Grover Chapman (EUA/Brasil, 1924-2000)
óleo sobre eucatex, 25 x 20 cm
Ele acha que é tão grande…, 1928
Haddon Sundblom (EUA, 1899-1976)
óleo sobre tela, 88 x 75 cm
[óleo preparatório para a propaganda do produto Cream of Wheat]
Em leilão.
Joseph Clarke (Grã-Bretanha, 1834-1926)
óleo sobre tela, 90 x 120 cm
“Depois chegou a hora das luzes e do jantar. Eu encomendara pelo Grilo ao nosso magistral cozinheiro uma larga travessa de arroz-doce, com as iniciais de Jacinto e a data ditosa em canela, à moda amável da nossa meiga terra. E o meu Príncipe à mesa, percorrendo a lâmina de marfim onde no 202 se escreviam os pratos a lápis vermelho, louvou com fervor a ideia patriarcal:
-Arroz-doce! Está escrito com dois ss, mas não tem dúvida… Excelente lembrança! Há que tempos não como arroz-doce! Desde a morte da avó.
Mas quando o arroz-doce apareceu triunfalmente, que vexame! Era um prato monumental, de grande arte! O arroz, maciço, moldado em forma de pirâmide do Egito, emergia duma calda de cereja, e desaparecia sob os frutos secos que o revestiam até ao cimo onde se equilibrava uma coroa de Conde feita de chocolate e gomos de tangerina gelada! E as iniciais, a data, tão lindas e graves na canela ingênua, vinham traçadas nas bordas da travessa com violetas pralinadas! Repelimos, num mudo horror, o prato acanalhado. E Jacinto, erguendo o copo de Champanhe, murmurou como num funeral pagão:
–Ad Manes, aos nossos mortos!”
Eça de Queiroz, A cidade e as serras
[Exemplo de Narrativa Descritiva]
Em: Flor do Lácio, [antologia] Cleófano Lopes de Oliveira, São Paulo, Saraiva: 1964; 7ª edição. (Explicação de textos e Guia de Composição Literária para uso dos cursos normais e secundário) p. 194.
NOTA: Ad manes é a abreviação da expressão em latim Ad manes abiit, que significa: Aos mortos, aos que morreram.
Interior com senhora lendo, década 1930
Leo Gestel (Holanda, 1881-1941)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm
Olavo Bilac (Brasil, 1865-1918) do poema Aos meus amigos de São Paulo, também conhecido pelo primeiro verso: Se amo, padeço, e sonho, a recompensa.
Marcel Duchamp (EUA, nascido na França, 1887-1968)
óleo sobre tela
MOMA, Nova York