Natureza morta com figos, s.d.
Ettore Federighi (Brasil, 1909-1978)
óleo sobre tela, 80 x 60 cm
Ilustração, autoria desconhecida.
Os teus olhos (quem diria?)
São ladrões de profissão;
Me roubaram noutro dia,
num olhar, meu coração.
(Josué Silva)
Noite, ilustração de Yan Nascimbene.
Mário Quintana
Os padeiros da lua
Derrubam farinha
Na noite retinta.
Quem ganha? É o chão
Que se pinta e repinta
De giz e carvão.
Rendilha de aranha
Na face encantada,
Moedinha de prata
Escondida na mão,
Minh’alma menina
Fugiu para a mata.
Meu coração
bate sozinho
no velho moinho
da solidão.
Até eu me fujo…
Eu sou o corujo,
Olhar enorme
Que nunca dorme.
Nana, nana
Nina, nina,
Alma menina…
E sonha comigo
Como eu era dantes!
Os padeiros da lua
Derrubam farinha…
O chão se repinta
De giz e carvão…
Sonha, Menina,
Na mata assombrada
Enquanto o moinho
Vai rangendo em vão.
Em: Apontamentos de história sobrenatural, Mário Quintana, Rio de Janeiro, Objetiva:2012
Jiboia verde, serpente do Amazonas. Foto:Flickr.Essa beleza gosta de dormir enroscada nas árvores. Não é venenosa. É uma serpente constritora, ou seja, mata por enforcamento. Vive de pequenos animais, como roedores, pequenas aves, lagartos e demais répteis. Tem muitos nomes populares: araramboia, cobra-papagaio, jiboia-verde e muitos outros. Mas seu nome científico é Corallus Caninus. É natural da Amazônia.
Nicolay Bogdanov-Belsky (Rússia, 1868-1945)
óleo sobre tela
“Acredita-se que o chá foi inventado por distração do imperador da China Antiga, Shennung, em 2.800 a.C. Ao ferver água para beber, ele não percebeu algumas folhas que caíram em seu recipiente. Como agradaram seu paladar, ele passou a colocar folhas para infusão em água fervente. O chá popularizou-se no Japão, que o cultua com um ritual chamado Chanoyu, a cerimônia do chá. Do século XVI em diante, na rota das descobertas, o chá chegou à Europa e dali se espalhou pelo mundo.”
Em: Sempre, às vezes, nunca – etiqueta e comportamento, Fábio Arruda, São Paulo, Arx: 2003, 8ª edição, p: 74.
Os dois Ursos haviam se convertido na atração máxima do grande baile de Carnaval do Teatro Municipal.
Um deles, entre risos dos foliões, acabara, havia pouco, com todas as frutas que ornamentavam as mesas, devorara um enorme peixe e a mais volumosa bandeja de salada russa. Nem por isso parecia saciado, pois se atirara à geleia e ao creme com a volúpia de um menino. Bebeu dúzias e dúzias de cervejas geladinhas; comeu dezenas de camarões recheados, coxinhas de galinha, ovos, uma quantidade assombrosa de comida e doces sem conta.
Perto da meia-noite, os alto-falantes convocaram os foliões para o famoso desfile do Concurso de Fantasias.
Todos aplaudiram:
— Os Ursos! Os Ursos!
O primeiro deles levantou-se e apontou a passarela:
— Vamos, seremos os Reis do Baile.
— Eu não, resmungou o outro.
— Não vai participar do desfile?
— Não.
— Sem você … que será de mim?
E numa confissão melancólica:
— Um casal de Ursos não é a mesma coisa que um Urso solitário. Perderei o prêmio.
— Não vou, nem devo ir… já é muito tarde.
— Mas a festa mal começou!
— Por isso mesmo, não quero estragar a alegria de ninguém. À meia noite, todos terão de arrancar as máscaras.
— E que tem isso?
— Acontece que eu não uso máscara. Eu sou um Urso mesmo.
***
Em:Contos dos caminhos, Wilson W. Rodrigues, Torre Editora, Estado da Guanabara, s/d, pp: 31-34
Ilustração de Jason La Ferrera, colagem de antigos mapas.
Sabiá põe em seu canto
tal ternura que ao cantar,
mais parece um acalanto
para a alma cochilar.
(Amália Max)
Susan M. Stern (EUA, contemporânea)
óleo sobre placa, 15 x 15 cm
Martins Fontes, [José Martins Fontes](Brasil, 1884-1937) do poema Incoerência, no livro Paulistânia, 1934.
Pedro Joseph de Lemos (EUA, 1882-1954)
pastel e carvão sobre papel tecido cinza
Agnelo de Souza
Hora crepuscular! Tarde. Agonia.
Dobres de sinos, murmurar de prece!
Luz benfazeja que desaparece,
Deixando na alma funda nostalgia.
Serenamente vai morrendo o dia
E o véu da noite sobre a terra desce!
É o véu sombrio que ela mesma tece
Para o noivado da melancolia!
Hora de tédio e de recolhimento,
Hora criada para o meu tormento,
Hora feita de prantos e gemidos!…
Dentro de ti e pela noite densa,
Passam gemendo, nessa mágoa imensa,
Sonhos desfeitos, corações partidos.
Em: Panorama da poesia norte-rio-grandense, Rômulo C. Wanderley, Rio de Janeiro, Edições do Val: 1965, p. 155.
Vicente do Rego Monteiro (Brasil, 1899-1970)
óleo sobre tela
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925)
óleo sobre tela, 38 x 46 cm
Gatos, s/d
Inha Bastos ( Brasil, 1949)
Aldemir Martins (Brasil, 1922-2006)
Nanquim aquarelado, 33 x 23 cm
Clóvis Graciano (Brasil, 1907-1988)
óleo sobre tela, 64 x 100 cm
Gustavo Rosa (Brasil, 1946-2003)
óleo sobre tela, 53 x 64 cm
John Graz (Suíça/Brasil, 1891-1980)
gravura sobre papel, nº 37, tiragem 200, 16 x 22 cm
Lilian Zampol (Brasil, 1963)
técnica mista, 60 x 60 cm
Carlos Anesi (Argentina/Brasil, 1945-2010)
óleo sobre tela, 63 x 53 cm
Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)
óleo sobre tela, 60 x 81 cm
Isabel de Jesus (Brasil, 1938)
nanquim e guache sobre papel, 20 x 16 cm
Gato na cadeira, década de 1940
Marie Nivouliès de Pierrefort (França/Brasil, 1879-1968)
óleo sobre tela, 44 x 33 cm
Inos Corradin (Itália/Brasil, 1929)
Acrílica sobre tela, 60 x 60 cm
Stella Bianco (Brasil, 1944)
óleo sobre tela, 100 x 80 cm
Márcio Camargo (Brasil,1975)
óleo sobre tela, 20 x 30 cm
Lúcia M. Russo (Brasil, contemporânea)
óleo sobre tela, 70 x 70 cm
Inimá de Paula (Brasil, 1918-1999)
óleo sobre madeira, 38 x 60 cm
Oswaldo Goeldi (Brasil, 1895-1961)
xilogravura policromada, prova de artista, 23 x 30 cm