Palavras para lembrar — Marcel Proust

1 08 2013

Franz Kupka, Na escala amarela, 1907Na escala amarela, 1907

Franz Kupka (República Checa,1871-1957)

óleo sobre tela, 79 x 75 cm

Museu de Belas Artes de Houston, EUA

“Todo o leitor é leitor de si mesmo.”

Marcel Proust





Imagem de leitura — Bernardus Johannes Blommers

26 07 2013

Bernardus Johannes Blommers (1845-1914)Twee lezende zusjesDuas irmãs lendo, s/d

Bernardus Johannes Blommers (Holanda, 1845-1914)

Guache sobre papel, 25 x 32 cm

Bernardus (Bernard) Johannes Blommers nasceu em 1845. Foi treinado primeiro como litógrafo, profissão do pai. Mas se interessou pela pintura e acabou estudando na Academia de Desenho de Haia.  Influenciado pelos amigos William Maris e Josef Israels, também pintores, acabou se interessando por retratar a vida dos camponeses, pescadores e suas famílias.  Foi uma escolha acertada pois Blommers se tornou um pintor de bastante sucesso na sua terra natal assim como conhecido nos círculos artísticos da Inglaterra, Escócia e Estados Unidos, países onde se encontravam seus grandes colecionadores.  Faleceu na Holanda em 1914.





Leitura na prisão reduz pena: os dez mais lidos

25 07 2013

BOOKS, A song worth volumes, Camille EngelNinho literário, uma canção que vale volumes

Camille Engel ( EUA, contemporânea)

óleo sobre madeira, 35 x 28 cm

Os 10 livros mais lidos nas prisões brasileiras:

A Menina que Roubava Livros, Markus Zusak
O Menino do Pijama Listrado, John Boyne
O Caçador de Pipas, Khaled Hosseini
Nunca Desista Dos Seus Sonhos, Augusto Cury (primeiro escritor brasileiro)
Apanhador no campo de centeio, J. D. Salinger
O Futuro da Humanidade, Augusto Cury
A Cabana, William P. Young
O Vendedor de Sonhos, Augusto Cury
Os Espiões, Luís Fernando Veríssimo
O Pequeno Príncipe, Antoine Saint-Exupéry

Parabéns a Augusto Cury por ter três livros na lista dos mais lidos e  que também junto a  Luís Fernando Veríssimo aparece lado a lado, ombro a ombro com autores de grande popularidade no mundo inteiro.

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Alguns estados no Brasil subscrevem a diminuição de pena pela leitura.  Em geral para 30 dias de leitura, o detento tem uma redução de 4 dias na pena.  Assim é no estado de São Paulo, mas há variações de estado para estado.  A  leitura é considerada um trabalho intelectual, contribuindo para o processo de reinserção social dos presos “pela capacidade de agregar valores éticos-morais à sua formação“, assim vê o Poder Judiciário.

Além de São Paulo, Goiás, Paraná, Piauí e Santa Catarina já adotaram programas semelhantes. A participação é voluntária e a seleção dos detentos em geral é  feita por uma comissão, nomeada e presidida pelo diretor da unidade carcerária. Nesses programas – e há pequenas variações por estado, os presos têm até 30 dias para a leitura de uma obra e devem apresentar uma resenha a respeito do tema, que fica sujeita a correção para validação do período de estudo. Ema São Paulo, um mês de leitura reduz em quatro dias o tempo de reclusão da sentença. A cada ano, a decisão do TJ-SP permite que o preso desconte 48 dias da sua pena total.

Fontes: Hoje em dia, G1 GLOBO





Palavras para lembrar — Joseph Joubert

20 07 2013

BOTERO, Um prazer

Mulher lendo, 2003

Fernando Botero (Colômbia, 1932)

óleo sobre tela, 104 x 89 cm

“A grande inconveniência dos livros novos é de nos impedir de ler os antigos.”

Joseph Joubert





A solução de vendas para as livrarias pequenas!

19 07 2013

Raimundo de Madrazo y GarretaChocolate quente, s/d

Raimundo de Madrazo y Garreta (Espanha, 1841-1920)

óleo sobre tela, 86 x 66 cm

Coleção Particular

Ótima notícia para as pequenas livrarias que queiram competir com as grandes, e com as vendas na internet:  pesquisadores belgas descobriram uma maneira simples e barata de manter os clientes na loja mais tempo e, muito possivelmente, aumentar as vendas. Eles descobriram que consumidores se tornam mais propensos a levar mais tempo folheando livros e, finalmente, comprando pela loja se espalha o cheiro de chocolate.

O grupo da Universidade de Hasselt , na Bélgica, fez um experimento de 10 dias em uma livraria, e depois publicou seus achados no Journal of Environmental Psychology.  Liderada por Lieve Douce, a equipe descobriu que o aroma de chocolate dispersado na loja, sutil mas forte o suficiente para ser identificado, levou os clientes a levarem mais tempo na loja, examinar um maior número de livros, conversar com um funcionário.  E para surpresa de todos as vendas aumentaram também.

Que tal dar um chocolate quente a cada cliente que entrar na sua livraria?

Para maiores detalhes veja: SALON





Quanto mais você lê, mais saudável o seu cérebro

18 07 2013

livro duendes, fadas, disneyNestor pega um livro para ler, ilustração Walt Disney.

Quanto mais tempo você gasta em atividades cerebrais, melhor preparado estará o seu cérebro para agüentar os estragos que vêm com a idade.  Esse é o resultado da investigação liderada pelo neuropsicólogo Robert Wilson da Rush University Medical Center, em Chicago, publicada na revista Neurology.  Essa pesquisa confirma o que já se suspeitava há algum tempo: ler, escrever, usar o cérebro ajudam a retardar o declínio mental na idade avançada.

Ao que tudo indica  um estilo de vida ativo não é o suficiente para impedir a formação de placas e outras degenerações que acompanham o estabelecimento da doença de Alzheimer. Além dos exercícios físicos,  é preciso manter uma alto nível de atividade cognitiva para evitar a aparecimento mais cedo de um mal funcionamento mental.

???????????????????????????????Metralhinha encontra um livro, ilustração Walt Disney.

“A participação habitual em atividades cognitivamente estimulantes ao longo da vida pode aumentar substancialmente a eficiência de alguns sistemas cognitivos“, escreve a equipe de investigação, em Chicago. Esta eficiência aparentemente neutraliza os efeitos muitas vezes devastadores das doenças do sistema nervoso.

Wilson e seus colegas observaram  o nível de atividade cognitiva em 294 idosos, não só no presente, mas também na infância, idade adulta jovem e de meia idade. Eles especificamente anotaram  a freqüência de atividades como ler livros, escrever cartas, ou visitar uma biblioteca em cada fase de suas vidas.

???????????????????????????????Mickey quer saber o que Pateta está lendo, ilustração Walt Disney.

O funcionamento cognitivo foi então examinado anualmente, até a morte.   Testaram diversas vezes uma variedade de habilidades, incluindo a memória de longo prazo, memória de trabalho e habilidade visuo-espacial . Finalmente, dentro de horas após a morte, os seus cérebros foram removidos e examinados para a evidência de várias doenças.

O resultado chave: “atividade cognitiva mais freqüentes podem contrabalançar a perda cognitiva associada a condições neuropatológicas.”

lendo 152Tio Patinhas lê “Manual de Sobrevivência”, ilustração Walt Disney.

Nas palavras de um editorial de acompanhamento, os pesquisadores descobriram que “os indivíduos com altos níveis de atividade cognitiva durante a vida  mostram um declínio muito mais lento, apesar da presença de patologia subjacente.”

Curiosamente, os resultados sugeriram que nunca é tarde demais para começar, a fazer  de atividades como ler, escrever, para se beneficiar do retardamento de qualquer doença mental associada à velhice,  mas quanto mais cedo melhor, já que o estabelecimento de hábitos de leitura e escrita desde a infância ajudam a manter o cérebro em plena forma até a idade mais avançada.

FONTE: Pacific Standard Magazine.





Brasil que lê: fotografia tirada em lugar público

2 06 2013

DSC000021º sábado de junho, 2013

Praça Santos Dumont, Gávea

Rio de Janeiro

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Volto a postar fotos de pessoas lendo, essa popularíssima faceta do blog da Peregrina.  Passei quase um ano sem fotografar pessoas lendo.  Cansei.  Mas sei também da fascinação que essas fotos, sob o nome de: Brasil que lê: fotografia tirada em lugar público, têm exercido sobre os nossos visitantes.  Assim vou tentar manter as fotos para servir de inspiração a leitores e a fotógrafos.





Palavras para lembrar — Samuel Johnson

19 05 2013

Jovem mulher lendo um livro, s/d

Bela de Kristo ( Hungria, 1920-2006)

óleo sobre tela

“Um escritor só começa um livro.  Um leitor o acaba”.

 Samuel Johnson





A lista de leitura recomendada para minha mãe

6 05 2013

O charme da juventude, c. 1935. papelão, pastel, 58 x47,  E. BobovnikofF (França, )

O charme da juventude, c. 1935

E. Bobovnikoff (França, 1898-1945)

pastel sobre papelão, 58 x 47 cm

Tive a felicidade de ser neta de um homem de visão, que exigiu que suas três filhas, nascidas no final da segunda década do século XX, fizessem curso superior.  Meu avô, um advogado nascido em Mato Grosso, mas formado no Rio de Janeiro, adotou a posição bastante liberal e visonária na época, não deixando que nenhuma de suas três filhas pensassem em casar antes do curso superior completo.  As meninas que tinham menos de 4 anos de diferença entre si, formaram-se todas em Letras. Duas em Neo-latinas, a outra em Anglo-germânicas, assim eram divididos os estudos em meados do século XX, quando se graduaram.  Formaram-se todas pelo Instituto Lafayette, aqui no Rio de Janeiro.

Esta semana, que não está sendo muito fácil para mim, emocionalmente, tenho passado em revista um saco plástico em que mamãe guardou isso ou aquilo. Papelada sem nenhum valor, exceto para ela: uma poesia de meu avô publicada; um jornalzinho de escola, onde meu pai, aos nove anos, publicou uma redação intitulada A Catástrofe, [ainda escrita com ph  — Catastrophe] quando frequentava o curso primário; três desenhos para tapeçarias que ela havia projetado — queria ter sido uma artista plástica, mas meu avô não recomendou.  Enfim, isso e aquilo, que se não fosse a filha a salvaguardar, já teria ido para o lixo há tempos, decisão que a maioria das famílias brasileiras já teria tomado.  Mas tenho um grande  amor ao papel, e passei em revista páginas e recortes de jornal.  Por mais que estas lembranças sejam boas, trazem sempre uma nostalgia enorme.  E tenho que dar umas pausas.  Minha  mãe morreu há cinco anos e ainda é difícil de vez em quando lidar com certas coisas…  Numa retomada, eis que me deparo com uma página de um caderno de notas de mamãe, com a lista de obras para leitura.  Uma lista de leitura!  Dos tempos de faculdade de mamãe! …  Presente do céu!  Vou deixar aqui seu registro, principalmente porque há uma curiosa nota ao final.  Minha mãe se formou em 1946. A todos que se interessam por história, por historiografia da educação aqui vai:

Lista de leitura, recomendada, pelo professor de literatuura geral e comparada Albert Guérard, da Universidade de Stanford.

Leitura dos livros mais decisivos no mundo.

1. a Bíblia

2. as obras de Rousseau

3. O Capital de Marx, com prefácio de Adam Smith

4. O Príncipe, de Machhiavelli

5. A Origem das Espécies, de Darwin

6. Novum organum, de Bacon

7. A República, e Diálogos, de Platão

8. Utopia, de Thomas More

9. Ensaios de Montaigne

10. Ensaio sobre o entendimento humano, Locke

11. Ideias sobre a História do Mundo de Hender com prefácio de Vico

12. The Principle of Population, Thomas Malthus

13. Lógica, de Hegel

14. Toda obra de Nietzsche

NOTA: Professor Guérard ainda em dúvida quanto a obra de Kant e de Freud.

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Notinha a lápis.  “Papai, nem todas essas obras estão em português.  Mas não faz mal“.

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O quanto minha mãe leu?  Não sei. O Príncipe, certamente. Platão também.  Os ensaios de Montaigne sei que leu, tenho suas notas a respeito.  Leu mais de uma vez. No original. É possível que tenha lido a obra de Rousseau, porque sempre leu muito em francês.  E depois de casar com um cientista, é provável que tenha pelo menos passado os olhos em Darwin e Malthus.  Achei muito interessante a dúvida do Professor de Stanford sobre as obras de Kant e de Freud.  Outros tempos, outras prioridades.





Os livros que definiram primeira década do século

15 04 2013

Marta Astrain (Espanha, contemp) Marta lendo na camaMarta lendo, 2010

Marta Astrain (Espanha, 1959)

óleo sobre tela, 38 x 46 cm

www.martaastrain.com

The Telegraph of London publicou esta semana uma lista dos cem livros que definiram a primeira década do século XXI.  Gosto de ver essas listas. Todas as listas sempre mostram falhas e são criações da cultura que as criou.  Mas fiquei surpresa ao constatar que concordo com um grande número dos livros citados.  Não vou repetir aqui a lista.  Isso vocês poderão ver consultando o jornal diretamente.  Coloco aqui os livros com que concordo.  Importante lembrar que a lista não pretende listar o que há de melhor na literatura.  Mas os livros que marcaram a década.  Primeiro listo aqueles mencionados pelo jornal, cuja importância é inegável.  São 13 dos 100 que eles listaram.    Depois coloco sete adições à lista, que ficou reduzida a 20 livros.

Selecionei 13 livros de acordo com o THE TELEGRAPH, mas não na ordem do jornal, e adicionei outros 7 que marcaram a minha década:

1 – Harry Potter – a série, de J.K. Rowland. O fenômeno da série de livros Harry Potter foi colocado em primeiríssimo lugar.  Concordo com essa classificação.  Será impossível no futuro desassociar  essas aventuras dos primeiros anos no século XXI.

2 – O código Da Vinci, Dan Brown.  Foi realmente um dos maiores livros virais da década.

3 —  Os detetives selvagens, Roberto Bolaño.

4 —  Deus, um delírio, Richard Dawkins

5 —  Dentes Brancos,  Zadie Smith

6 – Reparação, Ian McEwan

7 – Os homens que não amavam as mulheres,  Stieg Larsson

8 – O ponto da virada, Malcolm Gladwell

9 – O caçador de pipas, Khaled Hosseine

10 – Freakonomics,  Steven Levitt &  Stephen J Dubner

11 — A linha da beleza de Alan Hollinghurst

12 – Não me abandone jamais,  de Kazuo Ishiguro

13 – Agência nº 1 de Detetives – Alexander Mc Call-Smith

Minhas adições:

14 – O universo numa casca de noz, Stephen Hawkins

15 – Seis Graus, Mark Lynas

16 – A louca da casa, Rosa Montero

17 – 1421: o ano em que a China descobriu o mundo, Gavin Menzies

18 – Equador, Miguel Sousa Tavares

19 – Budapeste, Chico Buarque de Holanda

20 – A catedral do mar, Ildefonso Falcones