Imagem de leitura — Gustave Claude Etiènne Courtois

7 03 2012

A máscara japonesa, 1884

Gustave Claude Etienne Courtois (França, 1852-1923)

óleo sobre tela, 63 x 58 cm

Gustave Claude Etiènne Courtois nasceu em 1852.  Logo na infância já demonstrava gosto pelo desenho.  Estudou então na Escola Municipal de Desenho em Vesoul. Encorajado por Gerôme, Courtais entrou para a Escola de Belas Artes em Paris. Ganhou seu lugar nas artes visuais como um pintor realista, especializado em retratos e pintura histórica.  Faleceu em 1923.





Palavras para lembrar — Anna Quindlen

7 03 2012

O abade Prévost lendo Manon Lescaut, 1856

Joseph Caraud ( França, 1821-1905)

óleo sobre tela

“Eu seria feliz se os meus filhos crescessem para ser do tipo de pessoas que pensam que decorar um cômodo consiste em construir mais estantes”.

Anna Quindlen





Imagem de leitura — Thomas Waterman Wood

6 03 2012

Negligenciando o trabalho, 1883

Thomas Waterman Wood (EUA, 1823-1903)

óleo sobre tela

Thomas Waterman Wood nasceu em Montpelier, no estado de Vermont, em 1823.  Morando numa pequeníssima comunidade, foi só já adulto, quando pode ir para Boston, que começou a estudar pintura, com o pintor retratista Chester Harding.  Já na década de 1850 conseguiu fundos suficientes para ir à Europa estudar os trabalhos dos grandes pintores europeus em Londres, Paris, Roma e Florença.  No seu retorno aos EUA, estabeleceu-se na cidade de Nova York.  Obteve bastante sucesso como pintor retratista e de gênero. Ficou conhecido pelos retratos de figuras na rua, tratando dos seus afazeres como o que aparece na foto acima. Faleceu em 1903.





Uma boa ação do Presidente Nilo Peçanha, texto escolar

6 03 2012

No tempo das diligências, 1971

Haydéa Santiago (Brasil, 1896 –1980)

óleo sobre tela, 48 x 55 cm

Uma boa ação do Presidente Nilo Peçanha

Seja sempre patriota

Nilo Peçanha foi um dos grandes vultos fluminenses. Natural de Campos, sua vida foi um exemplo de amor ao trabalho e de dedicação ao serviço da Pátria. De origem humilde, atingiu aos mais altos postos da política e da administração, pois foi deputado, senador, ministro, presidente do Estado do Rio, vice-presidente e presidente da República. E morreu pobre, mas cercado da admiração de seus conterrâneos.

Nilo Peçanha era um homem simples e bondoso. Vou contar-lhes um episódio, relatado por Assis Cintra, que bem exprime o quanto era generoso o seu coração.

“Indo ele, certa vez, presidir a uma solenidade, a sua carruagem atropelou um garoto imprudente, filho de uma lavadeira.

O presidente mandou parar a carruagem, desceu dela, apanhou o garoto nos braços, e deu ordens ao condutor que rumasse para uma casa de saúde. Lá chegando, entregou o pequeno ao gerente do Hospital e ordenou-lhe que chamasse com urgência um operador para cuidar da criança. Não poupassem despesas. E mandassem ao Palácio, diariamente, notícias do doente. Todas as despesas por sua conta.

Depois de curado, o menino foi com a mãe ao Catete.  Nilo Peçanha recebeu a lavadeira e o garoto:

— Este menino está na escola senhora?

— Não, Sr. Presidente.

—  E por que? É um garoto inteligente.  Deve ir para a escola.

— Sr. Presidente, o meu filho é que carrega a roupa que lavo, entregando-a aos fregueses.  Não o pus na escola por esse motivo.

— Pois o seu filho fica por minha conta.  O menino é vivo e aproveitável.

Assim, o Presidente pôs no Colégio Pedro II o garoto que muito prometia. Quando deixou a presidência da República, Nilo Peçanha continuou a custear a educação do filho da lavadeira. Terminados os preparatórios, já moço, o protegido de Nilo Peçanha procurou-o, pedindo que lhe indicasse uma escola superior: Direito, Medicina, Engenharia…

Nilo respondeu:

— Você escolha a carreira que quiser.  Não me deve nada.  Quis aproveitar a sua inteligência em favor da Pátria. Se me é grato, seja sempre patriota.”

Em: Vamos estudar? Theobaldo Miranda Santos, para a 3ª série do curso primário,Rio de Janeiro, Agir:1957.

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O texto acima vem acompanhado dos seguintes ítens, para uso na sala de aula:

Vocabulário:

Humilde = modesto

Postos = cargos, posições

Conterrâneos = pessoas que residem na mesma terra ou estado.

Episódio = fato, acontecimento

Relatado = narrado, contado

Solenidade = cerimônia

Vivo = esperto, inteligente

Em favor = em benefício

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QUESTIONÁRIO

Quem foi Nilo Peçanha? Que aconteceu quando ele ia presidir a uma solenidade? Que fez Nilo Peçanha?  Que aconteceu depois?  Que respondeu Nilo Peçanha ao seu protegido?

Retrato de Nilo Peçanha, 7º Presidente do Brasil

Auguste Petit (França, 1844 — Brasil, 1927)

óleo sobre tela, 65 x 54 cm

Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, Niterói.





Palavras para lembrar — Jeremy Collier

6 03 2012

Alexandre lendo um livro, 1946

Zinaida Serebriacova ( Ucrânia, 1884- Paris, 1967)

óleo sobre tela

“Um homem pode muito bem esperar ficar mais forte por sempre comer e mais sábio por sempre ler”.

Jeremy Collier





Imagem de leitura — Georgina de Albuquerque

5 03 2012

Duas amigas, c. 1930

Georgina de Albuquerque ( Brasil, 1885-1962)

óleo sobre tela, 108 x 98 cm

Georgina Moura Andrade de Albuquerque nasceu em Taubaté, São Paulo em 1885.  Ainda jovem estudou em Taubaté com o pintor italiano Rosalbino Santoro. Entrou para a Escola Nacional de Belas Artes em 1904, onde estudou com Henrique Bernardelli.  Em 1906 casou-se com o pintor Lucílio de Albuquerque e viajou com ele, que ganhara o prêmio de viagem, à Europa.  Passaram cinco anos na França e viajando através do continente.  Aproveitou para estudar na Escola de Belas Artes de Paris e na Academia Julian. O casal retornou ao Brasil em 1911.  Logo, Georgina começou a ensinar na Escola Nacional de Belas Artes de onde foi diretora a partir de 1950.  Morreu no Rio de Janeiro em 1962.





Palavras para lembrar — Anatole France

5 03 2012

A andorinha, s/d

Vladimir Dunjic (Sérvia, 1957)

óleo sobre tela

www.vladimirdunjic.com

“Nunca empreste livros, porque ninguém nunca os devolve; os únicos livros que tenho na minha biblioteca são os que outras pessoas me emprestaram”.

Anatole France





Imagem de leitura — Susan Dorothea White

4 03 2012

Menino lendo, 1961

[retrato de seu irmão Bill]

Susan Dorothea White (Austrália, 1941)

óleo sobre madeira

www.susandwhite.com.au

Susan Dorothea White nasceu em Adelaide, Australia em 1941.  Cresceu como a menina entre dois irmãos, no seio de uma família dotada de habilidades artísticas, ainda que como hobbies: mãe pintava em aquarelas, pai era fotográfo de fim-de-semana, avô também era aquarelista.  Sua inclinação para as artes visuais foi bem vinda, em 1959, começou seus estudos na South Australian School of Art (SASA) em Adelaide.  Sua primeira exposição veio em 1962. Morou na Alemanha no final da década de 70 .





Villa-Lobos, texto de Murilo Mendes

4 03 2012

Banda, s/d

J. Roybal (Brasil, contemp)

acrílica sobre tela, 20 x 120 cm

Amanhã, dia 5 de março, comemora-se o Dia Nacional da Música Clássica.  Esta data foi escolhida por ser a data de nascimento de Heitor Villa-Lobos.  Selecionei aqui um poema-prosa, uma crônica de Murilo Mendes para comemorar.

Villa-Lobos

Murilo Mendes

Nasceu para a grandeza e variedade do trabalho-festa; para fazer explodir os ritmos do, segundo Oswald de Andrade, grandioso e desordeiro povo brasileiro .

*

Mais de uma vez fui com ele e outros, homens maduros e mulheres moças, tascar balão lá para os lados de Vila Isabel. Recordas-te, Dantinho, recordas-te, Di?  Ai Jaime Ovalle e Evandro, ai Germaninha, Elsie!   De charuto aceso nosso amigo integrava-se no brinquedo, ria, veloce, recebendo nas mãos, ao cair, enormes flores  juninas de papel  de seda.  Saltava-lhe logo na ponta dos dedos uma melodia criança, dançante.  Pois não escreveu Suzanne K. Langer que toda música é pura dança?  Correndo Villa para o piano, recriava mais uma página do nosso cancioneiro: bem ambientada, dizia ele.  Era na rua Dídimo e dispúnhamos então do farniente.  Gostaríamos de perder muito mais tempo ainda.  Ai Lucília!

*

Villa desponta do morro e da rua, de um corta-jaca de Chquinha Gonzaga, um tango de Ernesto Nazareth, uma polca de Anacleto Medeiros.  Mas quantos outros o instruem: Artidouro da Costa, Calut, Eduardo das Neves, Catulo Cearense.  E os anônimos, os bem-aventurados anônimos fazedores de música não oficial fluindo perene do populário: chorões, seresteiros, sambistas, marchistas que se ocultam na dobra dos tempos legendários da Tia Ciata.

*

Uai gente!  A flauta, o cavaquinho, o violão.  A modinha, a embolada, a serenata.  O carioca passava a vida musicando.  A cada um seu ritmo particular.  Domina tudo a larga faixa do povo, uma categoria!  Pelo menos uma categoria musical.  Viva o carnaval que nos compensava do resto do ano inútil.  Naquele tempo inexistia a máxima desafinação: a bomba atômica.  Pessoas pré-industriais, quase prolongávamos a Arcádia, mal comparando.

*

Villa segundo Murici emprega todos estes instumentos: o camisão, a tartaruga, o tambu, o tambi, o pio, o agogó.  Ritmo nova.  Percute.  Sincopa.

*

O Rudepoema.  Uirapuru. As Cirandas. Mandu-Sarará.  A época dos Choros.  Aparecem os Parecis: Nozaniná. Canide-Ioune. Ualalocê. Kamalalô. As Bachianas, com a participação de Bach e outros, assimilados ao modo brasileiro, “ambientados”. As Três Marias: Alnitah. Anilam. Mintika.  O Guia-Prático de se conhecer o Brasil.  Os jogos da nossa infância: Gude. Diabolô. Bilboquê. Peteca. Pião. Futebol. Soldadinhos de chumbo.  Jogo de bolas.  Capoeiragem. Uma duas angolinhas.  Vai abóbora! O cravo brigou com a rosa. Carneirinho carneirão. A maré encheu. Na Bahia tem. Vamos atrás da serra calunga.  Vamos ver a mula-sem-cabeça briga de galos briga de navalhas a lua dourada sua benção.

*

Tudo o que nós nascemos, crescemos, cantamos, amamos, dançamos, respiramos, comemos, passa pelas ruas de Villa-Lobos. Pelas ruas de Villa-Lobos passa o passo do nosso desafinado, atormentado Brasil.  Todo mundo passa. Quem dera que “bem ambientado” e sem Bomba.

Em:  Transistor: antologia de prosa, Murilo Mendes, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1980

Murilo Rodrigues Mendes (1901 —1975) poeta, cronista, jornalista, professor.  Nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais.  Mudou-se definitivamente para o Rio de Janeiro em 1920.  Formou-se em medicina.   Percorreu o mundo divulgando a cultura brasileira.  Na década de 1950 estabeleceu-se na Itália onde ensinou literatura brasileira na Universidade de Pisa.  Faleceu em Lisboa em 1975.

Obra:

Poemas, 1930

Bumba-meu-poeta, 1930

História do Brasil, 1933

Tempo e eternidade – com Jorge de Lima, 1935

A poesia em pânico, 1937

O Visionário, 1941

As metamorfoses, 1944

Mundo enigma, 1945

O discípulo de Emaús, 1945

Poesia liberdade, 1947

Janela do caos, [França] 1949

Contemplação de Ouro Preto, 1954

Office humain [França], 1954

Poesias [Obra completa até esta data], 1959

Tempo espanhol [Portugal], 1959

Siciliana [Itália], 1959

Poesie [Itália], 1961

Finestra del caos [Itália], 1961

Siete poemas inéditos [Espanha], 1961

Poemas [Espanha],1962

Antologia Poética [Portugal], 1964

Le Metamorfosi [Itália], 1964

Italianíssima (7 Murilogrami) [Itália],1965

Poemas inéditos de Murilo Mendes [Espanha], 1965

A idade do serrote, 1968

Convergência, 1970

Poesia libertá [Itália], 1971

Poliedro, 1972

Retratos-relâmpagos, 1ª série, 1973

Antologia Poética, 1976

Poesia Completa e Prosa, 1994





Palavras para lembrar — William Styron

4 03 2012

Diane, s/d

Jean Pierre Cassigneul (França, 1935)

óleo sobre tela, 196x130cm

“Um bom livro deve deixá-lo … um pouco cansado ao final.  Você vive diversas vidas enquanto o lê.”

William Styron