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Roberto Magalhães (Brasil, 1940)
óleo sobre tela, 100 x 100 cm
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Retrato do rei Luis XIV, c. 1655
Charles Le Brun (França, 1619-1690)
óleo sobre tela,
Museu do Louvre
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Quando pensamos em porta-bandeiras de escolas de samba, no Carnaval carioca, imaginamos um casal em roupagem do século XVIII, ambos usando perucas brancas. Em geral, o século XVIII é associado às perucas. Mas esquecemos que elas eram usadas principalmente por homens.
As perucas foram introduzidas na corte francesa, no século XVII, quando o rei Luís XIII da França (1610-1643), que tinha deixado seu próprio cabelo crescer em longos cachos, começou a ficar careca, muito cedo ainda com 23 anos de idade.
Os cortesãos logo, logo imitaram a moda, usando perucas que se assemelhassem às do rei da França. E com isso estabeleceram uma moda que se espalhou para além das fronteiras francesas, atravessou o Canal da Mancha e se estabeleceu na Inglaterra durante o período da Restauração de Charles II (1660s-80s).
As perucas usadas por Luís XIV da França, que tinham bastante cabelo próximo aos ombros, precisavam do cabelo de aproximadamente dez cabeças para completar uma única peruca. O custo dessas perucas era considerável. E o uso diário de uma peruca bem cheia como as do rei era proibitivo. Mas os homens precisavam ter muito cuidado para não perder as perucas e, sobretudo para evitar que elas fossem roubadas. Havia golpes típicos a homens andando na rua: um ladrão distraía o portador da peruca enquanto outro passava rapidinho e arrancava a peruca e saía correndo.
Com o passar do tempo diferentes estilos de peruca começaram a ser associados com diferentes profissões. E o uso da peruca passou a ser norma para os homens das classes alta e média.
A peruca masculina tornou-se um grande negócio, no século XVIII. Não era mais uma afetação aristocrática, ou usada apenas por determinados grupos profissionais não-aristocráticos, como juízes, advogados e clérigos. A peruca não se limitava aos homens na cidade, mas se espalhou pelas aldeias e vilarejos. Cada cidade passou a ter um ou mais mestres peruqueiros.
Em compensação, as mulheres do século XVIII raramente usavam perucas inteiras.
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Josef Kote (Albânia/USA, contemporâneo)
acrílica sobre tela, 90 x 90 cm
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Natureza morta com bananas, 1952
Manabu Mabe (Japão 1924-Brasil, 1997)
óleo sobre tela
Museu Nacional de Belas Artes
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Beryl Cook (Inglaterra, 1926-2008)
silkscreen, 61 x 56cm
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Armindo Rodrigues
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Esta gente que vai e vem,
de cá para lá,
de lá para cá,
que se cruza comigo,
que esbarra comigo,
que tem com certeza
os seus dramas iguais aos meus,
as suas esperanças iguais à minhas,
não sabe nada da minha vida,
nem eu sei dos seus segredos.
Cada um segue absorto em si
como se fosse de olhos fechados
e não tivesse as mãos para dar
a outras mãos desamparadas.
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Em: Voz arremessada no caminho; poemas, Armindo Rodrigues, Lisboa: 1943, p. 52
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Carlos Cosme Jimenez (Espanha, contemporâneo)
óleo sobre tela, 100 x 81 cm
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Francis De Croisset (1877-1937)
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Capa da revista Fruit, Garden & Home, novembro de 1923.–
Saibam que a felicidade
raramente é percebida,
porque ela só é encontrada,
nas coisas simples da vida.
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(Anônimo)
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Arvid Federick Nyholm (Suécia, 1866- EUA, 1927)
óleo sobre tela
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Arvid Federick Nyholm (Suécia, 1866- EUA, 1927)