Adolphe Monet no jardim de Le Coteau em Sainte-Adresse, 1867
Claude Monet (França, 1840-1926)
Óleo sobre tela, 82 x 100 cm
Adolphe Monet no jardim de Le Coteau em Sainte-Adresse, 1867
Claude Monet (França, 1840-1926)
Óleo sobre tela, 82 x 100 cm
Cesto com uvas, pêssegos, garrafão, licoreira e jarra sobre a mesa
Werner Levin (Brasil, 1920-1996)
óleo sobre tela, 54 X 73 cm
O lenhador, 1879
Camille Pissarro (França, 1830 – 1903)
óleo sobre tela, 89 x 116 cm
The Robert Homes a Court Collection, Perth, GB
Nunca tinha ouvido falar de Erri de Luca até receber de Nanci Sampaio, uma amiga conhecedora dos meus gostos, esse livrinho chamado Três Cavalos. Levei algum tempo até abrir suas páginas. Dizem os budistas que as coisas acontecem na hora certa. Então aconteceu agora esse amor pela obra do escritor italiano, cuja lista de publicações é longa e abrangente: o autor é jornalista, romancista e poeta.

Sua prosa é seca e precisa. Concisa. Mas de imagens vívidas e maneira de ver as coisas simultaneamente poética e inesperada. Eu me encontrei relendo muitas passagens, marcando no texto, dois, três parágrafos pela beleza ou pela surpresa. E como um poema, este é um livro pequenino que passa uma poderosa história em dois tempos, presente no sul da Itália e passado na Argentina. Há também o paralelo entre dois amores, o de então e o do momento. Duas mulheres perturbadoras que conquistam o coração quase inocente de um homem que agora, aos cinquenta anos, leva a vida de jardineiro.
Erri de Luca
Ainda que este seja um romance com descrições da perseguição política na Argentina, o tema serve de pano de fundo. Maior que ele é o amor, força que impulsiona atos impensáveis. Também fala de amizade e da honra entre amigos. A honra entre o narrador e seu amigo africano Selim, um trabalhador temporário que vai e volta da África e tem o dom da divinação. São 108 páginas concisas, repletas de poesia e determinação. E emoção. Emoção contida como cabe a um europeu. Mas lá está para nos puxar página após página ao seu surpreendente final. Uma obra poderosa, marcante. De grande impacto. Excelente leitura.
NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem qualquer incentivo para a promoção de livros.
Hora de lazer
Christine Reilly (Austrália, contemporânea)
óleo e acrílica sobre tela, 50 x 60 cm
Sem título, c. 1940
Roberto Burle Marx (Brasil, 1909-1994)
óleo sobre madeira, 96 x 45 cm.
Paisagem de Alcântara, MA, 1984
Ivan Marquetti (Brasil, 1944 — 2004)
óleo sobre tela, 80 x 130 cm
Senhora lendo carta, 1662
Gerard Terborch ou ter Borch (Holanda, 1617 – 1681)
óleo sobre tela, 45 x 33 cm
Wallace Collection, Londres
Jean-Baptiste Say

Paisagem com animais
Gentil Garcez ( Brasil, 1903 – 1992)
Óleo sobre tela, 29 x 39 cm
Vaso com flores, 1970
Aldo Bonadei (Brasil, 1906-1974)
óleo sobre tela, 48 x 40 cm
Leitura, 1906
Armand Rassenfosse (Bélgica, 1862-1934)
óleo sobre papelão, 35 x 26 cm
Norberto Morais