Vaso de flores, 2018
Ana Rique (Brasil, contemporânea)
aquarela sobre papel
Vaso com flores
Marcelo Santos (Brasil, contemporâneo)
aquarela sobre papel, 24 x 30 cm
Vaso de flores, 2018
Ana Rique (Brasil, contemporânea)
aquarela sobre papel
Vaso com flores
Marcelo Santos (Brasil, contemporâneo)
aquarela sobre papel, 24 x 30 cm
Henrique IV atravessando o rio Sena, 1816
Etienne-Jean Delécluze (França, 1781-1863)
aquarela, carvão, lápis, etc sobre papel, 20 x 31 cm
Museu Nacional do Château de Pau, França
Henrique IV de França, que governou o país entre 1589 até ser assassinado em 1610, foi também conhecido como Henrique, o Grande, O Bom Rei Henrique, O Galã Verde ou Galante Verde, por suas numerosas amantes e também como Henrique de Navarra. Entre muitas de suas características lembradas através dos séculos, há a de ter sempre uma resposta criativa a questões comuns, muitas vezes respostas bem humorísticas.
Conta-se que uma vez, atravessavam o rio Loire ele e seu amigo o General Crillon, Louis des Balbes de Berton de Crillon, um de seus generais mais próximos. Iam numa canoa. Crillon, notou que o canoeiro era um homem robusto e alto e que tinha cabelos brancos, mas barba muito preta. A certa altura observou em voz alta:
— Esse contraste entre a barba e o cabelo é agradável, mas por que? De onde vem isso?
Sem pestanejar o rei começou a rir e respondeu:
— Por Deus! Que bobagem! A barba é mais jovem! O cabelo é mais velho por pelo menos vinte anos!
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Nota: adaptação de uma poesia em francês de Claude Augé sobre essa fábula real.
Quadrado da Urca com vista para o Pão de Açúcar, 1938
Yoshiya Takaoka (Japão-Brasil, 1909-1978)
aquarela sobre papel, 45 x 56 cm
Igreja Nossa Senhora da Penha Porto Seguro, 2000
Gláucio Bustamante (Brasil, contemporâneo)
aquarela sobre papel, 29 x 39 cm
Autorretrato com gato, 1931
Léonard Tsuguharu Foujita (Japão-França, 1886-1968)
aquarela e nanquim sobre seda, 44 x 34 cm
Camponesa com tomando café em casa, 1909
Albert Anker (Suíça, 1831-1910)
Aquarela sobre papel, 34 x 25 cm
Ponte de Pedra, 1922
Francis Pelichek (Tchéquia-Brasil, 1896-1937)
aqurela sobre papel, 29 x 42 cm
Coleção Rolf Zelmanowiz, POA
Orquestra
Mariinha Santos (Brasil, ativa nas décadas de 1970-80)
aquarela, 48 x 68 cm
O Major convidara os estancieiros mais próximos, e assim a capela encheu-se de cadeiras, e foi preciso que as crianças ficassem pelo chão, junto com os cachorros. O Maestro ostentava a casaca nova, e, ao entrar pelo corredor central, com as músicas debaixo do braço, caminhando para sua orquestra como para oficiar uma missa, todos se compenetraram: jamais haviam visto algo semelhante. Os notáveis que, de fato, ainda abominavam o Maestro, agora intrigavam-se com aquela dignidade. – “Ele deu vida a esta capela” – disse o Major ao Vigário, que concordou com um movimento de cabeça e pôs o indicador frente aos lábios: o Maestro, já de costas para os convidados, esperava que cessassem as tossidelas e os murmúrios; depois, ergueu as mãos num gesto elegante e decidido, e os instrumentistas perfilaram-se nas pontas das cadeiras. Ficou assim, imóvel, por um momento; depois, muito lentamente, acariciando o ar, baixou os braços – e as rabecas deram início a um andante cantabile mal audível, lascivo, complicado por appogiaturas que se enredavam nas notas. Na plateia, ninguém se animava a um só movimento. A melodia cresceu, ganhou inesperada rapidez, e logo um festivo allegro retumbava pela capela, num estrépito de tambores e cornetas. O Maestro luzia de suor, transfigurando-se pelo fogo de seus movimentos, que varriam o espaço acima das cabeças; seu colarinho saía para fora da gola, e surgiram os punhos da camisa. E a música foi-se desdobrando em ondas, ganhando matizes delicados, para logo ressurgir com mais força, avançando ao limite do suportável. Em poucos minutos atingiu um paroxismo sonoro que fazia vibrarem os vidros das janelas. Quando os ouvintes já se entreolhavam em desespero, tudo acabou num triunfante e ensurdecedor acorde de toda a orquestra. No silêncio imediato, seguiu-se o grito do Major: – “A la fresca!”. A audição continuou, agora com obras ligeiras, onde se percebia sua anterior destinação à banda. Aí sim, os ouvintes sentiram-se mais à vontade, e os homens autorizavam-se a marcar os compassos, batendo com os pés na laje do piso. O Maestro pretendeu agradar os brios gaúchos e atacou o hino da República Rio-Grandense, o que fez com que os convidados, ao comando do Major, se levantassem para ouvir a música do Mendanha.
Em: Concerto Campestre, Luiz Antonio de Assis Brasil, L&PM: 1997, Porto Alegre