Da língua, texto de Muriel Barbery

14 10 2016

 

 

francisco-sanchis-cortesespanha-1969-leituraostLeitura

Francisco Sanchis Cortés (Espanha, 1969)

óleo sobre tela

 

 

“A língua, essa riqueza do homem, e seus usos, essa elaboração da comunidade social, são obras sagradas. Que evoluam com o tempo, se transformem, se esqueçam e renasçam, enquanto por vezes,sua transgressão torna-se fonte de uma fecundidade maior, nada muda o fato de que, para praticar com elas esse direito ao jogo e à mudança, é necessário, previamente, ter lhes declarado plena submissão. Os eleitos da sociedade, esses que o destino isenta das servidões que são o quinhão do pobre, têm, portanto, a dupla missão de adorar e respeitar o esplendor da língua.”

 

 

Em: A elegância do ouriço, Muriel Barbery, São Paulo, Cia das Letras:2008, página, 117. [tradução de Rosa Freire d’Aguiar].





Rio de Janeiro, cidade olímpica!

14 10 2016

 

 

virgilio-dias-largo-santa-ritaLargo de Santa Rita

Virgílio Dias (Brasil, 1956)

óleo sobre tela, 70 x 100 cm

www.virgiliodias.com.br

 





Imagem de leitura –Károly Ferenczy

8 10 2016

 

 

karoly-ferenczy-hungarian-b-1862-1917outubro-1903-ost-budapest-magyar-nemzeti-galeriaOutubro, 1903

Károly Ferenczy (Hungria,1862 – 1917)

óleo sobre tela,

Budapest, Magyar Nemzeti Galéria

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Trova da aurora

5 10 2016

 

 

canto do passarinhoChico Bento ouve o canto dos passarinhos © Maurício de Sousa

 

 

Trinam pássaros nos galhos,

a brisa é leve e sombria;

a aurora sobre os orvalhos,

abre as cortinas do dia.

 

 

(Manoel Cavalcante de Souza Castro)

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Imagem de leitura — Ira Tsantekidou

5 10 2016

 

 

ira-tsantekidou-grecia-1967noite-azul2005-ost-80x90Noite azul, 2005

Ira Tsantekidou (Grécia, 1967)

óleo sobre tela, 80 x 90 cm

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Imagem de leitura — Fanny Caillé

3 10 2016

 

 

fanny-caille-franca-1850-1900-femme-lisant-ou-reverie-ostMulher lendo

Fanny Caillé (França, 1850-1900)

óleo sobre tela

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Imagem de leitura — Anônimo

12 09 2016

 

 

anonimo-polones

Jovem leitora, 1930

Anônimo polonês

óleo sobre placa, 63 x 87 cm

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Trova do foguete

10 09 2016

 

 

 

tomem seus lugaresProfessor Pardal pronto para decolar, © Walt Disney

 

 

 

Pra que foguete, pra quê?

Pra ir à lua distante?

Eu, quando beijo você,

não subo aos céus num instante?

 

(Wilson Montemór)

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A decisão de ser escritor, por Raphael Montes

23 08 2016

 

 

Juan Lascano (Argentina 1947)O livro e o estudo

Juan Lascano (Argentina, 1947)

óleo sobre tela

 

 

 

“…em uma noite chuvosa, naquela mesma colônia de férias em Pentagna, eu estava com minha tia-avó Iacy quando ela me entregou um exemplar de “Um estudo em vermelho”. Eu nunca havia lido um livro que não fosse daqueles obrigatórios na escola. Fiz cara feia, não queria ficar lendo, mas minha tia-avó insistiu e, afinal, por que não? Estava chovendo!

Quando percebi, tinha mergulhado de cabeça naquele universo, investigando crimes com Sherlock Holmes, tenso pelo que viria nas páginas seguintes e ansioso para chegar ao final. Naquela madrugada mesmo, terminei o livro. Eu estava em êxtase, como só ficamos quando nos deparamos com uma revelação, com todo um mundo novo e cheio de possibilidades. Ainda naquelas férias, li “A volta de Sherlock Holmes” e dois infanto-juvenis de Sidney Sheldon: “O fantasma da meia-noite” e “A perseguição”. Ainda naquelas férias, resolvi que seria escritor.

Fiz meus primeiros contos e, logo depois, um romance policial nunca publicado. Depois, vieram os outros livros. Naquela madrugada chuvosa, descobri que ilusão, surpresa, fantasia e encenação podem conviver em um mesmo lugar: nos livros. Mágica e atuação permeiam na mente do escritor. Sem falar no ócio, fundamental para alimentar as boas ideias. Por isso, escrevo livros, roteiros e, semanalmente, esta coluna. De certo modo, continuo a ser aquele moleque na dúvida do que vai ser quando chegar lá, quando crescer.”

 

 

Em: “O que você vai ser quando crescer”, Raphael Montes, O Globo, 1/08/2016, 2º caderno, página 6.

 

 

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Trova para o cansaço da vida

16 08 2016

 

 

pensando na vidaPiteco pensando na vida © Maurício de Sousa

 

 

Da vida ao brando balanço

diz o malandro, folgado:

— Se a morte é mesmo descanso,

prefiro viver cansado.

 

 

(Maia D’Athayde)

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