Menina lendo, 1947
Walter Sautter (Suíça, 1911 – 1991)
óleo
“A nossa vida é mais feita pelos livros que lemos do que pelas pessoas que conhecemos.”
Graham Greene
Menina lendo, 1947
Walter Sautter (Suíça, 1911 – 1991)
óleo
Graham Greene
Mantendo-a por perto
Cbabi Bayoc (EUA, contemporâneo)
[Da série, 365 dias de um pai]
“Ele a encontrou na cabana e se sentou ao seu lado.
— Por que está chorando? — perguntara ele.
— As plantas todas morreram, e eu podia ter ajudado! — disse ela entre soluços.
— Abena, o que você teria feito diferente se soubesse que as plantas iriam morrer?
Ela pensou um pouco, limpou o nariz com o dorso da mão e respondeu:
— Eu teria trazido mais água.
O pai concordou.
— Então, da próxima vez, traga mais água, mas não chore por essa vez. Não deveria haver lugar na sua vida para lamentações. Se, no momento em que fez alguma coisa, você sentia clareza, por que se lamentar mais tarde?”
Em: O caminho de casa, Yaa Gyasi, tradução Waldéa Barcellos, Rio de Janeiro, Rocco: 2017, página 219.
Uma ideia
Félix Armand Heullant (França, 1834-1905)
óleo sobre tela, 114 x 146 cm
[“On aime toujours un peu à sortir de soi, à voyager, quand on lit.”]
Marcel Proust
Metamorfose, 2011
Carol Chen Poun Joe (Suriname, 1989)
acrílica sobre tela, 50 x 40 cm
Em: O caminho de casa, Yaa Gyasi, tradução Waldéa Barcellos, Rio de Janeiro, Rocco: 2017, página 63
Leitura da tarde, 1948
Patrick Leonard (Irlanda, 1918 – 2005)
pastel, 51 x 73cm
J. G. Ferrell
J. G. Ferrell (1935 – 1979)
Ilustração de Lucille Holling
“E você nem imagina, Elena Fritts, você nem imagina o que é decolar à noite, a adrenalina que é decolar à noite entre as cordilheiras, com o rio embaixo feito uma lâmina de alumínio, um jorro de prata fundida, o rio Magdalena nas noites de lua é a coisa mais impressionante de se ver. E você não sabe o que é ver lá de cima e seguir o rio, sair para o mar, para o espaço infinito do mar, quando ainda não amanheceu, e ver o amanhecer no mar, o horizonte que se acende como se fosse de fogo, a luz que deixa a gente cego de tão clara que é.”
Em: O ruído das coisas ao cair, de Juan Gabriel Vásquez, Rio de Janeiro, editora Alfaguara: 2013. página 177
Duas mulheres à janela
Allan Osterlind (Suécia, 1855 – 1938)
óleo sobre tela
“Não leio romances, apenas livros de história. O que aconteceu de verdade é diferente daquilo que as pessoas imaginam. Quando nos informamos sobre a história, aprendemos sobre a realidade, não fantasias engenhosas, com frequência, tolas. E quem acha que romances são mais coloridos que a história não usa sua fantasia imaginando como foram, por exemplo, César que amava Brutus como a um filho e foi apunhalado por ele; ou os astecas, que foram dizimados pelas doenças dos brancos antes mesmo de lutarem contra eles; as mulheres e crianças que foram pisoteadas na neve ou empurradas nas águas geladas, atravessando o rio Beresina, seguindo o exército de Napoleão. Tragédias e comédias, sorte e azar, amor e ódio, alegria e sofrimento — a história oferece tudo isso. Romances não conseguem nos oferecer nada mais.”
Em: A mulher na escada, Bernhard Schlink, tradução de Lya Luft, Rio de Janeiro, Record: 2018, pg 36.
Leitura
François Fressinier (França,1968)
Victor Hugo
Carnaval, 1956
Rosina Becker do Valle (Brasil, 1914-2000)
óleo sobre tela, 63 x 96 cm
Carlos Drummond de Andrade
Carlos Drummond de Andrade (1902 – 1987)