–
–
Jurandi Assis (Brasil, 1939)
óleo sobre tela, 48 x 60 cm
–
“Querer é quase sempre poder: o que é excessivamente raro é o querer.”
–
–
–
Jurandi Assis (Brasil, 1939)
óleo sobre tela, 48 x 60 cm
–
–
–
–
–
–
–
–
Leahy, para o New York Times.
–
–
Chapatte, para o International Herald Tribune.
–
David Horsey, para o Los Angeles Times.
–
–
Kevin Siers, para o Charlotte Observer.
–
Chris, para o Eureka Street.
–
Genildo, para o Humor Político.
–
Jeff Darcy, para o Cleveland News.
–
–
Pato Donald quer ouvir música romântica, ilustração Walt Disney.–
Uma recente pesquisa parece dar apoio ao que muitos já sabiam na prática, inclusive esta Peregrina: escutar Mozart – a pesquisa fala de minuetos — ajuda à concentração das pessoas que conseguem então ignorar informações irrelevantes ao seu redor. Os sons suaves de um minueto de Mozart aumentam a capacidade de crianças e idosos na concentração durante as tarefas que têm que cumprir e ignorar informações irrelevantes.
O estudo chegou a conclusão também que músicas dissonantes têm o efeito oposto, mas que podem ajudar quando precisamos chegar a uma aceitação ou a um acordo entre sentimentos opostos, como por exemplo a aceitação da morte de uma pessoa próxima.
O estudo liderado por Nobuo Masataka da Universidade de Kyoto e Leonard Perlovsky da Universidade de Harvard continua outro estudo feito anteriormente pela mesma equipe, que descobriu que ouvir Mozart nos ajuda a lidar com a dissonância cognitiva, com o profundo desconforto que sentimos quando nos damos conta que duas de nossas crenças estão em desacordo. Juntos, esses resultados sugerem que a música pode nos ajudar a ver com mais clareza, uma situação complexa ou confusa. E, a lidar com ela de forma muito mais eficiente.
–
Para maior detalhamento: Pacific Standard
–
–
Ilustração Girls’ Romances, Publicado por Arleigh Publishing (DC). Agradeço à leitora Luiza por ter me mandado a identificação desse desenho, como mostra o comentário nessa postagem.–
A lágrima comovida,
que vem de dentro de nós,
é uma palavra sofrida
que chega aos olhos sem voz.
–
(Hegel Pontes)
–
–
Leitura em dupla, trilha do Bem-te-vi, também chamado de Caminho Cláudio Coutinho, na base do Pão de Açúcar, Sábado, 20/07/2013.–
–
A vida, 1903
Pablo Picasso (Espanha, 1881 – 1973)
Óleo sobre tela, 196 x 129 cm
Cleveland Museum of Fine Arts, EUA
–
Não me surpreende que Michela Murgia tenha ganhado diversos prêmios literários na sua terra natal, a Itália, com o livro Acabadora. Sua escrita é poética, sensível, retrata uma realidade que sabemos verdadeira apesar de parecer um sonho enevoado e o faz com sedução, guiando o leitor pela mão, a ponderar sobre a vida, seu valor; sobre o que é bondade; a morte, a traição, a eutanásia e a dignidade humana.
Passado em uma pequena vila da Sardenha, na década de 1950, o romance está centrado nas figuras de Bonaria Urrai e Maria Listru. Maria foi adotada. Quarta filha de uma família pobre com muitos filhos é dada à Bonaria para educá-la. Bonaria tem uma vida dupla de costureira durante o dia e de facilitadora da morte, para aqueles que se encontram em seus últimos momentos de vida. Este segundo ofício é conhecido e aceito por todos os habitantes do vilarejo. Mas não é falado. Assim Maria cresce sem saber da delicada profissão noturna de sua mãe adotiva. Bonaria é uma boa mãe. Educa Maria em casa e na escola. Tira-lhe o hábito dos pequenos roubos. Incentiva-lhe a aplicação aos estudos. Mas espera o momento apropriado para contar á Maria o que faz nas noites em que sai de casa. Maria descobre antes de Bonaria lhe contar. Descobre por outros, e sentindo-se traída, quando se vê como a única no vilarejo que não conhecia o ofício de Bonaria, não perdoa a velha senhora. E se afasta. Há pelo menos dois sentimentos que Maria tem que resolver: o desgosto pelo que Bonaria faz, e a traição.
–
–
O mais interessante dessa narrativa é que não somos levados a questionar a retidão de caráter de Bonaria. Ela é dura, honesta, resistente à adversidade, rígida, fiel a seus princípios morais. Conhecedora, como ninguém, dos personagens do vilarejo, Bonaria não tem dúvidas sobre a necessidade de seu ofício. E não vacila ao aplicar a sua ética. Os vizinhos concordam em silêncio, assim como todas as outras pessoas no vilarejo. Bonaria, afinal, traz paz aos que dela necessitam. Bonaria, no entanto é seduzida a se desviar de sua ética uma única vez, e é justamente nesse momento que Maria descobre a profissão de sua mãe de criação.
A rejeição de Maria à Bonaria é imediata. Mas por muito tempo ficamos sem saber se esta rejeição é por se sentir traída, não sabendo tudo sobre sua mãe de criação, ou se é por rejeição completa ao ofício de Bonaria. Não importa, eventualmente, Maria chega a uma solução que não desmerece tudo que aprendeu com a velha senhora. E faz as pazes com os parâmetros de sua existência.
–
–
A minha reserva quanto ao livro está justamente nos capítulos em que Maria, deixando a Sardenha, consegue um emprego como babá. Não pareceram viáveis. Foi uma maneira da autora resolver alguns conflitos internos de Maria, mas os personagens não parecem críveis, não convencem. Pena. Cento e sessenta páginas e um discurso poético que seduz, encanta e corta, pois obriga o leitor a ponderar sobre seu posicionamento sobre dignidade humana, na vida e na morte. Sobre a dignidade da vida quando o ser humano sofre uma limitação física acabrunhadora. Um belo texto.
–
AVISO: os comentários a esta resenha não estão abertos a qualquer discussão sobre a eutanásia, a favor ou contra, qualquer postura religiosa ou política. Nenhum comentário será aceito que se revele portador desses assuntos. Comentários não serão publicados ou serão removidos.
–
–
Mulher lendo, 2003
Fernando Botero (Colômbia, 1932)
óleo sobre tela, 104 x 89 cm
–
–
–
–
Raimundo de Madrazo y Garreta (Espanha, 1841-1920)
óleo sobre tela, 86 x 66 cm
Coleção Particular
–
Ótima notícia para as pequenas livrarias que queiram competir com as grandes, e com as vendas na internet: pesquisadores belgas descobriram uma maneira simples e barata de manter os clientes na loja mais tempo e, muito possivelmente, aumentar as vendas. Eles descobriram que consumidores se tornam mais propensos a levar mais tempo folheando livros e, finalmente, comprando pela loja se espalha o cheiro de chocolate.
O grupo da Universidade de Hasselt , na Bélgica, fez um experimento de 10 dias em uma livraria, e depois publicou seus achados no Journal of Environmental Psychology. Liderada por Lieve Douce, a equipe descobriu que o aroma de chocolate dispersado na loja, sutil mas forte o suficiente para ser identificado, levou os clientes a levarem mais tempo na loja, examinar um maior número de livros, conversar com um funcionário. E para surpresa de todos as vendas aumentaram também.
Que tal dar um chocolate quente a cada cliente que entrar na sua livraria?
Para maiores detalhes veja: SALON
–
–
Rosina Becker do Valle (Brasil, 1914-2000)
óleo sobre tela, 60 x 73 cm
Coleção Particular
–
–
Fagundes Varela
–
O homem fala e a mulher cochicha,
O papagaio palra, o corvo grasna,
Cacareja a galinha, a rã coaxa,
Gorjeia o sabiá, chilra a cigarra;
Late o cão, mia o gato e grunhe o porco,
A raposa regouga, o touro muge,
Arrulha a linda pomba, zurra o asno,
Assobia o macaco e berra a cabra;
Ruge o leão, mas o corcel relincha,
Silva a serpente e o fradalhão se esgoela,
compõe o mestre belas harmonias,
— Só o poeta as compreende e canta!
–
–
Em: Poesias Completas de Fagundes Varela, Rio de Janeiro, Edições de Ouro: 1965, p. 166
–
Nestor pega um livro para ler, ilustração Walt Disney.Quanto mais tempo você gasta em atividades cerebrais, melhor preparado estará o seu cérebro para agüentar os estragos que vêm com a idade. Esse é o resultado da investigação liderada pelo neuropsicólogo Robert Wilson da Rush University Medical Center, em Chicago, publicada na revista Neurology. Essa pesquisa confirma o que já se suspeitava há algum tempo: ler, escrever, usar o cérebro ajudam a retardar o declínio mental na idade avançada.
Ao que tudo indica um estilo de vida ativo não é o suficiente para impedir a formação de placas e outras degenerações que acompanham o estabelecimento da doença de Alzheimer. Além dos exercícios físicos, é preciso manter uma alto nível de atividade cognitiva para evitar a aparecimento mais cedo de um mal funcionamento mental.
–
Metralhinha encontra um livro, ilustração Walt Disney.–
“A participação habitual em atividades cognitivamente estimulantes ao longo da vida pode aumentar substancialmente a eficiência de alguns sistemas cognitivos“, escreve a equipe de investigação, em Chicago. Esta eficiência aparentemente neutraliza os efeitos muitas vezes devastadores das doenças do sistema nervoso.
Wilson e seus colegas observaram o nível de atividade cognitiva em 294 idosos, não só no presente, mas também na infância, idade adulta jovem e de meia idade. Eles especificamente anotaram a freqüência de atividades como ler livros, escrever cartas, ou visitar uma biblioteca em cada fase de suas vidas.
–
Mickey quer saber o que Pateta está lendo, ilustração Walt Disney.–
O funcionamento cognitivo foi então examinado anualmente, até a morte. Testaram diversas vezes uma variedade de habilidades, incluindo a memória de longo prazo, memória de trabalho e habilidade visuo-espacial . Finalmente, dentro de horas após a morte, os seus cérebros foram removidos e examinados para a evidência de várias doenças.
O resultado chave: “atividade cognitiva mais freqüentes podem contrabalançar a perda cognitiva associada a condições neuropatológicas.”
–
Tio Patinhas lê “Manual de Sobrevivência”, ilustração Walt Disney.–
Nas palavras de um editorial de acompanhamento, os pesquisadores descobriram que “os indivíduos com altos níveis de atividade cognitiva durante a vida mostram um declínio muito mais lento, apesar da presença de patologia subjacente.”
Curiosamente, os resultados sugeriram que nunca é tarde demais para começar, a fazer de atividades como ler, escrever, para se beneficiar do retardamento de qualquer doença mental associada à velhice, mas quanto mais cedo melhor, já que o estabelecimento de hábitos de leitura e escrita desde a infância ajudam a manter o cérebro em plena forma até a idade mais avançada.
–
FONTE: Pacific Standard Magazine.