Na boca do povo: escolha de provérbios populares

19 10 2023
“Corcunda não vê a sua corcova, mas vê a do vizinho.”




Sublinhando…

16 09 2023

Mulher no balcão

Sally Storch (EUA, 1952)

óleo sobre  tela

 

 

 

Há dois tipos de amizade: aquelas nas quais as pessoas estimulam uma à outra e aquelas nas quais as pessoas precisam estar estimuladas para ficar uma com a outra. No primeiro tipo, a pessoa quebra qualquer galho para encontrar a outra; no segundo, precisa procurar um espaço livre na agenda.”

 

 

 

Em: Uma mulher singular: memórias, Vivian Gornick, tradução Heloísa Jahn, São Paulo, Todavia: 2023, p.30





Inverno: Charles Dickens

19 08 2023

 

 

“Foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos. Foi a idade da sabedoria, foi a idade da tolice. Foi a época da fé, foi a época da incredulidade. Foi a estação da luz, foi a estação das trevas. Foi a primavera da esperança, foi o inverno do desespero. Tínhamos tudo diante de nós, não havia nada antes de nós. Todos íamos direto para o céu, todos íamos direto para o outro lado.”

 

Charles Dickens

 





Inverno: Edith Sitwell

18 08 2023

A última história de 2021

Monika  Luniak (Polônia, contemporânea)

óleo sobre tela, 100 x 70 cm

 

 

 

 

“Inverno é hora para o conforto, para boa comida e aconchego, para o toque de uma mão amiga e para conversa ao lume: é o momento do lar.”

 

 

Edith Sitwell

 

 

Tradução: Ladyce West

-.-.-.-.

“Winter is the time for comfort, for good food and warmth, for the touch of a friendly hand and for a talk beside the fire: it is the time for home.”

 

— Edith Sitwell




Inverno: Caio Fernando Abreu

1 07 2023
Ilustração Jessie Willcox Smith, 1908.

 

 

 

“Todo mundo escancara portas e janelas para que o vento leve embora os maus-espíritos do inverno. É um vento mágico, dizem.”

 

Caio Fernando Abreu





Sublinhando…

27 06 2023

A leitora

Catherine Solier (França, 1958)

técnica mista sobre papel, 76 x 101 cm

 

 

Sempre que me falavam de meu avô, começavam dizendo que ele “não sabia ler nem escrever”, como se sua vida e sua personalidade não pudessem ser compreendidas sem essa informação básica.

 

Em: O lugar, Annie Ernaux, tradução Marília Garcia, São Paulo, Fósforo: 2021





A Resistência na França na Segunda Guerra Mundial

23 06 2023

Mulher no terraço, 1907

Henri Matisse (França, 1869-19954)

óleo sobre tela, 65 x 800 cm

Museu do Estado da Nova Arte Ocidental, Moscou

 

 

“A maioria das pessoas que dizem ter pertencido à Resistência são contadoras de histórias, na melhor das hipóteses. Na pior, são simplesmente mentirosas. A Resistência foi um movimento assustadoramente pequeno, sigiloso, secreto, e o preço de ser descoberto era gigantesco. Depois da guerra, todo mundo queria acreditar que apoiou a Resistência. É uma fantasia nacional coletiva da França.”

 

Em: O hotel na Place Vendôme, Tilar J. Mazzeo, tradução de Anfré Gordirro, Rio de Janeiro, Intrínseca: 2016, minha edição: Kindle





Inverno: Albert Camus

22 06 2023

A caminho de Versailles, Louveciennes, sol de inverno e neve, c.1870

Camille Pissarro (França, 1830-1903)

óleo  sobre tela

Museu Thyssen-Bornemisza, Madri

 

 

 

“Na profundeza do inverno, finalmente aprendi que dentro de mim existe um verão imbatível.”

 

Albert Camus





Sublinhando …

19 06 2023

Leitora

Hélène Beland (Canadá,  1949)

óleo sobre tela, 120 x 120 cm

 

´

“Para quem se beneficia das indulgências da vida, a obrigação de rigor na consideração da beleza é inegociável. A língua, essa riqueza do homem, e seus usos, essa elaboração da comunidade social, são obras sagradas. Que evoluam com o tempo, se transformem, se esqueçam e renasçam, enquanto, por vezes, sua transgressão torna-se fonte de uma fecundidade maior, nada  muda o fato de que, para praticar com elas esse direito ao jogo e à mudança, é necessário, previamente, ter-lhe declarado plena submissão. Os eleitos da sociedade, esses que o destino isenta das servidões que são o quinhão do pobre, têm, portanto, a dupla missão de adorar e respeitar o esplendor da língua. Por último, que uma Sabine Pallière faça mau uso da pontuação é uma blasfêmia tanto mais grave na medida em que, ao mesmo tempo, poetas maravilhosos nascidos em barracos fedorentos ou em subúrbios que parecem lixões têm por ela essa sagrada reverência que é devida à Beleza.”

Em: A elegância do ouriço, Muriel Barbery, tradução de Rosa Freire d’Aguiar, São Paulo, Cia das Letras: 2008, p. 117

 

 


Nota:  Há poucos livros que releio.  Precisam ter conteúdo mais denso, ter agradado pelo prazer da escrita, ter ideias que possam ser pensadas, discutidas, conversadas.  Fiz neste mês que passou a terceira leitura de A elegância do ouriço e continua, para mim, excelente no contar de uma história e levantar questões por que passamos todos os dias sem nos deter.  Recomendo a leitura. 





Outono: Hal Borland

16 06 2023

O jardim do Hospital Saint Paul, (Folhas caindo),1889

[Saint-Rémy-de-Provence]

Vincent van Gogh (Holanda, 1853-1890)

óleo sobre tela, 73 x 60 cm

Museu Van Gogh, Amsterdã

 

 

 

“Dois sons do outono são inconfundíveis… o rápido farfalhar das folhas quebradiças ao longo da rua… pelo vento turbulento e o tagarelar de um bando de gansos em migração.”

 

Hal Borland   (EUA, 1900-1978)

 

 

Tradução : Ladyce West

-.-.-

“Two sounds of autumn are unmistakable…the hurrying rustle of crisp leaves blown along the street…by a gusty wind, and the gabble of a flock of migrating geese.”
— Hal Borland