Minuto de sabedoria — Alexandre Herculano

23 07 2013

Jurandi Assis (BA, Brasil, 1939) Lendo no Campo  OST 48cmx60cmLendo no campo, s/d

Jurandi Assis (Brasil, 1939)

óleo sobre tela, 48 x 60 cm

“Querer é quase sempre poder: o que é excessivamente raro é o querer.”

240px-Alexandre_Herculano  Alexandre Herculano (Portugal, 1810-1877)





Um dia fora do comum no Rio de Janeiro

22 07 2013

2013-03-15-Pope-Francis-tweets-unpublished-610 Nicholson

032113_PopeCommonTouch_UFSCOLORHenry Payne

128752_600Christo Komarnitski

128873_600Gary Mccoy

939270_525_380_wLeahy, para o New York Times.

errol cartoon for blog-smallerMarian Kamenski

jpgImageChapatte, para o International Herald Tribune.

la-tot-cartoons-pg-francis-a-new-world-pope-is-old-world-in-church-dogmaDavid Horsey, para o Los Angeles Times.

Pope-FrancisDave Granlund

ouMUk.HiLa.138Kevin Siers, para o Charlotte Observer.

brokenchurchLChris, para o Eureka Street.

Papa-no-Brasil-por-GenildoGenildo, para o Humor Político.

PopeFrancisCartoons-17(www.cleveland.co)Jeff Darcy, para o Cleveland News.





Precisa prestar atenção? Ouça Mozart

22 07 2013

musica romanticaPato Donald quer ouvir música romântica, ilustração Walt Disney.

Uma recente pesquisa parece dar apoio ao que muitos já sabiam na prática, inclusive esta Peregrina: escutar Mozart – a pesquisa fala de minuetos —  ajuda à concentração das pessoas que conseguem então ignorar informações irrelevantes ao seu redor. Os sons suaves de um minueto de Mozart aumentam a capacidade de crianças e idosos na concentração durante as tarefas que têm que cumprir e ignorar informações irrelevantes.

O estudo chegou a conclusão também que músicas dissonantes têm o efeito oposto, mas que podem ajudar quando precisamos chegar a uma aceitação ou a um acordo entre sentimentos opostos, como por exemplo a aceitação da morte de uma pessoa próxima.

O estudo liderado por Nobuo Masataka da Universidade de Kyoto e Leonard Perlovsky da Universidade de Harvard continua outro estudo feito anteriormente pela mesma equipe, que descobriu que ouvir Mozart nos ajuda a lidar com a dissonância cognitiva, com o profundo desconforto que sentimos quando nos damos conta que duas de nossas crenças estão em desacordo. Juntos, esses resultados sugerem que a música pode nos ajudar a ver com mais clareza, uma situação complexa ou confusa.  E, a  lidar com ela de forma muito mais eficiente.

Para maior detalhamento:  Pacific Standard





Quadrinha da lágrima

21 07 2013

chorando 2Ilustração Girls’ Romances, Publicado por Arleigh Publishing (DC). Agradeço à leitora Luiza por ter me mandado a identificação desse desenho, como mostra o comentário nessa postagem.

A lágrima comovida,  

que vem de dentro de nós,

é uma palavra sofrida

que chega aos olhos sem voz.

(Hegel Pontes)





Brasil que lê: fotografia tirada em lugar público

21 07 2013

???????????????????????????????Leitura em dupla, trilha do Bem-te-vi, também chamado de Caminho Cláudio Coutinho, na base do Pão de Açúcar, Sábado, 20/07/2013.




A dignidade na vida e na morte: “Acabadora” de Michela Murgia

20 07 2013

Pablo Picasso, A vida, 1903, Cleveland Museum

A vida, 1903

Pablo Picasso (Espanha, 1881 – 1973)

Óleo sobre tela, 196 x 129 cm

Cleveland Museum of Fine Arts, EUA

Não me surpreende que Michela Murgia tenha ganhado diversos prêmios literários na sua terra natal, a Itália, com o livro Acabadora.  Sua escrita é poética, sensível, retrata uma realidade que sabemos verdadeira apesar de parecer um sonho enevoado e o faz  com sedução, guiando o leitor pela mão, a ponderar sobre a vida, seu valor; sobre o que é bondade;  a morte,  a traição, a eutanásia e a dignidade humana.

Passado em uma pequena vila da Sardenha,  na década de 1950, o romance está centrado nas figuras de Bonaria Urrai e Maria Listru.  Maria foi adotada.  Quarta filha de uma família pobre com muitos filhos é dada à Bonaria para educá-la.  Bonaria tem uma vida dupla de costureira durante o dia e  de facilitadora da morte, para aqueles que se encontram em seus últimos momentos de vida.  Este segundo ofício é conhecido e aceito por todos os habitantes do vilarejo. Mas não é falado.  Assim Maria cresce sem saber da delicada profissão noturna de sua mãe adotiva.  Bonaria é uma boa mãe. Educa Maria em casa e na escola.  Tira-lhe o hábito dos pequenos roubos.  Incentiva-lhe a aplicação aos estudos.  Mas espera o momento apropriado para contar á Maria o que faz nas noites em que sai de casa.  Maria descobre antes de Bonaria lhe contar. Descobre  por outros,  e sentindo-se traída, quando se vê como  a única no vilarejo que não conhecia o ofício de Bonaria,  não perdoa  a velha senhora. E se afasta.  Há pelo menos dois sentimentos que Maria tem que resolver: o desgosto pelo que Bonaria faz, e a traição.

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O mais interessante dessa narrativa é que não somos levados a questionar a retidão de caráter de Bonaria.  Ela é  dura, honesta, resistente à adversidade, rígida, fiel a seus princípios morais. Conhecedora, como ninguém, dos personagens do vilarejo, Bonaria não tem dúvidas sobre a necessidade de seu ofício. E não vacila ao aplicar a sua ética.  Os vizinhos concordam em silêncio, assim como todas as outras pessoas no vilarejo. Bonaria, afinal, traz paz aos que dela necessitam.   Bonaria, no entanto é seduzida a se desviar de sua ética uma única vez, e é justamente nesse momento que Maria descobre a profissão de sua mãe de criação.

A rejeição de Maria à Bonaria é imediata.  Mas por muito tempo ficamos sem saber se esta rejeição é por se sentir traída, não sabendo tudo sobre sua mãe de criação, ou se é por rejeição completa ao ofício de Bonaria. Não importa, eventualmente,  Maria chega a uma solução que não desmerece tudo que aprendeu com a velha senhora. E faz as pazes com os parâmetros de sua existência.

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A minha reserva quanto ao livro está justamente nos capítulos em que Maria, deixando a Sardenha, consegue um emprego como babá. Não pareceram viáveis.  Foi uma maneira da autora resolver alguns conflitos internos de Maria, mas os personagens não parecem críveis, não convencem.  Pena.  Cento e sessenta páginas e um discurso poético que seduz, encanta e corta, pois obriga o leitor a ponderar sobre seu posicionamento sobre dignidade humana,  na vida e na morte. Sobre a dignidade da vida quando o ser humano sofre uma limitação física acabrunhadora.  Um belo texto.

AVISO: os comentários a esta resenha não estão abertos a qualquer discussão sobre a eutanásia, a favor ou contra, qualquer postura religiosa ou política.  Nenhum comentário será aceito que se revele portador desses assuntos.  Comentários não serão publicados ou serão removidos.





Palavras para lembrar — Joseph Joubert

20 07 2013

BOTERO, Um prazer

Mulher lendo, 2003

Fernando Botero (Colômbia, 1932)

óleo sobre tela, 104 x 89 cm

“A grande inconveniência dos livros novos é de nos impedir de ler os antigos.”

Joseph Joubert





A solução de vendas para as livrarias pequenas!

19 07 2013

Raimundo de Madrazo y GarretaChocolate quente, s/d

Raimundo de Madrazo y Garreta (Espanha, 1841-1920)

óleo sobre tela, 86 x 66 cm

Coleção Particular

Ótima notícia para as pequenas livrarias que queiram competir com as grandes, e com as vendas na internet:  pesquisadores belgas descobriram uma maneira simples e barata de manter os clientes na loja mais tempo e, muito possivelmente, aumentar as vendas. Eles descobriram que consumidores se tornam mais propensos a levar mais tempo folheando livros e, finalmente, comprando pela loja se espalha o cheiro de chocolate.

O grupo da Universidade de Hasselt , na Bélgica, fez um experimento de 10 dias em uma livraria, e depois publicou seus achados no Journal of Environmental Psychology.  Liderada por Lieve Douce, a equipe descobriu que o aroma de chocolate dispersado na loja, sutil mas forte o suficiente para ser identificado, levou os clientes a levarem mais tempo na loja, examinar um maior número de livros, conversar com um funcionário.  E para surpresa de todos as vendas aumentaram também.

Que tal dar um chocolate quente a cada cliente que entrar na sua livraria?

Para maiores detalhes veja: SALON





Harmonicórdio, poesia de Fagundes Varela

19 07 2013

ROSINA BECKER DO VALLE (1914 - 2000)Floresta com animais, o.s.t. - 60 x 73. Assinado cie e datado 1966A Floresta, 1966

Rosina Becker do Valle (Brasil, 1914-2000)

óleo sobre tela,  60 x 73 cm

Coleção Particular

Harmonicórdio

Fagundes Varela

O homem fala e a mulher cochicha,

O papagaio palra, o corvo grasna,

Cacareja a galinha, a rã coaxa,

Gorjeia o sabiá, chilra a cigarra;

Late o cão, mia o gato e grunhe o porco,

A raposa regouga, o touro muge,

Arrulha a linda pomba, zurra o asno,

Assobia o macaco e berra a cabra;

Ruge o leão, mas o corcel relincha,

Silva a serpente e o fradalhão se esgoela,

compõe o mestre belas harmonias,

— Só o poeta as compreende e canta!

Em: Poesias Completas de Fagundes Varela, Rio de Janeiro, Edições de Ouro: 1965, p. 166





Quanto mais você lê, mais saudável o seu cérebro

18 07 2013

livro duendes, fadas, disneyNestor pega um livro para ler, ilustração Walt Disney.

Quanto mais tempo você gasta em atividades cerebrais, melhor preparado estará o seu cérebro para agüentar os estragos que vêm com a idade.  Esse é o resultado da investigação liderada pelo neuropsicólogo Robert Wilson da Rush University Medical Center, em Chicago, publicada na revista Neurology.  Essa pesquisa confirma o que já se suspeitava há algum tempo: ler, escrever, usar o cérebro ajudam a retardar o declínio mental na idade avançada.

Ao que tudo indica  um estilo de vida ativo não é o suficiente para impedir a formação de placas e outras degenerações que acompanham o estabelecimento da doença de Alzheimer. Além dos exercícios físicos,  é preciso manter uma alto nível de atividade cognitiva para evitar a aparecimento mais cedo de um mal funcionamento mental.

???????????????????????????????Metralhinha encontra um livro, ilustração Walt Disney.

“A participação habitual em atividades cognitivamente estimulantes ao longo da vida pode aumentar substancialmente a eficiência de alguns sistemas cognitivos“, escreve a equipe de investigação, em Chicago. Esta eficiência aparentemente neutraliza os efeitos muitas vezes devastadores das doenças do sistema nervoso.

Wilson e seus colegas observaram  o nível de atividade cognitiva em 294 idosos, não só no presente, mas também na infância, idade adulta jovem e de meia idade. Eles especificamente anotaram  a freqüência de atividades como ler livros, escrever cartas, ou visitar uma biblioteca em cada fase de suas vidas.

???????????????????????????????Mickey quer saber o que Pateta está lendo, ilustração Walt Disney.

O funcionamento cognitivo foi então examinado anualmente, até a morte.   Testaram diversas vezes uma variedade de habilidades, incluindo a memória de longo prazo, memória de trabalho e habilidade visuo-espacial . Finalmente, dentro de horas após a morte, os seus cérebros foram removidos e examinados para a evidência de várias doenças.

O resultado chave: “atividade cognitiva mais freqüentes podem contrabalançar a perda cognitiva associada a condições neuropatológicas.”

lendo 152Tio Patinhas lê “Manual de Sobrevivência”, ilustração Walt Disney.

Nas palavras de um editorial de acompanhamento, os pesquisadores descobriram que “os indivíduos com altos níveis de atividade cognitiva durante a vida  mostram um declínio muito mais lento, apesar da presença de patologia subjacente.”

Curiosamente, os resultados sugeriram que nunca é tarde demais para começar, a fazer  de atividades como ler, escrever, para se beneficiar do retardamento de qualquer doença mental associada à velhice,  mas quanto mais cedo melhor, já que o estabelecimento de hábitos de leitura e escrita desde a infância ajudam a manter o cérebro em plena forma até a idade mais avançada.

FONTE: Pacific Standard Magazine.