Tarsila do Amaral (Brasil, 1883-1976)
óleo sobre tela, 73 x 60 cm
MNBA, Rio de Janeiro
Tarsila do Amaral (Brasil, 1883-1976)
óleo sobre tela, 73 x 60 cm
MNBA, Rio de Janeiro
Moças à sombra em dia de sol, s.d.
Sarah Paxton Ball Dodson (EUA, 1847-1906)
Óleo sobre tela
Leeds Museum, GB
Cascão conta carneirinhos ao dormir, ilustração de Maurício de Sousa.
Olavo Bilac
O filho:
Ó Mamãe! quando adormecem
Todos, num sono profundo,
Há mesmo almas do outro mundo,
Que aos meninos aparecem?
A mãe:
Não creia nisso! É tolice!
Fantasmas são invenções
Para dar medo aos poltrões:
Não houve ninguém que os visse.
Não há gigantes nem fadas,
Nem gênios perseguidores,
Nem monstros aterradores,
Nem princesas encantadas.
As almas dos que morreram
Não voltam à terra mais!
Pois vão descansar em paz
Do que na terra sofreram.
Dorme com tranquilidade!
— Nada receia, meu filho,
Quem não se afasta do trilho
Da justiça e da bondade.
Em: Poesias infantis, Olavo Bilac, Rio de Janeiro, Francisco Alves: 1949, 17 ª edição, pp- 72-3
Ipolit Strâmbu (Romênia, 1871-1934)
óleo sobre cartão
Fernando Pessoa (Portugal, 1888-1935) em O andaime, 1931.
Alessandro Allori (Florença, 1535-1607)
óleo sobre painel de madeira, 114 x 89 cm
Kunsthistorisches Museu, Viena
No século XVI, quando Florença era a capital do Grã-ducado da Toscana, havia, como sempre houve nas grandes famílias nobres ou como nesse caso enobrecidas, preocupação com a linha hereditária. O Grã-ducado da Toscana só poderia ser passado para herdeiros homens. Para garantir que ficaria na família. Francesco de Médici, segundo grã-duque da Toscana faleceu em 1587. Apesar de ter tido sete filhos, teve um único filho homem que morreu criança aos cinco anos de idade. Descendentes diretos restavam só suas filhas: Eleonora e Marie. O grão-ducado foi parar, então, nas mãos do irmão mais novo grão-duque, Ferdinando.
Mas as duas jovens eram Médici. Tinham nome e riqueza. Não foram ignoradas. A filha mais velha de Francesco já havia se casado, na época da morte do pai, com Vincenzo Gonzaga, Duque de Mântua, em 1584. Os netos de Francesco por Eleonora foram os Duques de Mântua e a Imperatriz-consorte de Ferdinando II, Imperador do Sacro Império Romano. Nada mal.
Maria de Médici, sexta a nascer, nove anos mais moça que Eleonora, tímida e estudiosa, que não parecia ser do agrado de ninguém, teve um casamento surpreendente. Casou-se em 1600 com Henrique IV de França cujo primeiro casamento com Margaret de França [Margaret Valois] havia sido anulado no ano anterior. Dos seis filhos de Maria de Médici e Henrique IV, cinco sobreviveram. Um deles, Luís XIII de França. Daí por diante, até 1848, todos os reis de França, exceto pelos familiares de Napoleão, foram descendentes de Maria de Médici e portanto descendentes de Francesco de Médici, cujo ducado suas filhas não puderam herdar por serem mulheres.
Em retrospecto, Maria de Médici teve sua vingança. Não só se casou com um rei, mas atrelou sua família à história da França por três séculos consecutivos.
Desconheço a autoria da ilustração.
É força que vem comigo
e no tempo não se esvai:
– Sempre que eu falo de amigo
eu me lembro de meu pai!
(Rodolpho Abbud)
Natureza morta com mamão, limões, uvas, peras e flores, s.d.
Henri Carrières (França, 1947, radicado no Brasil desde 1952)
óleo sobre tela, 40 x 50 cm