Beirute Café, 2012
Nancy Salamouny (Líbano, contemporânea)
acrílica sobre tela
“Bendito aquele que semeia livros e faz o povo pensar.”
Castro Alves
Beirute Café, 2012
Nancy Salamouny (Líbano, contemporânea)
acrílica sobre tela
Castro Alves
Ilustração David Parkins.
João Cabral de Melo Neto.
Operários trabalhando
Elaine Davis (EUA, contemporânea)
“São necessários muitos pedreiros para construir a catedral da justiça, alguns fabricam paralelepípedos; outros, pedestais e frisos; outros ainda, ornamentos e estátuas. Uma coisa é tão importante quanto a outra para o projeto; acusar e defender são tão importantes quanto julgar; redigir contratos de aluguel, de trabalho e pactos antenupciais é tão importante quanto configurar fusões e aquisições; os advogados dos ricos são tão importantes quanto os dos pobres.”
Em: A mulher na escada, Bernhard Schlink, tradução de Lya Luft, Rio de Janeiro, Record: 2018, p. 101.
Jovem mulher lendo no ateliê, 1901
David Oyens (Holanda, 1842-1902)
óleo sobre tela, 80 x 75 cm
Padre Antônio Vieira
Eve, 2012
Patricia Schappler (EUA, contemporânea)
carvão, grafite e colagem, 156 x 118 cm
“O senhor disse, faz tempo, que se todas as épocas têm sua questão filosófica central, na nossa época essa questão será o renascimento da religião como política. E assim o senhor começou a relacionar o Islã radical e sua sexualidade bizarra com o ódio ao corpo, o corpo queimado na automorte sacrificial. Esse é um gesto da mais profunda submissão. Sabemos que o Ocidente tentou, nos anos 1960, remover o pai, autoritário ou não. Foi assim que acabamos, como o senhor apontou muitas vezes e com grande proveito, com uma cultura de mães solteiras. […]
‘O pai — como sempre fazem os pais — voltou ou na forma de gângster, como em O poderoso chefão e no seu predileto Os Sopranos, ou na forma de autoridade religiosa. Existe também a tentativa do pai de excluir, quando não pisotear, a sexualidade. Pelo menos nos outros. […]
Em: A última palavra, Hanif Kureishi, tradução de Rubens Figueiredo, São Paulo, Cia das Letras:2016, p. 211
Hilary lendo com Cyrus
Arne Westerman (EUA, contemporâneo)
acrílica sobre tela
“Especialmente quando se é jovem, deve-se ler o maior número possível de livros. Os excelentes, os não tão excelentes e até aqueles insignificantes, que não têm (nenhum) problema. O importante é ler tudo o que estiver ao alcance. Fazer passar pelo corpo o máximo de narrativas possíveis. Encontrar textos maravilhosos e outros de menor qualidade. Passar por essas experiências é o mais importante. Corresponde a criar a bagagem indispensável para um romancista. Recomendo focar nessa etapa enquanto ainda se tem uma visão boa e tempo de sobra. Escrever também deve ser importante, mas tenho a impressão de que deve ser deixado para mais tarde, que não vai haver nenhum problema.
Em seguida — provavelmente antes de começar a escrever de fato — acho que é importante adquirir o hábito de observar detalhadamente os acontecimentos e fenômenos à sua frente. Olhar com cuidado e atenção as pessoas, enfim, tudo à volta. E refletir sobre tudo. Falei “refletir”, mas não há necessidade de julgar as coisas, avaliar se estão corretas ou não. As conclusões devem ser deixadas pendentes, e adiadas pelo maior tempo possível. O importante não é chegar a uma conclusão, mas manter na mente a imagem nítida das coisas do jeito que são, da forma mais próxima possível da realidade, para que sirvam de material.”
Em: Romancista como vocação, Haruki Murakami, tradução: Eunice Suenaga, Alfaguara: 2017, p.64.
Ilustração de Miki Ferro Pellizzari.
Aníbal Beça

Germaine Beaumont
Ilustração de Lisi Martin.
Johann Friedrich Von Schiller
Maria Antonieta tocando harpa, 1777, por Jean-Baptiste-André Gautier d’Agoty.
Alexandre Dumas