Otto van Rees (Alemanha, 1884-1957)
óleo sobre tela
“Leve, breve, suave,
Um canto de ave
Sobe no ar com que principia
o dia.
Escuto, e passou…
Parece que foi só porque escutei
Que parou.”
Fernando Pessoa (Portugal, 1888-1935) em Leve, breve, suave.
Otto van Rees (Alemanha, 1884-1957)
óleo sobre tela
“Leve, breve, suave,
Um canto de ave
Sobe no ar com que principia
o dia.
Escuto, e passou…
Parece que foi só porque escutei
Que parou.”
Fernando Pessoa (Portugal, 1888-1935) em Leve, breve, suave.
José Maria Ribeiro (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela, 50 x 40 cm
Maria Thereza de Andrade Cunha
Desce,
sonora
como uma prece,
que canta e chora,
a voz do sino…
Seis horas. Voa
uma ave, a toa,
sem destino!…
Na serra em frente,
languidamente,
o sol desmaia.
A brisa bole
na folha mole
da samambaia,
que se despenca
da jarra.
Uma cigarra
chia, estridente.
Virente,
um pé de avenca,
num canto escuro
do muro,
dorme tranquilo.
Cricrila um grilo.
Rosas vermelhas,
despetaladas,
tombam cansadas.
Abelhas
voam ainda,
na tarde linda.
Das trepadeiras
pendem flores
de muitas cores.
Nuvens douradas
vão apressadas,
ligeiras…
Aonde irão?
— O vento as leva;
logo, na treva,
morrerão.
Nesse momento
o firmamento
é ouro e azul.
Taful,
a ramaria,
verde, se agita.
É o fim do dia.
Que luz bendita
nos alumia!
Depois, violeta
se há de tornar
a tarde
que arde.
— Pintor
pega a palheta,
por favor,
e vá copiar
na tela
a tarde bela!
…Tão colorida
que é a vida.
Em: É primavera… escuta., Maria Thereza de Andrade Cunha, Rio de Janeiro, 1949, p.65-67.
Alfred Reth (Hungria, 1884-1966)
óleo sobre painel, 46 x 28 cm
Coleção Particular
Anton Ebert (Áustria, 1845-1896)
óleo sobre tela, 79 x 63 cm
José Eduardo Agualusa
Em: “A cura pela palavra”, José Eduardo Agualusa, O Globo, 29/06/2015, 2º caderno, página 2.
Vaso para misturar vinho com água, 500 – 480 aEC.
Museu Britânico, Londres
O primeiro duelo descrito na literatura da cultura ocidental, a luta entre Heitor e Aquiles ilustra a borda externa desse vaso de 2500 anos atrás. Os personagens devidamente rotulados encenam o ponto mais alto, o clímax, da Ilíada de Homero. Neste momento, Aquiles, à esquerda, dá um passo na direção de seu rival, à frente. Já ferido, Heitor recua. Aquiles, com uma fúria incontida, luta para vingar a morte de Pátroclo, seu amigo, primo e companheiro, que Heitor, príncipe herdeiro de Troia, havia matado, por engano, pensando que fosse o próprio Aquiles. Diferente de Aquiles, que era filho da deusa Tétis, Heitor é um mero mortal, pai generoso, guerreiro ardente e corajoso. A luta é desigual. Assim mesmo ele vai a ela com toda a coragem de que dispõe.
No vaso vemos também Atena e Apolo. Atena atrás de Aquiles e Apolo deixando de proteger Heitor. A luta estava ganha.
Foto: Pete Morris
Essas flores, (Calceolaria uniflora), naturais da América do Sul, especificamente da Terra do Fogo, são comumente chamadas de FLOR BONEQUINHA, porque se assemelham a uma boneca com uma bandeja na mão. Elas são miudinhas, atingindo até 10 cm. Tem coloração amarela, branca e vermelho amarronzada. Sua pétalas parecem formar uma bandejinha para atrair insetos polinizadores. Há duas sub-espécies dessa flor. É ou não é sensacional?