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Esse caranguejo é natural do Equador. Chama-se aratu-vermelho [Grapsus grapsus] das ilhas Galápagos é muito colorido. Tem pernas e garras vermelhas, a barriga azul e costas cor de laranja. E não é muito pequeno.
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Foto: Planeta Sustentável
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Esse caranguejo é natural do Equador. Chama-se aratu-vermelho [Grapsus grapsus] das ilhas Galápagos é muito colorido. Tem pernas e garras vermelhas, a barriga azul e costas cor de laranja. E não é muito pequeno.
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Foto: Planeta Sustentável
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Elisabeth Vigée Le Brun (França, 1755-1842)
óleo sobre tela, 114 x 88 cm
Metropolitan Museum, Nova York
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Armínio Pascual (Brasil, 1920-2006)
óleo sobre madeira, 49 x 64 cm
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“Como lagarta sonolenta o trem vinha de Mato Grosso. Corumbá , Campo Grande, Três Lagoas. O sol estava a pino. O trem em linha sinuosa como uma serpente. Não tinha pressa de chegar. O sol entrava ora de um lado, ora de outro, queimando, torrando. Que linha… A gente pensava que ia parar numa cidade e o trem se afastava, depois vinha novamente. E o sol torrando aquela gente. Não podiam fechar as janelas por causa do calor, abafado. “É antigamente os engenheiros ganhavam por quilômetro construído, quanto mais comprida a linha, mais ganhavam, então faziam a linha cheia de curvas…” Alguém falou. Os vagões atulhados de gente sonolenta que tentava dormir, que esticava as pernas, tirava os sapatos, virava a cabeça. Gente branca, gente amarela, gente preta. Profusão de malas, trouxas e pés. Cheiro de suor, chulé, budum, morrinha. Miséria.
Uma família de gente loira. Quanta criança! Deve ter vindo do Báltico tentar a sorte na América, mas, está voltando pobre. Filhos, trouxas e ossos marcando sob a pele. A cada tranco do vagão um olho se abre e volta a fechar-se vencido. A perna estica, a cabeça se ajeita na trouxa imunda. A criança do colo geme. Sonolenta, a mãe abre o corpete, dá-lhe o seio murcho e volta ao sono, incapaz… Nos solavancos, de sono ou fraqueza o menino solta o bico que a mãe lhe pusera na boca. O seio enorme, pendurado, balança, balança no ritmo inconsciente do vagão. Passa o chefe-do-trem apregoando as estações. Passam jovens soldados que vão buscar água no vagão de primeira. O seio está balançando, balançando…mas ninguém olha para ele com olhar profano.
E o trem prossegue nas curvas que não acabam mais com apitos que não têm sentido. O sol queimando, queimando, só curvas e cafezais, roças e mais roças.
Uma moça dorme com os pés no banco da frente. O cabelo em desalinho é como uma cortina a defender a beleza mal formada. A mala de papelão, toda esfolada, amarrada com corda para não estourar. Por que deixou sua terra natal? Seria da Bolívia ou do Paraguai? Fugiria da miséria ou da maldade da gente que não lhe perdoou ter amado um dia? Talvez procurasse a cidade, onde a vida é mais fácil, mais fácil esconder e esquecer…
Outro é mascateador. É o único que fala, que fala do seu bairro distante. É de Vila Maria, e com orgulho repete o nome. Tem malas e pacotes além do número permitido. Espalha-as pelo vagão. O chefe passa, percebe a fraude e finge não entender. Deixa o mascate mascatear…”
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Em: Café amargo, Geraldo Brandão, São Paulo, Brasiliense: 1968, pp,225-6
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Eileen, c. 1949
Ann Redpath (Escócia, 1895-1965)
óleo sobre madeira
Ferens Art Gallery, Hull Museums, Grã Bretanha
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“Na noite da primeira representação da Dama das Camélias, de A. Dumas filho, um folhetinista encontrando A. Dumas pai junto à escada do vaudeville, disse-lhe com ar malicioso:
— Ora confesse que o Sr. entrou nesta peça, que toma nela alguma parte.
— Pois não! respondeu o espirituoso romancista: fui eu que fiz o autor.”
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Em: O Espelho: revista de literatura, modas, indústria e artes, n. 17, 25 de dezembro de 1859, p.11. da edição em facsímile, Rio de Janeiro, MEC:2008, p. 218.
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Passarinho no ninho, ilustração de Andrew Loomis. [Dionne quintupletos]–
Com singela perfeição
um pequeno passarinho
faz uma linda mansão
da construção do seu ninho.
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(Eva Garcia)
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Olga Lysenko (Rússia, radicada na Inglaterra)
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Provérbio árabe
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Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)
óleo sobre madeira, 23 x 30 cm
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Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)
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Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)
óleo sobre tela, 41 x 56 cm
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Filhotes em monte de feno, s./d.
Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)
aquarela, 19 x 29 cm
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Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)
óleo sobre tela, 51 x 71 cm
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Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)
óleo sobre tela
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“Vixon”, “Venom” e “Viper”, 1898
Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)
óleo sobre tela, 30 x 46 cm
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Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)
óleo sobre madeira
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Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)
óleo sobre tela, 41 x 33 cm
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Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)
óleo sobre madeira, 28 x 21 cm
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Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)
óleo sobre tela
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Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)
óleo sobre tela, 51 x 38 cm
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Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)
aquarela e guache sobre papel, 23 x 17 cm
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Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)
óleo sobre madeira, 25 x 33 cm
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[também conhecido como “velhos adversários“]
Valentine Thomas Garland (Inglaterra, 1868 – 1914)
óleo sobre madeira, 35 x 24 cm
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Panorama da Praia de Botafogo e do Morro da Viúva, s/d (DETALHE)
Iluchar Desmons (França, c. 1803 — ??)
Litografia, 41 x 171 cm
Museu Imperial, Petrópolis
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Gastão Cruls
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“Divertimento que caiu no gosto do público foram as corridas de cavalos. Já nos referimos à primeira iniciativa desse gênero, promovida por ingleses, na Praia de Botafogo, em 1825. Uns vinte anos mais tarde, em 1849, tendo à frente a figura prestigiosa de Caxias, tentou-se outra realização semelhante. Esta tinha sua pista em terrenos da hoje rua Paissandu, só aberta posteriormente, sob o nome de Santa Teresa do Catete, pista que devia ficar mais ou menos onde é hoje o estádio do Fluminenese. Mas apenas o Jockey Club, fundado em 1868, e depois o Derby Club, em 1885, atualmente reunidos numa só sociedade, lograram manter-se entre quantas dificuldades ainda lhes criava o meio e que foram fatais para o Turf Club e um hipódromo em Vila Isabel.
São de 1849 as primeiras regatas em Botafogo. Competiram nessas provas, alguns rapazes ingleses, gente da nossa Marinha e funcionários públicos.
Em 1870, até um corso se fazia, à tarde, das 5 às 6, nessa mesma Praia de Botafogo, como aquele que, já no começo do século, graças ao prestígio de sua coluna elegante na Gazeta de Notícias, o cronista Figueiredo Pimentel conseguiu manter ali por certo prazo. Apenas, este era frequentado pelo set carioca, enquanto outro, conforme rezam os memorialistas do tempo, só rodavam, nas carruagens, bilontras, cômicas e “horizontais”. ”
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Em: A aparência do Rio de Janeiro, Gastão Cruls, Rio de Janeiro, José Olympio: 1949 [Coleção Documentos Brasileiros], volume 2, p. 393.
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“Você sabia… [Have you heard…?]” ilustração Arthur Sarnoff.–
Quem à língua não põe freio,
depois não deve estranhar
a desgraça que lhe veio,
porque se pôs a falar.
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(Trova popular espanhola)