Ilustração, Maurício de Sousa.
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Por que será que, na vida,
por que será, meu senhor,
não foi criada a medida
capaz de medir o amor?
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(Luiz Evandro Innocêncio)
Ilustração, Maurício de Sousa.
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Por que será que, na vida,
por que será, meu senhor,
não foi criada a medida
capaz de medir o amor?
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(Luiz Evandro Innocêncio)
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O polo norte magnético da Terra está avançando em direção à Rússia a quase 64 quilômetros por ano devido a mudanças magnéticas no núcleo do planeta, afirma nova pesquisa. O núcleo é profundo demais para que os cientistas detectem diretamente seu campo magnético. Mas os pesquisadores podem inferir os movimentos do campo acompanhando como o campo magnético terrestre muda na superfície e no espaço.
Agora, novos dados analisados sugerem que existe uma região de magnetismo em rápida transformação na superfície do núcleo, possivelmente sendo criada por uma misteriosa “pluma” de magnetismo proveniente do interior do núcleo.
E essa região pode estar deslocando o polo magnético de sua posição de longa data no norte do Canadá, disse Arnaud Chulliat, geofísico do Institut de Physique du Globe de Paris, na França.
O norte magnético, que é o lugar para onde as agulhas das bússolas realmente apontam, está próximo, mas não exatamente no mesmo lugar do Polo Norte geográfico. Neste momento, o norte magnético está próximo à ilha canadense Ellesmere.
Por séculos, navegadores usam o norte magnético para se orientar quando estão distantes de pontos de referência reconhecíveis. Embora os sistemas de posicionamento global tenham em grande parte substituído essas técnicas tradicionais, muitos ainda consideram as bússolas úteis para se orientar sob a água ou no subterrâneo, onde não há sinal dos satélites de GPS.
O polo norte magnético se deslocou muito pouco desde a época em que os cientistas o localizaram pela primeira vez em 1831. Depois, em 1904, o polo começou a avançar rumo ao nordeste num ritmo constante de 15 km por ano.
Em 1989, ele acelerou novamente, e em 2007 cientistas confirmaram que o polo está agora galopando em direção à Sibéria a um ritmo de 55 a 60 km por ano. Um deslocamento rápido do polo magnético significa que mapas do campo magnético devem ser atualizados com mais frequência para que usuários de bússola façam os ajustes cruciais do norte magnético para o verdadeiro Norte.
Geólogos acreditam que a Terra tem um campo magnético porque o núcleo é formado por um centro de ferro sólido cercado por metal líquido em rápida rotação. Isso cria um “dínamo” que comanda nosso campo magnético. Os cientistas suspeitam há muito tempo que, como o núcleo fundido está em constante movimento, mudanças em seu magnetismo podem estar afetando a localização na superfície do norte magnético.
Embora a nova pesquisa pareça sustentar essa idéia, Chulliat não pode afirmar que o pólo norte vai um dia mudar para a Rússia. “É muito difícil prever”, disse Chulliat.
Além disso, ninguém sabe quando e onde outra mudança no núcleo poderá se manifestar, fazendo o norte magnético se mover rumo a uma nova direção. Chulliat apresentou seu trabalho em um encontro da União Geofísica Americana, em São Francisco.
Tradução: Amy Traduções
Fonte: Terra
Arqueólogos no local das novas descobertas em Ras al Gesr.
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Uma equipe de arqueólogos egípcios descobriu dois túmulos construídos há 2.500 anos. Localizados na zona de Ras al Gesr, estes são os túmulos mais antigos encontrados até o momento no sítio arqueológico de Saqara, a 25 quilômetros ao sul da cidade do Cairo.
Os mausoléus estão enterrados e têm gravuras em vários de seus muros, segundo detalha uma nota do Conselho Supremo de Antiguidades (CSA), divulgada hoje. Uma das duas construções é a de maior dimensão encontrada na região e inclui inúmeros corredores, quartos e salas, explicou Zahi Hawas, secretário-geral do CSA.
Este túmulo é precedido por duas grandes fachadas, parte em deterioração e outra de tijolo, conforme o comunicado. Dois dos quartos, que estão cheios de material de construção e de terra, levam a uma sala em que, no seu interior, foram achadas diversas ossadas e vasilhas de cerâmica.
Foto: EFE, os mausoléus estão enterrados e têm gravuras em vários de seus muros.
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Numa outra sala, pequena, foi descoberto um poço com profundidade de sete metros. Na parte norte do túmulo, também foram encontradas várias múmias de falcões que estão em um bom estado de conservação. Conforme Hawas, o túmulo foi utilizado em mais de uma ocasião e provavelmente depredado no século V depois de Cristo.
Na segunda sepultura, de menores dimensões, embora também seja composta por várias salas, foram encontradas inúmeras vasilhas de cerâmica. O especialista em arqueologia revelou sua satisfação com as descobertas, uma prova que a região de Saqara, onde fica a pirâmide escalonada de Zoser, ainda guarda muitos segredos.
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FONTE: Terra
Início de ano prolongado… Estou aproveitando o tempo para limpar o escritório e colocar coisas em ordem. Assim, antes de descartar algumas resenhas que foram feitas para outros fins, que não o blog, venho aqui postá-las para não perder de todo o controle do que li, e das minhas reações a certas leituras.
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Traído pela memória
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No futuro quando a transição entre os séculos XX e XXI for estudada, talvez encontrem vestígios de que a perda de memória era uma preocupação constante da época. Isso porque o assunto de construir ou re-construir memórias, refrescar as nossas memórias, revistas das décadas dos anos 50,60 70, 80, tudo isso parece confirmar alguma preocupação com o assunto. Parece o tema do momento, uma constante cultural pipocando no mundo inteiro. Algumas dessas preocupações vêm da generação pós-guerra, dos baby-boomers, que chegam aos sessenta anos. A medida que eles envelhecem o medo da demência senil, de doenças que acabam com a memória como Alzheimer, parece mais forte. Filmes de Holywood retratando situações em que há problemas de memória também têm sido constantes favoritos do público: “Amnésia”, 2001; “A identidade Bourne”, 2002; “Como se fosse a primeira vez”, 2004; “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”, 2004; são uns poucos que me vêm à cabeça.
Diferentes aspectos da memória são revistos com bastante humor no livro de José Eduardo Agualusa, O vendedor de passados. O título se refere à ocupação de Felix Ventura, o personagem principal da história, que ganha a vida construindo passados os mais detalhados possíveis, para seus clientes. Essa elocubração fantástica inclui ancestrais, local de nascimento, profissão dos pais, avós, bisavós, país de origem, antes da imigração para Angola – e pode até incluir, se bem que nem sempre faz parte do pacote – anedotas familiares e árvore genealógica – tudo com documentação que dê apoio a nova vida do cliente.
Alguns vão querer argumentar que a prosa de Agualusa deveria ser definida como “realismo mágico”. É a moda, hoje em dia, atribuir realismo mágico a escritores cujas línguas nativas vêm do Latim, como é o caso do português. Sou contra essa definição, porque a acho redutiva. É verdade que a vida mostrada neste romance não existe, pelo que conhecemos. Mas, por outro lado, o inseto de Kafka na “Metamorfose”, deveria colocá-lo na categoria de “realismo mágico”. A verdade é que a imaginação de Agualusa está enraizada numa cultura animista, crente em fantasmas e em almas do outro mundo, em profecias e conversas com espíritos. O que pode parecer realismo mágico para uns é o cotidiano na vida de Angola.
Esse livro é narrado, com muito humor, por uma lagartixa, que se lembra de sua vida anterior, e que conversa com Félix Ventura através dos sonhos deste. Félix Ventura cujo nome, lembremos, quer dizer 2 vezes feliz é capaz de se lembrar tão bem desses sonhos quanto seus clientes acabam se lembrando de todos os detalhes, uma mistura de fatos com realidade, dos passados por ele construído para suas vidas. A arte de Ventura está na promiscuidade com que envolve fato e ficção, na construção de um mito que jamais existiu.
José Eduardo Agualusa
Através do livro somos lembrados que memória é identidade. Que memória é ficção. Que memória é relativa. Que memória é imprecisa. Que memória pode ser arquivada no inconsciente de maneiras que não entendemos e que ela pode nos trair. Que a memória, sendo única, é uma fábula individual. Ela é para ser questionada. Ela existe para ser embelezada. E que os detalhes que a fazem são representativos do espírito da época.
Este é um livro sensacional, que deve ser lido. Rápido na narrativa e com muito humor. E melhor que tudo, nos faz pensar. É para se guardar, porque tenho certeza que merece ser lido mais de uma vez.
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06/12/2007
Uma outra versão desta mesma resenha foi publicada na época e também aparece em inglês na Amazon.
Carlos Chiacchio
Desce a canoa de fio
Pela corrente do rio.
Vem arisca, vem frecheira,
Carregada até a beira.
Fruta, ou peixe, da vazante
Ouve-se o búzio distante.
E o povo corre ao mercado.
Na praia, o remo cravado,
Começa a voz das barganhas.
E, logo, em pilha as piranhas.
Vivos, saltando, ao punhados,
Curimatans e dourados.
Matrinchans, madins, a rodo.
Pocomons, frescos, do lodo.
Numa algazarra de festa
Joga-se n’água o que resta.
Volta a canoa de fio
Contra a corrente do rio.
Volta leve, vai suave,
Peneirando como uma ave.
É uma diaba a canoa…
Pulando de popa a proa.
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Em: Poesia Brasileira para a Infância, Cassiano Nunes e Maria da Silva Brito, São Paulo, Saraiva:1968, pp 8-9
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Carlos Chiacchio ( Januária, MG, 4 de julho de 1884 – Salvador, BA, 1947) jornalista, orador, poeta, cronista, crítico literário, membro do IGH-BA, Academia de Letras da Bahia. Nasceu na antiga cidade de Januária, situada entre a Serra da Tapiraçaba e o Rio São Francisco, em Minas Gerais. Filho de Jacome Chiacchio e de D. Patrícia de M. Chiacchio. Estudou como interno no colégio Spencer em Salvador, quando mostrou ter vocação literária. Em Salvador, cidade onde mais tarde também se formou em medicina, fez parte da Nova Cruzada, associação cultural fundada em 1901 e extinta em 1916. Foi proprietário de farmácia, funcionário da Estrada de Ferro, e médico de bordo. Por fim, fixou-se mesmo em Salvador, onde ficou até o fim de sua vida. Foi o chefe e animador do grupo modernista na Bahia, em 1928, em torno da revista Arco & Flecha (1928-1929). Foi um dos mais típicos e valorosos intelectuais de província, e muito trabalhou para a difusão da cultura na Bahia, algumas vezes até sacrificando seus interesses pessoais. Sua produção extensa, dela salientando-se, contudo, um livro de poemas Infância e Biocrítica.
Obras:
A Dor, 1910
A Margem de uma polêmica, 1914
Biocrítica, 1941
Canto de marcha, 1942
Cronologia de Rui, 1949
Euclides da Cunha, 1940
Infância, poesia, 1938
Modernistas e Ultramodernistas, 1951
Os grifos, 1923
Paginário de Roberto Correia, 1945
Presciliano Silva, 1927
Primavera, 1910, 1941
Ilustração, Maurício de Sousa.
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Cada um tem sua sorte
pelo destino traçado,
mas não há ninguém tão forte
que nunca tenha chorado.
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(Rômulo Cavalcante Mota)
Edgar Payne (EUA, 1883- 1947)
óleo sobre tela
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Início de ano prolongado… Estou aproveitando o tempo para limpar o escritório e colocar coisas em ordem. Assim, antes de descartar algumas resenhas que foram feitas para outros fins, que não o blog, venho aqui postá-las para não perder de todo o controle do que li, e das minhas reações a certas leituras.
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O mar de John Banville
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Só este mês pude me dedicar à leitura de O mar, de John Banville. Eu estava à espera do momento próprio para lê-lo, um fim de semana quieto, talvez chuvoso, porque já conhecendo o estilo do autor por alguns de seus outros livros – de que gostei muito – eu sabia como seu tom reflexivo pedia pelo ambiente certo. Eu estava certa ao imaginar que essa leitura iria exigir a minha atenção e uma leitura cuidadosa. Além disso, preciso dizer que cheguei a este livro com muita expectativa: gosto imensamente da literatura inglesa e tenho sistematicamente concordado com as escolhas para o prêmio Man Booker, por diversos anos.
Meu primeiro contato com John Banville foi na década de 80, quando tive a oportunidade de passar uns anos na Europa. Naquela época John Banville não era muito conhecido como escritor e eu tive aquela sensação maravilhosa de se ter “descoberto um novo talento que ninguém mais conhecia”. É claro que ele já ea conhecido, afinal de contas já publicara livros. Mas nenhum de meus amigos o conhecia. Ele era a minha descoberta. Minha apresentação ao seu trabalho foi com o livro Newton’s Letter,[A carta de Newton, não publicado no Brasil], que ainda que um pequeno romance me deu a oportunidade de contar para meus amigos sobre as belezas do estilo do autor. Ele havia me conquistado! Depois li Kepler e mais tarde ainda, li The Book of Evidence. Todos em inglês. Já que nenhum dos dois últimos se comparava co A Carta de Newton, tirei umas férias do escritor com medo de ter simplesmente lido demais do mesmo autor e ter-me cansado.
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Então, fiquei duplamente desapontada depois de ler O Mar. Primeiro, por discordar com a escolha do Man Booker de 2005. Não que Banville não merecesse. Claro que merecia, mas não por este livro. Segundo, eu fiquei desapontada com o livro propriamente dito, cuja narrative achei manipulativa e indulgente, apesar da beleza da linguagem usada. Da escolha do vocabulário. Achei a história bastante comum, com conseqüências que são previsíveis, e achei que o narrador fez rodeios deliberados, seu estilo de pensamentos soltos uma mera desculpa para transformar o que era um conto num pequeníssimo romance.
John Banville
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Mas é claro que John Banville é um grande artesão da palavra, um mestre da língua inglesa, que ele sempre usa com precisão, e este romance mais uma vez demonstra isso. Há através do texto frases preciosas, pérolas poéticas, observações astutas que podem facilmente ter uma vida muito mais longa do que este romance propriamente dito. Conhecido por seus personagens nem sempre queridos, John Banville, neste romance deu a chance e mais espaço do que necessário a um personagem principal desprezível, o narrador. Uma escolha literária que ainda me distanciou um pouco mais desse romance; algo que me roubou do puro prazer da leitura. Ele é, sem sombra de dúvida, um excelente escritor apesar de todos os seus esforços de antagonizar o leitor com seus personagens quase sempre detestáveis. Isto torna impossível para mim dar menos do que 4 estrelas para um total máximo de 5. Mas eu não recomendaria este livro como o livro de apresentação ao autor. Escolha um outro título.
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30/03/2008
Esta resenha foi publicada anteriormente em dois locais: Living in the postacard e na Amazon.
A leitura abandonada, 1924
Félix Vallotton (Suiça, 1864-1925)
óleo sobre tela
Paris, Musée de Beaux-Arts
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Félix Vallotton nasceu em Lausanne, na Suíça em 28/12/1865, numa família de classe média alta. Aos dezessete anos foi para Paris onde estudou na Academia Julian. Começou sua carreira artística pintando retratos, fazendo-se conhecer mais tarde por cenas de interior (pintura de gênero). Foi por aqui que desenvolveu sua maneira própria de pintar, seu estilo caraterístico: trabalhando com pequenas e precisas pinceladas, prestando atenção aos detalhes. Começou a se interessar pela gravura em metal em 1897, mas se apaixonou pela xilogravura e produziu um grande número de xilogravuras e ficando bastante famoso com elas. Também desenhou muitos pôsteres. Em 1897, ele se desvencilhou dos laços que havia mantido com a Societé de Artistes Français e entrou no Salon des Indépendents, onde foi inicialmente muito atacado pelos críticos mais conservadores. Juntou-se ao movimento dos Nabis e participou de suas exposições. Em 1900 ganhou a cidadania francesa. Expos freqüentemente na companhia de Bonnard, Vuillard e Rouseel. Morreu em Paris, em 19/12/1925.
Vitral da nave central, da igreja Santa Maria del Mar, em Barcelona.
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Inicio de ano prolongado… Estou aproveitando o tempo para limpar o escritório e colocar coisas em ordem. Assim, antes de descartar algumas resenhas que foram feitas para outros fins, que não o blog, venho aqui postá-las para não perder de todo o controle do que li, e das minhas reações a certas leituras.
Uma visita à idade média em Barcelona
A tradução recente do espanhol para o português de A Catedral do Mar de Ildefonso Falcones, um advogado catalão que escreve seu primeiro romance, foi muito bem recebida aqui no Rio de Janeiro, e foi o livro escolhido pelo meu grupo de leitura para discussão em novembro.
A história se passa no século XIV, na Catalunha, e tem como tema central a construção de uma catedral gótica, à qual seu título se refere. Também demonstra a importância desta construção – que existe até hoje – para a cidade de Barcelona e como a sociedade, dos nobres aos servos, foi afetada pela construção desta igreja.
Neste meio tempo, temos o que eu diria ser uma das melhores séries de aulas sobre a vida na idade média. A vida de Arnau Estanyol segura o texto de maneira surpreendente, do início ao fim do livro. Nascido servo, nosso herói acaba barão. Desta maneira, conseguimos entender não só as obrigações diárias de um servo na época, como aquelas esperadas dos homens livres, dos comerciantes e dos que emprestavam dinheiro a juros. Vemos o início da Inquisição, a vida na Jederia ( o bairro judeu), as preocupações e obrigações diárias dos religiosos. A medida que Arnau passa de uma aventura à outra, e aos poucos galga posições sociais, numa escalada sem igual, o leitor fica familiarizado com a vida dos homens livres, e como uma cidade mercantil funcionava. E a quê vinham os nobres? Preconceitos e valores morais são demonstrados e explorados com mestria. O resultado é entendermos como pensavam os protagonistas de cada nível social.
E apesar dessa informação toda, a história é muito interessante, rápida, uma aventura quase, numa linguagem de fácil absorção. A “aula de história” passa desapercebida, infiltrada como está em prosa de excelente qualidade. Pouquíssimas são as passagens mais longas, ou diálogos que trazem mais informação do que adiantamento da trama. Este romance é prazeroso de ler, apesar da grande informação histórica que se propõe a passar. Por causa disso mesmo, este livro teve grande sucesso de venda na Espanha, e foi responsável pela inclusão n da catedral do título e de outros locais mencionados ao longo do romance, nos roteiros turísticos de Barcelona e da Catalunha.
A grande surpresa, para mim, veio na descoberta de quão diferente Barcelona era das outras cidades da época, que também viviam da exploração mercantil do porto. Tinha uma população de homens livres muito maior do que essas outras cidades européias, até mesmo Veneza. Surpresa também é o conhecimento extenso e profundo de Ildefonso Falcones, assim como sua capacidade de manter a nossa atenção através das quase 600 páginas desse livro.
Ildefonso Falcones
Espero com bastante antecipação o próximo livro do autor. E sei que milhões de outros leitores estarão também alimentando expectativas para o seu próximo livro. Recomendadíssimo. Excelente romance histórico.
24/11/2007
Este texto já foi publicado em inglês no Living in the postcard, e na Amazon.