Imagem de leitura — James McNeill Whistler

21 07 2015

 

 

reading in a hammockMaud lendo na rede, 1880

James Abbott McNeill Whistler (EUA, 1834-1903)

aquarela, 13 x 22 cm

Fogg Museum of Art – Harvard University

 





Em três dimensões: Claes Oldenburg

21 07 2015

 

 

2 Claes Oldenburg The Apple Core at the Israel Museum, in JerusalemO centro da maçã, 1992

Claes Oldenburg (Suécia, 1929)

aço inoxidável, espuma de uretano, resina, esmalte, 300 x 200 x 200cm

Museu de Israel, Jerusalem





Trova da luz da lua

21 07 2015

 

 

LUA 2011_03_12_17_30_52 F. HARDYCartão postal com ilustração de F. Hardy.

 

 

A lua, que nos clareia,

é diferente de quem,

recebendo luz alheia,

não ilumina…ninguém!

 

(João Freire Filho)





Eu, pintora: Tarsila do Amaral

21 07 2015

 

 

Tarsila do Amaral. Auto Retrato. 1923. Óleo sobre tela.73x60,5cm. MNBAAuto-retrato, 1923

Tarsila do Amaral (Brasil, 1883-1976)

óleo sobre tela, 73 x 60 cm

MNBA, Rio de Janeiro





Imagem de leitura — Sarah Paxton Ball Dodson

20 07 2015

 

 

Sarah Paxton Ball DodsonMoças à sombra em dia de sol, s.d.

Sarah Paxton Ball Dodson (EUA, 1847-1906)

Óleo sobre tela

Leeds Museum, GB





Na boca do povo: escolha de provérbio popular

20 07 2015

 

 

circo, treinando cachorrinho, Corinne MalvernIlustração Corinne Malvern.

 

 

“Na vida é assim: uns armam o circo, outros batem palmas.”




Nossas cidades — São Manuel

20 07 2015

 

 

Alcides Ortolan, Igreja da Matriz em São Manuel, SP, 1983, ostIgreja da Matriz em São Manuel, 1983

Alcides Ortolan (Brasil, ?-?)

óleo sobre tela,





Meia-noite, poesia infantil de Olavo Bilac

20 07 2015

 

 

???????????????????????????????Cascão conta carneirinhos ao dormir, ilustração de Maurício de Sousa.

 

Meia-noite

 

Olavo Bilac

 

 

O filho:

 

Ó Mamãe! quando adormecem

Todos, num sono profundo,

Há mesmo almas do outro mundo,

Que aos meninos aparecem?

 

A mãe:

 

Não creia nisso! É tolice!

Fantasmas são invenções

Para dar medo aos poltrões:

Não houve ninguém que os visse.

 

Não há gigantes nem fadas,

Nem gênios perseguidores,

Nem monstros aterradores,

Nem princesas encantadas.

 

As almas dos que morreram

Não voltam à terra mais!

Pois vão descansar em paz

Do que na terra sofreram.

 

Dorme com tranquilidade!

— Nada receia, meu filho,

Quem não se afasta do trilho

Da justiça e da bondade.

 

Em: Poesias infantis, Olavo Bilac, Rio de Janeiro, Francisco Alves: 1949, 17 ª edição, pp- 72-3





Assim é se lhe parece, “Estação Atocha”, de Ben Lerner, resenha

19 07 2015

 

salado, madriPlaza Carmen, Madri, c. 1962

Juan Bayon Salado (Espanha, 1903-1995)

óleo sobre tela,  60 x 73 cm

 

 

Sem citar Assim é se lhe parece, de Pirandello, Ben Lerner evoca a trama teatral do autor italiano em Estação Atocha, quando tudo à nossa volta pode ou não ser o que parece. Nesse livro seguimos as aventuras de um possível poeta americano [será que ele é mesmo um poeta?] se embrenhando nas complicações da vida na Espanha, onde reside graças a uma bolsa de estudos, para a qual havia inventado um tema de pesquisa que não tinha intenção de levar avante. Esse não é o único logro da história, nem o primeiro, mas um de uma série de desonestidades, cometidas por todos os personagens num desfilar de pequenas fraudes sem fim.

 

atocha

 

Aventuras de viagem não são tema raro na literatura, nem recorrentes dúvidas de uma pessoa criativa sobre sua própria criatividade. Tampouco é novidade a sensação de se andar em pantanal, de afundamento a qualquer momento, quando usamos uma língua que não dominamos. Mas todo o resto dessa narrativa é diferente nesse pequeno romance. Porque estamos diante de um manifesto sobre as incongruências da nossa percepção, da percepção dos outros e como exploramos a maleabilidade e a diversidade de pontos de vista, das muitas possíveis verdades, para nosso próprio benefício. As referências às artes plásticas, o sentar e observar um quadro por horas até que saia de foco, são claros indicadores dessa preocupação do autor, senão, qual seria a razão de termos algumas fotografias ilustrando um romance? Ben Lerner mostra que somos todos poliedros. Que temos muitas faces. Que face nossa mostramos ao mundo? Vai depender da nossa vontade. Vai depender da nossa audiência. Que face nossa o mundo vê? Também vai depender de como eles querem nos perceber. Por que não ajustar a história pessoal, a narrativa de vida, de acordo com cada situação? É justamente nessa linha entre o que se acredita ser verdadeiro e o que poderia ser, entre as diversas opções de realidade, entre os mitos que criamos a nosso respeito, nossa história pessoal, que trafega o personagem principal, numa viagem mercurial, entrando e saindo do submundo dos sonhos ao mundo da realidade, tudo incrementado pela névoa perpétua que domina sua mente permanentemente drogada.

 

ben lernerBen Lerner

Ben Lerner não poderia ter levado o romance ao fim não fosse sua intrigante e sedutora voz narrativa: uma combinação de Virginia Woolf e monólogos humorísticos como os recitados na comédia em pé. Por vezes cômico, outras mais filosófico, o texto faz uma afinadíssima crítica aos intelectuais, aos poetas, aos apreciadores das obras de arte, aos demonstradores políticos profissionais, todos encontrados em qualquer grande cidade do mundo, em qualquer Meca da cultura. A fina ironia aparece autodirecionada e simultaneamente reveladora como crítica de costumes.

A narrativa é feita pelos olhos do jovem poeta americano Adam Gordon em busca de experiências novas. Seus poemas usam o pastiche de poemas de outros poetas. Larápio de palavras que traduz, modifica e reusa; punguista de ideias, usa as reticências do silêncio para ser percebido como profundo pensador. Questiona-se sempre sobre sua fraude. E não perde a habilidade de perceber, ou de questionar a possível desonestidade dos outros. E assim, mais cedo ou mais tarde, aprende que o comunista filho de pais ricos que vai à Estação Atocha demonstrar às vésperas da eleição, não vota no partido comunista, com a desculpa de que quer que as coisas fiquem ainda piores. Recebe um email de fundação que o financia, agradecendo sua participação em um debate, cujo convite não havia aceitado. Quando sugere que quadros em uma galeria sejam cobertos em pano preto em sinal de luto pelos mortos em um atentado terrorista, observa que os visitantes da galeria, olham para os quadros cobertos com grande intensidade, encontrando neles significado além do intencionado. Em todo canto, a toda hora, não só o nosso poeta anti-herói engana a si mesmo e a outros, mas também percebe a trapaça ou burla dos outros. Este é um romance divertido, com grande voz narrativa, que leva a uma ponderação sobre temas psicológicos e de comportamento social com a leveza do humor. Recomendo.





Domingo, um passeio no campo!

19 07 2015

 

VIRGILIO LOPES RODRIGUES  Paisagem  óleo sobre tela, 60 x 81 cm.Paisagem, s.d.

Virgílio Lopes Rodrigues (Brasil, 1863-1944)

óleo sobre tela, 60 x 81 cm