Palavras para lembrar — Paul Valéry

4 01 2012

Leitura noturna, 1884

Georg Pauli (Suécia, 1855-1935)

óleo

“Os livros têm os mesmos inimigos que o homem: o fogo, a umidade, os bichos, o tempo; e o seu próprio conteúdo.”

Paul Valéry





Imagem de leitura — Sophie Anderson

3 01 2012

O livro de histórias das crianças, s/d

Sophie Anderson (Inglaterra, 1823-1903)

óleo sobre tela

Birmingham Museums & Art Gallery

Inglaterra

Sophie Gengembre Anderson foi uma pintora inglesa, nascida na França em 1823, que se especializou em pintura de gênero e em particular pintura de crianças e mulheres de vida rural.  Filha de pai francês e mãe inglesa, Sophie Anderson morou nos Estados Unidos quando a família saiu da França fugindo da revolução de 1848.   Nos EUA morou em Ohio e na Pansilvênia onde encontrou pela primeira vez seu futuro marido o pintor inglês Walter Anderson.  Voltou permanentemente para a Inglaterra em 1894.  Faleceu  em Cornwall em 1903.





Imagem de leitura — Don Hatfield

2 01 2012

Só no jardim, 2005

Don Hatfield (EUA, 1947)

óleo sobre tela

Don Hatfield  nasceu em Long Beach, na Califórnia em 1947.  Antes de se dedicar à pintura estudou filosofia, teologia  e letras, até estudar com o retratista Charles Cross, quando descobriu seu talento para a pintura. Desde então, inspirado por muitos dos pintores impressionistas americanos, Don Hatfield tem-se dedicado às artes visuais com grande sucesso.

Para mais informações: http://www.thegallerie.com

 





Azul, soneto de Orlando Martins Teixeira

2 01 2012

Chapéu Azul, 1922

Tarsila do Amaral (Brasil, 1886-1973)

óleo sobre tela, 92 x 75 cm

Azul

Orlando Martins Teixeira

Chapéu azul, vestido azul, de azul bordado,

Azuis o parassol e as luvas, senhorita,

Como um lótus azul por um deus animado,

Passa toda de azul, por mil bocas bendita.

Há um bálsamo azul nesse azul que palpita,

Misticismos de um mundo, há muito em vão sonhado,

Azul que a alma da gente a idolatrá-la incita,

Azul claro, azul suave, azul de céu lavado.

Deixa na rua um rastro azul que cega e prende,

Não sei quê de anormal, de fantasma ou de duende,

Que prende os pés ao solo e ao mundo os olhos cerra;

Vendo-a, não se vê mais nada que o azul, tonteia…

Como num sonho azul, logo nos vem a ideia

Um pedaço de céu azul passeando a terra.

Em: 232 Poetas Paulistas, de Pedro de Alcântara Worms, Rio de Janeiro, Conquista: 1968

Orlando Martins Teixeira (SP, 1875- MG, 1902) nasceu em São João da Boa Vista, SP em 1875. Poeta, dramaturgo e jornalista. Trabalhou na Gazeta da Tarde.  Seus versos a Venus ficaram famosos quando declamados pelo ator português Dias Braga.  Faleceu em Sítio, MG, em 1902.





Imagem de leitura — Maurice Millière

30 12 2011

A leitura, 1912

Maurice Millière (França, 1871-1937)

desenho aquarelado sobre papel, 63 x 48 cm

Em leilão, European Evaluators, LLC, 2007

Maurice Millière nasceu em1871, em  Le Havre, na Normandie onde começou seus estudos artísticos, mas logo entrou para a Escola de Belas Artes de Paris onde estudou com Leon Bonnat. Sua habilidade como desenhista logo lhe trouxe sucesso como cartunista e ilustrador.  Tornou-se um nome de importância nas artes gráficas francesas criando um tipo de mulher que logo ficou conhecida como a “mulher Millière”, símbolo da vida parisiense no início do século XX.  Teve uma carreira de grande sucesso até sua morte em 1946.





Imagem de leitura — Vicki Shuck

29 12 2011

Lendo os quadrinhos

Vicki Shuck (EUA, contemporânea)

óleo sobre madeira

www.vickishuck.com





Quando o que aprendemos já ficou ultrapassado!

21 12 2011

Biblioteca Pública de Chelsea, 1920

Malcolm Drummond (Grã-Bretanha, 1880-1945)

óleo sobre tela

Bridgeman Art Library

Um dos livros cuja narrativa me encantou nesse fim de ano foi  O aprendizado da srta. Beatrice Hempel, de Sarah Shun-lien Bynum [Rocco:2011].  É o tipo de livro que tem passagens que nos fazem reconhecer atitudes e maneiras de pensar.  Enfim, reconhecemo-nos e aos que nos circundam.  Hoje coloco aqui um trechinho  que mostra a realização de uma professora de história que descobre que o que havia insistido muito para que seus alunos da 7ª série aprendessem  e o que estava à beira de ensinar — determinados fatos da história americana —  acabava de ser ultrapassado por novas teorias e descobertas.

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“Tendo falado dos índios com tanta aprovação, a srta Hempel ficou consternada ao encontrar, numa tarde de domingo na livraria, uma publicação nova dedicada a contradizê-la.  Ficou parada no corredor, com o cenho franzido.  De acordo com as últimas descobertas antropológicas, os índios não eram grandes amigos da Natureza; eles arrasavam florestas, caçavam animais quase até a extinção, saboreavam petiscos, como o feto do búfalo, enquanto deixavam a mãe se decompor lentamente ao sol.

O livro estava exposto numa prateleira com uma variedade de outros livros, todos aparentemente com a mesma tendência.  A srta Hempel percebeu que uma pequena indústria tinha surgido cujo único objetivo era revelar as mentiras e as mistificações da história americana.  Paul Revere não gritou “Os britânicos estão chegando!”  Thomas Jefferson seduziu, sim, e engravidou Sally Hemings, sua escrava.  Os fundadores da nação não estavam “nem um pouco interessados em igualdade para todos”.  E o biruta do John Brown era perfeitamente são.  Até mesmo a teoria da ponte entre os continentes estava sob ataque.  Parecia que, afinal de contas, os primeiros americanos não tinham chegado perambulando pelo estreito de Bering.

A srta Hempel se sentiu irritada e traída.  Tinha levado muito tempo para ler América! América!, e agora cá estava uma prateleira inteira de estudos acadêmicos lançando dúvida sobre tudo o que ela estava prestes a ensinar.

No entanto, ela admitia que esses livros realmente pareciam necessários; sua existência fazia sentido para ela.  Era tão difícil contar a história com fidelidade.  Não se podia confiar que uma pessoa conseguisse relatar o seu próprio passado com fidelidade, muito menos a história de um país inteiro.”





Imagem de leitura — Victòria Tubau

3 12 2011

Homem lendo, s/d

Victòria Tubau ( Espanha, 1959)

óleo

www.victoriatubau.com

Vicòria Tubau nasceu na Catalunha na Espanha, em 1959.  É pintora, e também trabalha nas artes gráficas como ilustradora.  Para mais informações visite o seu portal.





Palavras para lembrar — Mallarmé

1 12 2011

Retrato de mulher, s/d

Camilo Mori Serrano ( Chile, 1896-1973)

“No fundo, o mundo é feito para acabar num belo livro.”

Mallarmé (1842-1898)





Imagem de leitura — Boris Dmitrievich Grigoriev

29 11 2011

Retrato de senhora, s/d

Boris Dmitrievich Grigoriev ( Rússia, 1886-1939)

óleo sobre tela

Boris Dmitrievich Grigoriev nasceu em São Petersburgo, na Rússia em 1886.  Há pouca informação sobre sua vida.   Estudou na Academia Imperial de Artes de São Petersburgo.  Morou em Paris de entre 1912-1913.  Depois viajou pela Alemanha, França, Estados Unidos e América do Sul, antes de firmar residência no sul da França.  Mais conhecido por sua obra como retratista. Morreu jovem aos 52 anos, em 1939.