Palavras para lembrar — Graham Greene

24 08 2018

 

Walter Sautter (Suiça, 1911-1991) Menina lendo, 1947, ost,Menina lendo, 1947

Walter Sautter (Suíça, 1911 – 1991)

óleo

 

 

“A nossa vida é mais feita pelos livros que lemos do que pelas pessoas que conhecemos.”

 

Graham Greene

 





Conselho de pai, texto de Yaa Gyasi

23 08 2018

 

 

Keepin Her Close by Cbabi bayocMantendo-a por perto

Cbabi Bayoc (EUA, contemporâneo)

[Da série, 365 dias de um pai]

 

 

“Ele a encontrou na cabana e se sentou ao seu lado.

— Por que está chorando? — perguntara ele.

— As plantas todas morreram, e eu podia ter ajudado! — disse ela entre soluços.

— Abena, o que você teria feito diferente se soubesse que as plantas iriam morrer?

Ela pensou um pouco, limpou o nariz com o dorso da mão e respondeu:

— Eu teria trazido mais água.

O pai concordou.

— Então, da próxima vez, traga mais água, mas não chore por essa vez. Não deveria haver lugar na sua vida para lamentações. Se,  no momento em que fez alguma coisa, você sentia clareza, por que se lamentar mais tarde?”

 

 

Em: O caminho de casa, Yaa Gyasi, tradução Waldéa Barcellos, Rio de Janeiro, Rocco: 2017, página 219.

 

 





Palavras para lembrar — Marcel Proust

26 07 2018

 

 

Heullant, Félix Armand 1834 Paris - 1905 Paris In Gedanken. Signiert. Öl-Lwd., 114 x 145 cmUma ideia

Félix Armand Heullant (França, 1834-1905)

óleo sobre tela,  114 x 146 cm

 

 

“Gostamos sempre de sair de nós mesmos, a viajar, quando lemos”.

 

[“On aime toujours un peu à sortir de soi, à voyager, quand on lit.”]

 

Marcel Proust





Yaa Gyasi: “Entre força e fraqueza”

6 07 2018

 

 

8855bd0cfd37585d5ea658be1f1508a7Metamorfose, 2011

Carol Chen Poun Joe (Suriname, 1989)

acrílica sobre tela, 50 x 40 cm

 

 

“Você quer saber o que é fraqueza? Fraqueza é tratar alguém como se pertencesse a você. Força é saber que cada pessoa pertence a si mesma.”

 

 

Em: O caminho de casa, Yaa Gyasi, tradução Waldéa Barcellos, Rio de Janeiro, Rocco: 2017, página 63





Minutos de sabedoria: J. G. Ferrell

31 05 2018

 

 

Patrick Leonard, HRHA, (Irlanda, 1918-2005) The Afternoon Read Pastel, 51 x 73cm,1948Leitura da tarde, 1948

Patrick Leonard (Irlanda, 1918 – 2005)

pastel, 51 x 73cm

 

 

Por que as pessoas insistem em defender suas ideias e opiniões com tanta ferocidade, como se defendessem a própria honra? O que poderia ser mais fácil de mudar do que uma ideia?

 

J. G. Ferrell

 

 

quote-why-on-earth-should-we-be-at-each-other-s-throats-why-do-people-insist-on-defending-j-g-farrell-70-36-44J. G. Ferrell (1935 – 1979)




Voar, texto de Juan Gabriel Vásquez

14 05 2018

 

 

avião sobre o mar, ilustração Lucille HollingIlustração de Lucille Holling

 

 

“E você nem imagina, Elena Fritts, você nem imagina o que é decolar à noite, a adrenalina que é decolar à noite entre as cordilheiras, com o rio embaixo feito uma lâmina de alumínio, um jorro de prata fundida, o rio Magdalena nas noites de lua é a coisa mais impressionante de se ver. E você não sabe o que é ver lá de cima e seguir o rio, sair para o mar, para o espaço infinito do mar, quando ainda não amanheceu, e ver o amanhecer no mar, o horizonte que se acende como se fosse de fogo, a luz que deixa a gente cego de tão clara que é.”

 


Em: O ruído das coisas ao cair, de Juan Gabriel Vásquez, Rio de Janeiro, editora Alfaguara: 2013. página 177





Entre História e Romance, texto de Bernhard Schlink

11 05 2018

 

 

 

Allan Österlind. (1855 - 1938)The women at the windows,Duas mulheres à janela

Allan Osterlind (Suécia, 1855 – 1938)

óleo sobre tela

 

 

 

“Não leio romances, apenas livros de história. O que aconteceu de verdade é diferente daquilo que as pessoas imaginam. Quando nos informamos sobre a história, aprendemos sobre a realidade, não fantasias engenhosas, com frequência, tolas.  E quem acha que romances são mais coloridos que a história não usa sua fantasia imaginando como foram, por exemplo, César que amava Brutus como a um filho e foi apunhalado por ele; ou os astecas, que foram dizimados pelas doenças dos brancos antes mesmo de lutarem contra eles; as mulheres e crianças que foram pisoteadas na neve ou empurradas nas águas geladas, atravessando o rio Beresina, seguindo o exército de Napoleão. Tragédias e comédias, sorte e azar, amor e ódio, alegria e sofrimento — a história oferece tudo isso. Romances não conseguem nos oferecer nada mais.”

 

 

Em: A mulher na escada, Bernhard Schlink, tradução de Lya Luft, Rio de Janeiro, Record: 2018, pg 36.





“A Inglaterra dos imigrantes”, texto de Hanif Kureishi

9 04 2018

 

 

767px-The_Secret_of_England's_Greatness'_(Queen_Victoria_presenting_a_Bible_in_the_Audience_Chamber_at_Windsor)_by_Thomas_Jones_BarkerO segredo da grandeza da Inglaterra, 1863

[Rainha Vitória presenteando uma Bíblia na Câmara de Audiência, no Castelo Windsor]

Thomas Jones Barker (GB, ? — 1882)

óleo sobre tela

National Portrait Gallery, Londres

 

 

 

“Por fim, Mamoon abriu os olhos para dizer: “Vivemos num país que só tem passado e nenhum futuro. SE sou conservador é porque desejo conservar o que considero o caráter desse passado, da Inglaterra, e do povo inglês. Sou imigrante, mas a Inglaterra é meu lar. Passei mais tempo neste deserto de macacos, nesta democracia de asnos, do que em qualquer outro lugar. Também tenho acompanhado sua comédia e sua tragédia com muito interesse. Quando eu era criança a Grã-Bretanha era o país mais poderoso do planeta, seus representantes eram temidos e admirados. Adoro o ceticismo que ele desenvolveu nos anos 60, a maneira como as figuras políticas, longe de serem idealizadas, como são muitas vezes em outros países, são avacalhadas e ridicularizadas sem medo.

“Porem agora, ao que parece, nós, escritores e artistas não temos permissão para ofender. Não devemos questionar, criticar ou insultar os outros, com medo de sermos perseguidos e assassinados. Hoje em dia, um escritor sem guarda-costas dificilmente pode ser considerado um escritor sério. Uma resenha ruim é o menor de nossos problemas. Qualquer idiota que acredite em qualquer insanidade deve ser tratado com complacência, porque é seu direito humano. O direito de falar é sempre usurpado, sempre condicional. Temo que o jogo esteja quase encerrado para a verdade. As pessoas não a desejam; não as ajuda a ficarem ricas.”

 

 

Em: A última palavra, Hanif Kureishi, São Paulo, Cia das Letras:2016, p. 117

 

 





Palavras para lembrar — Victor Hugo

30 03 2018

 

 

Francois Fressinier (França, 1968) LeituraLeitura

François Fressinier (França,1968)

 

 

“Ler é beber e comer. O espírito que não lê emagrece como um corpo que não come.”

 

Victor Hugo

 





Carnaval por Carlos Drummond de Andrade

13 02 2018

 

 

 

Rosina Becker do Valle,Carnaval,ost,1956, 63 x 96 cmCarnaval, 1956

Rosina Becker do Valle (Brasil, 1914-2000)

óleo sobre tela, 63 x 96 cm

 

 

“O povo toma pileques de ilusão com futebol e carnaval. São estas as suas duas fontes de sonho.”

 

Carlos Drummond de Andrade

 

 

drummond.cdaCarlos Drummond de Andrade (1902 – 1987)