Imagem de leitura — János László Aldor

10 11 2013

János László Aldor (Hungria, 1895- Áustria,1944) duas camponesas

Duas camponesas, s/d

János László Aldor (Hungria, 1895- Áustria,1944)

óleo sobre tela

Janos László Aldor nasceu em Nagyimánd,na Hungria em 1895. Em 1919 concluiu o curso de arquitetura, mas como pintor foi autodidata.  A partir de 1914 começou a expor seus quadros regularmente.  Ficou conhecido pelos retratos de mulheres.  Faleceu em 1944.





Palavras para lembrar — Geneviève Cacerès

4 11 2013

Nick Botting jhskMoça lendo, s/d

Nick Botting (Inglaterra, 1963)

www.nickbotting.co.uk

“O verbo ler deriva de um verbo em latim que significa colher: o homem que lê é como um colhedor de frutas. Ler é, portanto, ir ao encontro de nutrição.”

Geneviève Cacerès (1923-1982)





Imagem de leitura — Lilian Westcott Hale

1 11 2013

Lilian wescott hale

Canto das esferas, s/d
Lilian Westcott Hale (EUA, 1881 -1963)
óleo sobre tela, 133 x 114cm





Palavras para lembrar — Romain Rolland

31 10 2013

Kik Zeiler (Holanda, 1948) in slaap gevallen, 1989, ost,44 x61cmCaída de sono, 1989

Kik Zeiler (Holanda, 1948)

óleo sobre tela, 41 x 66 cm

www.galeriemokum.com

“Nunca lemos um livro. Nós nos lemos através dos livros, seja para nos descobrirmos, seja para nos controlarmos”.

Romain Rolland





Imagem de leitura — Orrin Peck

29 10 2013

OrrinPeck (EUA,1860-1921)Janet lendo, 1885

Orrin Peck (EUA, 1860-1920)

óleo sobre madeira

Coleção Particular





Uma manhã, texto de Pardal Mallet

28 10 2013

ELISEU VISCONTI, LEITURA OST, 1917, 56X46 COL PARTLeitura, 1917

Eliseu Visconti (Itália, 1866 – Brasil,1944)

óleo sobre tela, 56 x 46 cm

Coleção Particular

“Como no relógio da parede soassem quatro horas, Nenê, num movimento de desânimo, deixou escorregar-lhe pelo corpo abaixo o jornal que estava a ler distraidamente. Algum pensamento triste acabrunhava-a. Tanto que por sob as madeixas sedosas da franja adivinham-se umas rugazinhas pequeninas a franzir-lhe a testa, aproximando-lhe os sobrolhos levemente arqueados. Veio-lhe um gesto grande de inquietação e com o pezinho delicado batia febrilmente no assoalho. Depois o braço torneado e alvadio, nas curvaturas graciosas fortemente desenhado pela manga estreita do casaco, apoiou-se ao encosto da cadeira de balanço para suster mais comodamente a cabeça gentil dos traços finos numa pureza ideal de Juno. E dali seus olhos verde-azulados — imensos lagos de ternura a desafiar os pescadores do amor, volveram-se languidamente, absortos na contemplação daquele quadro holandês todo feito com a mansuetude da vida caseira.

A luz viva de um sol, que ao termo da viagem galopava ligeiro com pressas de pernoitar na grande hospedaria do ocaso, entrava francamente pelas janelas abertas clareando aquele salão de gosto antigo, de uma grande prodigalidade de madeiras severas e embaciadas, sem o falso brilho dos vernizes. No fundo escuro paredes forradas em imitação de grandes panos de carvalho embutidos em largos caixilhos de mogno; e a harmonizar-se com elas uma pesada mobília Luís XIV de altos espaldares cheios de obras de entalhe. Apenas como nota vibrante e alegre — o refrangir dos cristais e dos serviços de eletro-prata a rebrilhar no grande armário envidraçado; e no centro da casa a mesa elástica já convenientemente preparada para o jantar com a toalha alvejante e o branco luzidio dos pratos dentre os quais se erguia, a tocar quase no lustre bronzeado, a fruteira de bacará — pirâmide alaranjada que se terminava floridamente num grande ramo de crótons.

No meio deste espetáculo, como a imagem da vida, sonolenta nas paixões, petrificada em sua impassibilidade, o vulto nobre e altivo de d. Augusta. Sentada junto à janela oposta, em uma cadeira baixa a contrastar com a uniformidade da mobília, tendo junto a si uma pequena mesa de costura sobre a qual repousava uma cestinha de vime, entretinha-se em alinhavar umas camisinhas de criança que ia jogando no chão à medida que as aprontava. Suas mãos longas e delicadas de aristocrata moviam-se em grande volubilidade. E por sobre tudo isto a sua cabeça de velha que atravessou uma existência calma, nua de desgostos, conservando a sua pele acetinada, tendo apenas branqueado os cabelos ao suceder dos anos.

Uns cabelos formosos e bastos que penteava em grandes bandos por cima das orelhas às quais se suspendiam uns compridos brincos de charão.

E Nenê esquecia-se do tempo. Achava aquilo tão bonito. Vinha-lhe uma sensação boa de felicidade a beijar-lhe o colo quase nu sob o rendilhado do casaco. Encolhe-se toda na cadeira num gesto elegante de gata friorenta e deixou que o seu olhar boiasse a flux do lago de mansidões. Para que incomodar-se? Ela sentia-se tão bem naquele descanso do organismo inteiro. Demais não estava com fome. Não valia a pena inquietar-se por tão pouco. O jantar podia muito bem ser demorado um bocadinho. E deixou que a embalasse o oscilar da cadeira, seu pezinho delicado surgindo de entre as saias a desenhar-lhe os contornos sensuais da perna”

[Prim-

Em: O Hóspede, Pardal Mallet, Rio de Janeiro:1887, primeiro capítulo, EM DOMÍNIO PÚBLICO





Palavras para lembrar — Heinrich Heine

26 10 2013

HenryMcgrane-4Última Página

Henry McGrane (Irlanda,1969)

www.henrymcgrane.ie

“Os que queimam livros acabam, mais cedo ou mais tarde, por queimar homens.”

Heinrich Heine





Imagem de leitura — Edvard Munch

22 10 2013

1360397224_mu CHRISTIAN MUNCH ON THE COUCH 1883Christian Munch lendo o jornal, 1881

[O pai do pintor]

Edvard Munch (Noruega, 1863-1944)

óleo sobre tela

Museu Nacional, Oslo





Palavras para lembrar — Ben Okri

20 10 2013

Jean-Etienne Liotard (Swiss artist, 1702-1789) La Belle LectriceA bela leitora, Marianne Lavergne, 1746

[sobrinha do pintor]

Jean-Étienne Liotard (Suiça, 1702-1789)

pastel sobre pergaminho

Rijksmuseum, Amsterdã

“Ler, assim como escrever, é um ato criativo. Se os leitores só trazem uma pequena porção de si para o livro, então eles verão só uma pequena porção de si mesmos refletida no livro”.

Ben Okri





Imagem de leitura — Thérèse Schwartze

18 10 2013

Thérèse Schwartze (Amsterdam artist, 1851-1918) Young Woman Reading in Brabant CostumeMulher lendo com roupagem Brabant, 1918

Thérèse Schwartze (Holanda, 1851-1918)

Thérese Schwartze, filha de Johan Georg Schwartze, nasceu em Amsterdã em 1851. Começou a estudar pintura e desenho com seu pai  e depois passou um ano sob tutela de Gabriel Max e Franz von Lenbach em Munique. Em 1879, foi para Paris para continuar seus estudos com Jean-Jacques Henner. Ficou conhecida pelos seus extraordinários retratos. Casou-se em 1906 com Anton van Duyl.

Foi uma das poucas pintoras honradas com um convite para contribuir com os seus retratos para a sala de pintores na Galeria Uffizi , em Florença .  Faleceu em 1918.