Pirilampos, poesia infantil de Henriqueta Lisboa

12 03 2011

Ilustração, Vagalumes, de Leslie Harrington.

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Pirilampos

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Henriqueta Lisboa

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Quando a noite

vem baixando,

nas várzeas ao lusco-fusco

e na penumbra das moitas

e na sombra erma dos campos,

piscam piscam pirilampos.

São pirilampos ariscos

que acendem pisca-piscando

as suas verdes lanternas,

ou são claros olhos verdes

de menininhos travessos,

verdes olhos semitontos,

semitontos mas acesos

que estão lutando com o sono?

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Henriqueta Lisboa (MG 1901- MG 1985), poeta mineira. Escritora, ensaísta,  tradutora professora de literatura,  Com Enternecimento (1929), recebeu o Prêmio Olavo Bilac de Poesia da Academia Brasileira de Letras.  Em 1984, recebeu o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras pelo conjunto de sua obra.

Obras:

Fogo-fátuo (1925)

Enternecimento (1929)

Velário (1936)

Prisioneira da noite (1941)

O menino poeta (1943)

A face lívida (1945) — à memória de Mário de Andrade, falecido nesse ano

Flor da morte (1949)

Madrinha Lua (1952)

Azul profundo (1955);

Lírica (1958)

Montanha viva (1959)

Além da imagem (1963)

Nova Lírica ((1971)

Belo Horizonte bem querer (1972)

O alvo humano (1973)

Reverberações (1976)

Miradouro e outros poemas (1976)

Celebração dos elementos: água, ar, fogo, terra (1977)

Pousada do ser (1982)

Poesia Geral (1985), reunião de poemas selecionados pela autora do conjunto de toda a obra, publicada uma semana após o seu falecimento.





Minha profissão: Inácio Moraes, fotógrafo

10 03 2011

 

Inácio Moraes 

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Esta é a quarta entrevista com o título Minha profissão, que foca em jovens profissionais falando sobre suas preparações para exercerem as profissões que têm.  As anteriores incluem: bibliotecária, músico, comércio exterior, veja links abaixo.

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Perfil

Me chamo Inácio Moraes, sou formado em Cinema e me especializei na área da Fotografia.  No início de minha carreira, atuei como assistente e operador de câmeras. Atualmente, me dedico à fotografia estática, trabalhando na cobertura de eventos, programas e peças publicitárias diversas.
 

Que tipo de trabalho você faz?

Meu trabalho consiste em capturar instantâneos que  melhor representem o assunto fotografado. A profissão de fotógrafo exige muita paciência, criatividade e bom relacionamento com clientes, modelos e envolvidos na ocasião do registro fotográfico. A carreira tem algumas áreas de especialização: fotojornalismo (minha paixão); moda; produtos; arquitetura; paisagem; esportes; eventos (casamentos, aniversários, exposições…)

 
Você trabalha no campo de sua formação profissional ou trabalha numa área diferente daquela para qual estudou?

Não exatamente. Possuo formação de cineasta, e estou apto a atuar nos diversos setores que envolvem uma produção cinematográfica ou televisiva. No entanto, meus interesses pessoais me carregaram para a fotografia, que no cinema é muito mais ampla e elaborada. Inclusive, aconselho todos os fotógrafos que se interessarem a procurar um bom curso de Direção de Fotografia para cinema.

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Para o trabalho que você faz agora, o que poderia ter sido diferente no seu curso de formação?

 
Sem dúvida a falta de investimentos técnicos e a ausência de um plano de inserção no mercado de trabalho. A universidade não oferecia aos alunos nenhum tipo de programa para encaminhá-los ao núcleo profissional e para ajudá-los nas escolhas de suas especializações.
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Trigêmeos, fotografia Inácio Moraes.

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O que você faz para continuar a se atualizar?

 
A internet tem sido minha ferramenta de estudo, e acredito que seja o melhor caminho para a profissão. A interatividade que a internet dispõe facilita o aprendizado técnico, no entanto a teoria ainda está muito bem guardada nos livros de grandes mestres da Luz.  Um ótimo site técnico: www.dpreview.com
 
 
Você precisa usar alguma língua estrangeira frequentemente?
 

Dificilmente utilizo outro idioma, mas, aos que possuem outra língua fluente, há um amplo mercado de trabalho em navios, para cobrir viagens pela costa brasileira e no exterior. O salário varia entre 1,200 e 3,000 dólares e os contratos costumam ser de 6 meses.
 
Que conselho daria a um adolescente que precisa decidir que carreira escolher?

Converse com profissionais atuantes e, caso façam uma escolha equivocada,  NÃO TENHAM MEDO de redirecionar sua carreira.
 

 Você tem um lugar na internet que gostaria de mostrar para os nossos leitores? Um blog, twitter?

Para um fotógrafo é indispensável manter um site com portfólio online: www.flickr.com/inaciomoraes
 Twitter: @inacio_moraes

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Veja outras profissões: 

BIBLIOTECÁRIA 

MÚSICO 

COMÉRCIO INTERNACIONAL





O coração, poesia infantil de Walter Nieble de Freitas

2 03 2011

Crianças e coração, s/d

Romero Britto ( Brasil, 1963)

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O coração

                             Walter Nieble de Freitas

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Trago no peito uma joia

Pequenina, delicada,

Tão pequenina que lembra

Esta mãozinha fechada.

Nela se aninha a bondade,

O carinho, a gratidão;

O seu nome tem poesia,

Pois se chama coração.

Não pensem que ele foi feito

Com gemas de alto valor:

É um presente de Deus

Esta obra prima de amor!

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Numa cadência de marcha,

Bate sempre sem parar,

Como se fosse um pandeiro

Que não para de vibrar.

Mas se eu faço travessuras,

Meu coração contrafeito,

Muda o compasso e transforma

Em batucada o meu peito!

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Em: Barquinhos de Papel: poesias infantis,  de Walter Nieble de Freitas, São Paulo, Editora Difusora Cultural: 1961

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Walter Nieble de Freitas ( Itapetininga, SP)  Poeta e educador, foi diretor do Grupo Escolar da cidade de São Paulo.

Obras:

Barquinhos de papel, poesia, 1963

Mil quadrinhas escolares, poesia, 1966

Desfile de modas na Bicholândia, 1988

Simplicidade, poesia, s/d

Chico Vagabundo e outras histórias, 1990





Minha cama — poesia infantil de Sérgio Capparelli

26 02 2011

Hipopótamo na banheira

Adam Fryda  (Inglaterra, contemporâneo)

gravura 20 x 16,5 cm

www.adamfryda.co.uk

Minha cama

                                                 Sérgio Capparelli

Um hipopótamo na banheira

molha sempre a casa inteira.

A água cai e se espalha

molha o chão e a toalha.

E o hipopótamo: nem ligo

estou lavando o umbigo.

E lava e nunca sossega,

esfrega, esfrega e esfrega

a orelha, o peito, o nariz

as costas das mãos, e diz:

Agora vou dormir na lama

pois é lá a minha cama!

Sérgio Capparelli (MG, 1947) é um escritor de literatura infanto-juvenil, jornalista e professor universitário.

VEJA O PORTAL DO AUTOR:  http://www.capparelli.com.br/





O Rei mandou me chamar — poesia infantil, folclore brasileiro, anônima

18 02 2011
Rei de Ouros, Baralho Espanhol.

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O  Rei mandou me chamar

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                                 Anônimo

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O Rei mandou me chamar,

pra casar com sua filha.

Só de dote ele me dava,

Europa, França e Bahia.

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Me lembrei do meu ranchinho,

da roça, do meu feijão.

O Rei mandou me chamar.

Ó seu Rei, não quero não.

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Folclore brasileiro, canto negro do Recôncavo Baiano.

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Vejam o vídeo  do  Iº Encontro de Coros Camargo Guarnieri – Coral Juvenil EMMSP – Teatro Municipal de São Paulo Maestrina: Mara Campos.

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História de uma pamonha, poesia infantil de Ofélia e Narbal Fontes

15 02 2011
Ilustração Renata Morais, do blog Aquarela em Cores  — http://aquarelaemcores.blogspot.com

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História de uma pamonha

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Ofélia e Narbal Fontes

Era um ovinho dourado,

Que um dia foi enterrado.

Na terra, ele inchou, inchou,

E em dez dias rebentou.

Não pensem que ele morreu;

Sua casquinha rompeu,

Mas, em vez de um pintinho

Surgiu um broto verdinho.

O broto tanto espichou

Que em planta se transformou

Com folhas muito alongadas

e cortantes como espada;

E tinha, prá se aguentar,

Raiz no chão e no ar.

Depois que a chuva caiu,

Um pendão de flor abriu.

E, um pouquinho mais abaixo,

Uma boneca de cacho…

Um boneca engraçada,

Cabeludinha e barbada.

Mas, assim que ela cresceu,

Chegou alguém e a colheu,

Despiu toda pobrezinha

E ralou-a na cozinha,

E o sangue dourado dela

Pôs, com água, na panela.

Mexeu com colher de pau

E transformou-se em mingau.

Pôs-lhe açúcar, temperou

E no fogo a cozinhou.

E, por fim, deu-lhe uma mortalha

No vestidinho de palha.

A boneca transformou-se

No mais delicioso doce.

Mas agora tem vergonha

De ser chamada pamonha.

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Esta poesia é contribuição do leitor Robson Leite.  Sua lembrança dessa poesia  — que ele decorou quando era aluno do curso fundamental —   contribui ainda mais para o sucesso desse blog.  Muito obrigada, Robson!

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Ofélia e Narbal Fontes, casal de educadores brasileiros, paulistas, que escreveram livros em conjunto, na sua maioria didáticos.  Ofélia de Avelar Barros Fontes (SP 1902 –1986) poeta, biógrafa, autora didática, tradutora, romancista, teatróloga, professora, radialista; Narbal de Marsillac Fontes (SP 1899– RJ 1960) Poeta, biógrafo, cronista, teatrólogo, professor, jornalista, diplomado em medicina (1930), médico.

Livros:

No Reino do Pau-Brasil – Crônicas humorísticas (1933)

Senhor Menino – Poesias –

Regina, A Rosa de Maio

Romance de São Paulo – Romance — (1954)

Rui, O Maior – Biografia Rui Barbosa

Precisa-se de Um Rei — Literatura infanto-juvenil

Anhangüera, o gigante de botas – Literatura infanto-juvenil, (1956)

Coração de Onça – Literatura infanto-juvenil

O Talismã de Vidro — Literatura infanto-juvenil

Heróis da comunidade Mundial — biografias

A Gigantinha

A Espingarda de Ouro

Aventuras de Um Coco da Bahia

Esopo, O Contador de Estórias

Novas Estórias de Esopo

A Falsa Estória Maravilhosa

Espírito do Sol — Literatura infanto-juvenil

O Micróbio Donaldo  — Saúde e higiene — paradidático — (1949)

História do Bebê — Saúde e higiene — para didático

Ler, Escrever e Contar

Ilha do Sol

Segredos das mágicas — Literatura infantil

Brasileirinho – Música (1942)

Companheiros: história de uma cooperativa escolar (1941)

Pindorama

O Menino dos Olhos Luminosos

A Boa Semente

A Vida de Santos Dumont – Biografia Santos Dumont — (1935)

O Bicho “Sete-Ciências”  — Literatura infanto-juvenil

O Gênio do Bem —

Cem Noites Tapuias – Literatura infanto-juvenil

Ascensão – Poesia – (1961)

Um Reino sem mulheres – Biografia: Villegagnon

O leão obediente — (1915)

Libretto de La Traviata — Música — (1940)





Os dois irmãos, poesia infantil de Maria Alberta Menéres

4 02 2011

Meninos jogando bilboquê,  sd

Belmiro de Almeida ( Brasil, 1858-1935)

óleo sobre tela, 40x30cm

Museu de Arte de São Paulo

 Os dois irmãos

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Maria  Alberta Manéres

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Eu conheço dois meninos

que em tudo são diferentes.

Se um diz: “Dói-me o nariz!”

o outro diz: “Ai, meus dentes!”

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Se um quer brincar em casa,

o outro foge para o monte;

e se este a casa regressa,

já o outro foi para a fonte.

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É difícil conviver

com tanta contradição.

Quando um diz: “Oh, que calor! “,

Que frio!” – diz o irmão.

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Mas quando a noitinha chega

com suas doces passadas,

pedem à mãe que lhes conte

histórias de Bruxas e Fadas.

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E quando o sono esvoaça

por sobre o dia acabado,

dizem “Boa noite, mãe!”

e adormecem lado a lado.

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Maria Alberta Rovisco Garcia Menéres de Melo e Castro (Portugal, 1930)  nasceu na cidade de Vila Nova de Gaia.  É professora, jornalista e escritora.  Sua obra inclui poesia, contos,  hisstórias em quadrinhos,  teatro, novelas, e adaptação de clássicos da literatura.

Obras

Ficção

O Poeta Faz-se aos 10 Anos, 1973

A canção do vento, 1975

Hoje há Palhaços , 1977

Primeira Aventura no País do João, 1977

À Beira do Lago dos Encantos, 1995

Intervalo, 1952

Cântico de Barro, 1954

A Palavra Imperceptível, 1955

Oração de Páscoa, 1958

Água – Memória, 1960

Os poemas Escolhidos, s/d

A Pegada do Yeti, 1962

Poemas Escolhidos, 1962

Os Mosquitos de Suburna, 1967

Conversas em Versos , 1968

O poema O disse ao poema, 1974

O Robot Sensível, 1978

Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa, 1982

Semana sim,semana não,semana pumbas,1998

Clarinete

Figuras Figuronas, 1969

A Pedra Azul da Imaginação, 1975

A Chave Verde ou os Meus Irmãos, 1977

Semana Sim, Semana Sim, 1979

O Que É Que aconteceu na Terra dos Procópios, 1980

Um Peixe no Ar, 1980

O Trintão Centenário, 1984

Dez Dedos Dez Segredos, 1985

À Beira do Lago dos Encantos, 1988

Quem faz hoje anos, 1988)

Colecção “1001 Detectives– 15 volumes (em colaboração com Natércia Rocha e Carlos Correia), entre 1987/92

Sigam a Borboleta, 1996

100 Histórias de Todos os Tempos, 2003

Passinhos de Mariana, Edições Asa, 2004

“Camões, o Super Herói da Língua Portuguesa” 2010

Outra vez não!





Filhotes fofos — Puma

11 01 2011

Um filhote de puma, com oito semanas de idade, brinca do colo de uma tratadora do Zoológico de Cincinnati, nos Estados Unidos.





O galo, poesia infantil de Francisca Júlia

9 01 2011

Galo, ilustração de Artus Scheiner (1863-1938)

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O galo 

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                                                                                                                                          Francisca Júlia

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Passo lento, olhar profundo,

Valente, brioso e grave,

O galo é a mais linda ave

Dentre todas que há no mundo.

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Um pé adiante, outro atrás,

Bico aberto, o galo canta;

Tem a glória na garganta

E nas esporas que traz.

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O galo é sempre o primeiro

A anunciar a s auroras.

Repara bem: tem esporas

E é por isso cavaleiro.

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Coroa tem e de lei,

Coroa em forma de crista

Que ganhou numa conquista:

Por isso julga-se rei.

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Pendentes até o peito,

Vermelhas, grandes e belas,

Tem barbas que são barbelas

Que lhe dão muito respeito.

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Com que delicado amor

Ele defende e acarinha

Ora o pinto, ora a galinha

Com seu gesto protetor!

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De cabeça levantada,

Altivo sobre o poleiro,

Ele é o rei do galinheiro

E o cantor da madrugada.

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Vivem todos sob a lei

E ordens que o galo decreta:

Soldado, músico e poeta,

Pastor, cavaleiro e rei!

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Francisca Júlia da Silva Munster (SP 1871 – SP 1920)  Poetisa brasileira.  Começou a  colaborar na imprensa paulistana e carioca aos 20 anos. Na revista  A Semana, alcança rápido prestígio literário.  Casou-se em 1909, recolhendo-se à vida particular e praticamente abandonando a atividade literária.

Obras:

1895 – Mármores

1899 – Livro da Infância

1903 – Esfinges

1908 – A Feitiçaria Sob o Ponto de Vista Científico (discurso)

1912 – Alma Infantil (com Júlio César da Silva)

1921 – Esfinges – 2º ed. (ampliada)





Brinquedos, poesia infantil de Afonso Schmidt

7 12 2010

 

Joyeux Noel, cartão de Natal francês da virada do século XX.

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Brinquedos

                                 Afonso Schmidt

São Nicolau de barbas brancas,

de alto capuz beneditino,

nas costas levava um grande saco

e vai seguindo o seu destino.

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É muito tarde.  Nas janelas,

há sapatinhos ao sereno:

a cada espera corresponde

o sonho leve de um pequeno.

Súbito, estaca na calçada;

uma janela está vazia

e, pelas frinchas de uma porta,

chegam rumores de alegria.

O Santo pára; está amuado,

acha que o mundo é muito mau

e estas crianças já não querem

esperar por São Nicolau.

Mas, logo fica curioso,

quer descobrir porque naquela

casa não há um sapatinho

no canto escuro da janela.

Vai espiar pelo buraco

da fechadura…  – Pobrezinhos,

são os meninos do trapeiro,

nunca tiveram sapatinhos…

E vê, que à falta de bonecas,

eles divertem o casal,

enquanto o avô fuma num canto,

São Nicolau, mas de avental…

Todos estão muito contentes

o Santo ri de olhos molhados

e vai seguindo à luz branquinha

do plenilúnio nos telhados.

 Pisa de leve sobre as folhas,

diz a sorrir palavras mansas:

“Essas crianças são os brinquedos

 e esses papais são as crianças…”

Em: Poesia brasileira para a infância, Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva: 1968.

VOCABULÁRIO

Beneditino – é o nome que se dá aos frades da Ordem de São Bento.  Na poesia a palavra é usada como adjetivo de capuz.

Plenilúnio — a lua cheia.

 

Afonso Schmidt (Cubatão, SP 1890 – SP, SP 1964) poeta, romancista, contista, biógrafo, jornalista.  Como jornalista trabalhou para  A Voz do Povo, em 1920, no Rio de Janeiro.  Para Folha da Noite,  Diário de Santos e A Tribuna, em Santos. Em São Paulo trabalhou na Folha da Noite e O Estado de S.Paulo.  Neste último trabalhou de 1924 até 1963.  Recebeu o prêmio da  revista O Cruzeiro em 1950 pelo romance Menino Felipe.   A União Brasileira de Escritores lhe premiou com o Juca Pato – Intelectual do Ano em 1963.  Foi sócio fundador do Sindicato dos Jornalistas do Estado de S. Paulo, membro da Academia Paulista de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.

Obras: 

Lírios roxos, 1904

Miniaturas, 1905

Janelas Abertas (poesia), 1911

Lusitânia (ato em verso), 1916

Evangelho dos Livres (panfleto), 1920

Mocidade, 1921

Brutalidade (contos), 1922

Ao relento, 1922

Janelas Abertas (versos) – Edição Aumentada (Menção Honrosa da Academia Brasileira de Letras, 1923

Os Impunes (novelas), 1923

As Levianas (peça em três atos), 1925

O Dragão e as Virgens (romance, 1927

Cânticos Revolucionários (panfletos), 1930

A nova conflagração, 1931

Garoa, 1931

Os Negros (crônicas), 1932

Garoa (poesia), 1932

Poesias, 1934

Carne para Canhão (peça em três atos), 1934

Pirapora (contos), 1934

Curiango (contos), 1935

Zanzalás (uma novela de tempos futuros), 1936

A Vida de Paulo Eiró (biografia), 1940

A Marcha (Romance da Abolição), 1941

O Tesouro de Cananéia (contos), 1941

No Reino do Céu (novela), 1942

A Sombra de Júlio Frank (biografia),1942

A árvore das lágrimas, 1942

Colônia Cecília (Uma aventura anarquista na América), 1942

O Assalto (Romance do ouro e do sal), 1945

Poesias (edição definitiva), 1945.

O Retrato de Valentina (novela), 1947

A Primeira Viagem (viagem), 1947

Menino Felipe (romance), 1950

Saltimbancos (romance), 1950

Aventuras de Indalécio (romance), 1951

Os Boêmios (contos), 1952

Dedo nos Lábios (novelas), 1953

O Gigante Invisível (divulgação), 1953

Carantonhas (novela juvenil), s/d

São Paulo dos Meus Amores (crônicas), 1954

A Marcha (romance da Abolição,  história em quadrinhos), 1955

Mistérios de São Paulo (reminiscência), 1955

Bom Tempo (memórias), 1956

A Datilógrafa (romance), 1958

A Locomotiva (romance), 1960

Mirita e o Ladrão (romance), 1960

O Retrato de Valentina (novela), 1961

O Canudo, 1963

O enigma de João Ramalho, 1963

O passarinho verde, s/d

Zamir, s/d