Você sabe o que é Matéria Escura? Veja o vídeo e a tradução abaixo.

4 10 2011

Professor Ludovico. Ilustração de Walt Disney.

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Hoje descobri uma excelente postagem no RADAR CIENTÍFICO — postagem de 29/9, que me apresso a dividir com vocês.  

Tradução do vídeo de  Ademir Xavier

“Você nunca teve a impressão de que há algo maior que você não pode ver? Sim, há, e se chama ‘matéria escura’. Essa matéria está espalhada por todo o espaço, abarcando a Via Láctea e todas as outras galáxias. É quatro vezes mais comum no universo do que a matéria visível. Você nunca poderá vê-la ou observá-la. Então como sabemos que está lá? Por causa da Gravidade. Uma galáxia é como um enorme carrossel que está sempre girando. Para que se mantenha coesa, as estrelas têm que ficar em posições certas. Por isso, a gravidade é importante. De outra forma, as estrelas voariam soltas pelo espaço. O problema é que a força da gravidade que mantém tudo que vemos, não é forte suficiente para manter as estrelas da galáxia juntas. Todas as estrelas deveriam voar para fora desse carrossel. Mas elas não fazem isso. É como se uma corda invisível as mantivesse no lugar. Físicos acreditam que essa força provém da massa de coisas que não podemos ver. E ai entra a matéria escura. E como sabemos a velocidade das estrelas em galáxias distantes? Por causa do efeito Doppler, que é o mesmo efeito que faz com que sirenes de polícia mudem de timbre quando elas passam correndo por nós. E isso também funciona para a luz. Essa é maneira com que sabem a sua velocidade (na estrada) e como astrônomos medem a rotação das galáxias. Assim usamos coisas que podemos ver para nos dizer algo sobre o que não podemos ver.”





Filhotes fofos — antílope

1 10 2011

(Phil Noble/Reuters)

Um bebê antílope toma uma mamadeira, no zoológico de Chester ao norte da Inglaterra.  Este é um tipo mais raro de antilopes, um dos menores antílopes do mundo.





Os pássaros aprendem a construir seus ninhos!

27 09 2011

Ilustração de artesanato folclórico americano.

Através da filmagem de pássaros machos da espécie Ploceus velatus (o tecelão mascarado do sul) em Botswana, na África, cientistas britânicos conseguiram reverter uma teoria antiga sobre a habilidade de construir ninhos nos pássaros.   Os tecelões mascarados   são pássaros que constroem ninhos múltiplos usando folhas de grama, durante a época de reprodução.  Os pesquisadores das universidades de Edimburgo, Glasgow e St. Andrews, na Escócia constataram que o que se assumiu comumente até hoje, estava errado: os pássaros não nascem com a habilidade inata de construir ninhos.  Muito pelo contrário, eles aprendem a construí-los.

A escolha dessa espécie se justifica porque suas aves constroem vários ninhos complexos durante uma mesma temporada, o que por si é potencialmente um sinal de inteligência.   Mais importante ainda:  esses pássaros constroem muitos ninhos –  dezenas de vezes durante uma estação, permitindo que a equipe acompanhasse as diferenças em ninhos construídos pelo mesmo pássaro.

Depois de observarem os pássaros os cientistas descobriram que cada ave varia a técnica empregada na construção de um ninho.  Também perceberam que alguns pássaros fazem seus ninhos da esquerda para a direita, e outros da direita para a esquerda.  Além disso, à medida que os pássaros ganhavam experiência na construção dos ninhos, um número muito menor de folhas de grama era desperdiçada, caindo no chão.  Isso demonstrou que a arte de construir ninhos requer aprendizagem.

A equipe, formada por cientistas britânicos e cientistas de Botswana, acredita que suas descobertas possam ajudar a explicar como os pássaros abordam a construção de um ninho, além de ajudar a estabelecer a capacidade mental de aprender dos pássaros  e determinar se essas habilidades são desenvolvidas simplesmente através repetição.

Patrick Walsh, da Universidade de Edimburgo, lembrou: “Se as aves construíssem seus ninhos de acordo com um modelo genético, seria de se esperar que todos os pássaros construíssem seus ninhos da mesma maneira, a cada vez.  No entanto,  este não foi o caso.  Os pássaros apresentaram fortes variações em sua abordagem, mostrando o papel claro da experiência. Mesmo para as aves, a prática leva à perfeição. ”

Fontes: TerraScience Daily.





Filhote fofo — leão branco

26 09 2011

Foto: AFP

Em Hamburgo, na Alemanha, o circo Krone apresentou um filhote de leão branco que nasceu no fim de agosto dentro do circo. Um nascimento deste tipo é raro e ocorreu enquanto as autoridades alemãs debatem a proibição de animais selvagens em circos.  Os leões brancos são muito raros e não existem mais em habitat natural, apenas em cativeiro. De acordo com a WWF, a subespécie não é albina e sim derivada de uma mutação genética rara do leão africano, que faz com que os animais sejam dessa cor.





Sonhos revelados — vendo as imagens dos seus sonhos

23 09 2011
Cascão conta porquinhos, ilustração Maurício de Sousa.

Usando ressonância magnética funcional (fMRI) e modelos computacionais, cientistas da Universidade da Califórnia Berkeley conseguiram decodificar e reconstruir a dinâmica das experiências visuais dos seres humanos – assistindo trailers de filmes de Hollywood.  Esse estudo que poderá no futuro auxiliar pessoas que têm dificuldades de comunicação verbal: vítimas de derrames, pacientes em coma e pessoas com doenças neurodegenerativas.  A esperança é que eventualmente esse estudo sirva de base para uma interface cérebro-máquina para que pessoas com paralisia cerebral ou paralisia, por exemplo, possam acionar computadores com suas mentes.

Até o momento, a técnica usada só conseguiu reconstruir clipes dos filmes que as três pessoas que participaram do estudo haviam visto. No entanto, a descoberta abre caminho para reproduzir as imagens dentro de nossos cérebros que ninguém mais vê, tais como sonhos e lembranças.    Os cientistas são os primeiros a apontar que esse estudo poderá levar  a leitura de pensamentos e às intenções de outras pessoas, como já foi retratado em alguns clássicos da ficção científica, entre eles, o filme Brainstorm [Douglas Turnbull, 1983], no qual os cientistas gravaram as sensações de uma pessoa para que outros pudessem experimentá-las.

A atividade cerebral foi gravada enquanto os voluntários observavam o primeiro conjunto de clipes.  Essa informação foi direcionada a um programa de computador, segundo a segundo, para relacionar os padrões visuais do filme com a atividade cerebral correspondente.

Nossa experiência visual natural é como assistir a um filme“, lembrou Shinji Nishimoto, principal autor do estudo e pesquisador pós-doutorado, “para que esta tecnologia tenha ampla aplicabilidade, devemos entender como o cérebro processa a dinâmica das experiências  visuais no cotidiano. Precisamos saber como o cérebro funciona em condições normais“, disse Nishimoto. “Para isso, precisamos primeiro entender como o cérebro funciona quando estamos assistindo a um filme.”

Fontes:  Terra, Science Daily





Bebês bilingues aprendem mais rapidamente

1 09 2011
Bebê, ilustração de Charlotte Becker.

Os bebês criados em famílias bilíngues têm maior capacidade de aprendizagem linguística se comparados com crianças que só foram expostas a uma única língua.  Esta foi a conclusão de um estudo do Instituto de Ciências do Cérebro e Aprendizagem da Universidade de Washington, nos Estados Unidos.  Outros estudos, anteriores, já haviam mostrado que as crianças têm habilidades especiais para aprender um segundo idioma.  No entanto essa capacidade começa a desaparecer a partir do primeiro ano de idade.

A pesquisa levou em conta o tempo de exposição dos bebês ao vocabulário de dois idiomas – inglês e espanhol – e constatou que essas crianças têm prolongado, exatamente esse período, descoberto anteriormente,  em que podem aprender um outro idioma, principalmente se elas são expostas em casa a muitas palavras em ambas as línguas.

O cérebro bilíngue é fascinante,  já que reflete as capacidades dos seres humanos para o pensamento flexível.  As crianças bilíngues aprendem que os objetos e eventos no mundo têm dois nomes e têm flexibilidade de alternar entre essas etiquetas, dando ao cérebro um bom exercício “, disse Patricia Kuhl, coautora do estudo e codiretora do Instituto de Ciências do Cérebro e Aprendizagem da universidade.

Os cientistas que trabalharam no estudo pesquisam os mecanismos cerebrais que contribuem para a habilidade dos bebês na aprendizagem de idiomas.  Eles esperam que os resultados dessa pesquisa venham a impulsionar o bilinguismo entre  adultos.  Estudos prévios de Kuhl mostraram que entre o oitavo e o décimo mês de idade, os bebês monolingues são cada vez mais capazes de distinguir os sons da fala de sua língua materna, enquanto sua capacidade para distinguir sons de uma língua estrangeira diminui.

Por exemplo, entre os oito e dez meses de idade, os bebês expostos ao inglês detectam melhor a diferença entre os sons “r” e “l” que os bebês japoneses, que não estão tão expostos a ouvir esses sons em seu idioma. “O cérebro infantil se sintoniza com os sons da língua durante este período sensível no desenvolvimento, e estamos tentando pesquisar exatamente como isso acontece. Saber como a experiência molda o cérebro nos diz algo que vai muito além da linguagem“, destacou Kuhl.

Esta diferença no desenvolvimento sugere que os bebês bilíngues “podem ter um calendário diferente para se comprometer neurologicamente com uma linguagem”  se comparados com os bebês monolingues, ressaltou Adrián García-Sierra, autor do estudo.

Quando o cérebro está exposto a dois idiomas, e não só um, responde adaptando-se a permanecer aberto durante mais tempo antes de mostrar o estreitamento da percepção que as crianças monolingues costumam mostrar no final do primeiro ano de vida“, explicou García-Sierra.

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Fontes: Terra, Science Daily





Pandas, únicos a não perceberem terremoto!

27 08 2011
Panda na rede.

Os animais do zoológico de Washington pressentiram o terremoto que atingiu a cidade antes mesmo de o tremor que abalou a capital norte-americana ter ocorrido. A informação foi dada pelo próprio Parque Zoológico Nacional Smithsonian. O zoológico informou que os animais anteciparam o tremor de magnitude 5,8.

O abalo não fez feridos entre os animais ou entre os funcionários da instituição, mas o zoológico foi obrigado a impedir a entrada de novos visitantes. Os funcionários notaram várias mudanças nos comportamentos das espécies do zoológico. Cerca de cinco segundos antes dos tremores, a gorila Mandara soltou um guincho, recolheu o seu bebê, Kibibi, e foi com ele para o topo de uma árvore.

Antes do terremoto, a orangotango Iris começou a fazer um ruído típico de quando sua espécie está extremamente irritada e continuou com esse som depois do tremor. O lêmure emitiu um grito de alerta 15 minutos antes do terremoto e novamente após ele ter ocorrido. O bugio adotou o mesmo procedimento minutos antes do tremor.

Ao longo do período de abalo, os grandes répteis do zoológico, que normalmente permanecem inativos por todo o dia, começaram a se contorcer. Murphy, o dragão de komodo do zoológico, buscou refúgio em um abrigo interno. Funcionários estavam alimentando castores e mergulhões quando o sismo foi sentido. Eles imediatamente pularam no lago próximo do local. Já os castores pararam de comer, ficaram sobre as duas patas traseiras e pularam na água. Eles lá permaneceram por uma hora, até que alguns dos castores retornaram à terra para continuar comendo.

O zoológico conta com 64 flamingos. Pouco antes do tremor, os pássaros ficaram agitados e se agruparam. Eles permaneceram juntos pelo tempo que durou o terremoto. A única espécie que permaneceu indiferente ao sismo foram os pandas gigantes, que se mostraram totalmente alheios ao incidente.

Fonte: Terra





Plessiossauros davam luz a seus bebês!

13 08 2011

Ilustração de um nascimento de Plessiossauro.

Novas pesquisas apontam para répteis marinhos pré-históricos – Plesiossauros – que poderiam ter sido ótimos pais, ou seja poderiam formar um núcleo familiar, porque diferente de outros répteis que se procriavam através de ovos, estes davam luz a filhotes vivos. 

F. Robin O’Keefe  da Universidade of Marshall, em Huntington, no estado da West Virginia, ao preparar um fóssil Plessiossauro para uma exposição no Museu de História Natural de Los Angeles County, na Califórnia descobriu que limpava o fóssil de uma fêmea adulta com um feto dentro dela.   A espécie, Polycotylus latippinus, que vivia a 78 milhões de anos e que pode ser facilmente identificada por um osso no membro anterior muito distinto, mostrava claramente que havia um feto dentro dessa fêmea e que não poderia ser, como havia sido sugerido, um Plesiossauro adulto que houvesse comido um bebê. Não há nenhuma evidência que leve a esta conclusão.

A evidência de gravidez é “absolutamente convincente“, disse o especialista em Plessiossauros Adam Smith , curador de ciências naturais em do Museu de Ciências em Birmingham na Grã Bretanha.   O’Keefe lembrou não ser surpreendente que répteis marinhos gestassem um embrião, porque os ovos de répteis têm casca grossa e precisam ser colocados em terra firme.  Mas isso seria muito difícil para os Plesiossauros, que além de estarem entre os principais predadores dos mares do mundo, eram animais muito grandes para subir pelas areias da praia até chegar a um local seguro para depositar seus ovos.

O surpreendente foi o achado de um único grande feto.   Levando-se em consideração o fóssil e o estágio de desenvolvimento do feto, a mãe teria 4,70 m de comprimento enquanto que o bebê teria atingido pelo menos 1,60 m, se tivesse nascido a termo. “All other Mesozoic marine reptiles had several small babies,” O’Keefe says. “Todos os outros répteis marinhos do Mesozóico tinham vários bebês pequenos“, disse O’Keefe.

Fontes: New Scientist  e Portal Terra





O cometa, poesia infantil de João de Deus Souto Filho

10 05 2011

Cometa, século XVI.

Desenho de astrônomo turco, anônimo,

Do livro Tarcuma-I Cifr, de Maomé Kamalladin.

Univerisdades Rektolugu-Istambul

Turquia

O    cometa

João de Deus Souto Filho


O Cometa não é estrela
Nem planeta,
O Cometa é viajante
Estelar,
Grande rei andarilho,
De bela coroa
E cauda a brilhar…

Em: Jornal de Poesia

João de Deus Souto Filho, Geólogo e educador. Nasceu em 1957 na cidade de Carolina, MA.  É formado em Geologia pela Universidade Federal da Bahia, pós-graduado em Geo-Engenharia de Reservatórios de Petróleo pela UNICAMP (1994), Formado em Letras (Licenciatura) pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (1999). Desenvolve trabalho sobre a importância da formação de uma consciência de preservação dos recursos hídricos.

Obras infantis:

O quintal do Seu Nicolau, 1992

O aprendiz de jardineiro, teatro, 1992

O passeio da Cinderela, teatro, 1992

Brincadeira de palavras, inédito

Na ponta da pena, inédito.





Filhotes fofos: urso pardo

2 05 2011

Dois filhotes de urso pardo siberiano brinca, no parque animal Hagenbeck, em Hamburgo na Alemanha. Os ursinhos, machos, nasceram no dia 24 de janeiro deste ano, brincam com a mãe, chamada de Mascha e recebem carinho e proteção.

O urso pardo siberiano é, atualmente, o segundo urso mais alto que se conhece, chegando a 3 m de altura quando em pé, e pode pesar mais de 650 kg. No verão ele se alimenta basicamente de salmão e trutas. No inverno, a alimentação é composta de nozes e peixes. Quando faminto, pode vir a comer peixes mortos e vegetação graminoide.

Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza, o número de exemplares do urso pardo diminuiu nos últimos anos na América do Norte, Europa e Ásia. No entanto, a população continua grande em diversos locais.

Fonte: Terra