Natal de ontem e de hoje, poema de Bastos Tigre

13 12 2010

 

Natividade, 1947

Fúlvio Penacchi (Brasil 1905-1992)

óleo sobre cartão 19 x 23 cm

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Natal de ontem e de hoje

                                       Bastos Tigre

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Natal!  Vocábulo sonoro,

Com ressonâncias de cristal!

Amo o Natal; amo e adoro

O doce nome de “Natal”.

Ouvi-lo é ter no ouvido, ecoando

A voz dos sinos, no arraial,

Alegremente repicando

A excelsitude do Natal!

Missa do galo.  Espouca e brilha

O foguetório, a salva real…

Fulge o painel.  Que maravilha!

Jesus nasceu: — Natal!  Natal!

Ding-din!  Ding-don!  — repicam os sinos!

Vozes elevam-se em coral,

Desafinando ingênuos hinos

Em honra a Cristo e ao seu Natal.

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Dança, presépios, pastorinhas

No pastoril de João de tal —

E, entre vizinhos e vizinhas,

Os namoricos de Natal.

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Castanhas, nozes, rabanadas,

Do velho tom tradicional,

De fino açúcar polvilhadas

Tendo a doçura do Natal.

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E da família o quadro lindo

Da vasta mesa patriarcal

E a avó velhinha, repartindo

O imenso bolo de Natal.

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Mudou o Natal.  Que há que não mude

Neste vaivém universal?

Foi-se a simpleza ingênua e rude

Das idas festas de Natal.

Hoje, entre as luzes da cidade

Cosmopolita e colossal

A luz da Light a noite invade

E nem se vê vir o Natal.

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Há o reveillon, francês em nome,

Yankee no fundo comercial;

Faga-se quanto se consome

A preços próprios do Natal.

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Em vez da viola e da sanfona,

Em tom menor, sentimental,

Uma “ortofônica” ortofona

Um feroz fox infernal.

Há nos hotéis e clubs chics 

Festas de um tom convencional

Sem foguetório e sem repiques —

Que nem são festas de Natal!

Corre champagne, em vez do verde,

Do carrascão de Portugal.

(Sem o verdasco o que há de ser de

Ti, ó consoada de Natal).

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E até há gaitas, serpentinas,

Como se fora um carnaval!

Vocês, rapazes e meninas,

Não têm idéia do Natal!

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Chego a pensar que o próprio Cristo,

O de Belém, o do curral,

Lá do alto, olhando para isto,

Não reconhece o seu Natal.

E,  então, fechando a azul esfera,

Se esconde além do último “astral”

E, por castigo, delibera

Não nascer mais pelo Natal.

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Em: Antologia poética de Bastos Tigre, vol 2, Rio de Janeiro, Francisco Alves: 1982.





Alguns cartões de Natal da antiga União Soviética

7 12 2010
Note-se o foguete, o orgulho das expedições espaciais!  URSS data desconhecida.

Por lá o trenó de Papai Noel em geral é puxado por três cavalos.  URSS, sem data.

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Papai Noel com um samovar nas mãos.  URSS, sem data.

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Com helicóptero ao fundo, Papai Noel chega de trem. URSS, antes de 1990.

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Aqui a árvore de Natal vem dentro de uma boneca Babuska! Antiga URSS.

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Aqui todos dançam na Praça do Kremlim, antiga União Soviética.




Brinquedos, poesia infantil de Afonso Schmidt

7 12 2010

 

Joyeux Noel, cartão de Natal francês da virada do século XX.

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Brinquedos

                                 Afonso Schmidt

São Nicolau de barbas brancas,

de alto capuz beneditino,

nas costas levava um grande saco

e vai seguindo o seu destino.

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É muito tarde.  Nas janelas,

há sapatinhos ao sereno:

a cada espera corresponde

o sonho leve de um pequeno.

Súbito, estaca na calçada;

uma janela está vazia

e, pelas frinchas de uma porta,

chegam rumores de alegria.

O Santo pára; está amuado,

acha que o mundo é muito mau

e estas crianças já não querem

esperar por São Nicolau.

Mas, logo fica curioso,

quer descobrir porque naquela

casa não há um sapatinho

no canto escuro da janela.

Vai espiar pelo buraco

da fechadura…  – Pobrezinhos,

são os meninos do trapeiro,

nunca tiveram sapatinhos…

E vê, que à falta de bonecas,

eles divertem o casal,

enquanto o avô fuma num canto,

São Nicolau, mas de avental…

Todos estão muito contentes

o Santo ri de olhos molhados

e vai seguindo à luz branquinha

do plenilúnio nos telhados.

 Pisa de leve sobre as folhas,

diz a sorrir palavras mansas:

“Essas crianças são os brinquedos

 e esses papais são as crianças…”

Em: Poesia brasileira para a infância, Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva: 1968.

VOCABULÁRIO

Beneditino – é o nome que se dá aos frades da Ordem de São Bento.  Na poesia a palavra é usada como adjetivo de capuz.

Plenilúnio — a lua cheia.

 

Afonso Schmidt (Cubatão, SP 1890 – SP, SP 1964) poeta, romancista, contista, biógrafo, jornalista.  Como jornalista trabalhou para  A Voz do Povo, em 1920, no Rio de Janeiro.  Para Folha da Noite,  Diário de Santos e A Tribuna, em Santos. Em São Paulo trabalhou na Folha da Noite e O Estado de S.Paulo.  Neste último trabalhou de 1924 até 1963.  Recebeu o prêmio da  revista O Cruzeiro em 1950 pelo romance Menino Felipe.   A União Brasileira de Escritores lhe premiou com o Juca Pato – Intelectual do Ano em 1963.  Foi sócio fundador do Sindicato dos Jornalistas do Estado de S. Paulo, membro da Academia Paulista de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.

Obras: 

Lírios roxos, 1904

Miniaturas, 1905

Janelas Abertas (poesia), 1911

Lusitânia (ato em verso), 1916

Evangelho dos Livres (panfleto), 1920

Mocidade, 1921

Brutalidade (contos), 1922

Ao relento, 1922

Janelas Abertas (versos) – Edição Aumentada (Menção Honrosa da Academia Brasileira de Letras, 1923

Os Impunes (novelas), 1923

As Levianas (peça em três atos), 1925

O Dragão e as Virgens (romance, 1927

Cânticos Revolucionários (panfletos), 1930

A nova conflagração, 1931

Garoa, 1931

Os Negros (crônicas), 1932

Garoa (poesia), 1932

Poesias, 1934

Carne para Canhão (peça em três atos), 1934

Pirapora (contos), 1934

Curiango (contos), 1935

Zanzalás (uma novela de tempos futuros), 1936

A Vida de Paulo Eiró (biografia), 1940

A Marcha (Romance da Abolição), 1941

O Tesouro de Cananéia (contos), 1941

No Reino do Céu (novela), 1942

A Sombra de Júlio Frank (biografia),1942

A árvore das lágrimas, 1942

Colônia Cecília (Uma aventura anarquista na América), 1942

O Assalto (Romance do ouro e do sal), 1945

Poesias (edição definitiva), 1945.

O Retrato de Valentina (novela), 1947

A Primeira Viagem (viagem), 1947

Menino Felipe (romance), 1950

Saltimbancos (romance), 1950

Aventuras de Indalécio (romance), 1951

Os Boêmios (contos), 1952

Dedo nos Lábios (novelas), 1953

O Gigante Invisível (divulgação), 1953

Carantonhas (novela juvenil), s/d

São Paulo dos Meus Amores (crônicas), 1954

A Marcha (romance da Abolição,  história em quadrinhos), 1955

Mistérios de São Paulo (reminiscência), 1955

Bom Tempo (memórias), 1956

A Datilógrafa (romance), 1958

A Locomotiva (romance), 1960

Mirita e o Ladrão (romance), 1960

O Retrato de Valentina (novela), 1961

O Canudo, 1963

O enigma de João Ramalho, 1963

O passarinho verde, s/d

Zamir, s/d





Antigos cartões de Natal II

6 12 2010

Italianos

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Feliz Natal, cartão italiano da década de 30 do século XX.

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Feliz Natal, cartão italiano da década de 30 do século XX.

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Feliz Natal, cartão italiano, 1907.

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Poloneses

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Cartão de Natal, 1957, Polônia.

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Cartão de Natal polonês, sem data.

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Cartão de Natal da Polônia, sem data.




Os violões no Natal, poesia de Sabino de Campos

6 12 2010

Músicos, cartão de Natal, da Rússia, sem data.

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Os violões no Natal

Sabino de Campos

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Os violões, no Natal, são mais sonoros:

Enchem nossa existência de infinito,

De perfumes sinfônicos e coros

Doces, pungentes como um luar no Egito.

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Nas suas cordas, pássaros canoros

Gorjeam terno cântico bonito…

Não há no mundo trevas nem meteoros,

Tudo parece angélico e bendito…

Natal.  A natureza reverdece

Entre lírios e rosas e esplendores,

Tem o mundo a doçura de uma prece…

E os violões do Natal, cordas de luz,

Parecem dedilhados, entre flores,

pelos dedos divinos de Jesus…

                     João Pessoa — Paraíba

Em: Sabino de Campos, Natureza: versos, Rio de Janeiro, Pongetti: 1960

 

Sabino de Campos, Retrato a bico de pena, por Seth, 1947.

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Sabino de Campos (Amargosa, BA, 1893– ? ),  poeta, romancista e contista.

Obras:

 

Jardim do silêncio, 1919, (poesia)

Sinfonia bárbara, 1932,  (poesia)

Catimbó: um romance nordestino, 1945 (romance e novela)

Os amigos de Jesus, 1955 (romance e novela)

Lucas, o demônio negro, 1956 – romance biográfico de Lucas da Feira (romance e novela)

Natureza: versos,  1960 (poesia)

Cantigas que o vento leva, 1964, (poesia)

Contos da terra verde, 1966 (contos)

Fui à fonte beber água, 1968 (poesia)

A voz dos tempos, memórias, 1971

Cantanto pelos caminhos, 1975

Autor, junto de Manoel Tranqüilo Bastos, do hino da cidade de Cachoeira, BA





China, Gaia, elefantes, livros e Natal, pensamentos dispersos

5 12 2010

 

Recentemente, numa de suas colunas diárias sobre economia, no jornal O Globo, Miriam Leitão lembrou aos seus leitores que tamanho não é documento:  a crise econômica européia estava periclitante por causa do posicionamento do governo irlandês.  E numa astuta observação a jornalista colocou os dados em perspectiva, revelando que a economia européia estava nas mãos de 4.500.000 irlandeses. Isso mesmo, quatro milhões e meio de pessoas — esta é a população total do país que poderia fazer a economia européia cair.  Uma população bem menor do que a da cidade do Rio de Janeiro.  É o conhecido ratinho, dando um susto no elefante. 

Essa observação repercutiu muito nos meus pensamentos, porque muitas vezes não conseguimos colocar o que acontece à nossa volta  em contexto, não atinamos para a perspectivas do tamanho.  Até que nesse fim de semana fui lembrada, de novo, da relatividade dos fatos.   No início do filme A Rede Social, Mark Zuckerberg, diz para sua  namorada:  “Você sabia que há mais gente com QI de gênio na China do que a população inteira dos Estados Unidos?” [Did you know there are more people with genius IQ’s living in China than there are people of any kind living in the United States?]. É uma afirmação óbvia, considerando-se o tamanho da  população chinesa. Mas, foi preciso que ele mencionasse isso para que eu também colocasse a questão da população chinesa em perspectiva.  Nem sempre pensamos assim, em termos relativos. 

Com essas considerações em primeiro plano coloquei na minha lista de presentinhos de Natal que espero Papai Noel possa trazer,  o download no meu Kindle do livro do jornalista inglês Jonathan Watts, intitulado When a Billion Chinese Jump [Quando um bilhão de chineses pulam], que há tempos espero notícias de que vá ser traduzido para o português, mas que com a  falta de afirmativas das editoras, resolvi não poder esperar mais. 

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Na Inglaterra foram divulgados no início da semana passada os livros sobre o meio ambiente que mais venderam nessa primeira década do século.  É uma pena que com exceção do livro de Al Gore, os outros, de autores como Tim Smit, e Christopher Booker, ainda nem tenham chegado a serem traduzidos e publicados no Brasil.

O mais vendido de todos os livros foi The Vanishing Face of Gaia, [Acredito que no Brasil tenha o título: Gaia, o alerta final, Editora Intrínseca: 2010] de James Lovelock.  Duas editoras brasileiras têm dividido as publicações do autor: Intrínseca e Cultrix.  James Lovelock é conhecido aqui no Brasil, mas deveria ser mais.  Dos cinco volumes listados em catálogos de livrarias, só 3 foram publicados no Brasil.  Dois só podem ser adquiridos através de importação, quer em português (vindos de Portugal, Edições 70) quer em inglês, na língua em que foram escritos.

A vingança de Gaia, publicado em 2006, Intrínseca

Gaia: a cura para um planeta doente, publicado em 2007, pela Cultrix

Gaia: um Novo Olhar Sobre a Vida na Terra, publicado em 2007, Edições 70

 (edição  portuguesa, livro importado)

Gaia um novo olhar sobre a vida na Terra, publicado sem data, Edições 70

(edição portuguesa, livro importado)

Gaia: o alerta final, publicado em 2010, Intrínseca.  

Os outros autores mencionados Tim Smit  e Christopher Booker, não estão traduzidos.

É difícil imaginar que não haja leitores em português para esses volumes.  O meio ambiente está na pauta de todos os brasileiros com um módico de escolaridade.  E a maioria desses livros não são escritos só para cientistas, suas terminologias e seu interesse pelo meio ambiente são evidenciados por uma linguagem accessível a qualquer pessoa com o seguindo grau.  Fica aqui o meu desapontamento.





Antigos cartões postais de Natal I

2 12 2010
Cartão postal francês com desejos de um Feliz Natal, de 1944 (durante a 2ª Guerra Mundial)

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Cartão de Natal, americano, 1925.

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Cartão postal francês, Viva São Nicolau, 1943.

 

Cartão postal francês, Feliz Natal, 1910.




Cartão de Natal, poema de Stella Leonardos

1 12 2010
Cartão de Natal italiano. Sem data.

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Cartão de Natal

                                                  Stella Leonardos

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O velho gordo e rosado

Que veste sempre encarnado,

Esse bom Noel barbudo

Que reserva para as crianças

As mancheias de esperanças

De um grande saco bojudo;

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E traz na sola das botas

Neve das terras remotas

Onde há frio no Natal;

E pinheirais pela neve;

E renas de passo leve

Vivendo no pinheiral;

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Quem disse que era estrangeiro?

Ele hoje é bem brasileiro

Malgrado o traje hibernal.

Se veste de lã e de arminho

É que o calor e o carinho

Que deve haver no Natal!

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Em: Stella Leonardos, Pedaço de Madrugada, Rio de Janeiro, Livraria São José: 1956 

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Stella Leonardos da Silva Lima Cabassa (Rio de Janeiro RJ, 1923). Poeta, tradutora, romancista, com mais de 70 obras publicadas, em poesia, prosa, ensaios, teatro, romances e literatura infantil.  Considerada membro expoente da 3ª geração de poetas modernistas.  Um dos maiores nomes da poesia contemporânea no Brasil.





Novidade natalina: o lápis bem apontado

23 11 2010

 

Jovem apontando um lápis, 1737

Jean Baptiste Simeon Chardin (França, 1699-1779)

Museu do Louvre, Paris

Na época do Natal todo tipo de “novidade” parece exercer uma fascinação desmedida no público consumista.  Há de se marcar certas décadas passadas justamente por esses objetos de fascinação momentânea.  Uma busca por esses objetos na internet traz à tona: o anel que muda de cor com a suas emoções; o galinho que muda de cor prevendo chuva ou sol; o animal de estimação Chia, que se torna coberto de brotinhos de plantas verdes, a medida que se molha o bibelô; o abajur que acende quando se bate palmas, e o item que não poderia faltar em qualquer lar: a pedra de estimação.

Tudo indica que David Reese de Nova York, pensou profundamente em como arrecadar um dinheirinho extra, além do que ganha como cartunista, oferecendo, ao público em geral, um lápis bem apontado por USD$ 15.00  — quinze dólares.  Com essa quantia você recebe em casa – pelo correio – não só o lápis nº 2 que você comprou, como também as raspas de madeira que ele retirou do lápis, embaladas num saquinho plástico  à parte.  Você pode se quiser mandar o seu próprio lápis de estimação e pelo mesmo preço ele lhe mandará de volta o seu lápis bem apontado.  Mas não há desconto nesse caso.  Se você estiver realmente carente de bons lápis bem apontados, por USD $ 50,00 David mandará para você 12 lápis apontados. 

Por que mesmo que eu não tive e$$a idéia?

FONTE:  WIRED





1º Festival de Canto Coral da Arquidiocese do Rio de Janeiro

22 11 2010

Canto de Natal, 2005

Anatoly Marchuck (Ucrânia)

Óleo sobre tela, 75 x 65 cm 

O 1º Festival de Canto Coral da Arquidiocese do Rio, “Natal EnCanto”, será realizado entre os dias 20 de novembro e 18 de dezembro de 2010. Cada coral vai apresentar duas músicas, de livre escolha, mas respeitando a doutrina da Igreja. A duração de cada apresentação será de, no máximo, 15 minutos. A premiação do Festival na categoria adulto será de 15 mil reais para o primeiro colocado, 10 mil para o segundo e cinco mil para o terceiro. Já na categoria infantil, o primeiro colocado receberá 10 mil, o segundo sete mil e o terceiro três mil reais. Sendo que toda a premiação será dividida: metade para a obra social da paróquia, indicada pelo pároco, e a outra parte para o coral. A final será apresentada da Igreja São José da Lagoa, no dia 18 de dezembro, a partir das 18 horas. Antes, será realizada a Santa Missa. Ainda três corais participantes serão convidados a se apresentar nas lojas do Supermercado Zona Sul, um dos patrocinadores do evento. 

 Confira a programação completa das apresentações e participe.

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ADULTO – 1ª ETAPA 24/11 – 20h – 4ª feira

Paróquia Nossa Senhora da Paz

Rua Visconde de Pirajá, 339 – Ipanema

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ADULTO – 2ª ETAPA 27/11 19h30 – Sábado

Basílica Imaculada Conceição

Praia de Botafogo, 266 – Botafogo

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ADULTO – 3ª ETAPA 01/12 – 20h – 4ª feira

Paróquia Santos Anjos

Av. Afrânio de Franco Melo, 300 Leblon

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ADULTO – 4ª ETAPA 04/12 – 14h – Sábado

Paróquia N. S. da Divina Providência

Rua Lopes Quintas, 274 Jardim Botânico

INFANTIL 11/12 – 15h – Sábado

Paróquia N. S. da Divina Providência

Rua Lopes Quintas, 274 Jd Botânico

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ADULTO – FINAL 18/12 – 20h – Sábado

Paróquia São José

Av. Borges de Medeiros, 2.735 – Lagoa

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