Nossas cidades — Porto Alegre

13 01 2014

BENITO MAZON CASTAÑEDA 1885-1955 Abrigo do Bondes de Porto Alegre, Pinacoteca Aldo locatelli,  1945ost  - 75,0 x 80,2 cm.Abrigo dos bondes em Porto Alegre, 1945

Benito Mazon Castañeda (Espanha,1885- Brasil, 1955)

óleo sobre tela, 75 x 80 cm

Pinacoteca Aldo Locatelli, Porto Alegre





1200 anos atrás já se sabia da necessidade de uma boa educação!

13 01 2014

learning-to-readAprendendo a ler, s/d

Iluminura.

Desconheço a identificação do manuscrito.

Carlos Magno, também chamado de “O Pai da Europa”, unificou grande parte do território da Europa Ocidental, que estava subdividida em pequenos domínios desde a queda do império romano.  Além de ser um grande guerreiro e administrador, Carlos Magno acreditava na boa educação.  Durante o seu reinado fomentou a melhoria da educação e patrocínio nas artes, literatura, e arquitetura, o que levou seu reinado a ser mais tarde denominado de Renascimento Carolíngio. [final do século VIII ao século IX].  Em suas diversas campanhas entrou em contato com a cultura e observou a qualidade do ensino em outros lugares, na Espanha visigótica, na Inglaterra anglo-saxã, e na Itália lombarda. Vendo o progresso do ensino em outras culturas fez questão de aumentar a oferta de escolas e de scriptorias monásticas, lugar dedicado às cópias de livros, nos rincões do seu reino. Sua contribuição para a cultura ocidental não foi pequena já que a maioria das obras sobreviventes hoje do latim clássico foram copiadas e preservadas por estudiosos no reino carolíngio.

A falta de alfabetização latina na Europa Ocidental do século VIII causou problemas para os governantes carolíngios, limitando severamente o número de pessoas capazes de servir como escribas da corte em sociedades onde o latim era valorizado. Ainda mais preocupante para alguns governantes foi o fato de nem todos os párocos possuírem a habilidade de ler a Bíblia Vulgata. Um problema adicional é que o latim vulgar do Império Romano do Ocidente  tardio começou a divergir abrindo portas para os dialetos regionais, os precursores das línguas latinas de hoje, e estavam se tornando mutuamente ininteligíveis, prevenindo estudiosos de uma parte da Europa se comunicarem  com pessoas de outra parte da Europa.

Carlos Magno ordenou a criação de escolas no documento chamado Carta de Pensamento Moderno, emitido em 787.  Seu programa de reforma tinha como objetivo atrair muitos dos principais estudiosos cristãos para sua corte.  Chamou primeiro os italianos: Pedro de Pisa, Paulino de Aquileia e Paulo, o Diácono. Mais tarde chamou o espanhol Teodolfo de Orléans, Alcuíno de York e Joseph Scottus, irlandês.  Entre os esforços principais do reino carolíngio está a organização de um currículo padronizado para uso nas escolas recém-criadas; o desenvolvimento da minúscula carolíngia, um “livro de mão” [cartilha] que introduziu uso de letras minúsculas. A versão padronizada do latim também foi desenvolvida, permitindo a cunhagem de novas palavras ao mesmo tempo que mantinha as regras gramaticais do latim clássico. Este latim medieval tornou-se uma linguagem comum de bolsa de estudos e administradores,  permitindo que viajantes pudessem se fazer entender em várias regiões da Europa. Carlos Magno tornou o sistema educacional um pouco mais acessível, ainda que não abrangesse a sociedade inteira. As escolas carolíngias foram organizadas de acordo com o princípio de sete artes liberais, com os estudos divididos em dois níveis: o Trivium (gramática, retórica e lógica) e o Quadrivium (aritmética, astronomia, geometria e música).

Carlos Magno criou bolsas de estudos, incentivou as artes liberais na corte, providenciou para que seus filhos e netos fossem educados com esmero. Seguindo a tradição de igualdade entre os sexos, comum nas culturas germânicas, Carlos Magno tratou com o mesmo cuidado da educação das mulheres de sua família (3 filhos e 5 filhas). Já rei, dedicou-se à sua própria educação, tendo como tutor Pedro de Pisa, com quem aprendeu gramática; Alcuíno, com quem estudou retórica, dialética (lógica) e astronomia (era muito curioso sobre o movimento das estrelas), e Einhard, que o ajudou em seus estudos de aritmética.





Domingo, um passeio no campo!

12 01 2014

FELISBERTO RANZINI - Paisagem de Petrópolis - Óleo sobre madeira - 11 x 16Paisagem de Petrópolis, s/d

Felisberto Ranzini (Brasil, 1881-1976)

óleo sobre tela, 11 x 16





Flores para um sábado perfeito!

11 01 2014

SONY DSCNatureza, s/d

Haidê Morani (Brasil, contemporânea)

óleo sobre tela, 27 x 22 cm





Quadrinha do amigo cão

11 01 2014

cachorrinho e pintinhos, Diana ThorneIlustração Diane Thorn.

Se chegares a entender
os homens, como eles são,
poderás compreender
a grandeza do teu cão!

(V. C.  Soares de Sousa)





Palavras para lembrar — Napoleão Bonaparte

10 01 2014

Catherine Chauloux (França, 1957) a_la_recherche_des_mots In search of lost words.  Oil on canvas, 40x40 cmÀ procura de palavras perdidas, s/d

Cathérine Chauloux (França, 1957)

óleo sobre tela, 40 x 40 cm

www.catherinechauloux.fr

“Mostre-me uma família de leitores, e lhe mostrarei o povo que dirigirá o mundo”.

Napoleão Bonaparte





Veneza do século XIII: os primórdios do capitalismo e da globalização

9 01 2014

Marco Polo sailing from Venice in 1271, detail from an illuminated manuscript, c. 15th century; in the collection of the Bodleian Library, Oxford, Eng.Marco Polo saindo em navio de Veneza, em 1271.  Detalhe de iluminura de um manuscrito do século XV, na Biblioteca Bodleian, na Universidade de Oxford.

QUASE TODOS em Veneza dedicavam-se ao comércio. As viúvas investiam em atividades mercantis e qualquer jovem desprovido de meios podia intitular-se “mercador” simplesmente aventurando-se no negócio. Apesar dos riscos enormes, riquezas inimagináveis atraíam os mais arrojados, os empreendedores e os bobos. Fortunas surgiam e evaporavam da noite para o dia, e muitas fortunas familiares venezianas provinham do êxito de uma única expedição comercial a Constantinopla.

Os mercadores venezianos desenvolveram todo tipo de estratagema para lidar com mudanças bruscas em seu meio de vida, o comércio mundial. Na ausência de padrões para o câmbio, as diversas moedas em uso eram um pesadelo na hora da conversão. O Império Bizantino tinha os seus besantes, as terras árabes seus dracmas, Florença seus florins. Confiando na proporção entre ouro e prata numa moeda para determinar o seu valor, Veneza tentava acomodar todas. Mercadores como os Polo evitavam o difícil sistema monetário, com sua inevitável confusão e depreciação e negociavam, com gemas tais como rubis, safiras e pérolas.

Para resolver suas necessidades financeiras sofisticadas e exóticas a cidade desenvolveu o sistema bancário mais avançado na Europa Ocidental. Bancos de depósito do continente são originários de Veneza. Em 1156, a República de Veneza tornou-se o primeiro estado desde a Antiguidade a obter um empréstimo público. Ela também emitiu as primeiras leis bancárias da Europa, com o fim de regulamentar a nascente indústria bancária. Como resultado dessas inovações, Veneza dispunha das mais avançadas práticas de negócios da Europa.

Veneza adaptou os contratos romanos às necessidades dos mercadores que negociavam com o Oriente. Sofisticados contratos marítimos de empréstimo ou de troca estipulavam as obrigações entre armadores e mercadores inclusive faziam seguro – obrigatório em Veneza a partir de 1253. O tipo de acordo mais comum entre os mercadores era o comenda ou, no dialeto veneziano, collegantia, um contrato baseado em modelos antigos. Numa tradução aproximada, o termo significava “negócio de risco” e, mais que um conjunto de princípios legais consistentes, era um reflexo dos costumes prevalecentes no comércio. Apesar de esses contratos do século XII e XIII pareceram antiquados suas exigências de precisão contável são surpreendentemente modernas. Eles exprimiram e respaldaram uma forma rudimentar de capitalismo muito antes do surgimento do conceito.

Para os venezianos, o mundo era assombrosamente moderno de outra maneira: ele era “plano”, isto é, mundialmente ligado para além das fronteiras e dos limites, fossem estes naturais ou artificiais. Eles viam o mundo como uma rede de rotas comerciais e oportunidades constantemente em mutação que se estendiam por terra e mar. Por barco ou em caravanas, os mercadores venezianos viajavam aos quatro cantos do mundo em busca de especiarias, gemas e tecidos valiosos. Graças à sua iniciativa, minerais, sal, cera, remédios, cânfora, goma-arábica, mirra, sândalo, canela, noz-moscada, uvas, figos, romãs, tecidos (especialmente seda), peles, armas, marfim, lã, penas de avestruz e papagaio, pérolas, ferro, cobre, pó de ouro, barras de ouro,  barras de prata e escravos asiáticos chegavam à Veneza, provenientes da África, do Oriente Médio e da Europa Ocidental, por meio de complexas rotas comerciais.

Itens ainda mais exóticos chegavam à cidade a bordo de galés estrangeiras. Imensas colunas de mármores, pedestais, painéis e blocos, arrancados de templos ou edifícios em ruínas em Constantinopla ou alguma cidade grega ou egípcia, amontoavam-se no cais. Esses restos da antiguidade, lápides de civilizações mortas ou moribundas, terminavam em uma esquina qualquer da Piazza San Marco, ou na fachada de um palazzo ostentoso habitado por algum duque ou rico mercador.

A diversidade de mercadorias levou Shakespeare a comentar por meio da personagem Antônio em O Mercador de Veneza, que “o lucro e o comércio da cidade/dependem de todas as nações”. O comércio veneziano era sinônimo de globalização – outro conceito embrionário da época. Para estender seu alcance, os venezianos formavam parcerias com governos e mercadores distantes que desconsideravam as divisões raciais e religiosas. Árabes, judeus, turcos, gregos e, mais tarde, mongóis faziam parcerias comerciais com Veneza, mesmo quando pareciam ser seus inimigos políticos…

Em: Marco Polo: de Veneza a Xanadu, Laurence Bergreen, tradução Cristina Cavalcanti, Rio de Janeiro, Objetiva: 2009, pp 28-30.





Imagem de leitura — Louis Emile Pinel de Grandchamp

9 01 2014

Louis emile pinel de Grandchamp-emina souvenir do orienteRecordações do oriente

Louis Emile Pinel de Grandchamp (França, 1831-1894)

óleo sobre tela, 107 x 147cm





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos

8 01 2014

Bonadei, Aldo (1906-1974)Natureza morta, 1966, osccp,39 x 28cmNatureza morta, 1966

Aldo Bonadei (1906-1974)

óleo sobre tela colado em papelão, 39 x 28 cm





Quadrinha do presente

8 01 2014

???????????????????????????????Cascão leva um presente, ilustração de Maurício de Sousa.

Se você der um presente,

esqueça logo o que deu;

mas traga sempre na mente

aquilo que recebeu.

(Adalzira Bittencourt)