Cultura como um meio de seleção natural

8 03 2010
 Caça no paleolítico, no vale do Côa, desenho de Marcos Oliveira.

As populações humanas são influenciadas pelas forças usuais de seleção natural, tais como fome, doença e clima.   Hoje, no entanto, estamos começando a dar valor a um outro aspecto da nossa evolução, uma conseqüência da nossa própria cultura.  Ao longo dos 20 mil anos mais recentes, os seres humanos vêm, inadvertidamente, dando forma à própria evolução, através da cultura, ou seja de qualquer comportamento aprendido, o que inclui também a tecnologia.

Os indícios dessa atividade são tanto mais surpreendentes porquanto a cultura, por muito tempo, parecia desempenhar um papel oposto. Os biólogos a consideravam como um escudo que protege as pessoas contra a plena força de outras pressões seletivas, porque roupas e abrigo reduzem o efeito do frio e a agricultura ajuda a produzir excedentes que eliminam a fome.  Por isso,  essa ação protetora era  considerada como uma atenuante do ritmo de evolução dos seres humanos. Mas agora muitos biólogos passaram a encarar o papel da cultura sob uma luz diferente.

 

A cultura parece representar uma poderosa força de seleção natural.  As pessoas se adaptam geneticamente a mudanças culturais sustentadas, tais como novas dietas.    E essa interação funciona mais rápido do que outras forças seletivas, “levando alguns dos estudiosos a argumentar que a co-evolução de genes e cultura pode ser o modo dominante da evolução humana“, afirmaram Kevin Laland e seus colegas em um estudo publicado na edição de fevereiro da Nature Reviews Genetics. Laland é biólogo evolutivo na Universidade de St. Andrews, Escócia.

A ideia de que genes e cultura co-evoluem existe já há algumas décadas, mas só começou a conquistar adesões recentemente. Dois de seus principais proponentes, Robert Boyd, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, e Peter Richerson, da Universidade da Califórnia em Davis, argumentam já há anos que os genes e a cultura agem de forma combinada para determinar a evolução humana.   “Não é queas nossas ideias tivessem sido desprezadas;  fomos apenas ignorados“, disse Boyd.  Mas, nos últimos anos, as referências de outros cientistas aos seus trabalhos “aumentaram imensamente“, ele afirma.

Os melhores indícios disponíveis para Boyd e Richerson de que a cultura age como força seletiva era a tolerância à lactose existente em muitos europeus setentrionais. A maioria das pessoas desativa o gene que digere a lactose presente no leite assim que deixam de mamar, mas os europeus setentrionais – descendentes de uma antiga cultura na qual a criação de gado era importante, que emergiu na região seis mil anos- mantêm esse gene ativo na vida adulta.  A tolerância à lactose é agora reconhecida amplamente como caso no qual uma prática cultural – beber leite não fervido – resultou em mudança evolutiva no genoma humana. Presumivelmente, a nutrição adicional oferecida por essa prática era tão vantajosa que adultos capazes de digerir leite deixavam mais descendentes, o que levou essa mudança genética a predominar em toda uma população.

 

Esse não é o único exemplo de interação entre genética e cultura.  Nos últimos anos, os biólogos estudaram todo o genoma humano em busca de traços de genes que estivessem sofrendo seleção. Esses traços surgem quando uma versão de um gene se torna mais comum do que outras versões porque seus portadores deixam mais descendentes sobreviventes. Com base nos indícios obtidos nesses estudos, até 10% do genoma – ou cerca de dois mil genes- mostravam traços de pressão seletiva.

Essas pressões são todas recentes, em termos evolutivos – e datam provavelmente de entre 10 mil e 20 mil anos no passado, na opinião de Mark Stoneking, geneticista do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, em Leipzig, Alemanha. Os biólogos podem inferir a razão para que essas forças seletivas sejam exercidas com base nos tipos de genes que são identificados nos estudos de genoma.    O papel da maioria dos  20 mil genes (aproximadamente)  presentes no genoma humano ainda é mal compreendido.  Mas todos esses genes podem ser designados por amplas categorias de funções prováveis, a depender da estrutura física da proteína que especificam.

Sob esse critério, muitos dos genes em seleção parecem estar respondendo a pressões convencionais. Alguns estão envolvidos no sistema imunológico, e presumivelmente se tornaram mais comuns devido à proteção que conferem contra doenças. Os genes que causam a pele mais pálida comum entre os europeus e asiáticos são provavelmente uma resposta à geografia e clima.   Mas outros genes parecem favorecidos em função de mudanças culturais. Entre eles há muitos genes envolvidos na dieta e metabolismo, que presumivelmente refletem uma grande mudança de dieta ocorrida na transição da fase coletora para a agrícola, iniciada 10 mil anos atrás.   A amilase é uma enzima presente na saliva que serve para dissolver amido. As pessoas que vivem em sociedades agrárias comem mais amido, e dispõem de cópias adicionais do gene da amilase, se comparadas a pessoas de sociedades que dependam da caça ou pesca.

As mudanças genéticas que resultam em tolerância à lactose foram identificadas não apenas nos europeus, mas em três sociedades pastorais africanas. Em cada um desses quatro casos, há uma mutação diferente, mas em todos vê-se o mesmo resultado: prevenir que o gene da digestão da lactose seja desativado quando a criança pára de mamar.    Muitos dos genes de sabor e cheiro demonstram sinais de pressão seletiva, talvez como reflexo na mudança de alimentos consumidos quando as pessoas trocaram a existência nômade pela sedentária. Outro grupo que sofre pressão é o de genes que afetam o crescimento ósseo. Eles podem refletir o peso menor do esqueleto humano que parece ter surgido em decorrência da transição para a vida estática, iniciada cerca de 15 mil anos atrás.

Um terceiro grupo de genes selecionados influencia a função cerebral. O papel desses genes é desconhecido, mas eles podem ter mudado em resposta a uma transição social, quando as pessoas deixaram os pequenos grupos de caçadores-coletores com no máximo 100 integrantes em troca de aldeias e cidades com milhares de moradores, disse Laland. “É  provável que algumas dessas mudanças resultem da agregação, da vida em comunidades mais numerosas“, ele afirma.

Os estudos do genoma certamente sugerem que muitos genes humanos ganharam forma pela ação de forças culturais.  Mas os testes de seleção são puramente estatísticos, e se baseiam em medições sobre a frequência de um gene.  Para determinar que um gene esteve de fato submetido à seleção, os biólogos precisam executar outros testes, como comparar formas selecionadas e não selecionadas do gene e determinar de que maneira elas diferem.

 

Stoneking e seus colegas o fizeram com três genes que mostram resultados elevados em testes estatísticos de seleção. Um dos genes que estudaram, conhecido como EDAR, ao que se sabe está envolvido no controle do crescimento do cabelo. Uma forma variante do EDAR é bastante comum nos leste-asiáticos e nos indígenas americanos, e é provavelmente o motivo para que essas populações tenham cabelos mais espessos que os europeus ou africanos.   Mesmo assim, não há explicação óbvia para que essa variante do EDAR tenha sido favorecida.  O cabelo mais espesso representaria uma vantagem por si só,  já que ajudaria a reter calor nos climas siberianos. Talvez o traço possa ter-se tornado comum pela seleção sexual, porque as pessoas o consideravam com atraente em seus parceiros. Uma terceira possibilidade deriva do fato de o gene funciona ativando um regulador genético que controla o sistema imunológico, e não só o crescimento de cabelo.

Com isso, o gene poderia ter sido favorecido: conferia proteção contra determinada doença, e os cabelos mais espessos seriam simplesmente um efeito colateral. Ou os três fatores poderiam estar em operação simultaneamente. “Trata-se de um dos casos sobre os quais mais sabemos, e ainda assim há muito que não sabemos”, disse Stoneking.

O caso do gene EDAR demonstra como os biólogos precisam ser cautelosos ao interpretar os sinais de seleção detectados nos estudos de genoma. Mas também indica o potencial de que os sinais seletivos tragam à luz alguns eventos importantes da pré-história humana, no período em que os seres humanos em sua forma moderna se dispersaram de seu lar primevo no nordeste da África e se adaptaram a novos ambientes. “Esse é o objetivo final“, disse Stoneking. “Minha formação aconteceu sob uma perspectiva antropológica, e queremos saber qual é a história“.

No caso dos seres humanos arcaicos, a cultura mudava muito devagar. O estilo de ferramentas de pedra conhecido como olduvaiense surgiu 2,5 milhões de anos atrás e se manteve inalterado por um milhão de anos. As ferramentas de pedra acheulenses que o sucederam duraram 1,5 milhão de anos. Mas entre os seres humanos cujo comportamento se considera moderno, os dos últimos 50 mil anos, o tempo de mudança cultural, ficou provado, foi muito mais acelerado. Isso traz à tona a possibilidade de que a evolução humana venha se acelerando, no passado recente, como resultado do impacto de rápidas mudanças culturais.

Alguns biólogos acreditam ainda que essa seja uma possibilidade, não há provas.  Os estudos de genoma que testam a seleção apresentam severas limitações. Não são capazes de ver as assinaturas de seleções passadas, que são eliminadas por novas mutações, de modo que não existe referência contra a qual comparar se a seleção natural recente vem sendo mais rápida do que no passado. Também é altamente provável que muitos dos retornos positivos de genes que parecem ter sido favorecidos não procedam.

Mas os estudos também enfrentam dificuldade para identificar genes de seleção fraca, e por isso podem estar captando apenas uma pequena fração do estresse recente no genoma. Modelos matemáticos da interação entre genes e cultura sugerem que essa forma de seleção natural pode ser especialmente rápida. A cultura se tornou uma força de seleção natural, e caso prove ser uma das maiores, então a evolução humana pode estar se acelerando, à medida que as pessoas se adaptam a pressões que elas mesmas criam.

Tradução: Paulo Migliacci ME

Adaptação minha

FONTES: Terra e The York Times





Música e barulho podem conviver?

27 02 2010

 

Ilustração década de 1970.

Você enfrenta dificuldades para distinguir bem o que as pessoas dizem em festas? Tente estudar piano antes de sair de casa.    Músicos – de cantores de karaokê a violoncelistas profissionais- são mais capazes de ouvir sons direcionados em um ambiente ruidoso, de acordo com novas pesquisas que reforçam as indicações de que a música faz com que o cérebro funcione melhor.

Nos últimos 10 anos, houve uma explosão de pesquisas sobre a maneira pela qual a música funciona no cérebro“, disse Aniruddh Patel, titular da cátedra Esther Burnham de pesquisa no Instituto de Neurociências de San Diego.   Mais recentemente, estudos de ressonância magnética em cérebros demonstraram que a música ativa muitas partes diferentes do cérebro, e isso inclui uma sobreposição nas áreas em que o cérebro processa música e linguagem.

A linguagem é um aspecto natural a considerar no estudo de como a música afeta o cérebro, de acordo com Patel. Como a música, a linguagem “é universal, existe nela um forte componente de aprendizado, e ela tem a capacidade de transmitir significados complexos“.

 
Por exemplo, os cérebros de pessoas expostas a treinamento musical, mesmo que casual, têm uma capacidade ampliada de gerar os padrões de ondas cerebrais em gerais associados a sons específicos, sejam eles musicais ou falados, disse Nina Kraus, diretora científica do estudo e do Laboratório de Neurociência Auditiva da Universidade Northwestern, no Illinois.

As pesquisas anteriores de Kraus haviam demonstrado que, quando uma pessoa ouve um som, a onda cerebral gravada na mente em resposta é fisicamente idêntica à onda sonora original. De fato, “tocar” a onda cerebral produz um som quase idêntico.

Mas para as pessoas desprovidas de um ouvido musical treinado, a capacidade de produzir esses padrões decresce à medida que se intensifica o ruído de fundo, de acordo com diversas experiências. Os músicos, em contraste, treinaram suas mentes, inconscientemente, a reconhecer melhor os padrões sonoros seletivos, mesmo que o som de fundo seja mais intenso.

O efeito geral é semelhante ao de uma pessoa que esteja aprendendo a dirigir um carro dotado de câmbio manual, disse Kraus.   “Quando você começa a aprender a dirigir, precisa pensar sobre a alavanca de câmbio, a ação da embreagem, todas as diferentes partes envolvidas“, ela disse à National Geographic News. “Mas depois que você aprende, seu corpo sabe dirigir quase automaticamente“.

Ao mesmo tempo, as pessoas que sofrem de certos distúrbios de desenvolvimento, a exemplo da dislexia, enfrentam maior dificuldade para distinguir sons em meio ao ruído – o que constitui sério problema, por exemplo, para estudantes que se esforçam por ouvir o professor em uma sala de aula lotada.

A experiência musical poderia, com isso, se tornar uma terapia crucial para crianças portadoras de dislexia e de distúrbios associados à linguagem semelhantes, disse Kraus na reunião 2010 da Sociedade Americana para o Progresso da Ciência, hoje.

 
Seguindo percurso semelhante, Gottfried Schlaug, neurocientista na escola de medicina da Universidade Harvard, constatou que pacientes de derrames que perderam a capacidade de falar podem ser treinados para pronunciar centenas de frases se aprenderem primeiro a cantá-las.

Em trabalho de pesquisa apresentado na mesma reunião, Schlaug demonstrou os resultados de terapia musical intensiva em pacientes com lesões no lobo esquerdo do cérebro, a área associada à linguagem.

Antes que iniciarem a terapia, esses pacientes de derrame respondiam a perguntas com frases e sons em larga medida incoerentes. Mas depois de apenas alguns minutos de trabalho com os terapeutas, eles conseguiam cantar “Parabéns a Você”, recitar seus endereços e comunicar que estavam sentindo sede.

Os sistemas subdesenvolvidos que respondem à música do lado direito do cérebro ganharam força e mudaram de estrutura“, disse Schlaug.  O índice de sucesso variava de acordo com a data do derrame e a severidade dos danos causados, ele informou. Mas diversos dos pacientes conseguiram por fim ensinar a si mesmos novas palavras e frases, ao transformá-las em canções, e alguns poucos deles conseguiram ir além das frases simples e fazer pronunciamentos curtos.

Em termos gerais, Schlaug disse que as experiências demonstram que “a música pode ser uma mídia alternativa para ativar partes do cérebro que de outra forma ficam inativas“.  Kraus, da Northwestern, concorda. Ela acrescentou que o estudo de música, não importa que idade tenha a pessoa, deveria ser universalmente encorajado, porque pode desempenhar papel chave na educação, em terapias clínicas e até mesmo em medidas protetoras para manter a mente aguçada quando uma pessoa envelhece.  “Além disso“, ela afirmou, “estudar música é em si inerentemente maravilhoso“.

Fonte: TERRA

Tradução: Paulo Migliacci ME





Está na hora de dormir, não espere mamãe mandar…: um cochilo faz muito bem!

27 02 2010
Ilustração, Walt Disney.

 

Se o seu cérebro fosse uma conta de e-mail, o sono – e, mais especificamente, os cochilos – seriam o equivalente a limpar a caixa de entrada. É essa a conclusão de um novo estudo que pode explicar por que as pessoas dedicam tanto do tempo que passam dormindo a um estado pré-sonho conhecido como estágio 2, de sono sem movimento rápido dos olhos (REM).

Há anos os estudos sobre o sono ofereciam indicações de que uma soneca poderia melhorar a capacidade humana de armazenar e consolidar memórias, o que reforça a ideia de que uma boa noite de sono – e cochilos ocasionais – ajuda bem mais a aprender do que virar a madrugada estudando.

Agora, os cientistas podem ter descoberto, ainda que apenas parcialmente, como isso acontece. Durante o sono, informações que ficam abrigadas no setor de armazenagem curta do hipocampo – a parte do cérebro responsável pela memória – migram para o banco de dados de prazo mais longo localizado no córtex.

Essa ação não só ajuda o cérebro a processar novas informações como libera espaço para que o cérebro absorva novas experiências.  Isso significa que “não é só importante dormir depois de aprender; é crucial dormir antes de aprender“, diz Matthew Walker, da Universidade da Califórnia em Berkeley, o diretor científico do estudo, em entrevista coletiva.

O sono prepara o cérebro, posicionando-o como uma esponja seca e pronta a absorver novas informações“, disse.
Em seu mais recente trabalho, apresentado em uma reunião da Sociedade Americana para o Progresso da Ciência, em San Diego, Walker e seus colegas pediram a 39 jovens adultos que executassem diversas tarefas relacionadas ao aprendizado factual.  Um grupo foi convidado em seguida a tirar uma soneca de 90 minutos, enquanto o outro permanecia desperto.  Depois, os dois grupos realizaram nova rodada de tarefas. Os participantes que não haviam cochilado se saíram muito pior do que o grupo do cochilo, constataram os pesquisadores.

Uma medição da atividade elétrica cerebral dos participantes que haviam cochilado revelou que sua memória “cache” se havia esvaziado durante o sono de estágio dois.   Ainda que o estágio do sonho, ou sono REM, talvez seja mais conhecido, os seres humanos passam cerca de metade de cada noite em sono de estágio 2, no qual não ocorre REM.  O sono com REM é crucial para o raciocínio mais complexo, por exemplo buscar conexões não óbvias entre fatos previamente aprendidos – um processo que Walker descreve como “uma busca no Google feita da maneira certa – ou errada“.

Quando você tem um problema, ninguém diz ‘fique acordado que amanhã isso passa’“, brincou o pesquisador. Em lugar disso, o sono, ou mais especificamente o sono com REM, é uma maneira de o cérebro receber informações que inicialmente podem não parecer relacionadas à sua ¿busca¿ mental, e assim permitir o desenvolvimento de soluções criativas.   De fato, ele afirmou, os nossos sonhos podem ser uma espécie de campo de provas para a solução inconsciente de problemas.

Ilustração, Maurício de Sousa.

Infelizmente, as novas constatações não significam que todo mundo se beneficiaria de um cochilo vespertino, apontou Sara Mednick, professora de psiquiatria na Universidade da Califórnia em San Diego.  Ela lembra que algumas das pessoas que tiram cochilos despertam zonzas e desorientadas devido à chamada inércia do sono. “Isso é o que acontece ao despertarmos de um sono profundo, de ondas lentas“.   Porque a temperatura do cérebro e seu fluxo sanguíneo se reduzem no estágio dois do sono, é incômodo despertar subitamente e passar a um nível muito mais acelerado de atividade cerebral.

Estudos anteriores haviam demonstrado que as pessoas que costumam cochilar tendem a dormir de modo mais leve. Isso significa que passam muito menos tempo, pelo menos nas horas iniciais do sono, em um sono profundo desprovido de REM.   Se um cochilo o deixa zonzo, também é possível obter um estímulo semelhante de desempenho em certas atividades mentais ao simplesmente descansar a cabeça, ela diz.

Em alguns casos“, afirma Mednick, “um período de repouso silencioso e um cochilo oferecem o mesmo benefício de memória“.

 

 Fonte:  TERRA

Tradução: Paulo Migliacci ME





Filhotes fofos: Bebê girafinha

18 02 2010

girafa

Denisa deu à luz uma fêmea no parque zoológico israelense.

 

Uma girafa de 19 anos deu à luz seu 11º filhote no Safari Park de Ramat Gan, nas redondezas de Tel Aviv.

A girafa Denisa, uma veterana em se tratando de maternidade, ganhou uma fêmea.

Fonte:  FOLHA





Filhotes fofos: bebê hipopótamo

13 02 2010

hipo recem nascido

Hipopótamo recém-nascido se alimenta junto a sua mãe, no viveiro da espécie dentro do zoo Blijdorp em Roterdã. Os biólogos esperam que a mãe não rejeite a nova cria durante o processo de adaptação dos animais





Um nó de feixos de luz! Científico e romântico!

20 01 2010

 

Ilustração de Walt Disney.

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Uma equipe de físicos britânicos conseguiu dar vários nós em feixes de luz, em uma experiência inédita relatada em artigo na revista científica Nature Physics.

Segundo o especialistas, o feito foi possível graças à chamada “Teoria dos Nós“, um ramo da matemática abstrata inspirado nos nós cotidianos, como os de cordas e sapatos. “Em um feixe, o fluxo de luz no espaço é semelhante ao das águas de um rio“, explicou Mark Dennis, da Universidade de Bristol e principal autor do estudo. “Apesar de correr em uma linha reta, a luz também pode fluir em voltas e redemoinhos, formando linhas no espaço chamadas de vórtices ópticos.”

Ao longo desses vórtices, a intensidade da luz é zero. Toda a luz à nossa volta é cheia dessas linhas negras, apesar de não podermos vê-las“, disse.

 

Foto: BBC


Vórtices ópticos podem ser criados com hologramas que direcionam o fluxo de luz. Neste estudo, a equipe desenhou hologramas usando a teoria dos nós. E com esses hologramas, conseguiram criar nós em vórtices ópticos.  Para os cientistas, a compreensão de como controlar a luz tem importantes implicações para a tecnologia a laser usada em vários campos, da medicina à indústria.

O sofisticado desenho de hologramas necessário para a nossa experiência mostra um avançado controle óptico, o que pode sem dúvida vir a ser usado em futuros aparelhos a laser“, disse Miles Padgett, da Universidade de Glasgow.

FONTE: Terra





Folha artificial pode gerar hidrogênio verde

11 01 2010

Detalhes escondidos no mundo natural poderão ser fontes de energia limpa, no futuro.  Pelo menos é isso o que os cientistas de materiais que criaram folhas artificiais que podem coletar luz para dividir a molécula da água e gerar hidrogênio sugerem hoje na revista New Scientist.

Cientistas chineses da Universidade de Jiao Tong, em Xangai, desenvolveram folhas artificiais que imitam o processo de fotossíntese das plantas.  A intenção é permitir a captação da energia solar para gerar hidrogênio de forma eficaz e viável ecologicamente.  O processo seria criar uma fábrica de hidrogênio em miniatura.

As folhas das plantas se desenvolveram através de milhões de anos para apreender a luz vinda dos raios do sol de maneira bastante eficiente.  Elas usam essa energia para produzir seu alimento e no processo elas dividem a molécula d’água e criam íons de hidrogênio.  Imitando esse processo seria possível criar fabricas em miniatura de hidrogênio. 

Usar a luz do sol para dividir a molécula d’água e formar combustível na forma de hidrogênio é uma das mais promissoras táticas para erradicar a nossa dependência do carbono”, explicou o cientista Tongxiang Fan.  A idéia não é nova, mas, até agora, os pesquisadores haviam se concentrado na tentativa de modificar ou imitar moléculas que realizam o processo.  “Nós gostaríamos de adotar um sistema com um processo completamente diferente que viesse a imitar a fotossíntese,  copiando a elaborada arquitetura elaborada das folhas verdes”, explicou Fan.  

As folhas das plantas foram submetidas a vários processos químicos para obter um material que retém muito de sua estrutura original. Este sistema poderia ser útil no desenvolvimento de um método “limpo” para produzir hidrogênio.

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A fotossíntese é o processo em que as plantas transformam energia luminosa em química, processando o CO2, a água e outros minerais em compostos orgânicos e produzindo o oxigênio.

Fonte: Terra  e New Scientist





Filhotes fofos: Panda no zoológico de San Diego

11 01 2010

 

Foto: AFP

O filhote de panda gigante Yun Zi, de cinco meses de idade, foi apresentado à imprensa no zoológico de San Diego, nos Estados Unidos. Yun Zi, que significa “filho da nuvem“, tentou subir em uma árvore, caiu e subiu novamente no galho, observado por sua mãe, Bai Yun, que significa “nuvem branca”.

Bebês pandas são muito resistentes e é tudo parte do processo de aprendizado“, disse a funcionária do zoológico Kathy Hawk. “Cair é parte do processo educacional.”

Yun Zi nasceu no zoológico no dia 5 de agosto do ano passado. “Ele é muito ativo. Ele estava brincando e definitivamente se mostrando para os câmeras. Uma pessoa até me perguntou brincando se eu preparei o panda para o evento“, disse Kathy. Os pandas gigantes foram emprestados ao zoológico de San Diego pelo governo da China.

FONTE:  Terra





Paleontologia:descobertas as mais antigas pegadas de animal de 4 patas

8 01 2010
Foto: BBC

A prova mais antiga de um animal de quatro patas caminhando no solo foi descoberta na Polônia. Rochas de uma mina desativada nas montanhas da Santa Cruz, na Polônia, trazem “pegadas” de uma criatura desconhecida que viveu há 397 milhões de anos.   Diversos “caminhos” foram identificados nas Minas Zachelmie. Eles representam o movimento de diversos animais quando se movimentavam pela região que nessa época era um lamaçal tropical de ribeirinho, no Periodo Devoniano  da Terra.  

 

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O artigo com a descoberta é o destaque de capa da revista científica Nature. Segundo os cientistas, é possível inclusive perceber os “dedos” do animal. A equipe de cientistas afirma que com a descoberta é um indício de que os primeiros vertebrados terrestres podem ter aparecido milhões de anos antes do que se acreditava.

Este lugar revelou o que eu considero alguns dos fósseis mais incríveis que já achei na minha carreira como paleontólogo“, disse Per Ahlberg, da Universidade de Uppsala, na Suécia, que trabalhou na pesquisa. “As pegadas nos dão o registro mais antigo de como nossos ancestrais distantes saíram da água, se moveram pelo solo e deram seus primeiros passos.” 

Foto: BBC

Os animais eram provavelmente semelhantes a crocodilos e teriam tido um estilo de vida semelhante aos dos anfíbios (que só vieram a surgir milhões de anos depois).  O tamanho das pegadas indica que eles teriam mais de dois metros de tamanho. A equipe de cientistas da Polônia e da Suécia criou uma imagem hipotética do animal a partir da pegada.  Os pesquisadores reconstruíram pelos desenhos das pegadas como essas criaturas moviam suas “ancas”,  “cotovelos” e “joelhos”.

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Antes da descoberta na Polônia, o fóssil mais antigo com características semelhantes era de 375 milhões de anos atrás.   A teoria é que as primeiras criaturas na terra vieram dos peixes que tinham guelras em lóbulos.  A hora exata que dessa transição tem sido uma um dos campos mais ativos de pesquisa na área, nos últimos anos.  Paleontologistas acreditam que esta transição foi rápida, mas em etapas.  Talvez o mais conhecido fossil desta passage seja o organismo conhecido como Tikaalik roseae, um animal com características intermediárias entre peixe e quadrúpedes. 

Reconstrução período devoniano.  UERJ.

 

Fontes para o artigo:

Parte da tradução: Terra

Outra fonte: BBC





Filhotes fofos: bebê leopardo e sua mamãe

8 01 2010

 

Aqui está Tumai.  Ela é uma mamãe leopardo muito orgulhose de sua prole que está com 10 semanas.  Foram  4 filhotes: dois meninos e duas meninas!  Tumai mora no  Zoológico de Washington DC, nos Estados Unidos.