Jasper Johns (EUA, 1930)
Bronze pintado 14 x 20 x 12 cm
Kunstmuseum Basel
Alexander Calder (EUA, 1898-1976)
aço pintado (pesa 50 toneladas), 16 metros de altura
Federal Plaza, Chicago
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Maureen Hyde (EUA, contemporânea)
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Johann Gottfried Steffan (Suíça, 1815- Alemanha, 1905)
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Julien Green
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Josef Kote (Albânia/USA, contemporâneo)
acrílica sobre tela, 90 x 90 cm
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Arvid Federick Nyholm (Suécia, 1866- EUA, 1927)
óleo sobre tela
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Arvid Federick Nyholm (Suécia, 1866- EUA, 1927)
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Divas do Harlequim [série de livros de romance], 2009
Annette Kagy (EUA, contemporânea)
Pastel sobre papel lixa, 56 x 72 cm
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Livros para os militares americanos em serviço é um programa começado durante a Primeira Guerra Mundial para atender aos soldados que queriam ter alguma coisa para ler quando estivessem de folga. Foi aí que começou um programa de sucesso. A Associação Americana de Bibliotecárias começou então a entregar livros e revistas aos militares de prontidão, financiados pelas “ações [bônus] de guerra” que levantaram USD$ 5.000.000 – cinco milhões de dólares na época – através de doações da população em geral que foram convertidos na distribuição de mais de 7.000.000 – sete milhões – de livros e revistas, construindo 36 bibliotecas no front, e providenciando livros para mais de 500 locais, incluindo hospitais militares.
A bibliotecária geral da Marinha dos Estados Unidos, Nellie Moffit, gerencia o programa de bibliotecas para militares, em entrevista para o Serviço de Imprensa das Forças Armadas Americanas, lembrou que este ano eles já investiram USD $12.000.000 – doze milhões de dólares — em materiais para bibliotecas digitais. Isso significa que esses fundos, uma vez aplicados, fizeram investimento equivalente a USD$ 725.000.000 – setecentos e vinte cinco milhões de dólares — em materiais e serviços. O que, sem dúvida, é um grande retorno no investimento do governo.
A crise atual no governo certamente terá reflexos nas bibliotecas militares, e como todos no país eles também terão que lidar com eventuais cortes quer em horas, em pessoal ou em orçamento de materiais. Mas irão tentar minimizar o impacto, se possível, tentar manter os serviços de costume. As bibliotecas continuam sendo de importância central para o bom estado de espírito e bem estar no terreno de guerra.
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Fonte: Book Patrol
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Os livros escolares de Theobaldo Miranda Santos, que foram usados por muitas das escolas primárias brasileiras nas décadas de 1940, 50 e 60, publicados pela editora Agir, têm, de vez em quando, algumas das mais deliciosas ilustrações em silhueta, como o exemplo acima de uma menina na cozinha. Não me lembro de ter estudado nos livros desse autor, apesar deles terem algumas facetas que me são extremamente familiares, principalmente a divisão de cada capítulo, com exercícios e pequenos parágrafos que eram usados como ditado. Minha memória sobre textos escolares que usei na escola municipal é muito vaga, só me lembro mesmo com uma antologia de textos literários. Mas como tenho um grande número dos livros de Theobaldo Miranda Santos, posso me deliciar com essas ilustrações e gostaria de dividir esse prazer com vocês. Talvez elas venham a acender uma fagulha de boas recordações para quem estudou com elas.
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Em nenhum, absolutamente nenhum dos volumes de Vamos estudar? — quer seja a edição para o estado do Rio de Janeiro, quer seja para o Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, tenho livros para cada um desses estados — em lugar algum há a indicação de autoria dessas ilustrações quadradinhas, de crianças em ação. Já revirei a internet à cata de informações sobre sua autoria e ainda não achei nada. Sei de uma coisa, no entanto, são americanas. Isso é simples de decidir, afinal de contas há em uma dessas tetéias a representação de uma vidraça quebrada próxima a um menino com o uniforme e o bastão de basebol.
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Todas elas aparecem sem texto de referência, sem título e acredito que tivessem sido usadas para exercícios de redação, ora de narração, ora de descrição. Coletei simplesmente nove dessas ilustrações que apareceram através das diversas séries primárias, às vezes em tamanho grande, às vezes do tamanho de um selo, preenchendo espaço.
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Vez por outra elas aparecem com uma moldura negra bem grossa, ou aparecem como essa aí em cima sem qualquer moldura. Mas parecem ser todas da mesma autoria. Pelas características do desenho elas me parecem ter sido feitas nos anos da década de 1930.
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Essas ilustrações mostram crianças em atividades que poderiam ser aplicadas a qualquer criança na época. Brincar com o gato, andar de balanço, fazer uma compra para a mamãe, estudar, ler com a família, fazer um piquenique.
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Acredito que a editora tenha comprado um grupo de 9 ou até 10 ilustrações diferentes com todos os direitos e as tenha espalhado nos livros escolares mais ou menos umas 5 ou 6 por livro. Não eram as únicas ilustrações dos livros dessa série. Muito pelo contrário. Esses livros eram preenchidos com bons textos e muitas, muitas ilustrações em geral tendo a ver com a lição em questão. Mas essas se destacam.
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Gosto muito do detalhe do aquário na janela. Isso me lembra das nossas plantinhas que tínhamos que manter viva. Espero que os peixinhos das escolas americanas tenham tido mais sorte do que os nossos feijões crescendo no algodão tiveram. Mas reparem bem as roupas, isso é década de 1920-30.
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Mãe e menino fazendo um piquenique.–
Quem souber onde achar informações sobre essas ilustrações eu adoraria saber. Só mesmo por uma questão de curiosidade. Afinal tenho certeza de que aqui mesmo, entre os visitantes desse blog, há de haver muita gente que se lembra dessas imagens. Muitos devem ter crescido com elas. Vamos descobrir?
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