Henri Jean Guillaume Martin (França, 1860-1943)
óleo sobre tela
Retrato de Anna Goeneutte com boina, 1889
Norbert Goeneutte (França, 1854-1894)
óleo sobre tela, 55 x 28 cm
Coleção Particular
Francis Bacon
Dança no Moulin de la Galette, 1876
Pierre Auguste Renoir (França, 1841-1919)
Óleo sobre tela, 131 x 175 cm
Musée d’Orsay, Paris
Hoje dando uma olhadinha na página do Facebook de um dos meus blogs preferidos, o do Mariel Fenandes, achei a seguinte frase:
Na quarta-feira eu tinha acabado de conversar com algumas amigas justamente sobre isso. Mas eu falava da pintura figurativa. Ela jamais acabará, como muitos imaginaram logo depois da Segunda Guerra Mundial. Ela não vai acabar porque cada pintor vê as coisas de maneira única e diferente. Cada qual vê as coisas como eles são.
DETALHE: Dança no Moulin de la Galette de Auguste Renoir, 1876.Assim o quadro acima, do pintor francês impressionista Auguste Renoir, um dos mais conhecidos emblemas da pintura impressionista francesa, mostra uma festa, uma dança em um dos locais populares de Paris dos últimos anos do século XIX. O local não era frequentado por pessoas ricas. Era de fato frequentado por jovens mulheres, trabalhadoras, costureiras, lavadeiras, passadeiras, e demais profissionais de serviço, que precisavam fazer um dinheirinho extra e, no mínimo, dançavam por música. Mas a cena acima nos dá a impressão de uma grande festa, de uma sociedade feliz e sem divisões de classes sociais. Há homens de chapéu de palha, de cartola, de chapéu coco e mulheres com belos vestidos coloridos. Todos se olham, todos sorriem e exalam uma sensualidade comedida. Namoricos aparecem em pleno desabrochar. Montmartre, na época, onde está localizado até hoje o Moulin de la Galette, era um bairro decadente e pobre, que havia sofrido muito com a revolta civil, que tomara o governo por 3 meses em 1871, chamada de Comuna de Paris. Mas a tela de Renoir não demonstra nenhum sinal de uma vida pobre. Muito pelo contrário, o status social de cada um é irrelevante. O que importa é a festa, a alegria, a camaradagem. Renoir quis ver a vida assim.
Moulin de la Galette, 1877
Federico Zandomeneghi ( Itália, 1841-1917)
Óleo sobre tela, 80 x 120 cm
Coleção Particular
O pintor italiano Federico Zandomeneghi toma o lado oposto da visão. Cuidadosamente pinta, um ano depois de Renoir, o mesmo local. Desta vez vemos o Moulin de la Galette do lado de fora, na entrada. Aí, diferente da imagem que temos de Renoir, vemos uma fila de mulheres cansadas, entrando no estabelecimento em fila, umas se apoiando às outras. Mais mulheres do que homens. Vestidos escuros, do dia a dia de trabalho; uma rua mais ou menos abandonada, com cachorros de rua vagando a esmo. As cores são menos alegres. Temos, na verdade, o retrato de pessoas resignadas a mais umas horas de trabalho.
DETALHE: Moulin de la Galette, de Federico Zandomeneghi, 1877.
Onde esta a realidade?
Não sabemos. Porque ela está conosco. Nossas preferências irão nos aproximar mais de um pintor do que do outro. Não há verdade. Não há uma única realidade.
Berthe Morisot (França, 1841-1895)
óleo sobre tela, 55 x 84 cm
Coleção Particular
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Julie Manet é a filha única da pintora Berthe Morisot e Eugène Manet, irmão do pintor Édouard Manet.
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Muita gente vai hoje à Europa ou aos Estados Unidos e gostaria de ter uma melhor ideia do que deveria ver nos museus internacionais.
Esta é uma boa oportunidade de saber as razões dessas visitas.
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Historiadora da arte: Ladyce West
peregrinacultural.wordpress.com
Quintas-feiras das 18:00 às 20:00 horas
Início: 8 de maio de 2014 [duração 9 semanas]
por causa do feriado nacional de Corpus Christi, dia 19 de junho
Local: Auditório Helena Lodi, VOZ PLENA
Rua Djalma Ulrich 154, 5º andar, esq. N. Sra. de Copacabana, Copacabana, Rio de Janeiro
Informações e inscrições, contato aqui, através do blog, ou do Facebook
Vagas limitadas
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Girassóis, 1888
Vincent van Gogh (Holanda,1853-1890)
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Sabia-se que Van Gogh havia originalmente pintado algumas telas diferentes com girassóis. Isso, no verão, em agosto de 1888. Seu objetivo era decorar o quarto de Gauguin. Mas dois desses quadros desapareceram. Um desapareceu na Segunda Guerra Mundial, no Japão. E o outro? Onde estaria? A questão se torna ainda mais interessante quando se leva em consideração a grande popularidade que têm os girassóis de Van Gogh nos museus de Munique e de Londres. Eles estão entre os favoritos do público em geral. Há outras cópias de girassóis feitas pelo próprio van Gogh em outros museus. Mas o que acontecera com aquele outro? Onde estaria?
O livro de Martin Bailey, um dos grandes conhecedores da obra de van Gogh, autor de The Sunflowers are mine, que acaba de ser publicado, explica o destino de cada um desses quadros e descobre o proprietário, o colecionador particular, que tem em seu poder o quadro “perdido” de van Gogh. Já encomendei o meu volume. Querendo mais informações veja o artigo no jornal The Guardian, do dia 4 de setembro.
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Senhora lendo ao lado de um enorme rododendro, s/d
Anna Boch (Bélgica 1848-1936)
óleo sobre tela, 67 x 106 cm
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Rosalie Anna Boch nasceu em Saint-Vaast, em Hainaut na Bélgica, em 1848. No início de sua carreira usou da técnica pontilhista. Mais tarde abraçou o impressionismo propriamente dito pelo resto de sua carreira. Foi aluna de Isidore Verheyden e também bastante influenciada por Théo van Rysselberghe, que conheceu no Grupo dos XX. Além de trabalhar como pintora, Anna Boch colecionou telas impressionistas de artistas importantes, seus contemporâneos. Além disso, promoveu muitos jovens artistas, inclusive Vincent van Gogh a quem ela admirava por seu talento e que também era amigo de seu irmão Eugène Boch . Vigne Rouge (O vinhedo vermelho), comprado por Anna Boch, acredita-se ter sido a única pintura de Van Gogh vendida durante a vida do artista. A coleção de Anna Boch foi vendida após sua morte. Em seu testamento, ela doou o dinheiro para pagar a aposentadoria de amigos artistas pobres. Faleceu em Bruxelas, em 1936.
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Mulher com chapéu [Mme Matisse], 1905
Henri Matisse (França, 1869-1954)
óleo sobre tela, 79 x 60 cm
Coleção Particular
Historiadora da Arte: Ladyce West
Todas as segundas-feiras das 17:00 às 19:00 horas
Início: 4 de março de 2013 [duração 10 semanas]
Local: Auditório Helena Lodi, VOZ PLENA
Rua Djalma Ulrich 154, 5º andar, esq. N. Sra. de Copacabana, Copacabana, Rio de Janeiro
Informações e inscrições: ladyce@terra.com.br
Vagas limitadas
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André Albert (França, 1869-1954)
óleo sobre tela, 68 x 68 cm
Christie’s Auction House
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John Burroughs
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Mlle Guillaumin lendo, 1907
Armand Guillaumin (França 1841-1927)
óleo sobre tela
Coleção Particular
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Armand Guillaumin nasceu em Paris em 1841. Em 1856 começou seus estudos artísticos em Paris na École Municipale sob a orientação do escultor Caillouet. Tornou-se empregado na Estrada de Ferro de Paris em 1860, indo morar em Montmartre. Logo começou seus estudos na Académie Suisse, onde conheceu Pissarro e Cezanne. Em 1863 mostrou seu trabalho junto a Cezanne, Edouard Manet e Pissarro no Salon des Refusés. Só em 1868 conseguiu deixar o trabalho na ferro-carril e se concentrar exclusivamente na pintura. Em 1877 Pissarro o apresentou a Gauguin. Em 1871 viajou; primeiro por diversas partes da França, depois pela Holanda. Manteve-se fiel ao impressionismo. Faleceu em 1927 em Orly, na França.