Brincadeiras de crianças! No Dia da Criança!

12 10 2015

 

portinari_meninosbalanco, óleo sobre tela, 1960, 61 x 49 cm.Meninos  no balanço, 1960

Cândido Portinari (Brasil, 1903-1964)

óleo sobre tela,  61 x 49 cm

 

ANSELMO RODRIGUES - Bambolê - 70 x 80 cm - OST - Ass. CID e Dat. 1984Bambolê, 1984

Anselmo Rodrigues (Brasil, 1948)

óleo sobre tela, 70 x 80 cm

 

DARCIO LIMA - Óleo sobre tela, 65 cm x 55 cm (obra), assinado no canto inferior direito e datado de 1980,Menino com tambor, 1980

Dárcio Lima (Brasil, 1951-1993)

óleo sobre tela, 65 x 55 cm

 

Edésio Esteves, Brincadeira de Criança, 1972,ost, 65x54 cmBrincadeira de Crianças, 1972

Edésio Esteves (Brasil, 1916)

óleo sobre tela, 65 x 54 cm

 

Gentil Garcez (Brasil, 1903, 1992) Crianças pegando coco, 1954, ose, 30 x 20 cmCrianças pegando coco, 1954

Gentil Garcez (Brasil, 1903-1992)

óleo sobre tela, 30 x 20 cm

 

INIMÁ DE PAULA (1918 - 1999) - O Menino no Cavalo de Carrocel, guache, 44 x 28. Assinado e datado (1976)O menino no cavalo de carrossel, 1976

Inimá de Paula (Brasil, 1918-1999)

guache sobre papel, 44 x 28 cm

 

Quaglia, DiabolôDiabolô, 2013

João Quaglia (Brasil, 1928)

óleo sobre tela, 50 x 40 cm

 

Adelson Santos - Jogo de cartas de baralho, o.s.t. - 85 x 120 cm. Assinado e datado 2003.Jogo de cartas de baralho, 2008

Adilson Santos (Brasil, 1944)

óleo sobre tela, 85 x 120 cm

 

ARTHUR TIMOTHEO DA COSTA, No atelier - óleo sobre tela - 80x120cm - ass., datado e localizado cie. 1907 - Rio(Coleção particular ROSANA POCINHO)No ateliê, 1907

Arthur Timótheo da Costa (Brasil, 1882-1923)

óleo sobre tela, 80 x 120 cm

 

milton da costa, carrossel, 1963,ost 38 x 41Menina no Carrossel, 1963

Milton Dacosta (Brasil, 1915-1988)

óleo sobre tela, 38 x 41 cm

 

 

Cláudio Dantas, (Brasil, contemporâneo) Infância, 2010, ost, 70 x 100Infância, 2010

Cláudio Dantas (Brasil, 1959)

óleo sobre tela, 70 x 100 cm

 

Ronaldo Noronha, Menino e pipa, ost,82 x 71 cmMenino e pipa

Ronaldo Noronha (Brasil, 1938)

óleo sobre tela, 82 x 71 cm

 

Teruz, Orlando, Cabra Cega, OST, 22 x 16, ACID, 1974Menina brincando de Cabra-cega, 1975

Orlando Teruz (Brasil, 1902- 1984)

óleo sobre tela, 22 x 15 cm

 

VAGNER ANICETO- OST DATADO DE 1986, MEDINDO 30 CM X 21 CM.Crianças brincando, 1986

Vagner Aniceto (Brasil, 1950)

óleo sobre tela, 30 x 21 cm





A chegada… texto de João Felício dos Santos

25 05 2015

 

 

PORTINARI Família real (chegada)2A chegada da Família Real à Bahia, 1952

Cândido Portinari (Brasil, 1903-1962)

Painel, óleo sobre tela, 381 x 580 cm

Banco BBM, Rio de Janeiro

Obra executada para decorar uma das salas da sede do Banco da Bahia, Salvador, Bahia.

 

 

“E foi o desembarque.

Conde da Ponte, o fiel, o velho, o prudente governador, já bem prevenido  — pelos ingleses — da vinda de tantos hóspedes importantes, havia providenciado tudo, da melhor forma que lhes fora possível.

Até bom suprimento de água potável e para a limpeza geral (tão urgente para quem trazia dois meses de carências e desconfortos), já se acumulava em tinas, pipotes e barris pelos quatro cantos da cidade enfeitada em ansiedades.

Do interior da província chegavam, a cada instante, as coisas mais inesperadas como reforço suplementar de manutenção.

Na subida da Montanha, ladeira por onde começara a desfilar o séquito real em emperrados trânsitos, sinos bimbalhando folganças em toda a redondeza, espalhava-se grosso povo em guardadas roupas (militares, frades, escravos, mucamas…) de domingo.

Mendigos.

Buscando evidências de importante separação, nobres da terra, de espadins e chapéus de fivela, desviavam seus cavalos, apeando-se com graça estudada nos requintes pretensiosos, de cima de seus selins ornados pretensiosamente com muita prata de lei. — Era a colônia a querer dar a nota de sociedade esmerada em preciosismos de educação. Nos becos onde sapateiros e outros ambulantes já haviam topado sítios bons para ver o desfile, acoitavam-se vendedores de comida com seus tabuleiros asseados em panos da costa e de rendas.

Nenhum local próximo andava devoluto. A população primava em berrantes presenças.

No adro da Conceição da Praia (sinos refrescando alegrias), estacionavam palanquins e serpentinas profusos em ouros, tetos de esmalte pintados ao gosto do tempo do senhor D. José, e cortinas riscadas de seda-china.

Os estufins e liteirinhas guardadas por dentuços moleques escravos, jogando aius na areia do chão a canela varrido, maganos moleques de tricórnios de plumas, casacas azuis, luvas branquinhas de anil e potassa nos fios de Escócia, ufanamente de pés no chão; os estufins e liteirinhas, nas festas ingênuas da colônia em sorriso, abrigavam a curiosidade espantada de muitos olhos negros, peludos olhões da rica mestiçagem na terra brotada.

Botinas-gracinhas, atacadas até aos tornozelos morenos, sacudiam impaciências do lado de fora, pelas frestas das sanefas ciosamente corridas.

Impaciências também ondulavam nas escondidas ancas armadas das senhorinhas passageiras enquanto escondiam assanhamentos, amuadas pela demora do cortejo.

E afogavam os ligeiros peitinhos cheirando a macela-alfazema, aperreados nos sonsos decotes dos espartilhos marotos da Europa importados. …”

 

 

Em: Carlota Joaquina a rainha devassa, de João Felício dos Santos, Rio de Janeiro, Ed. Civilização Brasileira: 1968, pp:65-66

 





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

11 03 2015

 

portinariNatureza Morta com moringa, 1931

Cândido Portinari (Brasil, 1903-1962)

óleo sobre tela, 60 x 80 cm

Galeria Don Quixote





A lenda do algodão, folclore brasileiro

26 12 2014

 

Candido Portinari, Colheita do Algodão, Guache sobre PapelColheita do algodão, 1937

Cândido Portinari (Brasil, 1903-1962)

guache sobre papel, 37 x 26 cm

Acervo do Palácio Capanema, Rio de Janeiro

 

 

A lenda do algodão

 

Há umas centenas de anos, os índios viviam sem cultivar a terra; tampouco domesticavam os animais. Não fiavam, nem teciam. Era um tempo quando ainda não construíam as malocas que tanto associamos a eles. Moravam em cavernas ou nas copas das árvores mais altas e frondosas, junto aos pássaros e longe dos animais selvagens que não subiam tantos metros acima da terra.

Nessa época havia um pajé, chefe da tribo, chamado Sacaibu. Ele era muito sábio e, vendo que o local onde estavam não oferecia alimentos em abundância, resolveu levar seu povo para outras terras, numa região montanhosa, onde havia muita caça, água fresca das nascentes dos rios próximos e grande variedade de árvores frutíferas que dariam ao seu povo uma alimentação mais rica e equilibrada. Acabaram por se estabelecer numa área verde, a mais plana da região, próxima a um despenhadeiro, que formava um abismo, tão íngreme que a tribo não conseguia descer.

Lá chegando Sacaibu plantou a semente, de uma planta que ele desconhecia, mas que lhe havia sido dada por Tupã, o trovão, o mensageiro que transmitia todas ordens de Deus. Sacaibu ficou feliz ao ver que a semente em pouco tempo germinou e passado algum tempo se transformou em um arbusto frondoso. Para surpresa de todos, ele dava uma flores diferentes: tufos brancos.

Curiosos com a aparência dessas flores, os índios colheram os tufos e começaram a imaginar o que poderia ser feito com eles.

Eventualmente aprenderam a desfiar, tecer, trançar e descobriram que com essas flores podiam fazer corda, cordas fortes, que prendiam ou levantavam muito peso. Com as cordas eles desceram ao longo do abismo e lá embaixo encontraram outro povo, muito adiantado que logo lhes ensinou a cultivar a terra.





Dia 12 de outubro — Dia das crianças e como elas brincam! – 2

12 10 2014

 

 

Djanira da Motta e Silva, Meninos com Pipa, ost, 1966, estudo de painel, 65 x 81 cmMeninos com pipa, 1966

Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1915-1979)

óleo sobre tela, estudo para painel, 65 x 81 cm

 

João Quaglia.Cama de Gato – 2013,Óleo Sobre Tela - 60 x 50 cmCama de gato, 2013

João Quaglia (Brasil, 1928)

óleo sobre tela,  60 x 50 cm

 

Jorge Mori,Crianças brincando,ost, 1945, 33,5 x 41 cm.Crianças brincando, 1945

Jorge Mori (Brasil, 1938)

óleo sobre tela, 33 x 41 cm

 

Marcio Pita - Quadro futebol de botão quadro óleo sobre tela 40x60cmFutebol de botão

Márcio Pita (Brasil, 1958)

óleo sobre tela, 40 x 60 cm

 

Menase Waidergorn (1927),Jogadores de xadrez, ost,30x40cmJogadores de xadrez

Menase Waidergorn (Brasil, 1927)

óleo sobre tela, 30 x 40 cm

 

SYLVIO PINTOMenino.osp, 1964 51 x 40 cmMenino, 1964

Sylvio Pinto (Brasil, 1918-1997)

óleo sobre papel, 51 x 40  cm

 

Menina e Bicicleta, de 1965, Milton DacostaMenina de bicicleta

Milton Dacosta (Brasil, 1915-1988)

óleo sobre tela

 

Mariza lacerda, (Brasil, 1939)  ano 2012, 60x50cm, Oleo sobre TelaCiranda, 2012

Marisa Lacerda (Brasil, 1939)

óleo sobre tela, 60 x 50 cm

 

portinari_cambalhotaóleo sobre tela, 1958, 59.5 x 72.5 cm.Cambalhota, 1958

Cândido Portinari (Brasil, 1903-1962)

óleo sobre tela, 59 x 72 cm

 

REYNALDO FONSECA (1925),Menina e o macaco,1977,ost, 95 x 130 cmA menina e o macaco, 1977

Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925)

óleo sobre tela, 95 x 130 cm

 

Heraldo Pedreira (BA 1948) Cidade ao cair da tarde, 1985, 35 x 50A cidade ao cair da tarde, 1985

Heraldo Pedreira (Brasil, 1948)

óleo sobre tela,  35 x 50 cm

 

Claúdio Dantas, ( Brasil, contemporâneo), Revoada, 2010, ost, 80x 100, don quixoteRevoada, 2010

Cláudio Dantas (Brasil, 1959)

óleo sobre tela 80 x 100 cm

 

 

Enrico Bianco, Boloa de gude,Jogando bolinha de gude

Enrico Bianco (Itália/Brasil, 1918-2013)

óleo sobre tela

 

Edmar Fernandes - Quadro óleo sobre MDf 17x27cm subindo no pau de seboSubindo no pau de sebo

Edmar Fernandes (Brasil, 1982)

óleo sobre placa, 27 x 17 cm

 

TERUZ, Orlando (1902 - 1984) - Meninas na Gangorra, o.s.t. - 80 x 100 cm. Assinado, datado 84 e localizado Rio eMeninas na gangorra, 1984

Orlando Teruz (Brasil, 1902-1984)

óleo sobre tela, 80 x 100 cm





Os Retirantes, texto de Francisco de Barros Júnior

9 09 2014

 

 

1203069992_fCriança morta, 1944

Cândido Portinari (Brasil, 1903-1962)

óleo sobre tela, 176 x 190 cm

MASP — Museu de Arte de São Paulo, SP

 

 

Quem não conhece sua história está fadado a repeti-la.

 

 

“Era 1928, com o café valorizado, em vésperas do craque de seu famigerado Instituto, São Paulo era a Meca dos nordestinos que rumavam para as suas fazendas. Agenciadores traziam-nos aos milhares nas terceiras classes dos vapores do Loide ou pela navegação do S. Francisco. Foi porém tal o êxodo, que um decreto proibiu a saída de trabalhadores de um para outro estado. Essa proibição mais acirrou a ânsia de emigrarem, e famílias se reuniam, viajando as duzentas e cinquenta ou trezentas léguas até Montes Claros. Vinham a pé pelos trilhos e caminhos incertos das caatingas, gastando dois a três meses nessa trágica peregrinação, juntando mais cruzes às que guardam os esqueléticos corpos de inocentes crianças, mulheres enfraquecidas pelas privações, e velhos abatidos pela fome, sede, ou antigas mazelas agravadas. Umas sepulturas são recentes, outras mais antigas, as dos que, anos antes, seguiam o mesmo rumo.

As mães levam nos braços, a sugar-lhes os peitos mirrados e sem leite, criancinhas magríssimas, mal protegidas por panos sujos e esfarrapados. Outras, levam filhos de dois e três anos inteiramente nus, montados nos quadris. Jumentinhos, a que chamam “jegues”, desaparecem sob cargas fabulosas, sobre as quais ainda vão encarapitados moleques de sete e oito anos.

Léguas e léguas, dias seguidos sob a soalheira estorricante, economizando avaramente restinho de água quente no fundo do surrão de couro de cabra, sem encontrar cacimba ou brejo, onde possam escavar em busca do vital elemento. Caminham parte da noite à luz das estrelas que brilham desusadamente na atmosfera sem umidade. Quando o cansaço é grande, acampam sob o pano esfarrapado de barracas, à sombra problemática de árvores desfolhadas. Os jegues roem cascas de árvores e passam dias e dias sem beber, caminhando sem parar, sob o peso da sua carga, de cabeça baixa e olhos semicerrados.”

 

Em:  Caçando e pescando por todo o Brasil, 3ª série: no planalto mineiro, no São Francisco, na Bahia, de Francisco de Barros Júnior, São Paulo, Melhoramentos: s/d, pp. 86-87.

Francisco Carvalho de Barros Júnior (Campinas, 14 de dezembro de 1883 — 1969) foi um escritor e naturalista brasileiro que ganhou em 1961 o Prêmio Jabuti de Literatura, na categoria de literatura infanto-juvenil.

Francisco Carvalho de Barros Júnior, patrono da cadeira n° 16 da Academia Jundiaiense de Letras, colaborou em vários jornais e revistas e é o autor da série Caçando e Pescando Por Todo o Brasil, um relato de viagens pelo Brasil na primeira metade do século XX, descrevendo diversos aspectos das regiões visitadas (entre outros botânica, animais e populações caboclas e indígenas).

Obras:

Série Caçando e Pescando Por Todo o Brasil

Primeira série: Brasil-Sul, 1945

Segunda Série: Mato Grosso Goiás, 1947

Terceira Série: Planalto Mineiro – o São Francisco e a Bahia, 1949

Quarta Série: Norte,  Nordeste,  Marajó, Grandes Lagos, o Madeira, o Mamoré, 1950

Quinta Série: Purus e Acre, 1952

Sexta Série: Araguaia e Tocantins, 1952

Tragédias Caboclas, 1955, contos

Três Garotos em Férias no Rio Tietê, 1951, infanto-juvenil

Três Escoteiros em Férias no Rio Paraná, infanto-juvenil

Três Escoteiros em Férias no Rio Paraguai, infanto-juvenil

Três Escoteiros em Férias no Rio Aquidauana, infanto-juvenil





A chegada da família real, texto de Paulo Setúbal

18 08 2014

 

 

Família real (chegada)2A chegada da família real a Salvador, 1952

Cândido Portinari (Brasil, 1903-1962)

Óleo sobre tela

Pinacoteca da Associação Comercial da Bahia.

 

“O bergantim real, alcatifado de coxins de veludo, com o seu belo toldo de damasco franjado, atracou debaixo do mais quente ribombo de festa. O povo espremia-se no cais. Milhares de espectadores, com avidez mordente, o coração aos saltos, contemplavam, fascinados, a embarcação garrida. Tudo queria “ver o rei”. O Conde dos Arcos, que então governava o Brasil, correu a abrir a portinhola: e do bergantim, muito ataviada de garridices, desceu lustrosamente a família real. Era D. João VI em grande gala. Era D. Carlota Joaquina, com seu fuzilante diadema de predarias. D. Pedro, o herdeiro do trono, principezinho de nove anos, muito vivo, os cabelos crespos e negros, saltou acompanhado de Frei Antônio de Arrábida, o preceptor. Seguia-o o irmão mais moço, o infante D. Miguel, todo de veludo, calças compridas, o gorro apresilhado por um fúlgido broche de pedras. As princesas vinham enfeitadas com primor. Muito lindas. Vestiam sedas dum azul pálido, enevoadas de arminho, com grandes diamantes nas orelhas e altos trepa-moleques nos cabelos. Viera, também, galhardo e belo, um moço arrogante, muito simpático, olhos romanticamente verdes: era o Senhor D. Pedro Carlos de Bourbon e Bragança, infante da Espanha, sobrinho dos regentes.

No cais, fora armado um altar. D. João e D. Carlota, seguidos pelo príncipe e pelos infantes, ajoelharam-se diante dele. O chantre da Sé tomou da água benta e aspergiu ritualmente os reais hóspedes. Tomou do turíbulo de prata e incensou-os  por três vezes. D. João, com fervorosa compungência, caiu então por terra: beijou o Santo Lenho. A corte, prosternando-se, acompanhou-o no beijo tradicional. Depois, ao longo do cais, formou-se um séquito de honra. Lá ia a bandeira, lá ia a cruz, lá iam os nobres, lá ia o clero, lá ia a gente da terra. No meio das alas, carregado pelo Senado da Câmara, franjado de ouro, rutilando ao sol, um imenso pálio de seda: e, debaixo dele, com os seus atavios carnavalescamente vistosos, a deslumbrar a colônia, toda a família real.”

 

Em: As maluquices do Imperador, Paulo Setúbal, São Paulo, Clube do Livro: 1947, pp: 14-15.





Dia 12 de outubro — Dia das crianças e como elas brincam!

12 10 2011

Pulando carniça, 1957

Cândido Portinari (Brasil, SP 1903- RJ 1962)

óleo sobre madeira, 53 x 64cm

Para quem é criança e para quem tem crianças todo dia é dia das crianças! 
Vejam só todas as suas atividades.
Digam: não é sempre dia das crianças?

Menino com pião, 1996

Reynaldo Fonseca (Brasil,PE, 1925)

óleo sobre madeira, 46x 37 cm

Amarelinha, 1974

Aldemir Martins (Brasil,  CE, 1922- Argentina, Buenos Aires, 2006)

óleo, 35 x 70cm

Meninos empinando pipa, 1950

Djanira da Motta e Silva ( Brasil, SP 1914- RJ 1979)

óleo sobre tela

Roda de peteca, 1983

Heitor dos Prazeres (Brasil, RJ 1898-1966)

óleo sobre tela,  50 x 60cm

 Cama de gato, 1976

Gustavo Rosa (Brasil, SP, 1946)

acrílica sobre tela, 80 x 80cm

Barquinhos de papel

Márcio Pita (Brasil, 1958)

óleo sobre tela, 50 x 70 cm

Roda, 1942

Milton da Costa (Brasil, RJ 1915-1988)

óleo sobre tela

Menina de tranças, 2008

Inha Bastos (Brasil, BA, 1949)

óleo sobre tela, 50 x 50 cm

Baixa temporada, 2010

Cláudio Dantas (Brasil, 1959)

óleo sobre tela,  90 x 120 cm

Cabra-cega, 1978

Otaciano Arantes (Brasil, RS, 1931)

óleo sobre tela, 22×33 cm

Menino no cavalo de pau, s/d

Mário Gruber (Brasil, SP 1927)

óleo sobre tela colada em eucatex,  25 x 115cm

Duas meninas no balanço, s/d

Orlando Teruz (Brasil, RJ, 1902-1984 )

aquarela sobre papel, 30 x 24 cm

Bolinha de gude, 1989

Mario Mariano ( Brasil, MG, contemporâneo )

óleo sobre tela, 40 x 50 cm

Bolhas de sabão, s/d

Edina Sikora ( Brasil, SP, 1955)

óleo sobre tela, 100 x 80 cm

Brincadeiras de criança, s/d

Ricardo Ferrari ( Brasil, MG, 1951)

óleo sobre tela, 120 x 190 cm





Cândido Portinari, arte brasileira, nossa homenagem à Copa do Mundo

22 06 2010

Futebol, 1958

Cândido Portinari ( Brasil, 1903-1962)

Óleo sobre tela, 65 x 80 cm





Lembrando Santo Antônio, no último dia de junho

30 06 2009

Candido Portinari antonio_padura, pintura mural tempera, 180 x 75 cm Museu Casa de Portinari, BrodowskiSP

Santo Antônio de Pádua, 1941*

Cândido Portinari, ( SP, 1903 – RJ, 1962)

Pintura mural à têmpera – 180 x 75 cm

Casa de Portiinari, Brodowski, SP

NOTA: Uma amiga da peregrina mandou a seguinte informação depois de visitar Brodowski, terra natal de Cândido Portinari sobre a tela que ilustra a poesia abaixo. Em suas palavras: “A guia nos contou que Portinari pintou Santo Antônio como pagamento por uma promessa feita, quando seu filho se encontrava muito doente. O quadro foi doado à pequena igreja da praça, em frente à casa dos Portinari, com a promessa de que nunca seria retirado da igreja (e nem vendido)”. Achei essa informação muito interessante e passo para vocês.  Obrigada, Marilda.

Chegamos ao dia 30 de junho e não postei nada, absolutamente nada, sobre as festas juninas.  Que vergonha!  Gosto muito delas.  Principalmente daquelas mais singelas, de cidade do interior, sem lantejoulas nem paetês, sem competição de grupos de quadrilhas, sem essa grandiosidade de escola de samba que anda invadindo as comemorações de época.  Gostava mais quando essas festas estavam mais relacionadas ao fim da época da colheita e ao início de um inverno abarrotado com os produtos da terra.  Mas este ano não me lembrei de postar coisa alguma para a época.  Portanto, acabo o mês, tocando vagamente no assunto, com uma poesia do poeta paulista Walter Nieble de Freitas, que de relacionamento com as festas juninas só tem mesmo o santo…  Divirtam-se:

 

ESTA É BOA

Walter Nieble de Freitas

Para comprar uma imagem

De Santo Antônio, um caipira

Entra na loja de um árabe,

É atendido e se retira.

Leva o precioso objeto,

Muito contente e feliz,

Sem saber que o esperto sírio

Lhe vendera um São Luiz.

Dali dirige-se ao templo

E ao padre, diz comovido:

Aqui trago um Santo Antônio

Para que seja benzido.

— Santo Antônio, explica o padre,

Traz consigo uma criança;

O que você trouxe é a imagem

De São Luiz, o rei de França.

Desapontado, o caboclo

Dispara feito uma bala;

Entra na loja do árabe

E deste modo lhe fala:

— O senhor é um mentiroso

Que nunca sabe o que diz.

Em lugar de Santo Antônio

Me vendeu um São Luiz!

Nunca mais queira fazer

Seus fregueses de palhaços:

Santo Antônio sempre teve

Uma criança nos braços!

— Eu sei disso exclama o sírio,

Muito seguro e matreiro:

Você levou Santo Antônio

Quando ainda era solteiro!

Em: Poetas Paulistas: antologia, ed. Pedro de Alcântara Worms, Rio de Janeiro, Conquista:1968.

Walter Nieble de Freitas ( Itapetininga, SP)  Poeta e educador, foi diretor do Grupo Escolar da cidade de São Paulo.

Obras:

Barquinhos de papel, poesia, 1963

Mil quadrinhas escolares, poesia, 1966

Desfile de modas na Bicholândia, 1988

Simplicidade, poesia, s/d

Chico Vagabundo e outras histórias, 1990