Ecos de Alfred Hitchcock, mais uma nota sobre o meio ambiente

3 01 2011

Céu e água, 1938

M.C. Escher ( Holanda, 1898-1972)

Xilogravura

A pequena cidade de Beebe ( 4.500 habitantes), no estado de Arkansas, nos Estado Unidos, foi surpreendida ontem, dia 2 de janeiro, quando pássaros mortos começaram a cair do céu.   Oficiais do Serviço Florestal tiveram que ir de casa em casa recolhendo os pássaros mortos dos jardins da cidade.  Foram ao todo entre 4.000 a 4.500 pássaros recolhidos dos telhados, jardins, dos galhos de árvores.   Não se sabe exatamente a causa deste homicídio em massa.  “Pode ser relacionado ao tempo, ou talvez até mesmo ao stress”, explicou  a Comissão de Pesca e Vida Selvagem do estado.  Fogos de artifício detonados à meia noite do dia 31 podem ter aumentado o estress dos pássaros.   Os pássaros recolhidos serão analisados.

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No entanto, há um ano atrás mais ou menos, no mesmo estado de Arkansas, na imdeiações da cidade de Franklin, pássaros também “choveram” do céu.  O culpado do homicídio em massa fora um fazendeiro que colocara veneno na sua fazenda e os pássaros morreram em 24 horas.

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Mas alguma coisa muito estranha está acontecendo em Arkansas.  Em 30 de dezembro, milhares de peixes apareceram mortos em Roseville, Arkansas.  Morte até agora inexplicável.!

FONTE: Reuters





Imagem de leitura — Michèle Stapley

30 12 2010

Bênção de Natal, s/d

Michèle Stapley ( New Jersey, EUA, contemporânea)

Técnica não especificada.

http://www.michelestapley.com

Michèle Stapley nasceu na Nova Jersey, nos Estados Unidos.  Hoje, reside em Phoenix, Arizona. Dedicou-se desde do início de sua carreira à pintura de gênero.  Graduou-se em Artes Plásticas pelo Manhattanville College, em Purchase, Nova York, mais tarde estudando com pintor e ilustrador Paul C. Burns.  Aos poucos foi aperfeiçoando seus estudos com especializações na Universidade  Estadual do  Arizona, na Scottsdale Artists School, The Fechin Institute e na Itália no Verrocchio Art Center em Siena.





Árvore da Lagoa, pintura de Lucia de Lima

25 12 2010

Árvore da Lagoa, 2010

Lúcia de Lima ( Brasil, contemporânea)

acrílica sobre tela

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Aqui vai para vocês como presente de Natal esta delicosa imagem da Árvore  de Natal da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro,  obra da pintora carioca Lúcia de Lima, que consegue presentear seus fãs e amigos, o ano inteiro,  com cenas da nossa cidade, cheias de charme, humor, felicidade e alegria, que tão bem retratam o espírito carioca.   Lucia consegue com suas telas  ilustrar uma  enorme variedade de vistas do Rio de Janeiro, sempre incluindo  um verdadeiro retrato das atividades a que o carioca se dedica nas suas horas de lazer.  Dá um grande prazer pararmos em frente de seus quadros — que em geral não são muito grandes — e descobrirmos aquele menino de bicicleta,  uma  pessoa de parapente no céu, alguém correndo na praia,  um grupo de capoeira…   Moradora do bairro do Jardim Botânico no Rio de Janeiro, um dos centros de artistas plásticos da cidade, Lucia se volta com frequencia para o arvoredo carioca dos sopés das montanhas, dos enclaves da Floresta da Tijuca — a maior floresta urbana do mundo — e registra as exuberantes flora e fauna cariocas com plena abundância tropical.  É um prazer poder oferecer aos meus leitores esta deliciosa tela para entretenimento no Dia de Natal.  

Foto cedida por cortesia da artista.

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FELIZ NATAL !

 





Imagem de Leitura — Lisa Schneider

23 12 2010

 

 

 

Leitora, 2004

Lisa Schneider (Lucerna, Suiça, 1955)

óleo sobre tela, 60 x 80 cm

Lisa Schneider (Lucerna, na Suiça, 1955) – Depois dos estudos regulamentares entrou para a Escola de Design,  onde se graduou em Artes Visuais, em m1977.  Seguiu os estudos em História da Arte, graduando-se em 1981 pela Universidade de Zurique.   Hoje é professora de design no Cantão Suiço de Lucerna.

VISITE O PORTAL DA ARTISTA:   Lisa Schneider





Natal de ontem e de hoje, poema de Bastos Tigre

13 12 2010

 

Natividade, 1947

Fúlvio Penacchi (Brasil 1905-1992)

óleo sobre cartão 19 x 23 cm

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Natal de ontem e de hoje

                                       Bastos Tigre

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Natal!  Vocábulo sonoro,

Com ressonâncias de cristal!

Amo o Natal; amo e adoro

O doce nome de “Natal”.

Ouvi-lo é ter no ouvido, ecoando

A voz dos sinos, no arraial,

Alegremente repicando

A excelsitude do Natal!

Missa do galo.  Espouca e brilha

O foguetório, a salva real…

Fulge o painel.  Que maravilha!

Jesus nasceu: — Natal!  Natal!

Ding-din!  Ding-don!  — repicam os sinos!

Vozes elevam-se em coral,

Desafinando ingênuos hinos

Em honra a Cristo e ao seu Natal.

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Dança, presépios, pastorinhas

No pastoril de João de tal —

E, entre vizinhos e vizinhas,

Os namoricos de Natal.

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Castanhas, nozes, rabanadas,

Do velho tom tradicional,

De fino açúcar polvilhadas

Tendo a doçura do Natal.

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E da família o quadro lindo

Da vasta mesa patriarcal

E a avó velhinha, repartindo

O imenso bolo de Natal.

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Mudou o Natal.  Que há que não mude

Neste vaivém universal?

Foi-se a simpleza ingênua e rude

Das idas festas de Natal.

Hoje, entre as luzes da cidade

Cosmopolita e colossal

A luz da Light a noite invade

E nem se vê vir o Natal.

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Há o reveillon, francês em nome,

Yankee no fundo comercial;

Faga-se quanto se consome

A preços próprios do Natal.

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Em vez da viola e da sanfona,

Em tom menor, sentimental,

Uma “ortofônica” ortofona

Um feroz fox infernal.

Há nos hotéis e clubs chics 

Festas de um tom convencional

Sem foguetório e sem repiques —

Que nem são festas de Natal!

Corre champagne, em vez do verde,

Do carrascão de Portugal.

(Sem o verdasco o que há de ser de

Ti, ó consoada de Natal).

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E até há gaitas, serpentinas,

Como se fora um carnaval!

Vocês, rapazes e meninas,

Não têm idéia do Natal!

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Chego a pensar que o próprio Cristo,

O de Belém, o do curral,

Lá do alto, olhando para isto,

Não reconhece o seu Natal.

E,  então, fechando a azul esfera,

Se esconde além do último “astral”

E, por castigo, delibera

Não nascer mais pelo Natal.

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Em: Antologia poética de Bastos Tigre, vol 2, Rio de Janeiro, Francisco Alves: 1982.





Imagem de leitura — Cinzia Bevilacqua

12 12 2010

Leitura, s/d

Cinzia Bevilacqua (Brescia, Itália, 1963)

óleo sobre tela, 100 x 140 cm

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Cinzia Bevilacqua nasceu na Brescia, Itália em 1963.  Estudou arte formando-se em 1986, em Florença sob a orientação de P. Annigoni e Goffredo Trovarelli.  Seus pintores favoritos são Piero della Francesca e Francisco Goya. A artista se dedica à pintura figurativa, em temas com preferência aos retratos, naturezas mortas e pinturas de gênero.  www.cinziabevilacqua.it





Apreciando os quadros de Gerard ter Borch

7 12 2010

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Ontem, na minha postagem da série  Imagem de Leitura, coloquei aqui uma tela do pintor holandês Gerard ter Borch, cuja especialidade foi a pintura de gênero.  Ele atuou no século XVII, mesmo período em que os holandeses, seus conterrâneos,  invadiram o Brasil e dominaram a vida cultural do nordeste.

É justamente através da pintura de gênero (cenas do dia a dia) que se tem uma melhor idéia de como era a vida, como ela era percebida,  na época.  E ainda temos uma noção de como seus contemporâneos queriam deixar suas vidas  registradas, como gostariam de ser lembrados pelas gerações subsequentes.  A pintura de gênero, estilo que só apareceu depois da Renascença, ajuda bastante nessa reconstrução de época.  

 Assim, coloco aqui um vídeo com as pinturas de Gerard ter Borch para que tenhamos uma melhor idéia de como viviam os holandeses da classe média e de classe média alta, ou melhor dizendo da classe mercantil, na época em que Maurício de Nassau construía seus sonhos de uma Holanda Meridional no Brasil.

 Uma das grandes diferenças está, é  claro,  na alfabetização de todos, tanto homens quanto mulheres, um feito oposto ao encontrado aqui no Brasil no século XVII. Divirtam-se.  Há quadros muito bonitos. O primeiro, é o retrato do pintor.





Imagem de leitura — Gerard ter Borch

6 12 2010

A lição de leitura, s/d

Gerard ter Borch (Países Baixos, 1617-1681)

Óleo sobre madeira,  27 x 25 cm

Museu do Louvre

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Gerard ter Borch (1617-1681) nasceu em Zwolle, nos Países Baixos e aprendeu a pintar com seu pai, o conhecido pintor Gerard ter Borch, o Velho.  Em 1633, o jovem ter Borch se mudou para o Harlem para estudar com o pintor Pieter de Molijn.  Lá o trabalho de ter Borch era de adicionar figuras humanas às paisagens de seu mestre.  Na década de 1650 ter Borch começou a se estabelecer como pintor de gênero.  Seu trabalho tem semelhanças com as  pinturas dos artistas de Delft do mesmo período, incluindo o trabalho de Pieter de Hooch.  Ter Borch visitou Delft em 1653 e isso pode ter sido a razão dessa influência.  O pintor foi particularmente reconhecido pelo seu trabalho como retratista e cenas destacando pessoas elegantes e bem vestidas em aposentos quase indefinidos.





Aprecie neste vídeo a obra de Félix Revello de Toro

2 12 2010




Imagem de leitura — Félix Revello de Toro

2 12 2010

Sempre Feliz, 1977

Félix Revello de Toro ( Espanha, 1928)

Óleo sobre tela,  73 x 50 cm.

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Félix Revello de Toro, (Espanha, 1928) Nascido em Málaga, teve sua primeira exposição de arte aos dez anos de idade, em 1938.  Estudou pintura na Escuela Superior de Bellas Artes de San Fernando com César Alvarez Dumond, Antônio Burgos Oms, Rafael Murillo Carrera e Federico Bermúdez Gil.  Isto o fez muito familiarizado  com as obras de outros grande artistas tais como Sorolla, Casas, Benlliure, Muñoz Degrain , Martinez Cubells, Fernández Ocón, etc.  Aos dezesseis anos ganhou por competição duas bolsas públicas para estudar pintura em Madri onde permaneceu por cinco anos.  Ganhou diversos prêmios inclusive o Premio extraordinário de Belas Artes e a bolsa Carmen del Rio, em 1951, que lhe permitiram permanecer em Roma.  Em novembro de 2010 a cidade de Málaga abriu um museu dedicado à sua obra.

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NOTA: Há discrepâncias quanto ao ano de nascimento de Félix Revello de Toro.   Mais ou menos metade dos livros e sites dão como 11 de junho de 1926, enquanto que a outra metade dá 1928,  Escolhi a informação do Museu Félix Revello de Toro, recém-inaugurado (novembro de 2010) em Málaga.