Domingo, um passeio no campo!

8 03 2015

 

 

Manzke, Carroça na estrada, aquarelaUma carroça na estrada, s.d.

Reynaldo Manzke (Brasil, 1906-1980)

aquarela sobre papel

Coleção Particular





Vila Lobos, texto de Menotti del Picchia

5 03 2015

 

 

ARMÍNIO PASCUAL (1920) Trem, óleo sobre madeira industrializada - 49 x 64.Trem, s.d.

Armínio Pascual (Brasil, 1920-2006)

óleo sobre tela, 30 x 40 cm

 

 

 

Vila Lobos

Menotti del Picchia

 

 

Jantei outro dia com Vila-Lobos. Recordamos muita coisa da luta comum. Lembramos do chinelo que lhe ornava o pé esquerdo, quando dentro de uma impecável casaca. O grande Vila regia a orquestra do Municipal, numa das famosas noitadas da Semana de Arte Moderna de 1922.

— Eles pensaram que casaca de chinelo era parte da indumentária futurista. Acharam original. O que eu tinha era uma unha encravada…

Rimos. Lembramos da então tão jovem e tão linda Yvonne Daumerie no palco vestida de libélula, asas enristadas nas espáduas, chorando, apavorada, fugindo das vaias com que uma plateia ululante e desesperada coroara nosso heroísmo afrontando-a com a impertinência de um programa polêmico e agressivo feito, então, do que se consideravam “as loucuras de Mário de Andrade, Oswald, Ronald, Graça Aranha” e dos demais revolucionários.

— Vá dançar, Yvonne.

A graciosa bailarina dançou, uma dança clássica. Foi ovacionada. A ojeriza da platéia era conosco, não com Yvonne, Guiomar Novais, nem com o próprio Vila-Lobos. O formidável criador das Bacchianas bebia seu vinho e comia com apetite. As memórias vinham em fila: casa de D. Olívia, as viagens de concertos culturais, as primeiras concentrações corais. Os companheiros mortos e vivos: Mário, Oswald, Ronald, Brecheret…

— Você sabe que não foi a Semana de Arte Moderna que me lançou. Eu já era revolucionário na música muito antes.

Vila Lobos faz questão de fixar bem que ele não é resultante do movimento. Ele começou sozinho a sua revolução musical. Vila Lobos, porém, ignora, que nós todos, os autores da “Semana”, não fomos feitos por ela. Nós é que a fizemos. Anos antes já sonhávamos com a nossa revolução. Que eram o Moisés, o Juca Mulato senão rebeldias e discordâncias do ritmo mental dominante? Moisés é de 1917. Em 1921, com Osvaldo, dirigíamos a revista Papel e Tinta, onde exaltávamos a pioneira Malfatti, o rebelde criador de Paulicéia Desvairada. A “Semana” foi apenas uma data como 7 de setembro a eclosão de um movimento de independência nacional que vinha de longe. A “Semana” foi um encontro de valores e não um ponto de partida. Foi a oficialização da rebeldia criando uma data histórica. Vila Lobos pode ficar tranquilo; a “Semana” não disputará sua originalidade pioneira, apenas a registrará com o seu comparecimento tão pitoresco na ribalta do nosso Municipal, cabeleira agitada, chinelo no pé, marcadamente modernista.

Fomos, depois, ouvir, as últimas criações do mestre. Seu apartamento é um museu fotográfico dos maiores vultos contemporâneo, todos eles depondo, em dedicatórias consagradoras, sobre o gênio do maior compositor patrício.

— Isto que é, Vila?

Homenagens. Homenagens de governos, de corporações artísticas, de sociedades de concertos. Nem sei o que o Vila poderá fazer de tanta glória. O mundo inteiro é hoje sua plateia. Lá está a saudação de Stravinsky. Lá está o abraço de Stokowski. Lá está o agradecimento de Casals.

— Você lembra quando compôs o Trenzinho do caipira?

Passa pelos olhos de Vila Lobos uma rajada de melancolia. Há quantos anos? Mocidade, divina mocidade, única coisa boa da vida! Foi em São Paulo, dentro de um trem da Paulista, numa excursão artística pelo Interior na qual o compositor genial tocava violoncelo, D. Antonieta Rudge, o piano.
Nessa hora, porém, a vitrola sonorizava uma das Bacchianas que eu não conhecia, recentemente gravada nos Estados Unidos. Era o Vila Lobos romântico – romântico mas moderníssimo – o melhor Vila Lobos. E eu entrei em êxtase. Por vários minutos fiquei, pairando no Paraíso.

 

 

Em: Entardecer, Menotti del Picchia, São Paulo, MPM propaganda: 1978, p. 107.





Domingo, um passeio no campo!

22 02 2015

 

Djanira,Paisagem tropical OST,50 x 60 Rio 1971Paisagem tropical, 1971

Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1915-1979)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm





Verão, de Hélio Pellegrino

17 02 2015

 

 

Mae Besom-カイ-13Ilustração de Mae Besom.

 

 

Verão

 

Hélio Pellegrino

 

 

Colho a sombra das coisas

sob o sol

 

Como quem colhe  frutas

 

Rio, 24/2/80

 

Em: Minérios Domados, poesia reunida, Hélio Pellegrino, Rio de Janeiro, Rocco: 1993, p. 79.

 





Trova do Carnaval

14 02 2015

 

 

REYNALDO Fonseca (1925) Figura com máscara, o.s.t. - 46 x 38 cm. Ass. e dat. 2006Figura com máscara, 2006

Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925)

óleo sobre tela, 46 x 38 cm

 

 

Neste carnaval sem fim

do mundo que Deus nos deu,

fantasiei-me de mim

e ninguém me conheceu.

 

 

(Maria Helena Vaquinhas de Carvalho)*

 

*Como apareceu na Coluna Falando de Trova, de José Ouverney.

 

 





Tomie Ohtake, (1913-2015) nossa grande dama!

12 02 2015

 

metro_TOP.jpgPainel “Quatro Estações”, de Tomie Otake, na estação Consolação.OUTONO, painel da série QUATRO ESTAÇÕES, 1990-1992

Tomie Ohtake (Japão/Brasil, 1913-2015)

Mosaicos, téssaras de vidro, 4 painéis de 2 x 15,4 m

Estação do Metrô da Consolação

Acervo da Cia do Metropolitano de São Paulo

 

tomie007.jpg.w560h420

 

As cores introduzidas por Tomie Ohtake  representam:

Verde, primavera; amarelo, o sol do verão; azul, o outono e vermelho, o inverno.

 

Tomie Othake

 

tomie011.jpg.w560h420





Na boca do povo: escolha de provérbio popular

5 02 2015

 

 

???????????????????????????????Ilustração Maurício de Sousa.

 

 

“Os vícios antecipam a velhice e as virtudes a retardam.”





Rio de Janeiro, comemorando 450 anos!

30 01 2015

 

 

???????????????????????????????Enseada de Botafogo, 1835

Emeric Essex Vidal (Inglaterra, 1791-1861)

aquarela sobre papel, 17 x 25 cm

Museu Imperial de Petrópolis





São Paulo, o coração do Brasil, 461 anos!

25 01 2015

 

Agostinho Batista de Freitas - Monumento do Ipiranga - Óleo sobre tela - 1983 - 54 x 73 cmMonumento do Ipiranga, 1983

Agostinho Batista de Freitas (Brasil, 1927-1997)

óleo sobre tela, 54 x 73 cm

 

 

anhangabau-yugo-mabe, 2007, 60x73astAnhangabaú, 2007

Yugo Mabe (Brasil, 1955)

acrílica sobre tela, 60 x 73 cm

 

Borghese - São Paulo antigo Rio Tamanduateí , ost, 1965  40 x 49 cm.São Paulo, Rio Tamanduateí, 1965

Innocêncio Cabral Borghese (Brasil, 1897-1985)

óleo sobre tela, 40 x 49 cm

 

 

FERNANDO CASSIANI -  Paisagem SP O´leo sobre tela, Assinado canto inferior esquerdo, Medindo 39,80 x 30,00Paisagem de São Paulo, 1965

Fernando Cassiani (Brasil, 1921-2001)

óleo sobre tela, 40 x 30 cm

 

 

Gilberto Primo - Acrílica sobre tela, medindo 80 x 140 cm, intitulado Composição Urbana, assinado e datado no verso. São Paulo, 2013Composição Urbana, São Paulo, 2013

Gilberto Primo (Brasil, contemporâneo)

acrílica sobre tela,  40 x 140 cm

 

 

Marcio Schiaz - Estação Cidade Jardim - SP - Óleo sobre tela - 31 x 70 cm - 2005 -Estação Cidade Jardim, São Paulo, 2005

Márcio Schiaz (Brasil, 1965)

óleo sobre tela, 31 x 70 cm

 

 

MENASE WAIDERGORN – Romenia,(1927)Centro de São Paulo - óleo sobre tela - 50 x 40 cm -Centro de São Paulo

Menase Waidergorn (Romênia/Brasil, 1927)

óleo sobre tela, 50 x 40 cm





Rio de Janeiro, comemorando 450 anos!

23 01 2015

 

 

Marie Nivoliers de Pierrefort (1879-1968), Outeiro da Glória, RJ, ost, 100x108cmOuteiro da Glória, década de 1950

Marie Nivouliès de Pierrefort (França/Brasil, 1879-1968)

óleo sobre tela, 100 x 108 cm