Jovem irlandesa lendo
Daryl Rex Price (Nova Zelândia, contemporâneo)
óleo
Jovem irlandesa lendo
Daryl Rex Price (Nova Zelândia, contemporâneo)
óleo
Autorretrato, 1921
Dame Laura Knight (Inglaterra, 1877-1970)
óleo sobre tela, 59 x 59 cm
Museu da Nova Zelândia, Te Papa
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Superfície com azul e branco, s/d
Newman Shutze (Brasil, 1960)
Acrílica sobre tela, 140 x 110 cm
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Lloyd Jones
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“ Existe um lugar chamado Egito – ela disse. – Não sei nada sobre esse lugar. Gostaria de poder contar para vocês sobre o Egito. Perdoem-me por não saber mais. Porém, se quiserem, posso contar-lhes tudo o que sei sobre a cor azul.
Então nós ouvimos sobre a cor azul.
— Azul é a cor do Pacífico. É o ar que respiramos. Azul é o intervalo de ar entre todas as coisas, como as palmeiras e os telhados de zinco. Se não fosse pelo azul, não veríamos os morcegos. Obrigada, meu Deus, por nos ter dado a cor azul.
“É surpreendente como a cor azul está sempre aparecendo”, continuou a avó de Daniel. “É só olhar que você vê. Você pode encontrar o azul espiando pelas frestas do cais em Kieta. E vocês sabem o que ele está tentando fazer? Ele está tentando alcançar as vísceras fedorentas dos peixes para levá-los de volta para casa. Se o azul fosse um animal, ou uma planta, ou uma ave, ele seria uma gaivota. Ele mete o seu bico em tudo.
“O azul tem poderes mágicos também”, ela disse. “Olhe para um recife e digam se estou mentindo. O azul bate num recife e qual é a cor que ele solta? É o branco! Como ele faz isso?”
Olhamos para o Sr. Watts em busca de explicação, mas ele fingiu não notar nossos rostos indagadores. Estava sentado na ponta da cadeira, de braços cruzados. Cada pedaço dele parecia focado no que a avó do Daniel estava dizendo. Um a um, voltamos a nossa atenção para a velhinha com boca manchada de bétel.
— Uma última coisa crianças, e então deixo vocês em paz. O azul pertence ao céu e não pode ser roubado, razão pela qual os missionários grudaram azul nas janelas das primeiras igrejas que construíram aqui na ilha.
O Sr. Watts abriu bem os olhos daquele jeito que já tinha se tornado familiar, como se estivesse acordando. Foi até a avó de Daniel com a mão estendida. A velha estendeu a dela para ele segurar e então ele se virou para turma.
— Hoje nós tivemos muita sorte. Muita sorte. Fomos lembrados que, apesar de não podermos conhecer o mundo todo, se formos suficientemente inteligentes, podemos torná-lo algo novo. Podemos inventá-lo com as coisas que vemos à nossa volta. Só precisamos olhar e tentar ser tão imaginativos quanto a avó de Daniel. – Ele pôs a mão no ombro da velha senhora. – Obrigado – ele disse. – Muito obrigado.
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Em: O Sr. Pip, Lloyd Jones, trad. Léa Viveiros de Castro, Rio de Janeiro, Rocco:2007, pp. 68-69

Visitantes na geleira Fox.
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Conhecida por seus lagos exuberantes e por uma mistura de praias e montanhas a Nova Zelândia também possui outro pontos de interesse para quem ama a natureza. Entre eles estão as geleiras de Fox Glacier e a de Franz Josef. A Fox Glacier (Te Moeka o Tuawe em Māori, língua local) — que leva este nome desde 1872 após uma visita do então Primeiro-Ministro da Nova Zelândia, Sir William Fox — está situada no Westland National Park, na costa oeste da Nova Zelândia e tem 12 km de comprimento.
A fama da geleira de Fox Glacier se consolida por ter uma característica peculiar: termina apenas a 300m do nível do mar e é rodeada por uma exuberante floresta tropical temperada. Embora haja recuado bastante durante a maior parte dos últimos 100 anos, a Fox Glacier tem ganhado terreno desde 1985 — em média um metro por semana. Durante a última era glacial, o gelo chegou além do presente litoral. São as águas do degelo desta geleira que formam o rio Fox assim como o Lago Matheson.

Lago Matheson com reflexão dos Picos Tasman e Cook.
O Lago Matheson é famoso pelas águas que refletem, como um espelho, os picos Cook e Tasman. Este lago é de excelente pesca, principalmente de uma enguia local. Também serve como habitat para um número muito grande de aves aquáticas. Pela abundância de caça e pesca ficou conhecido pelo povos locais como “o lugar do encontro dos alimentos”, mahinga kai.
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Florestas tropicais na saída da geleira Fox.
Todas essas belezas naturais tornam uma visita às geleiras da Nova Zelândia uma aventura bastante agradável. A forma mais popular de conhecer a Fox Glacier é por trilha – a mais longa dura em média uma hora (ida e volta). Apesar de não ser de difícil acesso, a caminhada exige disposição. Em alguns trechos mais íngremes, o equilíbrio é facilitado por meio de cordas dispostas horizontalmente. O esforço, no entanto, compensa: ao chegar ao topo, é possível ver uma imensa massa de gelo, além de formações que se assemelham a cavernas.