ 1953) Poeta, Jornalista, contista, ensaísta, folclorista, professor e teatrólogo. Passou sua juventudo em Resende, no estado do RJ, mudando-se mais tarde para Juiz de Fora, MG, onde passou grande parte da sua vida profissional tendo redigido para os jornais O Pharol, Jornal do Commercio, Diário do Povo, Diário Mercantil, revista Marília, entre outros.
Obras:
Folclore e Tradições do Brasil, 1915
Contos Populares Brasileiros, 1918
Nihil novi, 1927
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Raymond Leech ( Grã-Bretranha, 1949)
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Raymond Leech nasceu em Great Yarmouth, na East Anglia, em 1949. Passou sua infância à beira-mar. Ele foi influenciado para assumir uma carreira artística por seu pai, que lhe ensinou a desenhar. Apesar de ter feito um curso de artes gráficas numa faculdade local, Raymond Leech considera-se um artista autodidata. Começou trabalhando em design gráfico, mas a demanda por sua arte original, cópias e cartazes ficou tão grande que ele acabou por tomar a decisão de ocupar todo o seu tempo com a pintura. Trabalha em óleo, aquarela e pastel e dedica-se principalmente à pintura de gênero.
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Um bom livro, s/d
Mona Hopton Bell ( Inglaterra, período de atividade 1903-1920)
Óleo sobre tela
Bonham’s Auction House
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Joe Ryan
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A Arlesiana, 1888
[Retrato de Mme Ginoux]
Vincent Van Gogh (Holanda, 1853-1890 )
óleo sobre tela, 92 x 73 cm
Metropolitan Museum of Art, Nova York
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Nos últimos anos tivemos uma verdadeira onda de descobertas de novos quadros de Vincent Van Gogh. Em 2010, um quadro que se suspeitava falso, provou ser verdadeiro: uma pequena paisagem, de 1886, retratando o moinho Le Blute-fin em Paris. A história curiosa, ainda que comum, do colecionador apaixonado que acredita ter em mãos um verdadeiro Van Gogh, defendendo-a mesmo quando muitos estudiosos não acreditavam, deu a Dirk Hannema (1895-1984), dono da pintura e fundador de um pequeno museu na cidade de Zwolle, uma grande vitória sobre seus contemporâneos descrentes, quando o quadro foi considerado um verdadeiro Van Gogh sem qualquer suspeita de dúvida, pelo Museu Van Gogh de Amsterdam… Pena que tenha sido uma vitória posterior à morte de Hannema. Uma vitória póstuma!
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O moinho Le Blute-fin em Paris, 1886
Vincent Van Gogh (Holanda, 1853-1890 )
óleo sobre tela
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Quando, ainda em 2008, outro quadro de Van Gogh – dessa vez : o rosto de uma camponesa — foi descoberto adormecido sob outra pintura dele mesmo, uma tela com de um terreno com capim, foram poucas manchetes a respeito. Mas o incidente lembrou outro, de 2007, ano anterior, quando especialistas em Van Gogh descobriram também debaixo da tela A Ravina, 1889, outra tela retratando uma vegetação nativa. É fato conhecido que muitos pintores, e Van Gogh está incluído entre esses, re-utilizaram telas quando o trabalho inicial não se mostrou satisfatório para o próprio pintor. Preferindo não abandonar uma tela, que pode ser dispendiosa para tantos, o pintor simplesmente pinta por cima de um quadro ou inacabado ou que ele considera fraco.
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A ravina, 1889
Vincent Van Gogh (Holanda, 1853-1890 )
óleo sobre tela
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No caso de A Ravina houve motivo para grande alegria com a descoberta, já que a existência de um quadro retratando uma vegetação selvagem já havia sido preconizado por um desenho de vegetação selvagem, bem conhecido dos especialistas.
Hoje, os jornais estão cheios de notícias sobre a “novas telas” de Van Gogh. As novas telas são duas: uma, a Natureza morta com flores do campo e rosas cuja autoria estava em debate, e a outra, a tela de dois lutadores, sobre a qual Van Gogh pintou a natureza morta. Sabia-se da existência da tela com lutadores pois ela havia sido mencionada por Vincent em carta ao seu irmão Theo. Mas sabê-la sob a natureza morta, ajuda a autenticação desta.
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Natureza morta com flores do campo e rosas
Vincent Van Gogh (Holanda, 1853-1890 )
óleo sobre tela
Museu Kröller-Müller em Otterloo, Holanda.
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Realmente é excitante termos a clara autenticação de algum quadro cuja autoria possa estar em debate. Também é bom sabermos da localização de um quadro que o pintor menciona em suas cartas ao irmão. Mas tenho muitas dúvidas quanto à divulgação dessas imagens que estão sob as pinturas conhecidas. A pergunta que preciso levantar é sobre a ética de fazermos públicas imagens que o próprio pintor escolheu deletar de seu acervo. Não será o mesmo que ir na lata de lixo de um escritor examinar os trechos de um romance que ele desistiu de escrever? De que serve isso além de satisfazer o nosso voyeurismo, a nossa curiosidade?
Quando Vincent Van Gogh decidiu cobrir com uma natureza morta a tela dos lutadores, e não outra das dezenas de telas que ele tinha em seu quarto, é porque de todas aquelas essa era a que menos o satisfazia. Ele, assim como dezenas e dezenas de outros pintores escolheu “apagar” aquele trabalho. Que direito temos nós de revelarmos o que ele escolhera descartar?
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A Arlesiana com luvas e guarda-chuva, 1888
[Retrato de Mme Ginoux]
Vincent Van Gogh (Holanda, 1853-1890 )
óleo sobre tela, 92 x 73 cm
Museu d’Orsay, Paris
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Assim como respeitamos o direito a que ele se deu de manter à vista de todos os diversos retratos de Mme Ginoux, conhecidos com A Arlesiana, sem considerar tapá-los com uma nova pintura, apesar de serem, muito parecidos, variações sobre o mesmo tema, pergunto se não é um invasão de seus desejos fazer com que essas imagens — com as quais ele não estava satisfeito o suficiente para mantê-las “vivas” ao alcance do olhar alheio — sejam feitas públicas.
Acredito que os especialistas, os curadores dos museus e os donos dessas telas tenham o direito de saber o que está por trás. Mas fica aquele sentimento de que eles são mais ou menos como médicos que têm um paciente nas mãos e o dever de não divulgar dados publicamente das doenças que o aflige. É como se estivéssemos olhando Van Gogh se despir pelo buraco da fechadura. É voyeurismo. Há uma discrição que se faz necessária. Ou não? Após a morte vale tudo?
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Louis le Brocquy (Irlanda, 1916)
óleo sobre tela, 93 x 93 cm
Hull Museums & Art Gallery
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W.E. Channing