Todo cuidado é pouco, texto de leitura escolar

25 09 2012

Guarda de trânsito, ilustração de Helen Prickett.

Todo cuidado é pouco

A vida no meu bairro começa cedo. Mas desponta o sol no horizonte, tem início o movimento. As ruas se enchem de pessoas e veículos. Primeiro, surgem os ônibus levando os operários para as fábricas e construções. Depois aparecem os carrinhos de sanduíches, oferecendo café da manhã para quem está com pressa.  Aparecem logo também as motocicletas dos entregadores e as bicicletas de quem trabalha mais perto.  Mais tarde, vêm os caminhões carregados de mercadorias e os automóveis conduzindo passageiros para o centro da cidade.

Às sete horas, quando saio para a escola, o movimento é intenso.  Sigo então pela calçada, evitando esbarrar nos outros. Quando preciso mudar de calçada, olho para os lados e, se não vem nenhum veículo, atravesso a rua com cautela. Faço isso porque tenho lido, nos jornais, notícias de desastres com meninos imprudentes, apanhados pelos automóveis.

Não quero ficar aleijado para toda vida, como Zezé, meu vizinho, que desobedeceu a ordem do guarda-civil e foi atropelado por um caminhão.

Para subir e descer do ônibus, espero que ele pare completamente.  Não gosto de apanhar o ônibus andando.  Não desejo voltar para casa num carro do Pronto Socorro. Por isso quando ando pela cidade, nunca esqueço das palavras do papai:

— Na rua, meu filho, todo cuidado é pouco!

TEXTO EDITADO E ADAPTADO

De: Leituras Infantis, Theobaldo Miranda Santos, 2º livro, para escolas primárias do Brasil, 14ª edição, Rio de Janeiro, Agir: 1962.





Em resposta às dúvidas sobre alguns textos antigos postados aqui: Marisa Lajolo fala sobre a obra de Monteiro Lobato

14 09 2012



Desde que tenho postado alguns contos antigos que fazem parte da nossa herança cultural tenho recebido questionamentos sobre a necessidade de se reformular os contos para ajustarmos essas tradições à cultura moderna.

Sou contra.

Hoje foi uma indagação, bem educada, — elas nem sempre são —  sobre Os três companheiros, conto da tradição oral coletado por Luiz da Câmara Cascudo.  Mas já tive comentarios e até pedidos de retirada  sobre outras postagens.   Sou contra a modificação de qualquer dessas tradições folclóricas para que  se ajustem aos modos do momento.  Sou inclusive contra  a modificação da música infantil Atirei um pau no gato.  Acho que estamos sistematicamente assumindo que as pessoas de hoje não têm a habilidade de distinguir o que é certo do que é errado.  Isso é de um reducionismo colossal.  E acredito que muitas vezes essa tentativa de censura reflita no fundo um medo sobre as massas serem educadas, as massas que “não sabem distinguir o certo do errado.”  Posto hoje o comentário da Profa Maria Lajolo como resposta.

E antes de alguém vir falar sobre direitos dos animais, sugiro que vejam a postagem que tenho sobre a fotógrafa Ellen van Deelen.





Vidas simples, Corrêa Júnior

26 08 2012

Carro de boi, s/d

João Bosco Campos (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela, 50 x 70 cm

Blog do José Rosário

Vidas simples

Corrêa Júnior

Eis-me aqui, na bucólica doçura

desta risonha e encantadora vila,

onde gozo, há dois meses, a ventura

de uma vida suavíssima e tranquila.

Palpitante de cores e de festas,

a mata em flor abre-se em mil botões…

Que alvoroço de ninhos, nas florestas!

Que infinito de paz, nos corações!

Aqui tudo à alegria nos exorta;

há pureza nas almas e no clima;

o ar sadio da terra nos conforta,

a bondade dos homens nos anima.

Vendo, assim, tão perto a natureza

cheia de encantos e de exemplos sábios,

a gente há de ter sempre, com certeza,

mais ternura nos olhos e nos lábios.

Longe da agitação e do barulho,

ante a moldura desta vida calma,

o homem se despe da maldade e orgulho,

e veste de esperanças a sua alma.

E, quando, um dia, ele regressa à vida

agitada das grandes capitais,

a alma que nele volta agradecida,

dessas paragens não esquece mais!

Em: Criança Brasileira, terceiro livro de leitura, Theobaldo Miranda Santos,  [edição especial para o Rio Grande do Sul],  Rio de Janeiro, Agir: 1950.





No reino dos animais — [vertebrados e invertebrados]

20 08 2012

Ilustração de 1890, gravura.

No reino dos animais

Vovô Inácio e Julinho passaram a manhã inteira no fundo do quintal. Sabe o que estavam fazendo? Apanhando minhocas para pescar. Estes pequenos animais são ótimas iscas para peixe.  O terreno era mole e úmido, de modo que o menino e o avô conseguiram reunir grande quantidade de bichinhos.

Julinho arregalou os olhos quando vovô Inácio lhe disse que a minhoca era um animal invertebrado. Nunca tinha ouvido essa palavra. Por isso, não conhecia a sua significação. O bom velhinho então explicou ao neto:

— Chamam-se animais vertebrados, os que têm um esqueleto formado de ossos. No esqueleto existe uma coluna formada de pequenos ossos chamados vértebras. Daí serem chamados de vertebrados os animais que possuem esqueleto. E os que não o têm denominam-se invertebrados.

— Quais são os animais vertebrados?

— O boi, o cavalo, a galinha, o sapo, os peixes. Com os ossos desses animais fabricam-se pentes, botões, cabos de escovas, de facas e muitos objetos úteis.

— E quais são os animais invertebrados?

— A borboleta, a formiga a abelha, a mosca, a barata e milhares de outros animais.

Ouvindo isso, o menino começou a apertar, com força, os próprios braços, pernas e tronco.

— Que é isso, Julinho? Perguntou o avô, intrigado.

— Não é nada, vovô. Estou vendo se tenho esqueleto. Graças a Deus, sou um vertebrado!

Em: Criança Brasileira, Theobaldo Miranda Santos, 3º livro de leitura, edição especial para o Estado de Minas Gerais, Rio de Janeiro Editora Agir: 1952.





Os vaqueiros, texto de Ariosto Espinheira

14 08 2012

Boiadeiro, s/d

Zélio Andrezzo (Brasil, 1948)

Óleo sobre tela

O vaqueiro

Ariosto Espinheira

Nos campos de criação de nossa terra vivem homens simples e bons, que cuidam de nossos rebanhos. São os campeiros e os vaqueiros, que moram em cabanas de madeira ou de barro, cobertas de palmas de coqueiros, ou de sapé.

De perneiras, calças largas, guarda-peito, gibão (espécie de casaco curto) e chapéu de couro curtido; cinto de couro donde pende a faca comprida; uma longa vara com ponta de ferro; montados em cavalos pequenos e fortes; pernas descansadas nas pontas dos pés, presos aos estribos de ferro batido; guampa (chifre trabalhado a canivete, preso por uma tira de couro, que serve de copo) e laço, pendurados na sela, os campeiros e os vaqueiros passam os dias, e às vezes as noites, vigiando os animais que pastam.

Se algum animal foge ou se a boiada debanda, os vaqueiros correm velozes, sem ver os perigos, vencendo todos os obstáculos, até cercar e reunir todos os animais.

Viajam, às vezes, dias e dias, conduzindo o gado para os matadouros, onde é morto para fornecer carne e outros produtos às cidades.

Nas horas de descanso, os vaqueiros tocam a viola e a flauta, cantando e fazendo desafios. São homens destemidos, que vivem sem o conforto das cidades, debaixo de sol escaldante, com poucos recursos, trabalhando pela nossa terra.

Em: Criança Brasileira, admissão e 5ª série, Theobaldo Miranda Santos,  Rio de Janeiro, Editora Agir: 1949.





O Brasil do futuro, texto de Afrânio Peixoto

13 08 2012

Soldadinhos

Clóvis Graciano (Brasil, 1907-1988)

Gravura: serigrafia, 70 x 50 cm

O Brasil do futuro

Afrânio Peixoto

O que nos cumpre é preparar, hoje, o Brasil de amanhã. Educar o brasileiro de agora para lhe dar consciência de si e, portanto, dar a todos uma consciência nacional. Mostrar-lhe suas origens de espírito e civilização para que as preze e as saiba honrar; as suas origens mesológicas e etnográficas para que as saiba conhecer e aperfeiçoar. Contar-lhe a sua história, para que do passado algum bem possa colher e aplicar, com proveito, no presente e, por prevenção, no futuro. Moderar-lhes a ênfase, desiludir-lhes as utopias, corrigir-lhes o desdém das realidades práticas, para que não sejam discursadores vãos, poetas e escrevinhadores visionários, parasitas das classes improdutivas que vivem do orçamento e tornam difícil a vida dos que trabalham. Adquirir a soma de conhecimento próprio e conhecimento dos outros que nos permita preparar o nosso destino e não vivermos ao Deus dará, a cada dia o seu cuidado, como acontece até agora, à nossa incapacidade de prever: o Brasil é, por isso, uma imensa carta, sem endereço: chegará assim, se chegar, aonde não deve querer.

As democracias não se compreendem sem a educação do povo, que para exercer o seu direito, precisa conhecer-se e aos seus deveres. Só assim saberá escolher um governo idôneo, que lhe prepare o destino adequado e sobre o qual possa sempre exercer uma influência salutar. Os povos ignorantes e, por isso, imprevidentes, abdicam de si nos outros e votam-se à servidão e ao desaparecimento.

Um Brasil próspero e eterno, que honre a cultura greco-latina, as tradições lusitanas, as sua própria história, das quais deve ter legítimo orgulho, que propague e cultive a língua portuguesa, da qual é o depositário, e já hoje o maior responsável, deve ser, para começar um povo instruído e educado. Só há um caminho para a conquista da natureza, dos homens e de si mesmo: saber. Não há outro meio de o conseguir: querer.

Em: Criança Brasileira, admissão e 5ª série, Theobaldo Miranda Santos,  Rio de Janeiro, Editora Agir: 1949.

Impressionante como mais de sessenta anos depois da publicação desse texto ainda estamos a discutir a mesma coisa sem  que o avanço na educação pudesse ter sido sentido mais profundamente.  Em 60 anos poderíamos e deveríamos ter feito muito mais do que foi feito.





O cartógrafo, poema de José Paulo Moreira da Fonseca

26 06 2012

Mapa antigo, Janssonius, América do Sul.

O cartógrafo

José Paulo Moreira da Fonseca

No azul desse mar distante

Porei uma nau feito as que de lá me trouxeram novas

De serpentes entre as algas

Que à sombra dos mastros igualmente vou desenhando

E ainda uma diurna costa com verdes palmas,

Flores rubras, pássaros e lagartos

Que sejam ornamento e nos fale da estranheza.

E porei, além, uma póvoa de aborígenes

E mais além, porque tudo ignoramos,

Cumpre-me deixar a carta em branco,

Sem palavras nem contornos,

Tão-só indagação, casta e silenciosa,

Como a do papel em que escrevo.

Em: Antologia Poética, José Paulo M. F., Rio de Janeiro, Leitura: 1968





A vida em Piratininga, texto de Otoniel Mota

22 06 2012

Roça, s/d

Rui de Paula (Brasil, 1961)

óleo sobre tela, 70 x 100 cm

A vida em Piratininga

Otoniel Mota

Pelo arraial vagam em promiscuidade bois, cavalos, porcos e ovelhas, a se roçarem nas paredes frágeis dos casebres de pau-a-pique. As paredes da Cadeia e da Casa de Conselho vivem por eles maltratadas, pois lhes servem de tábuas de arrebentar carrapatos.

Galinhas cocoricam, grasnam patos, grugulejam bandos de perus.  Ladram cães meio selvagens, que, às vezes, estraçalham rebanhos de ovelhas e não poupam bezerros. O Conselho vota leis severas contra eles e seus donos, pena de morte para os cães e degredo para os donos, em caso de reincidência.

Partem reclamações de todos os lados, por parte de roceiros, contra o gado solto que lhes vai estragar as plantações. Pedem-se editais para que esse gado se feche ou venha pastoreado. Vacas e bois ameaçam as vidas dos que vão para a lavoura.

Pela manhã o sino tange para a missa. Depois, a escola para os pequenos e a roça para os adultos. À tarde o sino da recolhida.

Ao morrer do dia, os macucos, empoleirados, soltam seus pios merencórios, como gemidos de saudade. Os urus e os intans na capoeira, os chororós à beira do capo respondem-se por todos os recantos. Bandos de pássaros verdes – araras, papagaios, maitacas, maracanãs, araguaris, tirivas, jandaias, periquitos e tuins – numa algazarra infernal, revoam de capões em capões, baixam aos milharais e afinal recolhem-se às matas e capoeiras.

Silvam flechas e estalam pelotadas.

De raro em raro, o som plangente de uma vila. Mais ao longe, a dança, o canto monótono dos selvagens, composto apenas de três ou quatro notas.

É evidente que, a princípio, não havia iluminação alguma a não ser a da lua e das estrelas. Só mais tarde é que se cuidou de lampiões alimentados com óleo de peixe e presos às paredes das habitações.

Em: Terra Bandeirante: 4º ano, Theobaldo Miranda Santos,  Rio de Janeiro, Agir:1954

Vocabulário:

Vagam — andam sem destino

Em promiscuidades — misturados, unidos desordenadamente.

Severas — rigorosas.

Degredo — pena de desterro ou exílio.

Reincidência — repetição.

Editais — avisos oficiais, ordens escritas do governo.

Tange — toca, bate.

Merencórios — tristes, melancólicos.

Plangente — que chora, triste

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O texto acima, de um livro usado nas escolas do Estado de São Paulo na década de 1950, é acompanhado do seguinte questionário para ser respondido pelos estudantes:

Que vagam pelo arraial?

Que fazem com as paredes da Cadeia?

Que fazem os outros animais?

Que vota o Conselho?

De onde partem as reclamações?

Que se pedem e que se fazem?

Que há ela manhã?

E à tarde?

Que acontece ao morrer do dia?

A princípio havia iluminação?

E mais tarde?





Pequenos gestos, novos hábitos e um mundo melhor para todos!

5 06 2012

Vamos nos mobilizar, trocar os nossos próprios hábitos para dar exemplo a quem ainda não faz:

LIXO é para A LATA DE LIXO!

Lixo é:

Ponta de cigarro,  aquela parte do cigarro que ninguém fuma, filtro, bituca.

Embalagens de papel, plástico, metal ou vidro, canudinhos, tampinhas

Papelzinho de bala, long-neck, latinha de refrigerante, de cerveja.

Copos de água e garrafas de plástico de água, refrigerante, suco.

Chiclete, papelzinho dado na rua com telefone de cartomante, de  compra de joias, de ouro, etc.

Tudo isso aí acima pertence à lata de lixo.

Carregue esses itens até a lata de lixo mais próxima.





Fábula: A rã e o boi, texto de Monteiro Lobato

2 06 2012

A rã e o boi, ilustração de Bernard Salomon, 1547

A rã e o boi

Monteiro Lobato

Tomavam sol à beira dum brejo uma rã e uma saracura.  Nisto chegou um boi, que vinha para o bebedouro.

— Quer ver — disse a rã — como fico do tamanho deste animal?

— Impossível, rãzinha. Cada qual como Deus o fez.

— Pois olha lá! — retorquiu a rã estufando-se toda. Não estou “quase” igual a ele?

— Capaz!  Falta muito amiga.

A rã estufou-se mais um bocado.

— E agora?

— Longe ainda!…

A rã faz novo esforço.

— E agora?

— Que esperança!…

A rã, concentrando todas as forças, engoliu mais ar e foi-se estufando, estufando, até que PLAF! Rebentou como um balãozinho de elástico.

O boi que tinha acabado de beber lançou um olhar de filósofo sobre a rã moribunda e disse:

Quem nasce para dez réis não chega a vintém.

Em: Fábulas, Monteiro Lobato, São Paulo, Ed. Brasiliense:1966, 20ª edição.

José Bento Monteiro Lobato, (Taubaté, SP, 1882 – 1948).  Escritor, contista; dedicou-se à literatura infantil. Foi um dos fundadores da Companhia Editora Nacional. Chamava-se José Renato Monteiro Lobato e alterou o nome posteriormente para José Bento.

Obras:

A Barca de Gleyre, 1944

A Caçada da Onça, 1924

A ceia dos acusados, 1936

A Chave do Tamanho, 1942

A Correspondência entre Monteiro Lobato e Lima Barreto, 1955

A Epopéia Americana, 1940

A Menina do Narizinho Arrebitado, 1924

Alice no País do Espelho, 1933

América, 1932

Aritmética da Emília, 1935

As caçadas de Pedrinho, 1933

Aventuras de Hans Staden, 1927

Caçada da Onça, 1925

Cidades Mortas, 1919

Contos Leves, 1935

Contos Pesados, 1940

Conversa entre Amigos, 1986

D. Quixote das crianças, 1936

Emília no País da Gramática, 1934

Escândalo do Petróleo, 1936

Fábulas, 1922

Fábulas de Narizinho, 1923

Ferro, 1931

Filosofia da vida, 1937

Formação da mentalidade, 1940

Geografia de Dona Benta, 1935

História da civilização, 1946

História da filosofia, 1935

História da literatura mundial, 1941

História das Invenções, 1935

História do Mundo para crianças, 1933

Histórias de Tia Nastácia, 1937

How Henry Ford is Regarded in Brazil, 1926

Idéias de Jeca Tatu, 1919

Jeca-Tatuzinho, 1925

Lucia, ou a Menina de Narizinho Arrebitado, 1921

Memórias de Emília, 1936

Mister Slang e o Brasil, 1927

Mundo da Lua, 1923

Na Antevéspera, 1933

Narizinho Arrebitado, 1923

Negrinha, 1920

Novas Reinações de Narizinho, 1933

O Choque das Raças ou O Presidente Negro, 1926

O Garimpeiro do Rio das Garças, 1930

O livro da jangal, 1941

O Macaco que Se Fez Homem, 1923

O Marquês de Rabicó, 1922

O Minotauro, 1939

O pequeno César, 1935

O Picapau Amarelo, 1939

O pó de pirlimpimpim, 1931

O Poço do Visconde, 1937

O presidente negro, 1926

O Saci, 1918

Onda Verde, 1923

Os Doze Trabalhos de Hércules,  1944

Os grandes pensadores, 1939

Os Negros, 1924

Prefácios e Entrevistas, 1946

Problema Vital, 1918

Reforma da Natureza, 1941

Reinações de Narizinho, 1931

Serões de Dona Benta,  1937

Urupês, 1918

Viagem ao Céu, 1932

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Esta fábula de Monteiro Lobato é uma das centenas de variações feitas através dos séculos da fábulas de Esopo, escritor grego, que viveu no século VI AC.  Suas fábulas foram reunidas e atribuídas a ele, por Demétrius em 325 AC.  Desde então tornaram-se clássicos da cultura ocidental e muitos escritores como Monteiro Lobato, re-escreveram e ficaram famosos por recriarem estas histórias, o que mostra a universalidade dos textos, das emoções descritas e da moral neles exemplificada.  Entre os mais famosos escritores que recriaram as Fábulas de Esopo estão Fedro e La Fontaine.

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Bernard Salomon — Foi um pintor, desenhista e gravador francês.  Nasceu  por volta de 1508 em Lyon e faleceu próximo a 1561. Foi um grande ilustrador, seus trabalho ulusttrando  Fábulas de Esopo, em 1551; Histórias ilustradas da Bíblia, em 1553, 1555;  Ilustrações do Novo Testamento, em 1556;  Metamorfose de Ovídio, em 1557, tornaram-se padrões para ilustrações posteriores não só na França mas em toda a Europa.