Imagem de leitura: Lynda Schneider Granatstein

26 07 2025

A leitora

Lynda Schneider Granatstein (Canadá,1954)

óleo sobre tela





Em casa: Bertha Wegmann

20 07 2025

Moça lendo na cama à luz de um abajur com pilha de livros na mesa

Bertha Wegmann (Dinamarca, 1847-1926)

óleo sobre madeira, 38 x 32 cm

Nota pessoal: hoje estou como essa moça e pretendo poder ler. Mas, do nada, acordei gripada e só consegui sair da cama às 15:30. Envio minhas desculpas por não fazer outras postagens. Nenhuma paisagem, nada mais. No momento, tudo isso parece um esforço enorme… rs… rs.. sei que é o corpo pedindo descanso. Mas queria vir aqui e dar uma abraço a todos vocês que aparecem regularmente, e que já considero amigos. Afinal são dezessete anos de blog. Aprecio a amizade de todos, o carinho, a constância das visitas. E até amanhã, quando com tanto resguardo, acredito que já estarei com mais energia. O que tenho na verdade é uma prostração enorme. Praticamente só isso.

 
Feliz dia dos amigos!

 

O café da manhã dos remadores, 1881

Pierre Auguste Renoir (França, 1841-1919)

óleo sobre tela, 130 x 173 cm

The Phillips Collection, Washington DC





Sobre a solidão, Rosa Montero, (trecho)

19 07 2025

Moça lendo, 1947

Francesc Domingo Segura (Espanha-Brasil, 1893-1974) 

óleo sobre tela, 73 x 60 cm 

 

 

“A característica essencial do que chamamos de loucura é a solidão, mas uma solidão monumental. Uma solidão tão grande que não cabe na palavra solidão e que não podemos nem imaginar se não estivemos lá. É sentir que você se desconectou do mundo, que não vão conseguir te entender, que você não tem #palavras para se expressar. É como falar uma língua que ninguém mais conhece. É ser um astronauta flutuando à deriva na vastidão negra e vazia do espaço sideral. É desse tamanho de solidão que estou falando. E parece que na dor verdadeira, na dor-avalanche, acontece algo parecido. Embora a sensação de desconexão não seja tão extrema, você tampouco consegue dividir nem explicar seu sofrimento.”

 

Em: A ridícula ideia de nunca mais te ver, Rosa Montero, tradução de Mariana Sanchez, Todavia: 2019





Imagem de leitura: Amet Kukubor

15 07 2025

F3, 2022

Amet Kukubor (Gana,1984)

acrílica sobre tela, 200 x 244 cm





O mesmo, poesia de Fagundes Varela

13 07 2025

Figura feminina, moça na cadeira de balanço, 1912

Rodolfo Amoedo (Brasil, 1857-1941)

óleo diluido sobre papel, 23 x 30 cm

 

 

O mesmo

 

Fagundes Varela

 

Desde a quadra a mais antiga

De que rezam pergaminhos,

Cantam a mesma cantiga

Na floresta os passarinhos.

 

Têm o mesmo aroma as flores,

Mesma verdura as campinas,

A brisa os mesmos rumores,

Mesma leveza as neblinas.

 

Tem o sol as mesmas luzes,

Tem o mar as mesmas vagas,

O deserto as mesmas urzes,

A mesma dureza as fragas.

 

Os mesmos tolos o mundo,

A mulher, o mesmo riso,

O sepulcro o mesmo fundo,

Os homens o mesmo siso.

 

E neste insípido giro,

Neste voo sempre a esmo,

Vale a pena, sem seu retiro,

Cantar o poeta, mesmo?





Imagem de leitura: Ludvig Find

11 07 2025

Dreng, fazendo trabalho de casa, 1926

Ludvig Find (Dinamarca,1869-1945)

óleo sobre tela, 68 x 65 cm

Museu de Arte Moderna, Aalborg  





Imagem de leitura: Charles-Clos Olsommer

10 07 2025

Oferenda,1927

Charles-Clos Olsommer (Suíça 1883 -1966)

lápis de cor e pastel, sobre papel,  47 x 35 cm 





Carlo Rovelli, considera o tempo…

10 07 2025

A leitura da poesia, c. 1939

Ivan Olinsky (Rússia/EUA, 1878-1962)

óleo sobre tela,  90x 76 cm

 

 

“Bryce e John faleceram há alguns anos. Eu conheci os dois, e adquiri profundo respeito e admiração por eles. Na parede da minha sala na Universidade de Marselha pendurei uma carta que John Wheeler me mandou ao saber dos meus primeiros trabalhos em gravidade quântica. De vez em quando a releio, com um misto de orgulho e saudade. Gostaria de ter-lhe perguntado mais coisas, nos nossos poucos encontros. Na última vez em que o encontrei, em Princeton, fizemos uma longa caminhada. Falava com a voz baixa de uma pessoa idosa, e eu perdia muitos trechos do que ele dizia, mas não ousava lhe pedir que repetisse. Agora ele se foi. Já não posso lhe fazer perguntas, não posso lhe contar o que penso. Não posso lhe dizer que acho que suas ideias eram as corretas e que nortearam toda a minha vida de pesquisa. Já não posso lhe dizer que acredito que ele foi o primeiro a se aproximar do cerne do mistério do tempo em gravidade quântica. Porque ele, aqui e agora, não existe mais. Este é o tempo para nós. A lembrança e a saudade. A dor da ausência. Mas não é a ausência que provoca dor. São o afeto e o amor. Se não existisse afeto, se não existisse amor, não haveria a dor da ausência. Por isso, também a dor da ausência, no fundo, é boa e bela, porque se alimenta daquilo que dá sentido à vida. Conheci Bryce em Londres quando me encontrei com um grupo de gravidade quântica pela primeira vez. Eu era bem jovem, fascinado por essa matéria misteriosa pela qual ninguém se interessava na Itália; já ele era um grande guru do tema. Eu tinha ido encontrar Chris Isham no Imperial College e quando cheguei me disseram que estava na varanda do último andar. Na mesa estavam sentados Chris Isham, Karel Kuchar e Bryce DeWitt, os três principais autores cujas ideias eu estudara durante anos. Lembro a sensação intensa de vê-los ali, através do vidro, conversando tranquilamente. Eu não ousava ir até lá e interrompê-los. Pareciam-me três grandes mestres zen que compartilhavam insondáveis verdades em meio a misteriosos sorrisos. É provável que estivessem apenas decidindo onde iriam jantar. Relembro e me dou conta de que na época eram mais jovens do que sou agora. Isso também é o tempo. Um estranho inversor de pontos de vista. Pouco antes de morrer, Bryce deu uma longa entrevista na Itália, reunida num pequeno livro; só ali percebi que ele acompanhava meus trabalhos com muito mais atenção e simpatia do que jamais teria imaginado com base em nossas conversas, nas quais expressava mais críticas que encorajamentos.

 

Em: A ordem do tempo, Carlo Rovelli, tradução de Silvana Cobucci, Ed. Objetiva: 2018

 





Imagem de leitura: Evert Thielen

7 07 2025

Senhora lendo a luz do dia

Evert Thielen (Holanda, 1954)

tempera sobre papel, 40 x 50 cm

http://www.evertthielen.com





Palavras para lembrar: Emily Dickinson

4 07 2025

Jovem de blusa azul

Jeannette Perreault (Canadá, 1958)

óleo sobre tela,  90 x 70 cm

 

 

“Não há fragata melhor que um livro para nos levar a terras distantes”

 

Emily Dickinson