Violetas, 1981
Lully de Carvalho (Brasil, 1929-2017)
óleo sobre eucatex, 23 X 32 cm
Toalha vermelha
Ana Goldberger (Brasil, 1947-2019)
acrílica sobre tela, 20 x 30 cm
Violetas, 1981
Lully de Carvalho (Brasil, 1929-2017)
óleo sobre eucatex, 23 X 32 cm
Toalha vermelha
Ana Goldberger (Brasil, 1947-2019)
acrílica sobre tela, 20 x 30 cm
Natureza morta, 1983
Adelson do Prado (Brasil, 1944 – 2013)
óleo sobre tela colado em chapa de eucatex. 16 x 37 cm
Natureza morta, 1948
Eugenio de Proença Sigaud (Brasil, 1899-1979)
óleo sobre tela, 38 x 46 cm
Parque do Ibirapuera, 1991
Mary Yamanaka (Brasil, 1952)
óleo sobre tela, 33 x 46 cm
São Paulo, 1921
Agustín Salinas y Teruel (Espanha 1861- 1915)
óleo sobre madeira, 14 x 24 cm
Moema, 1944
Aldo Bonadei (Brasil, 1906-1974)
óleo sobre tela, 53 x 68 cm
Obelisco do Ibirapuera
Carlos Eduardo Zornoff (Brasil, 1959)
óleo sobre tela 70 x 140 cm
Radial Leste, 2013
Élon Brasil (Brasil, 1959)
óleo sobre tela, 100 x 130 cm
Flores
Douglas Okada (Brasil, 1984)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Sol na varanda com girassóis
Raquel Taraborelli (Brasil, 1957- 2020)
óleo sobre tela, 85 x 73 cm
Natureza morta
Benedito José Tobias (Brasil, 1894-1963)
[B. J. Tobias]
óleo sobre tela, 44 x 58 cm
Natureza Morta
Domingos Gemelli (Brasil, 1915-1985)
óleo sobre tela, 54 x 60 cm
NOTA: são dezoito anos postando, duas vezes por semana, naturezas mortas, nesse blog. E vejo que tanto frutas, legumes, hortaliças, assim como flores têm moda, têm épocas de apreciação. Hoje, é raro encontrarmos alguma natureza morta com abóboras, como aparece nessas duas telas acima. As naturezas mortas (da cozinha) mais recente, se limitam a frutas e legumes mais coloridos, como pimentões, cebolas. Mas a preferência é sempre por frutas e quase nenhuma hortaliça. Os verdes, das folhas, da couve, dos chuchus, da taioba, do repolho desapareceram da mesa dos nossos artistas plásticos. Mesmo a banana já não aparece tanto, e o coco definitivamente pertence aos anos 40-60 do século XX. Estamos mais restritos na dieta artística. Pintores continuam a produzir natureza mortas, mas o que é retratado é diferente. Restrição semelhante acontece nos vasos com flores.
Músicos
Ricardo Medeiros (Brasil, 1955)
acrílica sobre tela
“Pois Saint-Loup pertencia a essa classe de rapazes aristocratas colocados numa altura onde é possível que brotem essas expressões: “É o que tem de bom, esse é o seu lado bom”, sementes assaz preciosas que logo determinam uma maneira de conceber as coisas, na qual não se vale nada e o “povo” vale tudo, quer dizer, exatamente o contrário do orgulho plebeu. Pelo que me contava Robert, não era possível imaginar como o seu tio, quando jovem, dava o tom e ditava a lei a todo mundo.
— Ele, da sua parte, fazia sempre o que lhe parecia mais agradável e cômodo, mas logo o imitavam os esnobes. Se lhe acontecia ter sede quando no teatro e mandava que lhe trouxessem alguma bebida ao camarote, já se sabia que na semana seguinte haveria refrescos em todos os corredores. Num verão muito chuvoso, sentiu-se um pouco reumático, e encomendou um sobretudo de vicunha muito fina, mas bastante quente, que só se emprega para mantas de viagem e respeitou o padrão do tecido, de listras azuis e laranja. Os grandes alfaiates receberam imediatamente encomendas de casacos de listras e bastante quentes. Se por qualquer motivo queria tirar toda solenidade a uma refeição em casa de campo onde estava passando o dia, e, para indicar esse matiz, não vestia casaca e sentava-se à mesa de jaqueta, ficava em moda jantar de jaqueta nas casas de campo. Se comia um doce e, em vez de colher, usava garfo ou um talher de sua invenção que havia encomendado a um ourives, ou o pegava com os dedos, já não era lícito fazer de outra maneira. Sentiu desejos de ouvir de novo certos quartetos de Beethoven, pois, com todas as suas ideias absurdas, não é nenhum bruto e tem talento, e encarregou uns músicos que fossem à sua casa um dia por semana, para executar aquelas obras, que ouvia com alguns amigos. E naquele ano considerou-se como suprema elegância dar reuniões íntimas em que se executava música de câmara. Parece-me que não deve ter-se aborrecido neste mundo! Com o seu belo tipo, não lhe devem ter faltado mulheres! Apenas não se sabe quais, pois é muito discreto. Bem sei que enganou bastante à minha pobre tia. O que não impediu que fosse muito bom com ela, que ela o adorasse, e que ele a tenha chorado por muitos anos. Quando está em Paris, vai quase diariamente ao cemitério.”
Em: À sombra das raparigas em flor, Marcel Proust, tradução de Mário Quintana
Sebastião, soldado do mundo, 1976
Mario Mendonça, (Brasil, 1934)
óleo sobre tela, 60 x 100 cm
Nota: Mário Mendonça é um dos poucos artistas brasileiros modernos dedicado quase exclusivamente à arte sacra. Mas São Sebastião ocupou, no Brasil, o imaginário de alguns outros artistas, que não se ocuparam com todo o leque de cenas religiosas à disposição na arte pictórica, mas que tiveram produção imensa representando São Sebastião. Vêm à mente as inúmeras telas de Alberto da Veiga Guignard e de Glauco Rodrigues que repetidamente pintaram o santo.