25 de dezembro!

25 12 2024

Patinadores no Natal, 1946

Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1914 -1979)

colagem e guache sobre papel, situado Nova York, 31 x 23 cm

 

 

Paz na terra aos homens de boa vontade!

 





Natal!

24 12 2024

Natividade, 1968

Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1914 -1979)

óleo sobre tela





“O Natal das primeiras experiências I” crônica de Flavio Machado

23 12 2024

O Natal das primeiras experiências, I

 

Flavio Machado

 

Lembro da primeira vez que vi o natal acontecer. Na madrugada acordei e vi deslumbrado ao lado da árvore de natal, o velocípede pedido a papai noel. Como era bonito o meu velocípede de metal.

A árvore era um capitulo a parte em nossa casa, naqueles dias era simplesmente a nossa árvore de natal, ficava incógnita no quintal durante o ano, plantada em lata de 20 de litros, quando aproximava – se o dia 25 de dezembro, ela ganhava destaque, a lata enferrujada ganhava papel alumínio para lhe cobrir as feridas do tempo, a árvore enfeitava-se de bolas coloridas, e no alto a estrela guia, simbolizando a estrela que apontou  caminho para a manjedoura. E para um toque europeu, enchíamos de algodão, para dar ares europeus, um costume daquele tempo nas casas suburbanas.

E na nossa casa tinha um pequeno presépio que minha mãe desembalava de cima do armário, a representação da cena do nascimento de Jesus em Belém, eu lembro que aquela cena tinha uma ar de grande importância, aos meus olhos de menino

No subúrbio era uma festa, o dia seguinte, desfile de presentes entre a garotada. Tudo muito especial para o menino que descobria o natal, A nossa casa era simples, um quarto e sala em uma rua ainda sem calçamento do Engenho da Rainha, mas aos olhos do menino era um palacete, um castelo como daquelas intermináveis histórias que minha avó contava.

E simplicidade era a palavra-chave, o ar ingênuo daqueles anos, qualquer coisa era motivo de comemoração, por mais singelo que parecesse. Na minha casa não se falava tanto de religião, mas eu sabia por escutar que comemorávamos o nascimento de Jesus. E aquele presépio tão pequeno hoje, mas que era gigantesco na época, tão pobrezinho e tão rico.

Agora depois de passados tantos anos, a lembrança daquele natal, emociona de verdade o coração envelhecido, mas não imune a essa nostálgica madrugada, quando o velocípede de metal surgiu na sala. E o menino resiste, e de repente surge pedalando com o presente sonhado. Como gostaria que todos pudéssemos recuperar as primeiras emoções de alegria, seja numa noite distante de natal, seja mais recente, e que Jesus esteja conosco, assim como aquele menino parecia entender vendo a cena retratada do nascimento de nosso Senhor, nosso Salvador, num pequeno presépio montado na memória.           

05 de Novembro de 2024.

Cabo Frio, RJ





Em casa: David Widhopff

22 12 2024

Botando a mesa para o almoço, 1933

David Widhopff (Ucrânia-França, 1867-1933)

óleo sobre tela





Flores para um sábado perfeito!

21 12 2024

Natureza morta com bico de papagaio, 1990

Evilásio Lopes (Brasil, 1917 – 2013)

óleo sobre tela, 54 cm por 45 cm

 

 

 

Vaso com bicos de papagaio sobre a mesa, 1958

Domingos Gemelli (Brasil, 1915-1985)

óleo sobre tela, 55 X 80 cm

 

Aqui estão duas telas com representações da planta Bico de Papagaio associada à época do Natal.  Essa associação é um costume importado principalmente dos Estados Unidos.  A planta (e essas partes vermelhas não são uma flor, mas folhas modificadas com flores minúsculas aparecendo no centro destas modificações) é natural do México.  A modificação das cores das folhas ocorre com um menor número de horas de exposição ao sol.  Portanto quando o Bico de Papagaio é utilizado no planejamento de um jardim, o paisagista leva em conta que suas atraentes folhas vermelhas aparecerão no inverno.   No hemisfério norte isso acontece na época do fim do ano, daí sua aparição como planta decorativa do Natal. Poucos artistas se dedicaram a representações do Bico de Papagaio, que eu conheça.





Rio de sol, de céu, de mar…

20 12 2024

Árvore da Lagoa, 2010

Lúcia de Lima (Brasil, contemporânea)

acrílica sobre tela





Meu ano de leituras visto pelo Goodreads

19 12 2024

Ontem eu recebi como sempre recebo o relatório das minhas leituras de acordo com o Goodreads.  Infelizmente esse relatório não inclui alguns livros que li, de autores brasileiros que não adicionaram ou que suas editoras não se deram ao trabalho de adicionar seus livros no cabedal do portal.  Então, menos esses livros que escaparam, li até dia 5 de dezembro de 2024, 46 livros como podem ver, para um total de 11.806 páginas.  Estou entre os 25% de leitores que mais leem.  Não sei minha posição nesses 25%, mas não deve estar no topo, por mais que possa parecer que li muito.  Conheço bem outros leitores inveterados.

 

 

O livro mais longo que li em 2024 foi a ficção científica, excepcional de Stephen King, chamada 22 de Novembro de 1963, que foi o dia do assassinato do Presidente Kennedy nos Estados Unidos. O livro tem como estrutura realidade quântica. Vamos e voltamos dessa data aos dias de hoje com alguma frequência e prende a atenção como nenhum outro livro. Devora-se suas 1200+ páginas sem receio.

Na lista deles, tenho seis livros a que dei cinco estrelas, ou seja o máximo que poderia ter dado. Na verdade em dezembro entrei com outro livro, mas esse deve ser considerado no ano que vem, imagino.

Descobriram também que dos 46 livros lidos, os meu favoritos caem nos seguintes segmentos: Ficção, Não ficção e Ficção Histórica.

Pertenço também ao portal brasileiro Skoob que é semelhante ao Goodreads. Mas o Skoob não nos manda um relatório das nossas leituras ao final do ano. Pelo menos nunca me mandaram. No Skoob, no momento eu tenho 1022 livros lidos e 347 resenhas.

E você? Tem sua página em algum desses dois portais? Se gostam de ler, não seria bom ter um relatório de tudo que você leu durante o ano?

Fica aqui a sugestão.





Hoje é dia de feira: frutos e legumes frescos!

18 12 2024

Natureza morta

Estevão Silva (Brasil, 1845-1891)

óleo sobre tela

Coleção Particular

 

 

Abóbora, 1956

Oswaldo Teixeira (Brasil, 1905 – 1974) 

óleo sobre tela, 54 x 73 cm

 

Está claro que escolhi o tema abóbora.  Não é um tema muito comum entre os pintores figurativos  brasileiros mais modernos.  Acho curioso.  Mas há moda na escolha das frutas, dos legumes e das flores.  Talvez não deva dizer moda.  mas há preferências em diferentes épocas pelas flores ou frutos representados. Há certas flores, por exemplo, que desaparecem das naturezas mortas ao longo do século XX.  Um bom estudo provavelmente revelaria as razões.  Poderiam não estar mais à venda nas feiras livres.  Uma observação rápida, superficial, mostra que não vemos nos dias de hoje ervilhas-de-cheiro à venda nos mercados ao ar livre, assim como não vemos mais mimosas, com suas flores-bolinhas amarelas.  Por volta dos anos 60 elas desaparecem.  Teria a ver com a produção de flores para exportação?   Quem passa os olhos  rapidamente sobre as naturezas mortas não percebe como alguns desses detalhes revelam muito não só sobre a época ou a cultura que as produziu, como sobre o artista que a elas se dedicou.  Aos poucos colocarei aqui algumas observações.





Imagem de leitura: Emma Fordyce MacRae

18 12 2024

A garota italiana

Emma Fordyce MacRae  (Áustria, EUA, 1887-1974)

óleo sobre tela,  91 x 81 cm





Poema com pena, de Almir Correa

17 12 2024
Poema com pena

Almir Correa

 

Fiz um poema

e não sei se vale a pena

poemar.

É um poema com pena

pena do céu

pena da terra

pena do mar.

Não tem mais pena de índio

Porque índio já não se acha em nenhum lugar.

Mas ainda tem

pena de arara azul

pena de galinha sem cabeça

pena de pato pateta.

Tem tanta pena

pena até de travesseiro.

Só não tem pena nenhuma do burro

porque burro não tem pena.

 

Em: Poemas Malandrinhos, Almir Correa, São Paulo, Atual:1992