No café
Monica Castanys (Espanha, 1973)
óleo sobre tela
“Quando se gosta da vida, gosta-se do passado, porque ele é o presente tal como sobreviveu na memória humana.”
Marguerite Yourcenar
No café
Monica Castanys (Espanha, 1973)
óleo sobre tela
Marguerite Yourcenar
Paisagem com homem e arado, 1889
Vincent van Gogh (Holanda, 1853-1890)
óleo sobre tela, 33 x 41 cm
Hermitage, Rússia
“Depois dos dias grandiosos de setembro, o sol de outubro encheu o mundo com calor ameno… A árvore de bordo frente à entrada queimava como uma gigantesca tocha vermelha. Os carvalhos ao longo da estrada brilhavam em amarelo e bronze. Os campos se estendiam como um tapete de joias, esmeralda e topázio e granada. Para qualquer lado que ela fosse a cor gritava e cantava à sua volta… Em outubro qualquer evento inesperado é possível.”
Elizabeth George Speare, The Witch of Blackbird Pond — tradução deste trecho: Ladyce West
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Leitura no sofá, 2019
Alfonso Cuñado (Espanha, 1953)
óleo sobre tela, 50 x 50 cm
“Os livros nascem de um gérmen ínfimo, de um ovinho minúsculo, uma frase, uma imagem, uma intuição; e crescem como zigotos, organicamente, célula a célula, diferenciando-se em tecidos e em estruturas cada vez mais complexas até se transformarem numa criatura completa e geralmente inesperada.”
Rosa Montero
Em: A ridícula ideia de nunca mais te ver, Rosa Montero, tradução de Mariana Sanchez, São Paulo,Todavia: 2019.
Lendo na sacada
Bruce Yardley (Inglaterra, 1962)
óleo sobre tela
Luiz Felipe Pondé
Em: Diálogos sobre a natureza humana: Perfectibilidade e Imperfectibilidade, Luiz Felipe Pondé, edição kindle.
Tarde preguiçosa
B. Cagri (EUA, contemporanea),
óleo sobre tela
“Desde pequeno, sempre matei o tempo em bibliotecas. Quando uma criança não tem vontade de voltar para casa, encontra poucos lugares para ir. Lanchonetes e cinemas são locais proibidos para um moleque desacompanhado. Resta-lhe apenas a biblioteca. Você não paga para entrar e ninguém reclama pelo fato de estar sozinho. Pode se sentar numa cadeira e ler todos os livros que quiser. Depois de voltar da escola, eu costumava ir a uma biblioteca municipal existente perto de casa. Era lá que eu passava sozinho muitas horas por dia, mesmo nos feriados. Lendas, romances, biografias ou história, eu devorava tudo que me caía nas mãos. Depois de ler quase todas as histórias infantis, transferi a atenção para as demais seções e passei a ler as obras destinadas aos adultos. Lia todos os livros até a última página, mesmo quando não os entendia direito.”
Em: Kafka à beira-mar, Haruki Murakami, tradução de Leiko Gotoda, Rio de Janeiro, Editora Objetiva: 2008, p. 45
Menina lendo, 1954
Tatiana Jablonska (Ucrânia, 1917-2005)
[Tatiana Yablonskaya]
óleo sobre tela
“Todas as memórias do que passei na vida estão isoladas e seladas junto à minha língua materna, de forma inseparável. Quanto mais teimoso o isolamento, mais vívidas se tornam as memórias inesperadas. E o peso delas se torna ainda mais opressor. Assim, no verão passado parecia que, na verdade, o lugar para onde eu estava fugindo não era outra cidade, mas sim o interior de mim mesma.”
Em: O livro branco, Han Kang, tradução de Natália T. M. Okabayashi, São Paulo, Todavia: 2023, p. 21
O divã, 1905
Blaise Vlaho Bukovac (Croácia, 1855-1922)
óleo sobre tela
Jules Renard (1864-1910)
Lendo no jardim, década de 1930
Bessie Davidson (Austrália, 1879-1965)
óleo sobre placa de madeira, 94 x 114 cm
Coleção Max Tegel, New South Wales
“Até os trinta e cinco anos de idade, minha experiência de cama foi equivalente à de qualquer uma de minhas amigas; com essa idade, eu também já havia passado por dois casamentos e dois divórcios. Cada um dos casamentos durou dois anos e meio, e cada um deles foi contratado por uma mulher que eu não conhecia (eu) com um homem que eu também não conhecia (o bonequinho em cima do bolo de casamento).”
No café
Ian Roberts (Austrália, 1952)
óleo sobre tela, 50 x 50 cm
Jean de La Bruyère (1645-1696)