Sublinhando…

1 07 2015

 

 

Otto van Rees (1884-1957) De vertelling, 1926A tradução, 1926

Otto van Rees (Alemanha, 1884-1957)

óleo sobre tela

 

 

“Leve, breve, suave,

Um canto de ave

Sobe no ar com que principia

o dia.

Escuto, e passou…

Parece que foi só porque escutei

Que parou.”

 

 

Fernando Pessoa (Portugal, 1888-1935) em Leve, breve, suave. 





À tarde na varanda, poesia de Maria Thereza de Andrade Cunha

30 06 2015

 

José Maria Ribeiro,Paisagem, ost,1979, 50 x 40 cmPaisagem, 1979

José Maria Ribeiro (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela, 50 x 40 cm

www.josemariaribeiro.com

 

 

À tarde, na varanda

 

 

Maria Thereza de Andrade Cunha

 

Desce,

sonora

como uma prece,

que canta e chora,

a voz do sino…

Seis horas. Voa

uma ave, a toa,

sem destino!…

Na serra em frente,

languidamente,

o sol desmaia.

A brisa bole

na folha mole

da samambaia,

que se despenca

da jarra.

Uma cigarra

chia, estridente.

Virente,

um pé de avenca,

num canto escuro

do muro,

dorme tranquilo.

Cricrila um grilo.

Rosas vermelhas,

despetaladas,

tombam cansadas.

Abelhas

voam ainda,

na tarde linda.

Das trepadeiras

pendem flores

de muitas cores.

Nuvens douradas

vão apressadas,

ligeiras…

Aonde irão?

— O vento as leva;

logo, na treva,

morrerão.

Nesse momento

o firmamento

é ouro e azul.

Taful,

a ramaria,

verde, se agita.

É o fim do dia.

Que luz bendita

nos alumia!

Depois, violeta

se há de tornar

a tarde

que arde.

— Pintor

pega a palheta,

por favor,

e vá copiar

na tela

a tarde bela!

…Tão colorida

que é a vida.

 

 

Em:  É primavera… escuta., Maria Thereza de Andrade Cunha, Rio de Janeiro, 1949, p.65-67.





Eu, pintor: Joan Miró

30 06 2015

 

 

miro20Auto-retrato, 1917

Joan Miró (Espanha, 1893-1983)

óleo sobre tela, 61 x 50 cm

Coleção Particular





Imagem de leitura — Alfred Reth

30 06 2015

 

 

alfred rhet mulher lencoMulher lendo à escrivaninha

Alfred Reth (Hungria, 1884-1966)

óleo sobre painel, 46 x 28 cm

Coleção Particular





Nossas cidades — Garopaba

29 06 2015

 

 

A. Flavoni Garopaba, SC, o.s.t. - 41 x 33 cm. Ass. e dat. 1972Garopaba, S.C., 1972

Augusto Flavoni (Brasil, século XX)

óleo sobre tela, 41 x 33 cm





A boa poesia, José Eduardo Agualusa

29 06 2015

 

 

ANTON EBERT         lesendes-mdchen-1896-by-anton-ebert-austrian-18451896_thumbSenhora lendo, até 1896

Anton Ebert (Áustria, 1845-1896)

óleo sobre tela, 79 x 63 cm

 

 

“A boa poesia surpreende, acende clarões no cérebro, provoca e desafia.”

 

José Eduardo Agualusa

 

Em: “A cura pela palavra”, José Eduardo Agualusa, O Globo, 29/06/2015, 2º caderno, página 2.





Imagem de leitura — Charles Haigh-Wood

29 06 2015

 

 

Charles Haigh Wood - Storytime 1893Hora das histórias, 1893

Charles Haigh-Wood (Grã-Bretanha, 1856-1927)

óleo sobre tela, 30 x 38 cm





Na tradição clássica: duelo entre Heitor e Aquiles

28 06 2015

 

ps295662_lVaso para misturar vinho com água, 500 – 480 aEC.

Museu Britânico, Londres

 

O primeiro duelo descrito na literatura da cultura ocidental, a luta entre Heitor e Aquiles ilustra a borda externa desse vaso de 2500 anos atrás. Os personagens devidamente rotulados encenam o ponto mais alto, o clímax, da Ilíada de Homero.  Neste momento, Aquiles, à esquerda, dá um passo na direção de seu rival, à frente.  Já ferido, Heitor recua.  Aquiles, com uma fúria incontida, luta para vingar a morte de Pátroclo, seu amigo, primo e companheiro, que Heitor, príncipe herdeiro de Troia, havia matado, por engano, pensando que fosse o próprio Aquiles.  Diferente de Aquiles, que era filho da deusa Tétis, Heitor é um mero mortal, pai generoso, guerreiro ardente e corajoso.  A luta é desigual.  Assim mesmo ele vai a ela com toda a coragem de que dispõe.

No vaso vemos também Atena e Apolo. Atena atrás de Aquiles e Apolo deixando de proteger Heitor.  A luta estava ganha.

 

ps295663_l





Domingo, um passeio no campo!

28 06 2015

 

 

Carlos Borges,Outono,Gravura, 43 x 50 cmOutono

Carlos Borges (Brasil, 1959)

Gravura, 43 x 50 cm





Natureza maravilhosa! Flor-bonequinha

28 06 2015

 

Calceolaria uniflora-Pete Morris-1285Foto: Pete Morris

 

Essas flores, (Calceolaria uniflora), naturais da América do Sul, especificamente da Terra do Fogo, são comumente chamadas de FLOR BONEQUINHA, porque se assemelham a uma boneca com uma bandeja na mão. Elas são miudinhas, atingindo até 10 cm. Tem coloração amarela, branca e vermelho amarronzada. Sua pétalas parecem formar uma bandejinha para atrair insetos polinizadores. Há duas sub-espécies dessa flor. É ou não é sensacional?