Imagem de leitura — Roy Lichtenstein

4 03 2012

Nu lendo com quadro abstrato ao fundo, 1994

Roy Lichtenstein ( EUA, 1923-1997)

Roy Lichtenstein nasceu na cidade de Nova York em 1923.  Apaixonado por jazz, costumava fazer desenhos dos músicos de que mais gostava, mas encarava a arte como um hobby.  Entrou para a Universidade do Estado de Ohio, mas seus estudos foram interrompidos por 3 anos enquanto lutou na 2ª Guerra Mundial.  Em 1946, volta para a universidade e completa o curso de Belas Artes.  Resolve fazer pós graduação na mesma universidade e acaba ficando lá pelos próximos dez anos como instrutor.  Apesar de sua primeira exposição individual ter sido em 1951, Lichtenstein começa a fazer pequenos trabalhos, entre decoração, artes gráficas e até vitrinista para sobreviver depois que se muda para Cleveland.   O sucesso em sua carreira começa em 1965.  A partir de 1970 ele divide sua residência entre a cidade de Nova York e uma casa de campo ao norte do estado.  Morre em 1997 como um dos grandes expoentes da arte Pop no Estados Unidos e um dos grandes nomes da arte mundial no século XX.





Moema, poesia de Raquel Naveira

3 03 2012

Índia Mãe, 2007

Filipe Arruda, (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre eucatex, 50 x 60 cm

Filipe Arruda Artes

Moema

Raquel Naveira

Anhangá,

Espírito do mal,

Avisou Moema:

Caramuru partiria com Paraguaçu

Para um reino distante

Do lado de lá.

Moema corre para a praia,

Vê a nau coroada de flores,

As quilhas untadas,

As velas chamando o vento,

Na proa, o amado e a traidora.

O dia começa a ficar triste,

Desde a sombra da tarde,

A inhuma,

Ave noturna,

Voa sobre a cabeça de Moema,

Mulher que não é amada

E que ama.

Ferida,

Tomada de delírio,

Pressentindo a morte próxima,

Atira-se na água

A bela Moema.

Coberta de âmbar e espuma,

Grita a amante:

“– Eu te salvei do naufrágio,

Te dei meu corpo virgem,

Te fui doce

E, agora, me dás em troca

O abandono, a traição?

Hão de ser castigados, miseráveis,

Antes que Jaci brilhe no céu,

Encontrarão desgraça no meio dos escolhos”.

Flutua nas ondas da ira,

Amarga como a folha da jurema,

Afunda trêmula

A pobre Moema.

Caramuru abraça a favorita,

Solta as amarras,

A coragem o incita,

A compaixão lhe sugere uma prece,

Um poema.

Em: Stella Maia e outros poemas, Campo Grande, MS; Editora UCDB:2001

Raquel Naveira (Campo Grande, MS 1957) Poetisa, ensaísta, graduada em Letras e Direito, professora no Curso de Letras da Universidade Católica Dom Bosco de Campo Grande (MS), mestranda em Comunicação e Letras, na Universidade Presbiteriana Mackienzie (SP), e empresária de turismo (Pousada Dom Aquino, em Campo Grande – MS), Raquel Naveira destaca-se por seu talento e engajamento nas atividades culturais do centro-oeste brasileiro.  A escritora tem recebido reconhecimento nacional através de inúmeras premiações e várias indicações para prêmios. Em sua obra, são constantes a religiosidade, o misticismo e os temas épicos.

Obra:

Via Sacra, poesia, 1989

Fonte luminosa, poesia, 1990

Nunca Te-vi, poesia, 1991

Fiandeira, ensaios, 1992

Guerra entre irmãos, poesia, 1993

Canção dos mistérios, poesia, 1994

Sob os cedros do Senhor, poesia, 1994

Abadia, poesia, 1995

Mulher Samaritana, 1996

Maria Madalena, prosa poética, 1996

Caraguatá, poesia, 1996

Pele de jambo, infanto-juvenil, 1996

O arado e a estrela, poesia, 1997

Intimidades transvistas, 1997

Rute e a sogra Noemi, prosa poética, 1998

A casa da Tecla, poesia, 1998

Senhora, poesia, 1999

Stella Maia e outros poemas, 2001

Casa e castelo, poesia, 2002

Maria Egipcíaca, poesia, 2002

Tecelã de tramas: ensaios sobre interdisciplinaridade, ensaios, 2004

Portão de ferro, poesia, 2006

Literatura e Drogas e outros ensaios, crítica literária, 2007





Imagem de leitura — Kevin Bielfuss

2 03 2012

Hora dos contos 

Kevin Bielfuss ( EUA, )

óleo sobre tela, 45 x 60cm

www.kevinbielfuss.com

Kevin Bielfuss nasceu nos Estados Unidos.  Estudou na Illinois State University.  Imediatamente após sua graduação trabalhou com artista gráfico para casas editoriais.  Depois de treze anos nesse ofício, libertou-se do vínculo comercial e lançou sua carreira artística como pintor, especializando-se em retratos.  Vive em Chicago.





Imagem de leitura — Aaron Shikler

1 03 2012

John Kennedy Jr. lendo, s/d

Aaron Shikler (EUA, 1924)

óleo sobre tela

Aaron Shikler nasceu em Nova York, nos Estados Unidos em 1922. Estudou na Tyler School of Art na Filadélfia e prosseguiu com seus estudos na Hans Hofmann School.  Tornou-se um dos maiores retratistas de personalidades políticas e de influência nos EUA, tornando-se famoso pelo retrato do Presidente John F. Kennedy que se tornou o retrato oficial da Casa Branca.





Palavras para lembrar — Edmund Burke

29 02 2012

A leitura, 1988-1990

José Manuel Merello (Espanha, 1960)

resina de poliéster sobre tela,  81 x 100 cm

www.merello.com

“Ler sem refletir é como comer sem digerir”.

Edmund Burke





Imagem de leitura — Henk Maas

25 02 2012

Interior com senhora lendo, s/d

Maximilian Louis (Henk) Maas (1924-2005)

óleo sobre tela, 115 x 99 cm

Louis Maximilian (Henk) Maas foi criado em Roterdã, vivendo com sua mãe e o padrasto galerista. A  mãe era de origem judaica-portuguesa. Por isso Henk foi mandado para um campo de trabalhos forçados durante a Segunda Guerra Mundial, na Alemanha.  Aprendera com o padrasto a profissão de restaurador e moldureiro.  Depois da guerra Maas foi estudar na  Academia de Arte de  Roterdã.  Dedicou-se a vida inteira à pintura e à restauração.  Mas nunca se preocupou na comercialização de seus quadros.  Foi só na segunda metade do século XX que Maas deixou a pintura acadêmica para entrar na fase abstrata, desenvolvendo logo em seguida um estilo próprio de colorido expressionista. Tornou-se um grande colecionador.   Morreu em 2005.





Imagem de leitura — Teodor Axentowicz

24 02 2012

Lendo, 1899

Teodor Axentowicz (Polônia, 1859-1938)

óleo sobre tela

Teodor Axentowicz foi um pintor armeno-polonês.  Nasceu em Brasov, em 1859,  na Hungria, naquela época parte da Romênia, numa família armena-polonesa.  Entre 1879 e 1882 estudou na Academia de Belas Artes de Munique.  De lá mudou-se para Paris onde continuoou sua educação artística até 1895. Começou suas atividades de pintor como um copiador de quadros de Ticiano e Botticelli. E fez seus primeiros retratos que mais tarde seriam uma de suas assinaturas.  Depois viajou bastante pela Europa, estabelecendo-se por algum tempo em Londres e Roma.  Foi um famoso pintor e professor, reitor da Academia de Belas Artes em Cracau.  Faleceu em 1938 nessa cidade.





Palavras para lembrar — Provérbio chinês

23 02 2012

Mulher lendo, s/d

Shen Ling ( Província Liaoning, China, 1965)

óleo sobre tela

Shen Ling

“Um livro é como um jardim levado dentro do bolso”.

Provérbio chinês





Imagem de leitura — Antônio Abellan

22 02 2012

Leitores de jornal, s/d

Antonio Abellan ( Espanha, 1964)

www.antonioabellan.com

Antônio Abellan nasceu em Cartagena, na Espanha em 1964.  Graduou-se pela Escola de Belas Artes, da Faculdade de San Carlos, em Valencia.  É um pintor figurativo cujos temas frequentemente incluem a vida na cidade, a vida das pessoas que nela moram, seus hábitos, costumes, prazeres e desejos.





Soneto da quarta-feira de cinzas — Vinícius de Moraes

22 02 2012

O beijo, 1886

Auguste Toulmouche (França, 1829-1890)

óleo sobre tela, 63 x 47 cm

Soneto da quarta-feira de cinzas

Vinícius de Moraes

Por seres quem me foste, grave e pura

Em tão doce surpresa conquistada

Por seres uma branca criatura

De uma brancura de manhã raiada

Por seres de uma rara formosura

Malgrado a vida dura e atormentada

Por seres mais que a simples aventura

E menos que a constante namorada

Porque te vi nascer de mim sozinha

Como a noturna flor desabrochada

A fala de amor, talvez perjura

Por não te possuir, tendo-te minha

Por só quereres tudo, e eu dar-te nada

Hei de lembrar-te sempre com ternura.