Adam Buck nasceu em Cork, na Irlanda, em 1759. Foi um pintor miniaturista trabalhando entre 1780 e 1790, enquanto ainda morava na Irlanda. Mudou-se para Londres em 1795. Exerceu grande influência na cultura da época da Regência fazendo gravuras de trajes contemporâneos, bem como retratos de famílias, no gênero de cenas clássicas e ilustrações para Laurence Sterne ‘s Sentimental Journey. Foi professor de pintura, e fez inúmeras exposições de miniaturas e pequenos retratos de corpo inteiro na Academia Real entre 1795 e 1833. Morreu em Londres em 1833.
Ursula Bloom num passeio a Walton-on-the-Naze, 1932
Charles A Buchel (Alemanha, 1872 – Inglaterra, 1950)
óleo sobre tela
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Charles August Buchel nasceu em Mainz, na Alemanha em 1872, mas emigrou para a Inglaterra ainda criança. Estudou arte na Royal Academy Schools. Trabalhou por muito tempo como artistia gráfico, desenhando programas teatrais, cartazes publicitários, programas de teatro. Também se dedicou às ilustrações para revistas de teatro. Por ter trabalhado junto ao teatro acabou sendo conhecido como o retratista do mundo teatral de sua época. Ursula Bloom, retratada acima era uma conhecida novelista. Talvez tenha sido responsável pela primeira representação gráfica de Peter Pan, em um cartaz para a peça teatral em 1904. Faleceu em 1950.
Raymond Leech nasceu em Great Yarmouth, na East Anglia, em 1949. Passou sua infância à beira-mar. Ele foi influenciado para assumir uma carreira artística por seu pai, que lhe ensinou a desenhar. Apesar de ter feito um curso de artes gráficas numa faculdade local, Raymond Leech considera-se um artista autodidata. Começou trabalhando em design gráfico, mas a demanda por sua arte original, cópias e cartazes ficou tão grande que ele acabou por tomar a decisão de ocupar todo o seu tempo com a pintura. Trabalha em óleo, aquarela e pastel e dedica-se principalmente à pintura de gênero.
Walter Crane, RSW, (Inglaterra, 1845-1915) foi um pintor, ilustrador, designer, escritor e professor. Desde criança mostrou ter habilidade para a pintura e o desenho que foi prontamente encorajada por seu pai, o retratista e miniaturista Thomas Crane (1808-1959). A série de desenho para ilustrações que Walter Crane fez para o livro Lady of Shalott de Tennyson, foi primeiro mostrado a Ruskin que se encantou com o uso das cores. Mais tarde quem acreditou no talento de Walter Crane foi o gravador William James Linton de quem Crane foi aprendiz. De 1859 a 1862 Walter Crane aprendeu as técnicas da exatidão e da economia de traços num desenho para ser transposto para a xilogravura. E se esmerou no assunto. Teve uma carreira de grande sucesso, morrendo em 1915 aos 75 anos.
Desenho para a série “Pierrot’s Library” [ A biblioteca de Pierrô]
Aubrey Beardsley (Inglaterra, 1872-1898)
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Aubrey Vincent Beardsley (21 de agosto, 1872, Brighton – 16 de março, 1898, Menton) foi um importante ilustrador e escritor inglês. Seu estilo recebeu influência do grupo pré-rafaelita e da estampa japonesa. Por sua vez ele influenciou o desenvolvimento da Art Nouveau.
Recentemente para mudar de residência com um tanto de agilidade tive a difícil tarefa de selecionar entre os livros que tenho aqueles que queria manter comigo e outros para me desfazer. Uma seleção difícil que precisava ser feita. Numa cidade como o Rio de Janeiro onde se tem cada vez menos espaço para morar, e numa família como a nossa em que cada vez temos mais livros para ler, há de chegar a hora em que uma decisão radical se faz necessária. Foram-se muitos e muitos livros. Calculamos que nos desfizemos de uns 1200 exemplares: livros lidos, que jamais iríamos reler. Livros que marcaram nossas vidas, mas que ficaram para trás assim como os nossos “eus” daquelas épocas. A vida mudou e eles ficaram nas estantes como marcos nos lembrando daqueles de outros tempos enquanto colecionavam poeira, que nos dava alergia.
Para quem gosta de livros, é difícil peregrinar pelos sebos oferecendo seus valiosos amigos e descobrir que a maioria dos sebos não tem o menor interesse em livros que foram publicados aos milhares, há três ou quatro décadas. Os livros mais recentes até que eles levaram, mas os mais antigos, de “autores menores” ou cobrindo assuntos de interesse muito específico, ficaram conosco mesmo, para nos desfazermos como pudéssemos. E como grande parte era em língua estrangeira, então o valor descia a ZERO. Muitos livros de bolso em inglês, francês e alemão foram mandados para reciclagem de papel, vendidos a peso pelo catador mais próximo.
Com essa experiência ainda recente, qual não é o meu prazer de ver o trabalho de Sue Blackwell, esta semana. Ela consegue dar a livros antigos, que não teriam nenhuma outra utilidade, desprezados pelos sebos, uma nova versão que é absolutamente SENSACIONAL. Observem comigo.
Acredito que a minha primeira reação de encantamento tenha sido um eco, digamos assim, dos livrinhos para crianças cujos personagens ou cenas se levantam das páginas, quando passamos de uma página para outra. É um outro mundo encantador que toma forma e nos ensina sem palavras que os personagens de uma trama podem existir em um outra dimensão.
A própria escolha dos temas dessas esculturas, que refletem os textos das quais são extraídas, vindas em sua grande maioria de livros infanto-juvenis, de muitas histórias para crianças, nos levam a essa comparação com os livros de crianças muito pequenas, cujos personagens se levantam com o passar das páginas. —
Sue Blackwell se diz inspirada sobretudo na arte oriental do origami. E seus trabalhos refletem um ambiente poético cuja delicadeza certamente remonta à sensibilidade oriental.
A mim, seus trabalhos têm afinidade ainda que remota com os romances de colagem feitos por Max Ernst da década de 30 do século passado. A delicadeza do encontro de imagem e texto no trabalho de Sue Blackwell pode com certeza ser comparada à delicadeza do encontro de imagens explorado no trabalho de Ernst.
É sem dúvida um trabalhho extremamente minucioso e que dá asas à imaginação de quem o encontra. O poder dessa emoção transmitida pelas construções da artista já foi explorado — de maneira bem positiva — pelo mundo da propaganda e do marketing. Abaixo um dos exemplos do trabalho com este fim.
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Que todos os nossos anúncios, que todas as nossas propagandas, tenham tanta poesia em suas mensagens.
Abaixo um vídeo para mostrar como a artista chega às esculturas que vemos.
Henry Lamb, foi um pintor muito bem sucedido, nascido na Austrália, mas residente na Inglaterra. Em 1911, fundou com outros artistas o Grupo Camden Town, — um grupo de pintores pós-impressionistas, que se encontrava na residência do pintor inglês Walter Sickert em Camden, na cidade de Londres. O grupo nos molder dos grupos artísticos franceses, admirava e considerava importantes os trabalhos dos pintores Van Gogh e Paul Gauguin.O grupo se distinguiu principalmente por suas obras retratando a Primeira Guerra Mundial em 1914, não só pelo valor histórico mas também pelas aberturas artísticas no trabalho de seus membros nesta época. O grupo também organizou a exposição de pintura Cubista e Pós Impressionista em Londres.