Imagem de leitura — Lucien Levy-Dhurmer

29 08 2016

 

 

Lucien Levy-Dhurmer (1865-1953) The reading (La lecture)A leitura

Lucien Levy-Dhurmer (França, 1865-1953)

pastel sobre papel, 45 x 58 cm

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Imagem de leitura — Jean-Baptiste Emile Corot

18 06 2016

 

 

corot19Valléda, 1870

Jean-Baptiste Emile Corot (França, 1796-1875)

óleo sobre madeira, 83 x 55 cm

Louvre, Paris

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Em três dimensões: Auguste Rodin

12 06 2016

 

The Kiss 1901-4 by Auguste Rodin 1840-1917O beijo, 1901-1904

Auguste Rodin (França, 1840-1917)

Mármore, 182 x 122 x 153 cm

Tate Gallery, Londres

 

Feliz dia dos namorados!




Eu, pintor: Jean-Baptiste Emile Corot

2 06 2016

 

 

corot02Autorretrato, 1825

Jean-Baptiste Emile Corot (França, 1796-1875)

óleo sobre papel colado em tela, 32 x 24 cm

Louvre, Paris





Resenha: “A mulher desiludida” de Simone de Beauvoir

26 05 2016

 

 

corot, interrupted readingLeitura interrompida, 1870

Jean-Baptiste Emile Corot (França, 1796-1875)

óleo sobre tela colado  em madeira, 92 x 65 cm

The Art Institute of Chicago, EUA

 

 

 

Fui à luta pelos direitos da mulher quando ainda morava nos Estados Unidos, membro da NOW [National Organization for Women] por alguns anos, participei de passeatas e de outras formas de protestos que pediam a igualdade de direitos e de salários entre homens e mulheres.   É surpreendente, portanto, até mesmo para mim, só agora vir a ler Simone de Beauvoir, a grande feminista francesa, que revolucionou o pensamento de milhares de mulheres do mundo inteiro, no período logo  após a Segunda Guerra Mundial.

Não sei quem tomou a decisão inicial de traduzir pela primeira vez esta série de três contos de Beauvoir e batizá-la com o título insípido de “Mulher desiludida” no lugar de “Mulher destruída” [La femme rompue] do original.  Quem quer que tenha sido cometeu um desserviço ao mundo literário e, sobretudo às leitoras brasileiras, diminuindo mais uma vez a mulher, a leitora, com a suavização da própria denúncia feita pela autora.  Vale lembrar que os portugueses não fizeram isso em suas edições, lá manteve-se o poder conotativo da palavra ‘destruída’.

 

A_MULHER_DESILUDIDA_14519813477367SK1451981347B

 

Quase cinquenta anos nos separam dessa publicação. É natural esperar que a realidade feminina tenha mudado, que alguns dos assuntos abordados nas  histórias pareçam distantes da nossa  realidade. É perturbador olhar à volta e constatar que ainda há um número desconcertante de comportamentos destrutivos no cotidiano feminino, semelhantes aos demonstrados nos contos de Beauvoir.  Talvez pareçam mais atenuados, disfarçados por outros rótulos, com viés moderno, mas lá estão, vivos na maneira de pensar feminina.

A heroína de “A idade da discrição”, primeiro conto da obra, não consegue aceitar que seu filho adulto pense diferente dela. Ela perdeu o poder sobre o jovem profissional.  Mas sua perda é muito maior e bem mais profunda. Seus medos são vários, o pior deles é o preconceito contra o envelhecimento.  É uma intelectual que agora duvida de sua capacidade intelectual porque sua última publicação não tem o sucesso esperado.  Também seu corpo, assim como o filho a trai, não é mais jovem: “um corpo de velho, apesar de tudo, é menos feio que um corpo de velha, disse a mim mesma… [49]. Tudo contribui para seu desequilíbrio.

O terceiro conto que dá título ao livro mostra o desequilíbrio emocional de uma mulher cujo marido, o centro de sua vida, tem um relacionamento extraconjugal. Mas a traição serve como alavanca para sua destruição.  Subitamente Monique percebe que outros aspectos de sua vida não podem mais sustentá-la no mundo idealizado em que vivia. Há a perda da juventude e a realização do tempo que passa.  Há o esvaziamento do ninho e a surpresa ao perceber que seu marido teria gostado que ela tivesse trabalhado, que ainda fosse uma profissional. “As mulheres que não fazem nada não suportam as que trabalham.”, ele diz [107]. A observação a fere.  O fracasso do casamento ela chega a atribuir à maneira como educou as filhas. E ainda perpetua o sofrimento, pois àquela que segue seus passos, que se torna a dona de casa que ela foi, Monique não poupa:  ela a vê com o mesmo filtro com que concebe sua própria imagem.  É um momento revelador e profético sobre a perpetuação do preconceito na próxima geração.

 

simone-de-beauvoirSimone de Beauvoir

 

Infelizmente, A mulher desiludida ainda é atual. À primeira vista parece que já atravessamos um longo caminho: temos maior liberdade sexual;  grande número de mulheres é profissional.  Muitas mantêm trabalho fora de casa, mesmo que, por vezes, só o façam por necessidade, mesmo que casadas.  Mas basta aprofundar este olhar para perceber que ainda precisamos de uma variedade de mudanças na sociedade, sobretudo na maneira de encarar a vida.  Os três contos de Beauvoir são histórias complexas e ambíguas, principalmente a segunda história, “Monologo”, que é um vômito verbal das frustrações de uma mulher contra tudo e contra todos.  Mas todos os contos apontam para uma mudança de rumo para as mulheres, e do papel que os homens exercem em nossas vidas.  De fato, os homens nos contos não são particularmente fortes.  Há em todos um comportamento covarde,  inábil, anêmico, vacilante.  Para que uma mulher nova exista, há de haver também um novo parceiro mais preparado, eficaz e decisivo. Os dois precisam mudar.  Talvez seja por isso que as mudanças não tenham sido mais radicais nos últimos cinquenta anos.

Esta não é uma leitura leve. Bastante deprimente.  Revoltante muitas vezes.  Mas importante:  uma lembrança do caminho percorrido e uma perspectiva sobre aquele por vir. Ainda há muito trabalho pela frente.

 





Imagem de leitura — Jean-Pierre Alaux

2 05 2016

 

 

Jean-Pierre Alaux _surrealism (2)

Sem título

Jean-Pierre Alaux (França, 1925)





Eu, pintora: Élisabeth Vigée-Lebrun

13 04 2016

 

 

selfportAuto-retrato com chapéu de palha, depois de 1782

Élisabeth-Louise Vigée-Lebrun (França, 1755-1842)

óleo sobre tela, 98 x 70 cm

National Gallery, Londres





Minutos de sabedoria — Chamfort

17 03 2016

 

 

Simone Balvi ( França, 1938)Hora do chá

Simone Balvi (França, 1938)

óleo sobre tela, 50 x 50 cm

 

 

“A falsa modéstia é a mais decente de todas as mentiras.”

 

 

ichamfo001p1Chamfort




Imagem de leitura — Henri Rouart

9 03 2016

 

rouart-helene-leyendo-Stabislas Henri Rouart (1833-1912), francés.Helène Rouart lendo, rua Lisbonne, n.d.

Henri Rouart (França, 1833-1912)

óleo sobre tela

Coleção Particular





Imagem de leitura — Moïse Kisling

19 02 2016

 

 

Moise_Kisling,_1916,_La_Sieste_à_Saint-Tropez,_Kisling_avec_RenéeA sesta em Saint-Tropez, 1916

[Moïse com Renée]

Moïse Kisling (Polônia/França, 1891-1953)

óleo sobre tela