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Aqui está Tumai. Ela é uma mamãe leopardo muito orgulhose de sua prole que está com 10 semanas. Foram 4 filhotes: dois meninos e duas meninas! Tumai mora no Zoológico de Washington DC, nos Estados Unidos.
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Aqui está Tumai. Ela é uma mamãe leopardo muito orgulhose de sua prole que está com 10 semanas. Foram 4 filhotes: dois meninos e duas meninas! Tumai mora no Zoológico de Washington DC, nos Estados Unidos.
Anita Malfatti ( Brasil 1889-1964)
óleo sobre tela, 37 x 50 cm
Coleção Particular
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Clara dos Anjos de Lima Barreto, escrito em 1922, no ano de morte do autor e só publicado postumamente em 1948, era uma leitura que me faltava. Graças a amigos astutos, rápidos no empréstimo de obras sensacionais, passei, o período das festas, atracada com diversos livros que valeram a pena ler. Entre eles, esta primorosa obra de um pouco mais que cento e poucas páginas. Há na narrativa muitas e muitas passagens que retratam bem o carioca e o Rio de Janeiro. Lima Barreto é mordaz na avaliação do comportamento humano e incomparável nas descrições tanto de personalidades como da paisagem física e emocional da antiga capital do Brasil. Há uma descrição, no capítulo VII , dos subúrbios cariocas que vale a leitura mesmo que fora do contexto da obra. Hoje, 90 anos depois da publicação de Clara dos Anjos, os subúrbios cariocas já não lembram tanto a descrição que se segue. Mas ainda encontramos esta mesma realidade mais adiante, nas comunidades carentes que seguem a beira da Via Dutra, ou até mesmo nos pontos mais altos dos morros cariocas. O texto parcial se encontra abaixo. As fotos que a acompanham foram retiradas do Flicker do contribuinte Antolog.
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CAPÍTULO VII
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O subúrbio propriamente dito é uma longa faixa de terra que se alonga, desde o Rocha ou São Francisco Xavier, até Sapopemba, tendo para eixo a linha férrea da Central.
Para os lados, não se aprofunda muito, sobretudo quando encontra colinas e montanhas que tenham a sua expansão; mas, assim mesmo, o subúrbio continua invadindo, com as suas azinhagas e trilhos, charnecas e morrotes. Passamos por um lugar que supomos deserto, e olhamos, por acaso, o fundo de uma grota, donde brotam ainda árvores de capoeira, lá damos com um casebre tosco, que, para ser alcançado, torna-se preciso descer uma ladeirota quase a prumo; andamos mais e levantamos o olhar para um canto do horizonte e lá vemos, em cima de uma elevação, um ou mais barracões, para os quais não topamos logo da primeira vista com a ladeira de acesso.
Há casas, casinhas, casebres, barracões, choças, por toda a parte onde se possa fincar quatro estacas de pau e uni-las por paredes duvidosas. Todo o material para estas construções serve: são latas de fósforos distendidas, telhas velhas, folhas de zinco, e, para as nervuras das paredes de taipa, o bambu, que não é barato.
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Estação de Trem de Marechal Hermes, RJ. Foto: Antolog/Flicker
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Há verdadeiros aldeamentos dessas barracas, nas coroas dos morros, que as árvores e os bambuais escondem aos olhos dos transeuntes. Nelas, há sempre uma bica para todos os habitantes e nenhuma espécie de esgoto. Toda essa população pobríssima, vive sob a ameaça constante da varíola e, quando ela dá para aquelas bandas, é um verdadeiro flagelo.
Afastando-nos do eixo da zona suburbana, logo o aspecto das ruas muda. Não há mais gradis de ferros, nem casas com tendências aristocráticas: há o barracão, a choça e uma ou outra casa que tal. Tudo isto muito espaçado e separado; entretanto, encontram-se por vezes, “correres” de pequenas casas, de duas janelas e porta ao centro, formando o que chamamos “avenida”.
As ruas distantes da linha da Central vivem cheias de tabuleiros de grama e de capim, que são aproveitados pelas famílias para coradouro. De manhã até a noite, ficam povoadas de toda espécie de pequenos animais domésticos: galinhas, patos, marrecos, cabritos, carneiros e porcos, sem esquecer os cães, que, com todos aqueles, fraternizam.
Quando chega a tardinha, de cada portão se ouve o “toque de reunir”: “Mimoso”! É um bode que a dona chama. “Sereia”! É uma leitoa que uma criança faz entrar em casa; e assim por diante.
Carneiros, cabritos, marrecos, galinhas, perus – tudo entra pela porta principal, atravessa a casa toda e vai se recolher ao quintalejo aos fundos.
Se acontece faltar um dos seus “bichos”, a dona da casa faz um barulho de todos os diabos, descompõe os filhos e filhas, atribui o furto à vizinha tal. Esta vem a saber, e eis um bate-boca formado, que às vezes desanda em pugilato entre os maridos.
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Estação de Madureira, Rio de Janeiro. Foto: Flicker/Antolog
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A gente pobre é difícil de se suportar mutuamente; por qualquer ninharia, encontrando ponto de honra, brigando, especialmente as mulheres.
O estado de irritabilidade, provindo das constantes dificuldades por que passam, a incapacidade de encontrar fora de seu habitual campo de visão motivo para explicar o seu mal-estar, fazem-nas descarregar as suas queixas, em forma de desaforos velados, nas vizinhas com que antipatizam por lhes parecer mais felizes. Todas elas se têm na mais alta conta, provindas da mais alta prosápia; mas são pobríssimas e necessitadas. Uma diferença acidental de cor é causa para que possa se julgar superior à vizinha; o fato do marido desta ganhar mais do que o daquela é outro. Um “belchior” de mesquinharias açula-lhes a vaidade e alimenta-lhes o despeito.
Em geral essas brigas duram pouco. Lá vem uma moléstia num dos pequenos desta, e logo aquela a socorre com os seus vidros de homeopatia.
Por esse intrincado labirinto de ruas e bibocas é que vive uma grande parte da população da cidade, a cuja existência o governo fecha os olhos, embora lhes cobre atrozes impostos, empregados em obras inúteis e suntuárias noutros pontos do Rio de Janeiro.
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Afonso Henriques de Lima Barreto (Rio de Janeiro, 13 de maio de 1881 – Rio de Janeiro, 1 de Novembro de 1922), jornalista e escritor.
Obras:
1905 – O Subterrâneo do Morro do Castelo
1909 – Recordações do Escrivão Isaías Caminha
1911 – O Homem que Sabia Javanês e outros contos
1915 – Triste Fim de Policarpo Quaresma
1919 – Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá
1920 – Cemitério dos Vivos
1920 – Histórias e Sonhos
1923 – Os Bruzundangas
1948 – Clara dos Anjos (póstumo)
1952 – Outras Histórias e Contos Argelinos
1953 – Coisas do Reino de Jambom
Numbi, a mamãe rinoceronte, observa com cuidado a nova cria no zoológico de Erfurt, na Alemanha. O bebê nasceu com cerca de 40 kg e apareceu para o público, hoje, ela primeira vez.
Uma girafa bebê do sexo masculino se aproxima de sua mãe no jardim zoológico de Roma. Ainda sem nome, o filhote será batizado em um concurso que terá seu resultado divulgado no mês de novembro.
Fonte: Terra
Calor na Holanda dá dó aos tratadores do Zoológico que deram um prêmio às Girafas quando a temperatura esquentou. Aqui, girafas lambem um pedaço de sorvete, no zoológico da cidade de Rhenen. A guloseima foi oferecida aos animais do local para refrescá-los, enquanto as temperaturas atingiram 29°C.
©Inácio Moraes,2009
Fotógrafo: Inácio Moraes (RJ), fotógrafo e amigo. Atualmente trabalha como assistente de câmera em cinema e publicidade!
Ellen van Deelen, Rato ao piano.
Num dia de poucas notícias, algumas coisas diferentes aparecem nos portais dos grandes jornais. Este foi o caso da BBC Brasil que hoje trouxe aos olhos do leitor brasileiro o trabalho da fotógrafa holandesa Ellen van Deelen, em que ratos com pequenos instrumentos musicais são fotografados como se estivessem de fato fazendo solo numa pequena orquestra.
Ellen van Deelen, Rato fautista.
O trabalho de Ellen van Deelen, que mora em Roosendaal na Holanda, já é bastante conhecido aqui e fora do Brasil, como atestam as dezenas de fotografias, de sua autoria, encontradas na web. Reconheço que há algo interessante e por uma fração de segundo, talvez até menos, a mente do observador possa se interessar.
Ellen van Deelen, Rato saxofonista.
No entanto, esses animais retratados não passam de pequenos roedores. Ratos propriamente ditos que não podem nem se classificar como camundongos porque são grandes demais. E eu me pergunto: onde estão os defensores dos direitos dos animais quando alguma coisa como essa é engendrada?
Ellen van Deelen, Ratos com acordeão.
Quando por muitos anos tive um antiquário nos Estados Unidos, minha companhia era uma das companhias contribuintes para a SPCA, [sociedade de proteção de animais]. Minha loja tinha um cachorro dentro da loja, (lá é permitido) todos os dias. Eles eram cachorros dos funcionários, que faziam o rodízio de segunda a sábado de comum acordo com a administração. Meu antiquário era conhecido por seus membros caninos: Garth, um fox-terrier, por Max, um sheltie, e por Pebbles, um spaniel King Charles. Outros membros da companhia tinham gatos, mas esses não faziam rodízio, já que não eram treinados para ficarem quietinhos. Dou esta relação toda de antemão, para dizer que gosto de animais. No entanto, acho a personalização de animais de estimação: o vestir, as botinhas, as sainhas, os laçarotes, uma anomalia do comportamento de um dono de animal de estimação. Como o conhecido Cesar Milan, do programa de televisão O Encantador de Cães, não se cansa de dizer, cães, cachorrinhos de estimação, não são bonecos com os quais brincamos de vestir e fantasiar.
Cesar Milan, O Encantador de Cães, e alguns de seus cachorros.
Daí, aparece Ellen van Deelen, que é uma excelente fotógrafa. Basta ver suas fotos de insetos, pessoas, pássaros para perceber. Mas que explora este tênue caminho entre o fotógrafo que como ela mesma diz testemunha a natureza e a obra divina: “Como sou cristã, espero que minhas fotos mostrem um pouco da linda criação de Deus“.
Ellen Van Deelen, Joaninha.
Há um apelo muito grande para o marketing nessa carreira profissional de fotógrafa que me desagrada profundamente, porque extrapola o mundo natural e cria à custa de um treinamento à base de premiação com comida, animais que mudam o seu comportamento para que agradem às nossas fantasias. Animais que não tem nada a ver com um saxofone ou um carrinho de bebê, ou qualquer outra característica humana, são obrigados a se comportarem de uma maneira esdrúxula ao seu mister. Para isso, existem os ilustradores, que, esses sim, sem abusar da relação homo sapiens e animal, podem dar largas à imaginação e colocar um coelho com um relógio na história de Alice ou pato vestido de marinheiro como Donald.
Quatro gatinhos felizes, ilustração de Elizabeth Webbe, 1956.
Isso tudo me parece mais um desrespeito à obra da Natureza, do que uma reverência. E antes que me perguntem: não, não acho esses ratos engraçadinhos.
FONTE: Portal Terra, BBC Brasil