Olga, 2006
Marzena Naliwajko (Polonia, 1964)
óleo sobre tela, 160 x 110 cm
Olga, 2006
Marzena Naliwajko (Polonia, 1964)
óleo sobre tela, 160 x 110 cm
Lendo:
Se o grão não morre
André Gide, tradução: Hamilcar de Garcia
Nova Fronteira: 1982, 282 páginas
SINOPSE
Autobiografia interpretada em que o autor mostra que o ser humano deve conhecer a sensualidade e o pecado, viver até o fim a agonia e a morte de Deus. Obra classificada por alguns críticos como romance de formação.
Senhora com casaco vermelho, c. 1922
Mary Bradish Titcomb (EUA, 1858-1927).
óleo sobre tela
Landis Collection
Dolores Otaño, 1891
Dario de Regoyos y Valdés (Espanha, 1857 — 1913)
óleo sobre tela, 55 x 35 cm
Museo del Prado, Madrid
Autobiografia
Agatha Christie
Rio de Janeiro, Editora Globo: 1979, 560 páginas
SINOPSE:
O mundo inteiro conhece o virtuosismo literário de Agatha Christie. Sua extraordinária habilidade em desvendar os segredos ocultos da alma humana produziu oitenta e seis livros que continuam encantando gerações e gerações de leitores em todo o mundo. Qual o segredo de Dame Agatha? Que mistérios cercavam a personalidade daquela pacata dona de casa que, ao escrever, transformava-se na diabólica Rainha do Crime? Essa resposta você encontra na Autobiografia que narra, com absoluta honestidade e lucidez, todos os pormenores de sua vida, desde a infância na pequena cidade de Torquay até os devaneios de sua mais remota vida amorosa.
NOTA:
Estou lendo este livro em inglês, no Kindle. E me encantei tanto com ele que comprei um volume em português, para poder colocar algumas passagens no blog.
O jornal da manhã, 1890
James Guthrie, (Escócia, 1859 – 1930)
pastel sobre papel, 52 x 62 cm
Fine Art Society, Londres.
Onde você diz que é o Paraíso?, 2010
Sonia Gansterer (Áustria, 1968)
acrílica sobre tela, 140 x 80 cm
Uma ideia
Félix Armand Heullant (França, 1834-1905)
óleo sobre tela, 114 x 146 cm
[“On aime toujours un peu à sortir de soi, à voyager, quand on lit.”]
Marcel Proust
Mulher lendo, 1929
Virgilio Guidi (Itália, 1891-1984)
óleo sobre madeira
Vovó Donalda faz anos, ilustração Walt Disney.
Em meados de junho de 2008, ainda sem grande comprometimento, comecei o Peregrina Cultural. Minha intenção era, e ainda é, levar ao conhecimento de um público maior, para além de especialistas, imagens da arte brasileira. Naquela época havia pouco, muito pouco na internet, de graça, que cobrisse este aspecto. Não havia um banco de imagens da arte brasileira em geral. E certamente muito pouco da arte chamada acadêmica. Quis trazer ao público também parte do que havia sido descartado dos textos educacionais do passado que pudessem ser utilizados por educadores em escolas através do país. Textos das antologias dos anos 40, 50, 60, 70 eram muito mais ricos em vocabulário, mais literários do que os que alunos leem hoje, infelizmente. E parece que acertei quando mostrei isso aos professores contemporâneos. Nem todos, mas muitos sentiram essa necessidade.
Tive muito, muito sucesso. De verdade. Mais sucesso do que esperava e alguns dos meus textos (assinados por mim) foram liberados para uso nas escolas de vários estados do Brasil, Rio Grande do Sul tomando a liderança neste quesito.
Aos poucos a internet no Brasil mudou de perfil. Mais pessoas se interessaram em compartilhar conhecimento. E com isso comecei a me dedicar mais a resenhas literárias e obras de arte, do que em trazer novidades arqueológicas, de pesquisa histórica ou curiosidades científicas porque outros blogs de muito sucesso preenchiam esta lacuna. Muitos deles com mais de uma pessoa no gerenciamento. Poucos descobrem que há uma única pessoa por trás de todas as postagens da Peregrina. Manter-me como única contribuinte ajudou a dar consistência e sobretudo manutenção contínua.
Em dez anos este lugar se tornou meu canto de reflexões. É um passatempo, um lugar para onde venho quando fujo da realidade. Construo-o tijolo por tijolo, nos dias bons e nos não tão bons. É um prazer. É também um prazer ter tido neste período (desde que comecei a contar) mais de 10.000.000 de visitantes, e ter mais de 3.000 seguidores.
Mantive o mesmo arranjo através dos anos, com uma foto de pescadores na praia de Copacabana no topo, porque é assim que me sinto, pescando e compartilhando imagens e ideias. Escrevo pouco sobre minha vida. Gostaria de fazer mais, mas há melhores escritores de blogues por aí. Ocasionalmente sou tomada por uma lembrança ou uma experiência que desejo mostrar ao mundo. Pago ao WordPress para não ter anúncios, é um luxo que me dou para manter o foco no que posto.
Devo muito ao incentivo que recebi dos meus leitores, que são uns poucos milhares por dia. Mas já é bastante, muito mais do que um dia sonhei. Agradeço também a todos que comentam, que levam as postagens para outros blogs. Acredito que conhecimento é para ser dividido. Enfim, se não fosse por minha amiga Lígia Guedes, do blog Nós Todos Lemos, que me alertou a necessária comemoração, eu provavelmente não o teria feito. Sei que blogs andam mudando, que o Instagram está tomando o lugar deles, mas aqui ainda é um lugar onde muitos vêm procurar informações e enquanto puder mantê-lo o farei. Entrar aqui e postar é um hábito, como para muitos é tomar um drinque, ler o jornal, tirar uma soneca após o almoço.