–
–
Georg Pauli (Suécia, 1855-1935)
óleo
–
–
“Os livros têm os mesmos inimigos que o homem: o fogo, a umidade, os bichos, o tempo; e o seu próprio conteúdo.”
–
Paul Valéry
–
–
Georg Pauli (Suécia, 1855-1935)
óleo
–
–
–
Paul Valéry
–
–
O livro de histórias das crianças, s/d
Sophie Anderson (Inglaterra, 1823-1903)
óleo sobre tela
Birmingham Museums & Art Gallery
Inglaterra
–
–
Sophie Gengembre Anderson foi uma pintora inglesa, nascida na França em 1823, que se especializou em pintura de gênero e em particular pintura de crianças e mulheres de vida rural. Filha de pai francês e mãe inglesa, Sophie Anderson morou nos Estados Unidos quando a família saiu da França fugindo da revolução de 1848. Nos EUA morou em Ohio e na Pansilvênia onde encontrou pela primeira vez seu futuro marido o pintor inglês Walter Anderson. Voltou permanentemente para a Inglaterra em 1894. Faleceu em Cornwall em 1903.
–
–
Don Hatfield (EUA, 1947)
óleo sobre tela
–
–
Don Hatfield nasceu em Long Beach, na Califórnia em 1947. Antes de se dedicar à pintura estudou filosofia, teologia e letras, até estudar com o retratista Charles Cross, quando descobriu seu talento para a pintura. Desde então, inspirado por muitos dos pintores impressionistas americanos, Don Hatfield tem-se dedicado às artes visuais com grande sucesso.
Para mais informações: http://www.thegallerie.com
–
–
Tarsila do Amaral (Brasil, 1886-1973)
óleo sobre tela, 92 x 75 cm
–
–
–
Orlando Martins Teixeira
–
–
Chapéu azul, vestido azul, de azul bordado,
Azuis o parassol e as luvas, senhorita,
Como um lótus azul por um deus animado,
Passa toda de azul, por mil bocas bendita.
–
Há um bálsamo azul nesse azul que palpita,
Misticismos de um mundo, há muito em vão sonhado,
Azul que a alma da gente a idolatrá-la incita,
Azul claro, azul suave, azul de céu lavado.
–
Deixa na rua um rastro azul que cega e prende,
Não sei quê de anormal, de fantasma ou de duende,
Que prende os pés ao solo e ao mundo os olhos cerra;
–
Vendo-a, não se vê mais nada que o azul, tonteia…
Como num sonho azul, logo nos vem a ideia
Um pedaço de céu azul passeando a terra.
–
–
Em: 232 Poetas Paulistas, de Pedro de Alcântara Worms, Rio de Janeiro, Conquista: 1968
–
–
Orlando Martins Teixeira (SP, 1875- MG, 1902) nasceu em São João da Boa Vista, SP em 1875. Poeta, dramaturgo e jornalista. Trabalhou na Gazeta da Tarde. Seus versos a Venus ficaram famosos quando declamados pelo ator português Dias Braga. Faleceu em Sítio, MG, em 1902.
–
–
Maurice Millière (França, 1871-1937)
desenho aquarelado sobre papel, 63 x 48 cm
Em leilão, European Evaluators, LLC, 2007
–
–
Maurice Millière nasceu em1871, em Le Havre, na Normandie onde começou seus estudos artísticos, mas logo entrou para a Escola de Belas Artes de Paris onde estudou com Leon Bonnat. Sua habilidade como desenhista logo lhe trouxe sucesso como cartunista e ilustrador. Tornou-se um nome de importância nas artes gráficas francesas criando um tipo de mulher que logo ficou conhecida como a “mulher Millière”, símbolo da vida parisiense no início do século XX. Teve uma carreira de grande sucesso até sua morte em 1946.
–
–
Biblioteca Pública de Chelsea, 1920
Malcolm Drummond (Grã-Bretanha, 1880-1945)
óleo sobre tela
Bridgeman Art Library
–
–
Um dos livros cuja narrativa me encantou nesse fim de ano foi O aprendizado da srta. Beatrice Hempel, de Sarah Shun-lien Bynum [Rocco:2011]. É o tipo de livro que tem passagens que nos fazem reconhecer atitudes e maneiras de pensar. Enfim, reconhecemo-nos e aos que nos circundam. Hoje coloco aqui um trechinho que mostra a realização de uma professora de história que descobre que o que havia insistido muito para que seus alunos da 7ª série aprendessem e o que estava à beira de ensinar — determinados fatos da história americana — acabava de ser ultrapassado por novas teorias e descobertas.
——-
“Tendo falado dos índios com tanta aprovação, a srta Hempel ficou consternada ao encontrar, numa tarde de domingo na livraria, uma publicação nova dedicada a contradizê-la. Ficou parada no corredor, com o cenho franzido. De acordo com as últimas descobertas antropológicas, os índios não eram grandes amigos da Natureza; eles arrasavam florestas, caçavam animais quase até a extinção, saboreavam petiscos, como o feto do búfalo, enquanto deixavam a mãe se decompor lentamente ao sol.
O livro estava exposto numa prateleira com uma variedade de outros livros, todos aparentemente com a mesma tendência. A srta Hempel percebeu que uma pequena indústria tinha surgido cujo único objetivo era revelar as mentiras e as mistificações da história americana. Paul Revere não gritou “Os britânicos estão chegando!” Thomas Jefferson seduziu, sim, e engravidou Sally Hemings, sua escrava. Os fundadores da nação não estavam “nem um pouco interessados em igualdade para todos”. E o biruta do John Brown era perfeitamente são. Até mesmo a teoria da ponte entre os continentes estava sob ataque. Parecia que, afinal de contas, os primeiros americanos não tinham chegado perambulando pelo estreito de Bering.
A srta Hempel se sentiu irritada e traída. Tinha levado muito tempo para ler América! América!, e agora cá estava uma prateleira inteira de estudos acadêmicos lançando dúvida sobre tudo o que ela estava prestes a ensinar.
No entanto, ela admitia que esses livros realmente pareciam necessários; sua existência fazia sentido para ela. Era tão difícil contar a história com fidelidade. Não se podia confiar que uma pessoa conseguisse relatar o seu próprio passado com fidelidade, muito menos a história de um país inteiro.”
—
–
–
Victòria Tubau ( Espanha, 1959)
óleo
–
Vicòria Tubau nasceu na Catalunha na Espanha, em 1959. É pintora, e também trabalha nas artes gráficas como ilustradora. Para mais informações visite o seu portal.
–
–
Camilo Mori Serrano ( Chile, 1896-1973)
–
–
–
Mallarmé (1842-1898)
–
–
Retrato de senhora, s/d
Boris Dmitrievich Grigoriev ( Rússia, 1886-1939)
óleo sobre tela
–
Boris Dmitrievich Grigoriev nasceu em São Petersburgo, na Rússia em 1886. Há pouca informação sobre sua vida. Estudou na Academia Imperial de Artes de São Petersburgo. Morou em Paris de entre 1912-1913. Depois viajou pela Alemanha, França, Estados Unidos e América do Sul, antes de firmar residência no sul da França. Mais conhecido por sua obra como retratista. Morreu jovem aos 52 anos, em 1939.