Imagem de leitura — Alexander Pavlovich Brullov

18 09 2015

 

 

Alexander Pavlovich Brullov (1798-1877) Rússia

Senhora lendo, 1839

Alexander Pavlovich Brullov (Rússia, 1798-1877)

Aquarela





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

16 09 2015

 

 

Haroldo Mattos,Natureza morta,2002,aquarela, 35 x 55Natureza morta, 2002

Haroldo Mattos (Brasil, 1926-2005)

aquarela, 35 x 45 cm





Imagem de leitura — Andrew Paquette

8 08 2015

 

AndrewPaquette (EUA, 1965) Nina, quase dez anos, 2002, aquarela, 40x60Nina, quase dez anos, 2002

Andrew Paquette (EUA, 1965)

aquarela, 40 x 60 cm





Resenha: “Debaixo de algum céu” de Nuno Camarneiro

5 08 2015

 

Buildings in Buarcos, Portugal, Claire Nelson-Esch, Pencils, Ink, watercolour on paper, 13.5 x 21cm  ©Claire Nelson-Esch. httpclairelovesyouthismuch.blogspot.com.brEdifícios em Buarcos, Portugal

Claire Nelson-Esch (África do Sul, contemporânea)

Lápis, bico de pena, aquarela sobre papel, 13, 5 x 21 cm

©Claire Nelson-Esch.

Claire Nelson-Ech

 

 

Esta foi a minha apresentação ao escritor português Nuno Camarneiro, ganhador do Prêmio Leya de 2012, com esse livro. Tenho mantido contato próximo com autores lusitanos publicados aqui no Brasil. Acho que a literatura publicada além-mar anda muito interessante e não me canso de experimentar novos escritores. Por isso mesmo, mergulhei em Debaixo de algum céu com muita expectativa. Talvez mais expectativas do que deveria.

A ideia central de Nuno Camarneiro é muito interessante e rica em possibilidades: seguir a vida, por uma semana, de um grupo de pessoas que têm em comum habitarem o mesmo edifício de apartamentos. Rico em possibilidades, em caracterização de personagens de diversos caminhos, o tema é fascinante. A limitação de tempo e de lugar, onde muitos personagens exibem suas características não é estranho à literatura nem ao cinema. De Anjo Exterminador de Buñuel ao edifício de apartamentos, personagem do romance A beleza do Ouriço, de Muriel Barbery, exemplos abundam. Todos trabalhos de sucesso. Sucesso esperado por essa coletânea de histórias de Nuno Camarneiro, quase um conjunto de contos, não fosse a ocasional interação entre os personagens residentes do prédio.

 

Índice

Nuno Camarneiro preenche seu texto com uma série de frases de efeito, que certamente encontrarão lugar nos livros e sites de citações, frases inspiradas. No entanto a narrativa é fria. Controlada demais, quase sem interação de personagens, diálogos. Nem mesmo entre membros de uma família no mesmo apartamento há diálogos. Só ocasionalmente. Todos os personagens são taciturnos, reservados e sigilosos. Não há um que seja mais expansivo, não há um que quebre estrondosamente as regras. E, no entanto, apesar de vidas cerradas e quietas, nenhum deles se dá a indulgência de um hábito secreto, transgressor, uma mania, um comportamento fora do eixo, em sua intimidade, características que fazem qualquer personagem tridimensional. Resultado: todos são figuras de papelão. A presença do narrador se impõe em demasia tirando qualquer leveza do texto, qualquer mobilidade dos personagens. Tudo é visto e contado com a mesma voz em monótona narrativa, sem humor, sem ironia, demasiadamente contida e estereotipada. Por isso mesmo os capítulos são legendados para que se saiba quem narra aquele trecho.

 

Nuno_camarneiroNuno Camarneiro

 

A narrativa, mesmo assim, é ritmada e bem feita. Cheguei ao fim do livro com facilidade, sempre esperando que algo acontecesse de proporções adequadas às minhas horas de dedicação à leitura. O desfecho foi um tanto anticlimático. A rigorosa mão do autor pode ser sentida forjando acontecimentos que nem sempre parecem ser a consequência natural dos personagens. Vamos ver o que mais Nuno Camarneiro poderá trazer ao público, no futuro. Tenho a impressão de que o autor precisa se soltar. Com esse pulso de ferro, seus personagens não têm chance de crescer e nos surpreender e quem sabe surpreender até ao próprio autor?





Nossas cidades — Acari, RN

27 07 2015

 

 

Gerlúzia Alves, Acari, Igreja do Rosário, 2006, GUAP, Natal, RNIgreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, Acari, RN, 2006

Gerlúzia Alves(?)

aquarela, bico de pena

GUAP, Natal, RN





Imagem de leitura — James McNeill Whistler

21 07 2015

 

 

reading in a hammockMaud lendo na rede, 1880

James Abbott McNeill Whistler (EUA, 1834-1903)

aquarela, 13 x 22 cm

Fogg Museum of Art – Harvard University

 





Rio de Janeiro, comemorando 450 anos!

3 07 2015

 

 

RANZINI, FelisbertoPaisagem iconografica - aquarela - med. 49 x 32 cmIgreja de Nossa Senhora do Brasil, Urca, década de 1940

Felizberto Ranzini (Itália/Brasil, 1881 – 1976)

aquarela sobre papel, 49 x 32 cm





Sublinhando…

20 06 2015

 

 

Johan Patricny (Suécia 1976) Mulher lendo, 2004, aquarelaMulher lendo, 2004

Johan Patricny (Suécia, 1976)

Aquarela

www.johanpatricny.com

 

 

“Esta vida é um punhal com dois gumes fatais:

não amar, é sofrer; amar, é sofrer demais!”

 

 

Menotti del Picchia (Brasil, 1892-1988) em Juca Mulato, publicado em 1917.





A missa da Capela Imperial, texto de Paulo Setúbal

4 06 2015

 

 

BRENNO TREIDLER - Rua Primeiro de Março, RJ, 1895 - aquarela - 23,3 x 35Rua Primeiro de Março, RJ, 1895

[Capela Imperial, antiga Sé, à direita]

Benno Treidler (Alemanha/Brasil, 1857-1931)

Aquarela sobre papel, 23 x 35 cm

PESP [Pinacoteca do Estado de São Paulo]

 

 

“A Capela Imperial… Ah! a mais bela coisa do Rio de Janeiro, nos começos do século passado, foram, sem dúvida alguma, as solenidades da famosa Capela. D. João VI, curiosa mistura de Rei e de frade, mandou decorá-la suntuosamente. Vieram trabalhar nela os nomes mais brilhantes da época. José de Oliveira pintou as paredes. Manuel da Cunha, o teto. Raimundo da Costa e Silva, a “Ceia”. E José Leandro, o célebre José Leandro, figura culminante do tempo, a grande tela do Altar-Mor. D. João VI, como todos os Braganças, adorava as pompas religiosas. Com generosidade de nababo, gastando às mãos cheias, el-Rei mandava buscar na Europa artistas reputadíssimos, compositores e músicos, castrati de larga fama, a fim de abrilhantar com eles as festas de sua Capela. Naquele recinto, com efeito, nos dias de gala, fremiu muita vez o gênio do padre José Maurício. Flamejou o talento magnífico de Neukomm. Ecoou a larga inspiração de Marcos Portugal. Ali, nas grandes cerimônias da religião, retumbou muita vez a voz de Mazziotti e de Tanners, os dois famosos contraltos italianos. Ali foram admirados e louvados, com grande entusiasmo para o bairrismo dos brasileiros, o tenor Cândido Inácio, que era a mais doce e a mais sonora garganta de Minas, assim como o baixo João dos Reis, cuja voz poderosa, da mais larga ressonância, fazia tremer nos caixilhos as vidraças da Capela.

Havia, portanto, razões de monta, e de sobejo, para que D. Domitila de Castro ansiasse por assistir à missa de domingo. O que mais a seduzia, porém não era, seguramente, o ir ver, entre os entalhes dourados da Capela, os painéis de José Leandro; nem escutar a música do padre mulato que enchia a Corte com a fama de seu gênio; nem tampouco ouvir a flamância de Mont’Alverne,o apregoado orador franciscano, cuja glória, que subira tão alto, começava então a crescer. O que a seduzia, o que a espicaçava mais agudamente, tornando-a tão alvoroçada por assistir àquela missa era poder — enfim um dia! — contempla a Corte bem de perto, misturar-se com orgulho às Damas do Paço, roçar por entre aquelas fidalgas emproadas, e mostrar, do alto de uma tribuna, acintosamente, as graças e os feitiços de sua mocidade e do seu fascínio.

Ah! Os requintes que pôs a perturbante senhora em se alindar para tão suspirado triunfo! As águas de cheiro! Os pós de França! As luvas de doze botões! O leque de marfim e ouro! Madame de Saissait, a modista francesa da rua do Ouvidor, preparou-lhe um vestido ousadamente bizarro, à Zamperini, moderníssimo, cor de cenoura, de corpete muito teso, com imensa e donairosa sobre-saia, caindo em ondas largas, bordado a fio de prata. E que apuro de detalhes… Desde o penteado alto, com o trepa-moleque de safiras, até o escarpim pequenino, de fivela dourada, tudo nela era encantador. E quando, diante do toucador, depois de empoada e perfumada, a cintilar de joias, D. Domitila se remirou no seu espelho de Veneza, correu-lhe a epiderme um arrepio voluptuoso, seus lábios sorriram o sorriso da vaidade. Estava magnífica! Olhos úmidos e negros, boca sangrenta, talhe ondeante, todo pluma, aqueles vinte e quatro anos, quentes, sazonados, irradiavam frescura e trescalavam juventude. “

 

Em: A Marquesa de Santos, romance histórico, Paulo Setúbal, Rio de Janeiro, Cia Editora Nacional: 1984, 12ª edição, pp, 76,77. Originalmente publicado em 1925.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

3 06 2015

 

Amaury Menezes. I0000013Paisagem urbana I, 1985

Amaury Menezes (Brasil, 1930)

aquarela sobre papel, 48 x 70 cm

Museu de Arte de Goiânia