O alfabeto, poesia de Mauro Mota

24 11 2012

Ilustração de capa de livro, 1929, sem autoria especificada.

O alfabeto

Mauro Mota

A caixa de letras.

Minha filha brinca.

Espalha-as na mesa,

compõe as palavras,

pessoas e coisas,

plantas e animais,

deslizam na mesa

consoantes, vogais.

A caixa de letras

de matéria plástica,

brancas, amarelas,

vermelhas e pretas.

Minha filha brinca,

os nomes desfaz,

faz os objetos,

as letras empilha,

no mundo alfabético,

consoantes, vogais.

Do O faz a cara

limpa da boneca

com os olhos bulindo

dos pontos dos i i .

Do Q faz a rosa

suspensa no talo.

Lápis e papel,

mas o poema informe.

As letras, as letras

brancas e amarelas,

vermelhas e pretas.

Que faço com elas?

Em:  Antologia Poética, Mauro Mota, Rio de Janeiro, Editora Leitura:1968

Mauro Ramos da Mota e Albuquerque (Nazaré da Mata, 16 de agosto de 1911 — Recife, 22 de novembro de 1984) foi um jornalista, professor, poeta, cronista, ensaísta e memorialista brasileiro.

Obras:

Elegias (1952)

A tecelã (1956)

Os epitáfios (1959)

Capitão de Fandango (1960, crônica)

O galo e o cata-vento, (1962)

Canto ao meio (1964)

O Pátio vermelho: crônica de uma pensão de estudantes (1968, crônica)

Poemas inéditos (1970)

Itinerário (1975)

Pernambucânia ou cantos da comarca e da memória (1979)

Pernambucânia dois (1980)

Mauro Mota, poesia (2001)

Antologia poética, 1968

Antologia em verso e prosa, 1982.





O viajante noturno, conto infantil de Wilson W. Rodrigues

24 11 2012

Murucututu

Chico Martins (Brasil, contemporâneo)

aquarela

Flickr

O viajante noturno

Wilson W. Rodrigues

Aquele ruflar agitado de asas acordava todos na floresta, fosse noite escura, fosse noite estrelada, fosse noite de lua.

A corujinha, curiosa, perguntava:

— Que é que ele vai fazer, mamãe?

A Coruja-mãe, anideando-a sob as asas, respondia sempre:

— Dorme, filhinha.

Na perambeira, Gavião-mirim espigava a cabecinha para vê-lo passar, mas o Gavião puxava o filho para o buraco:

— Deixa de ser metediço.

Mais adiante o Murucututuzinho, assustado, também indagava:

— Para onde ele vai tão depressa?

E o velho Murucututu:

— Cala a boca, netinho.

Lá para a Serra, o Araguari-menino, abandonado pelos pais, sempre o via passar voando. E como não tinha ninguém para perguntar, numa madrugada gritou para o viajante noturno:

— Passarinho que voas tanto e todas as noites passas por aqui, para onde vais tão ligeiro e tão feliz?

E o Sem-Fim respondeu:

— Vou buscar o Sol. Vou buscar o Sol.

***

Em:  Contos do Rei Sol, Wilson W. Rodrigues, Rio de Janeiro, Estado da Guanabara, Editora Torre, s/d; ilustrado por Percy Lau.

Wilson Woodrow Rodrigues (Brasil, 1916) Nasceu em Salvador, BA.  Foi poeta, folclorista e jornalista, escritor e professor.

Obras:

A caveirinha do preá,  Arca ed.: s/d, Rio de Janeiro

Desnovelando, Arca ed., s/d, Rio de Janeiro

O galo da campina, Arca ed,: s/d, Rio de Janeiro

O pintainho, Arca ed.: s/d, Rio de Janeiro

Por que a onça ficou pintada, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

A rãzinha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

Três potes, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

O bicho-folha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

A carapuça vermelha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

Bahia flor, 1948 (poesias)

Folclore Coreográfico do Brasil, 1953

Contos, s/d

Contos do Rei-sol, s/d

Contos dos caminhos, s/d

Pai João, 1952

Lendas do Brasil, s/d

Sombra de Deus, s/d





Quadrinha do luar

22 11 2012

Noite fria… e, em minha rua,
tantos sonhos idealizo,
que vou pisando na lua
em cada poça que piso!

(Edmar Japiassú Maia)





O Rio de Janeiro encantado de Lucia de Lima

21 11 2012

Enseada de Botafogo, s/d

Lucia de Lima ( Brasil, contemporânea)

acrílica sobre tela, 50 x 60 cm

www.luciadelima.com

Uma das coisas de que mais gosto no trabalho de Lucia de Lima é a felicidade!  Ela consegue, na minha opinião, retratar o estado de espírito carioca: livre, leve e solto.

Rio Panorâmico

Lucia de Lima (Brasil, contemporânea)

acrílica sobre tela, 20 x 50 cm

www.luciadelima.com

Vamos e venhamos é delicioso observar todas as coisas que acontecem simultaneamente em cada tela.  São os detalhes de parapentes, pessoas de bicicletas, barquinhos na enseada de Botafogo, helicópteros e assim por diante.

Ararinhas azuis

Lucia de Lima (Brasil, conteporânea)

acrílica sobre tela, 35 x 27 cm

www.luciadelima.com

Além da paisagem carioca, Lucia de Lima mostra também grande sensibilidade para assuntos ecológicos.  Telas que representam a abundante natureza carioca, com flores que tomam conta da superfície, são em geral o ponto de partida para a representação de pássaros e  de espécies que correm perigo de extinção, como no caso das ararinhas azuis da tela acima.

Jardim Botânico

Lucia de Lima (Brasil, contemporânea)

acrílica sobre tela, 40 x 50 cm

www.luciadelima.com

Lucia de Lima pode ser encontrada passeando pelo Jardim Botânico muitas vezes ao mês.  Ela admite que o local lhe serve de inspiração para todo o verde, toda a mata e para os pássaros que retrata em seus quadros: diferentes flores, palmeiras, arbustos, árvores encontram um refúgio nessas telas coloridas.

O menino e o Cristo

Lucia de Lima (Brasil, contemporânea)

acrílica sobre tela, 70 x 30 cm

www.luciadelima.com

Outra característica da pintora são os formatos das telas.  Muitas delas fogem aos padrões mais conhecidos, como são as telas acima: O menino e o Cristo assim como Rio Panorâmico também já mostrada nessa postagem.  É mais uma das maneiras em que revela jovialidade e o prazer que tem ao se dedicar à pintura.

Devaneios IV

Lucia de Lima (Brasil, contemporânea)

acrílica sobre tela, 40 x 50 cm

www.luciadelima.com

Tenho acompanhado o trabalho dela pelos últimos anos e noto algumas tendências, como é natural que aconteça com qualquer pessoa que usa a sua criatividade todos os dias, como é o caso.  Lucia tem desenvolvido esta série a que deu o nome de Devaneios, em que o contorno das montanhas da cidade, ou a aparência de ruas e locais conhecidos e reconhecíveis, deram lugar ao que ela mesma chama de sonhos, devaneios, ou seja, paisagens oníricas, que combinam muitos aspectos que aparecem em outras séries.  Nesse exemplo acima, vemos flores, barcos, pássaros, uma fila interminável de automóveis subindo o morro, e de pessoas — crianças? — em fila indiana.  A vegetação é abundante e rica como nas matas cariocas.  Quanto mais olhamos,  mais decobrimos.

Corcovado e Lagoa

Lucia de Lima (Brasil, contemporânea)

acrílica sobre tela, 33 x 41 cm

www.luciadelima.com

Até o bondinho do Corcovado subindo de Laranjeiras para o Cristo vemos nessa tela.  Foi há muitos anos atrás, que notei pela primeira vez, vendo uma das telas de Lucia, que a Lagoa Rodrigo de Freitas tem hoje o formato de um coração.  Nesta tela vemos alguns elementos muito comuns da paisagem neste local: helicópteros — há um heliporto perto, pessoas treinando remo — há alguns conhecidos clubes de remo com sede na Lagoa, a Praia de Ipanema no cantinho da direita e assim por diante. Podemos passar muito tempo descobrindo detalhes.

Pássaros em extinção

Lucia de Lima (Brasil, contemporânea)

acrílica sobre tela, 40 x 50 cm

www.luciadelima.com

A preocupação com a preservação da Natureza e da Mata Atlântica está sempre presente no trabalho da pintora.  Entre uma profusa vegetação vemos alguns dos pássaros cuja existência está em perigo.  Lucia mora no sopé da mata do Corcovado e está em constante contato com a natureza. Que ela a ama e presta atenção no verde que a circunda é óbvio.  Resta a nós fazer o mesmo.  Para maiores informações sobre essas e outras obras visitem o portal da artista. Aproveito para agradecer à Lucia pelas imagens que cedeu para esta postagem.

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Para comemorar os 5.000.000 [cinco milhões]  de visitas a este blog, marca a que devemos chegar nos  próximos 5 dias, começo hoje, com Lucia de Lima, uma série de postagens só com trabalhos de artistas brasileiros.  Não vou prometer uma determinada frequência, porque ser blogueira não é a minha profissão principal e não posso garantir que terei sempre muito tempo para organizar essas postagens.  Mas imaginei algo em torno de uma ou duas vezes por mês.  Por que não usar esse blog para divulgar alguns de nossos artistas?  Obrigada a todos que nos acompanham.





Imagem de leitura — Charles Bibbs

20 11 2012

Leitora, 1992

Charles Bibbs (EUA, contemporâneo)

técnica mista, 36 x 45 cm

Charles Bibbs nasceu em Harbor City,  na região de Los Angeles, na Califórnia, um de dez irmãos.  Formou-se em administração depois de estudar  na Faculdade Long Beach City e na Universidade do Estado da Califórnia. No entanto sempre se sentiu próximo das artes tendo procurado diversos cursos de arte enquanto se formava em administração.  Inicialmente, trabalhou com imagens em preto e branco, mostrando as influências dos artistas Frank Howell e John Biggers, cujos trabalhos apreciava.  Depois, amadurecendo o estilo, voltou-se para um vocabulário visual que combina as tradições americanas com africanas.  Reside e trabalha em Moreno Valley, na Califórnia.





Rondó do capitão, poesia de Manuel Bandeira

19 11 2012

Soldadinho de chumbo, s/d

Marysia Portinari ( Brasil, 1937)

óleo sobre tela, 30 x 20 cm

Rondó do capitão

Manuel Bandeira

Bão balalão,

Senhor capitão.

Tirai este peso

Do meu coração.

Não é de tristeza,

Não é de aflição:

É só de esperança,

Senhor capitão!

A leve esperança,

A aérea esperança…

Aérea, pois não!

Peso mais pesado

Não existe não.

Ah, livrai-me dele,

Senhor capitão!

8 de outubro de 1940

Em: Manuel Bandeira Antologia Poética, Rio de Janeiro, Livraria José Olympio:1978, 10ª edição





Palavras para lembrar — Ursula K. Le Guin

19 11 2012

A hora do descanso, 1913

Albert Chealier Tayler (Inglaterra, 1862-1925)

óleo sobre tela

Alfred East Gallery, Kettering Burough County

“Uma história não lida, não é uma história; são pequenas marcas negras na polpa de madeira.  O leitor faz ela ter vida: uma coisa viva, a história”.

Ursula K. Le Guin





A bicicleta e a mulher, uma história sem palavras

18 11 2012

Cartão postal, circa 1900.

Esta postagem tem tudo a ver com a anterior, quando vimos como a bicicleta foi uma boa contribuição para a independência das mulheres. Vimos também como elas podiam ser mal vistas por terem a audácia de dependenrem desse meio de transporte.  Aqui estão 3 postais que datam dos últimos anos do século XIX, contando uma pequena história sobre essa mulher ciclista.  E de quebra a sequência confirma todos os preconceitos gerados por essa atividade abraçada pelo sexo feminino.  Os postais estão em ordem. O primeiro aí em cima e os outros dois seguem.  Divirtam-se.

Cartão postal, circa 1900.

Cartão Postal, circa 1900.




Bicicletas e independência — um trunfo para as mulheres

18 11 2012


A casa das bicicletas no Bois de Boulougne, 1897-1900

Jean-Georges Béraud (França,1849-1936)

óleo sobre tela

Musée de l’ïle-de-France – Sceaux

Quando usamos as bicicletas raramente pensamos no papel importante que elas tiveram para a emancipação feminina. Fui lembrada desse fenômeno quando li, alguns dias atrás, o artigo na publicação da Universidade da Virginia,  sobre estudos americanos: Xroads . Não se sabe ao certo a data da invenção da bicicleta; foi consequência natural de diversos experimentos com quadriciclos e triciclos que apareceram no início do século XIX.  Só na última década do século, a bicicleta se tornou popular e de uma maneira inesperada alavancou o movimento pelos direitos da mulher.

Anúncio francês, 1900.

A popularidade levou não só homens, mas muitas mulheres às aventuras do ciclismo, que dava uma grande liberdade de movimento. Era a  habilidade das mulheres de se movimentarem por si mesmas, para novos lugares, novos espaços, sem a necessidade de acompanhantes.  Essa autonomia assertiva trouxe como consequência um desequilíbrio nos papéis sociais.  Até então, homens e mulheres tinham papeis circunscritos, rígidos. Mas as barreiras impostas a elas estavam caindo e os homens passaram a fortalecer o estereótipo de portadores de bravura e força.  Como o ciclismo aparecia no horizonte como uma atividade física era natural que fosse adotado pelos homens como parte da constelação de esportes das quais faziam parte o futebol, baseball (nos Estados Unidos) e o críquete na Inglaterra, todos dominados pelo sexo masculino.

Cartão postal anunciando novas bicicletas, Boston, EUA.

“Máquina da liberdade” [freedom machine] foi como Susan B. Anthony, a feminista americana que lutou pelos direitos da mulher, denominou a bicicleta. E dela é também , uma conhecida citação: a bicicleta, “fez mais pela emancipação da mulher do que qualquer outra coisa no mundo”.  Inicialmente adotada pelas elites, logo os modelos de bicicletas apresentaram mais conforto, sendo adotadas pela classe média em geral na América do Norte e na Europa, em meados da década de 1890.  Já na primeira década do século XX a bicicleta havia conquistado seu lugar como meio de transporte e também como forma de recreação. Clubes de ciclismo apareceram em todas as grandes cidades.

Mas antes dessa popularidade, não foram poucos os gritos de imoralidade, quando uma mulher andava de bicicleta. O que mais causava revolta nos homens era a adquirida habilidade de movimento para sexo feminino.  Ajudadas pela produção em massa desse meio de transporte, que cada vez mais se mostrava seguro e prático as mulheres e a classe trabalhadora, ela não se privaram da liberdade adquirida e transformaram a bicicleta no símbolo da Nova Mulher.  Essa Nova Mulher se desvencilhou  das roupas restritivas de movimentos, do espartilho e das saias até o tornozelo, substituindo-as por calças. Bem comportadas, largas nos quadris, apertadas no joelho ou do joelho para baixo, mas calças; chamadas de roupas para ciclismo.  Mesmo assim não foi fácil para mulheres andarem de bicicleta vestidas desta forma.  Muitas foram ridicularizadas, multadas, até mesmo tratadas como mulheres vulgares, sem escrúpulos, como lembra muito bem o artigo.

Cartão postal, c. 1895.

Apesar disso, as mulheres modernas, essas Novas Mulheres, não se deixaram vencer e enfrentaram os preconceitos.  Elas viam o poder que as duas rodas lhes davam e previam um futuro mais equilibrado.  Sabiam que eram vistas como um desafio aos preceitos da época que tratavam as mulheres como seres inferiores.  Não foram poucos os homens que proclamaram que as bicicletas eram uma ameaça à ordem social e à estrutura familiar porque permitiam às mulheres viajar para mais longe do que estavam acostumadas, sem serem vigiadas por seus maridos, irmãos, pais, pelos homens que conheciam os perigos a que elas se expunham. Além, é claro, de permitir que uma jovem pudesse estar na companhia de companhia masculina sem alguém que a acompanhasse.

Em seguida, a lista do que fazer e não fazer na bicicletas.  Texto de 1895 do New York World foi sindicalizado e a foto abaixo mostra o texto no jornal de Chicago.  A lista e o artigo em que me baseio saíram no Brainpickings.  Traduzi um grande número das regras mas houve umas três delas que têm expressões de época não encontradas nos meus dicionários.  Divirtam-se.

——–

Não se amedronte.

Não desmaie na rua.

Não use um chapéu de homem.

Não use ligas apertadas.

Não se esqueça da bolsa de ferramentas.

Não se deixe levar sem tração é perigoso.

Não se vanglorie de longas viagens.

Não critique as “pernas” dos outros

Não use meias que chamem atenção.

Não recuse assistência quando subindo uma colina.

Não use roupas que não caibam bem em você.

Não use joias enquanto estiver na bicicleta.

Não entre em corridas.

Não use botas com cadarço.

Não imagine que todos estão a observando.

Não vá à igreja vestindo roupas de ciclismo.

Não use o chapéu de festa ao ar livre com suas calças.

Não conteste o fato de que bondes têm preferência.

Não coma goma de mascar.  Exercite suas mandíbulas em casa.

Não use luvas brancas de couro.  Seda é o costume.

Não pergunte, “O que você acha das minhas calças?”

Não use gíria de bicicleta, deixe isso para os rapazes.

Não saia à noite sem a companhia masculina.

Não saia sem agulha, linha e dedal.

Não tente combinar todos os itens de sua vestimenta.

Não deixe seus cabelo louro aparecer nas costas.

Não permita que o lindo cachorrinho a acompanhe.

Não acenda um fósforo no assento de suas calças.

Não converse sobre as calças com os homens que conhece.

Não apareça em public até que você saiba andar bem de bicicleta.

Não se canse, deixe que o ciclismo seja uma recreação e não um trabalho.

Não ignore as leis do trânsito porque você é uma mulher.

Não tente usar as roupas de seu irmão para saber como elas vestem.

Não grite se você der de cara com uma vaca. Se ela a vir primeiro, ela saira do caminho.

Não use tudo que é moderno porque você pode dirigir uma bicicleta.

Não imite a atitude de seu irmão se ele balança a bicicleta paralela ao chão.

Não tente um passeio longo se você não está confiante de que pode fazê-lo com facilidade.

Não dê a aparência de que você está procurando um recorde ou quebrar um recorde. Isso é competição.

Para mais informações visite o portal do Brainpickings, link acima.





Imagem de leitura — Katherine Brown

17 11 2012

Lendo, s/d

Katherine Brown (EUA, 1948)

www.katherinebrownportraits.com

Katherine Brown nasceu em Menphis no estado de Tennessee, em 1948.  Começou os estudos de arte sob a direção do pintor austríaco Paul Penczner, conhecido retratista trabalhando em Menphis, com quem aprendeu desenho, perspectiva e pintura clássica. Mais tarde, aprimorou seus estudos na Academy School of Fine Arts em Nova York, onde estudou com Daniel Greene e Robert Phillips.  Para mais informações clique no link acima.