Na boca do povo: escolha de provérbio popular

8 10 2014

 

 

caozinho com sapatoIlustração anônima.

 

 

“Mais vale um cachorro amigo do que um amigo cachorro.”





Imagem de leitura — Edgar Degas

7 10 2014

 

 

 

1870s_10A bolsa de algodão em Nova Orleans, 1873

Edgar Degas (França, 1834-1917)

Óleo sobre tela, 73 x 92 cm

Museu de Belas Artes, Pau

França





Distração, poesia de João Manuel Simões

7 10 2014

 

 

brinquedos de toda horaAutoria não identificada.

 

 

Distração

 

João Manuel Simões

 

 

Azar: acabei por esquecer

num baú antigo

a caixa de lápis de cor

com que eu costumava pintar

o arco-íris.

(Foi antes de pegar o trem

que me trouxe ao presente).

Por isso sou obrigado a me contentar,

hoje,

com as imitações desenhadas no céu,

depois da chuva.

 

 

Em: Poemas da infância,antologia poética,  João Manuel Simões, Curitiba, Livros HDV: 1989, p. 60





Anedota da vida de Voltaire

7 10 2014

 

 

post-chaise-in-the-era-of-louis-xvIlustração L. Caplain.

 

“Voltaire querendo entrar ocultamente em Paris, foi detido nas barreiras entre os malsins que lhe perguntaram se traria na carruagem alguma cousa que pagasse direitos.

— Não senhores, respondeu ele; o único contrabando que aqui vem, sou eu.”

 

Em:  O Espelho: revista de literatura, modas, indústria e artes, n. 17,  25 de dezembro de 1859, p.12. da edição em facsímile, Rio de Janeiro, MEC: 2008, p. 218.

 

NOTA DA PEREGRINA:

Malsim, plural Malsins: polícia ou fiscal alfandegário.





Imagem de leitura — Jean-Honoré Fragonard

6 10 2014

 

 

frag_goodA boa mãe, 1763

Jean-Honoré Fragonard (França, 1732– 1806)

óleo sobre tela,  47 x  56 cm

The Fine Arts Museum, San Francisco





Nossas cidades — S. Miguel dos Campos, AL

6 10 2014

 

 

 

FERNANDO LOPES,Sobrados,têmpera madeira, 1963 , S. Miguel dos Campos-Alagoas 30 x 40,5 cmSobrados em S. Miguel dos Campos, Al, 1963

Fernando Lopes ( Brasil, 1935 – 2011)

têmpera sobre madeira, 30 x 40 cm





Crianças e brinquedos… desde 4.000 anos antes da Era Comum!

6 10 2014

 

cucuteni3950-3650

Acima vemos um brinquedo de cerâmica — um touro com rodas — da cultura Cucuteni-Tripiliana,  3950-3650 a E.C.

 

A cultura Cucuteni-Trypillian  refere-se a um povo do período Neolítico,  (c. 4800-3000 a. E. C. ) na Europa Oriental. A área de domínio desse povo se estende das montanhas dos Cárpatos às regiões Dnieper, geograficamente localizadas no centro da  moderna Moldávia e cobrindo partes substanciais do oeste da Ucrânia e nordeste da Romênia, abrangendo uma área de cerca de 350.000 km 2, com um diâmetro de cerca de 500 km.

A maioria dos povoamentos Cucuneni-Tripiliana consistia de pequenos assentamentos  a 3 ou 4 quilômetros de distância entre eles, concentrando-se principalmente nos vales fluviais do rios Siret, Prut e Dniester. Uma coisa curiosa a respeito desses assentamentos é que aqueles mais orientais das populações pertencentes à cultura Cucuteni-Trypilliana (4.000 a 3.500 a. E. C.) construiram suas casas com grande densidade e alguns desses assentamentos tinham até 1.600 estruturas.  Mas o que causa espanto nessa cultura foi a periódica destruição de assentamentos.  Cada local habitado tinha uma vida de mais ou menos 60 a 80 anos.  Não se sabe a finalidade da queima desses assentamentos.  Alguns foram reconstruídos várias vezes em cima das  habitações anteriores, preservando a forma e orientação dos edifícios mais antigos.  Há um local, chamado de  Poduri, na  Romênia, que revelou treze níveis de habitação, construídos em cima uns dos outros ao longo de muitos anos.

 

Mais

 





Imagem de leitura — Albin Veselka

5 10 2014

 

 

Leitura de verão .Albin Veselka, Óleo sobre tela, 90 x 60 cm

Leitura de verão

Albin Veselka (EUA, 1979)

óleo sobre tela,  90 x 60 cm

 





Domingo, um passeio no campo!

5 10 2014

 

 

MAURO FERREIRA - Fazenda em Ravena - Óleo sobre tela - 70 x 100

Fazenda em Ravena

Mauro Ferreira (Brasil, 1958)

óleo sobre tela,  70 x 100 cm





Revendo a leitura da adolescência

5 10 2014

 

Charlie__Roberts_Hat_and_Glasses_2007 44 x 30 Inches  Gouache on PaperChapéu e óculos, 2007

Charlie Roberts (EUA, 1983)

guache sobre papel, 111 x 76 cm

 

 

Em um charmoso ensaio The Pleasure of Reading to Impress yourself, [O prazer de ler para impressionar a si mesma] publicado na revista The New Yorker, Rebecca Mead, escritora do cadre da revista, revela a lista de livros lidos que anotara a partir dos anos oitenta, ainda adolescente. Ela começa com Dr. Jivago, em 1983 e deixa de listar suas leituras quatro anos depois, em 1987, quando, já na faculdade, fazia crítica literária para um jornal universitário. O último item da longa lista é o livro de Malcolm Bradbury, Mensonge, uma sátira.

Rebecca Mead se redescobre ao ver, mais de vinte anos depois, a lista dos livros lidos. Percebe pela inclusão de muitos títulos que era uma leitora ambiciosa. “O que o meu caderno de títulos me oferece é o meu retrato dessa leitora, jovem mulher, ou um esboço de quem ela era. Eu queria ler muito, mas eu também queria ser bem instruída. O caderno é um pequeno registro dessa realização, mas é também um esboço de uma grande aspiração. Há prazer na ambição também.

Ela  lembra um ponto importante. Nesses anos de formação, de leituras que não são obrigatórias, que não são exigidas pela escola, digamos, nesses vãos de dias e horas livres o adolescente vai se conhecendo, tanto pelos livros chamados ‘comerciais’ que escolhe, como pelos ‘clássicos da literatura’. Muitos livros chegam às nossas mãos nessa época através de algum interesse romântico, através de uma amiga de infância, de alguém que se admira ou de quem queremos nos aproximar. Ela, como muitos adolescentes, comprava seus livros no sebo mais próximo e por uma quantia irrisória foi lendo o que estava dentro de seu orçamento. Daí a presença primeiro muitos clássicos americanos, editados muitas vezes, facilmente encontrados e outros livros mais comerciais. Levou um tempo para chegar aos clássicos ingleses, e mais ainda para vagar pela literatura internacional. Para isso usou a lista de publicação dos livros de bolso Penguin Classics como diretiva.

Foi uma volta ao passado e uma surpresa ao descobrir-se tão ambiciosa. E você? Que memórias tem das suas leituras nos anos formativos?